segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
MINISTRO SILVIO COSTA FILHO VAI AO CARNAVAL DE OLINDA AO LADO DO PREFEITO JOÃO CAMPOS
EDUARDO DA FONTE PARTICIPA DO 20º CONGRESSO DA UMADESC EM SANTA CRUZ AO LADO DO DEPUTADO ADALTO SANTOS
RAQUEL LYRA MERGULHA NO FREVO E NO MARACATU E LEVA O GOVERNO AO CORAÇÃO DO CARNAVAL DA MATA NORTE
Em Nazaré da Mata, conhecida como a capital estadual do maracatu rural, a governadora participa da programação na Praça da Catedral, no Centro da cidade. O município se transforma nesta época do ano em um grande palco a céu aberto, onde caboclos de lança, batuqueiros e foliões ocupam as ruas em um espetáculo de cores, brilho e tradição. A presença de Raquel Lyra no município simboliza não apenas prestígio político, mas reconhecimento cultural a uma das expressões mais autênticas do Carnaval pernambucano.
A visita também carrega um peso estratégico. Ao marcar presença na Mata Norte, a governadora reforça o discurso de valorização das festas regionais e de fortalecimento econômico por meio do turismo e da cultura. O Carnaval, além de celebração popular, movimenta cadeias produtivas locais, do comércio informal à rede hoteleira, passando por artistas, costureiras, músicos e produtores culturais.
À tarde, a chefe do Executivo estadual segue para Paudalho, onde acompanha a programação no Polo Cultural, na Praça Pedro Coutinho, também no Centro. A cidade integra o circuito tradicional da Mata Norte e tem ampliado sua estrutura carnavalesca nos últimos anos, atraindo público da Região Metropolitana e do interior. A presença da governadora no município reforça o alinhamento institucional com as gestões locais e sinaliza apoio às iniciativas culturais descentralizadas.
Ao optar por vivenciar o Carnaval fora da capital, Raquel Lyra consolida uma imagem de governadora presente nas diversas regiões do estado, dialogando diretamente com a população e com lideranças municipais. A agenda na Mata Norte combina simbolismo cultural, articulação política e incentivo à economia criativa, em um momento em que o Carnaval se afirma como vitrine cultural e motor econômico.
Entre frevos, maracatus e multidões nas ruas, a segunda-feira da governadora é também um gesto político claro: o governo está onde o povo está — e, na Mata Norte, o povo está nas ruas celebrando suas tradições.
NO DOMINGO DE CARNAVAL, GOVERNADORA RAQUEL LYRA ACOMPANHA DE PERTO A ALEGRIA E TRADIÇÃO DOS PAPANGUS DE BEZERROS
O SALTO ARRISCADO E A HISTÓRIA DAS DERROTAS QUE ASSOMBRA JOÃO CAMPOS E PREFEITOS QUE SONHAM COM O GOVERNO
Entre os raros casos de sucesso estão dois tucanos paulistas que viraram referência nesse tipo de movimento: José Serra, eleito governador de São Paulo em 2006 após deixar a prefeitura, e João Doria, que repetiu o feito em 2018. Antes deles, também conseguiram a transição Wilma Faria, no Rio Grande do Norte; Marcelo Déda, em Sergipe; Beto Richa, no Paraná; e Ricardo Coutinho, na Paraíba. Mas são exceções em um universo marcado por tropeços.
Entre os derrotados estão nomes de peso. Tarso Genro deixou a Prefeitura de Porto Alegre em 2002 para disputar o governo do Rio Grande do Sul e perdeu. Só conseguiria se eleger governador oito anos depois. Mais recentemente, Alexandre Kalil abriu mão da Prefeitura de Belo Horizonte para enfrentar Romeu Zema em 2022 e foi derrotado ainda no primeiro turno.
Mas o caso mais emblemático — e que ecoa diretamente no debate atual — é o de ACM Neto. Em 2022, ele iniciou a disputa pelo governo da Bahia como franco favorito. Ex-prefeito de Salvador por dois mandatos e herdeiro de uma das famílias mais tradicionais da política baiana, ACM Neto aparecia em pesquisas com percentuais que flertavam com os 50%, alimentando a expectativa de vitória no primeiro turno. A narrativa era de retorno do seu grupo ao comando do estado com ampla vantagem.
Só que eleição é dinâmica. Enquanto Neto liderava com folga, o então menos conhecido Jerônimo Rodrigues crescia impulsionado pela estrutura estadual e pelo peso político de Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. A campanha avançou, a diferença diminuiu, a disputa foi para o segundo turno — e o favoritismo inicial se dissolveu. No fim, Jerônimo venceu com pouco mais de 52% dos votos válidos. ACM Neto, que começou a corrida embalado por números quase majoritários, terminou derrotado.
O episódio virou referência entre analistas políticos. Primeiro, porque mostrou que liderança antecipada não garante vitória consolidada. Segundo, porque expôs um fator recorrente nesse tipo de movimento: a percepção de “quebra de contrato” com o eleitor. Quando um prefeito é eleito — ou reeleito — com promessa implícita de governar quatro anos e abandona o cargo no meio, parte do eleitorado pode interpretar o gesto como ambição acima do compromisso administrativo.
É justamente essa equação que ronda Recife. João Campos foi reeleito com votação histórica, consolidando ampla aprovação na capital pernambucana. Tem estrutura partidária, visibilidade nacional e base política sólida. Mas a vitrine da capital não se confunde com o mapa eleitoral do estado inteiro. Interior, alianças regionais e conjunturas nacionais pesam — e muito.
A história recente ensina que a popularidade urbana pode não resistir à complexidade de uma eleição estadual. Dos que tentaram o salto, a maioria caiu. Alguns começaram como favoritos absolutos e terminaram derrotados. Outros subestimaram a força de adversários regionais ou o impacto do cenário nacional.
Para João Campos, como antes foi para ACM Neto, a decisão não será apenas estratégica — será histórica. A pergunta que ecoa não é se há viabilidade eleitoral, mas se o risco compensa. Porque, na política brasileira, começar com 50% nas pesquisas pode significar pouco. O que define o futuro não é a largada, é a linha de chegada.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
URGENTE - CHEFÃO DO UNIÃO BRASIL PASSA MAL EM CAMAROTE EM SALVADOR E É RETIRADO DE AMBULÂNCIA
Rueda estava no espaço administrado pelo prefeito Bruno Reis, seu aliado político na capital baiana, quando começou a se sentir indisposto. Testemunhas relataram que o mal-estar foi repentino, o que provocou imediata mobilização da equipe de apoio e segurança. Em poucos minutos, o dirigente partidário foi conduzido para fora do camarote, onde uma ambulância já o aguardava. A saída chamou atenção pela movimentação intensa e pelo clima de preocupação entre os presentes.
Apesar do susto, autoridades que estavam no local afirmaram que o quadro não aparentava gravidade e que Rueda estava consciente no momento em que deixou o evento. Ainda assim, o episódio interrompeu a agenda do presidente do partido em meio a um dos eventos mais movimentados do calendário político e social do país.
Desde sábado, Rueda cumpria compromissos na capital baiana e havia participado do tradicional Camarote Salvador, conhecido por reunir empresários, artistas e lideranças políticas em um ambiente que mistura entretenimento e articulações estratégicas. O Carnaval de Salvador, além de espetáculo cultural, tornou-se ponto de encontro de figuras centrais da política nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve na cidade para acompanhar a folia e marcou presença no camarote do governo do estado no sábado, reforçando o peso institucional do evento. Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou do Camarote Salvador na sexta-feira, evidenciando a concentração de autoridades nos bastidores da festa.
O mal-estar de Antonio de Rueda rapidamente se espalhou entre os convidados e provocou especulações nos corredores do camarote, especialmente pelo momento político delicado e pelas articulações que o União Brasil vem conduzindo nacionalmente. Até o momento, não houve divulgação oficial detalhando as causas da indisposição, mas a informação inicial é de que o dirigente passa bem.
Entre trios elétricos, alianças políticas e celebrações milionárias, o episódio adicionou um elemento inesperado ao Carnaval baiano, mostrando que, mesmo em meio à maior festa popular do país, os bastidores do poder podem ser atravessados por momentos de tensão e preocupação.