QUAEST MOSTRA RAQUEL COM 41% E JOÃO CAMPOS COM 39%, MAS ESPONTÂNEA, APROVAÇÃO DO GOVERNO E DESEJO DE CONTINUIDADE DÃO NOVOS ELEMENTOS À DISPUTA EM PERNAMBUCO
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) colocou mais combustível na disputa pelo Governo de Pernambuco. Na fotografia estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 41% das intenções de voto, contra 39% de João Campos (PSB). A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, caracterizando empate técnico.
Mas os números que chamam a atenção do grupo político da governadora não estão apenas no cenário estimulado. A pesquisa mostra uma combinação de liderança numérica, vantagem na pesquisa espontânea, aprovação administrativa e maioria favorável à continuidade do governo, elementos que ajudam a explicar o ambiente de confiança existente no entorno da candidatura de Raquel.
Na pesquisa espontânea, considerada um dos termômetros para medir o grau de lembrança dos candidatos porque os entrevistados não recebem uma lista com os nomes, Raquel aparece com 32%, enquanto João Campos registra 25%. Renan Hallais tem 1% e os demais candidatos não alcançaram pontuação. Ainda há 38% de indecisos nesse cenário. (TMC)
O dado chama atenção porque, mesmo sem a apresentação dos nomes, Raquel permanece à frente. Na rodada anterior da Quaest, divulgada em 8 de setembro, a governadora tinha 33% na espontânea e João Campos aparecia com 24%. Ou seja, Raquel oscilou um ponto para baixo, enquanto João avançou um ponto. Ao mesmo tempo, o número de eleitores que não apontaram espontaneamente um candidato caiu de 40% para 38%.
É justamente nesse ponto que a leitura política ganha força. A governadora mantém uma vantagem de sete pontos na lembrança espontânea, enquanto, no cenário estimulado, a distância é de apenas dois pontos.
Outro número relevante aparece na avaliação da administração estadual. Segundo a pesquisa, 61% dos entrevistados aprovam o governo Raquel Lyra, enquanto 27% desaprovam e 12% não souberam ou não responderam. A avaliação positiva da gestão chega a 47%, enquanto 34% consideram o governo regular e 13% fazem uma avaliação negativa. (JovemCap Fm)
Mais diretamente ligado à eleição, 63% afirmam que Raquel merece um novo mandato, contra 32% que dizem que ela não merece e 5% que não souberam responder. O resultado coloca a discussão sobre continuidade administrativa no centro da disputa.
Esse dado ajuda a entender por que o resultado da pesquisa estimulada não pode ser analisado isoladamente. Embora Raquel e João estejam tecnicamente empatados no primeiro turno, existe uma parcela expressiva do eleitorado que avalia positivamente a atual administração e afirma ser favorável à permanência da governadora no Palácio do Campo das Princesas.
A evolução dos números também mostra como a eleição vem se estreitando. Em 25 de agosto, a Quaest registrava Raquel com 44% e João Campos com 36%. Na rodada de 8 de setembro, a governadora aparecia com 43% e o socialista com 37%. Agora, Raquel tem 41% e João chega a 39%. A vantagem, portanto, caiu de oito para seis e depois para dois pontos percentuais.
Isso significa que o cenário está mais apertado do que estava algumas semanas atrás. Ao mesmo tempo, a pesquisa não mostra uma virada de posições: Raquel continua numericamente à frente, enquanto João se aproximou.
A Quaest também testou um eventual segundo turno entre os dois principais nomes. Nesse cenário, Raquel aparece com 43% e João Campos com 41%, também dentro da margem de erro. Na pesquisa anterior, a governadora tinha 45% contra 39% do adversário.
Outro dado importante para entender o momento eleitoral é o grau de definição do voto. 79% dos entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 20% dizem que ainda podem mudar de candidato até a eleição. Na pesquisa anterior, 76% consideravam a escolha definitiva e 23% admitiam possibilidade de mudança.
A eleição, portanto, entra na reta final com uma parcela majoritária do eleitorado dizendo já ter uma decisão consolidada, mas ainda existe espaço para movimentações entre os candidatos.
No campo de Raquel, a combinação dos números produz uma leitura naturalmente positiva: a governadora aparece numericamente na frente no primeiro turno, lidera a espontânea, tem 61% de aprovação administrativa e 63% dos entrevistados dizem que ela merece um segundo mandato.
É importante, porém, separar o sentimento político do resultado estatístico. A pesquisa não aponta vitória garantida para nenhum dos candidatos. A diferença de dois pontos no cenário estimulado está dentro da margem de erro de três pontos, e o segundo turno também apresenta empate técnico.
O que os números efetivamente mostram é uma eleição aberta e concentrada nos dois principais nomes, com Raquel mantendo a primeira colocação numérica na pesquisa e João Campos reduzindo a distância registrada nas rodadas anteriores.
A espontânea, por sua vez, acrescenta uma informação relevante à fotografia eleitoral. Quando os nomes não são apresentados, Raquel é lembrada por 32% dos entrevistados, contra 25% de João. A vantagem de sete pontos nesse indicador contrasta com os dois pontos do cenário estimulado e mostra que a governadora possui, neste momento, uma presença maior na lembrança espontânea do eleitorado pesquisado.
Para uma campanha que busca consolidar a ideia de continuidade, os números de aprovação também ganham importância. A maioria que aprova a administração e os 63% que consideram que Raquel merece mais um mandato formam um ambiente favorável à narrativa de manutenção do projeto administrativo.
Do outro lado, João Campos chega à reta final tendo reduzido a diferença para a governadora nas últimas duas rodadas da Quaest. O crescimento de 37% para 39% no cenário estimulado demonstra avanço dentro do período pesquisado, embora ainda deixe o candidato dois pontos atrás de Raquel.
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, restam menos de duas semanas para a votação. A pesquisa atual mostra que a disputa está mais apertada, mas também revela que a candidatura de Raquel continua sustentada por três indicadores que terão peso político na reta final: liderança numérica no primeiro turno, vantagem na espontânea e avaliação majoritariamente positiva da gestão.
A corrida, portanto, chega à última fase com os dois principais candidatos tecnicamente empatados, mas com diferentes elementos compondo suas respectivas campanhas. E é justamente essa combinação de intenção de voto, lembrança espontânea, aprovação administrativa e definição do eleitor que transforma os próximos dias em uma das etapas mais decisivas da eleição pernambucana.
OS NÚMEROS DA QUAEST
Pesquisa estimulada — 1º turno
Raquel Lyra (PSD): 41%
João Campos (PSB): 39%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Renan Hallais (Missão): 1%
Professora Camila (UP): 0%
Victor Assis (PCO): 0%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0%
Indecisos: 12%
Branco/nulo/não vai votar: 6%
Pesquisa espontânea
Raquel Lyra: 32%
João Campos: 25%
Renan Hallais: 1%
Demais candidatos: 0%
Indecisos: 38%
Branco/nulo/não vai votar: 4%
Avaliação do governo Raquel Lyra
Aprova: 61%
Desaprova: 27%
Não sabe/não respondeu: 12%
Raquel merece um novo mandato?
Sim: 63%
Não: 32%
Não sabe/não respondeu: 5%
Segundo turno
Raquel Lyra: 43%
João Campos: 41%
Indecisos: 10%
Branco/nulo/nenhum: 6%
A Quaest entrevistou 1.302 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e registrada no TSE sob o número PE-05671/2026.