terça-feira, 8 de setembro de 2026

NILDO DO SERÁFICO DEIXA TEOBALDO E REFORÇA JULIANA DE CHAPARRAL; DISPUTA PELO AGRESTE SETENTRIONAL GANHA OUTRA DIMENSÃO

A eleição de 2026 começa a revelar no Agreste Setentrional uma disputa que está ficando bem maior do que aparentava inicialmente. O anúncio do vereador Nildo do Seráfico, de Limoeiro, de que deixou o grupo político de Ricardo Teobaldo para apoiar Juliana de Chaparral na corrida pela Câmara Federal é mais uma peça movimentada em um tabuleiro que vem sendo cuidadosamente montado nos bastidores.

Nildo do Seráfico, eleito com 1.197 votos, decidiu caminhar com Juliana de Chaparral (União Brasil) para deputada federal, mantendo, ao mesmo tempo, seu apoio a Janjão (PSD) para deputado estadual. A composição deixa claro que as lideranças municipais estão fazendo seus próprios arranjos eleitorais e separando, em muitos casos, as disputas estadual e federal. Mas, politicamente, a mudança de Nildo produz um efeito que ultrapassa os limites de uma simples declaração de apoio.

Limoeiro é uma das principais cidades do Agreste Setentrional e ocupa posição estratégica no mapa político da região. Por isso, quando um vereador com votação expressiva muda de lado em uma disputa para deputado federal, a movimentação naturalmente desperta atenção. Ainda mais quando a mudança acontece entre dois grupos que estão ampliando suas articulações justamente na mesma área do estado.

De um lado está o grupo de Juliana de Chaparral, que tem como principal articulador político o prefeito de Surubim, Cleber Chaparral. A estratégia parece cada vez mais clara: transformar a força política construída em Surubim em uma estrutura regional capaz de sustentar uma candidatura competitiva à Câmara Federal. Juliana vem ampliando sua presença e agregando lideranças em diferentes municípios, enquanto Chaparral trabalha para transformar alianças locais em uma rede política de maior alcance.

Do outro lado está Ricardo Teobaldo, político experiente e conhecedor profundo do Agreste Setentrional, com relações construídas ao longo de muitos anos. Teobaldo também sabe que uma eleição proporcional para deputado federal não se vence apenas com uma grande votação em determinado município. É preciso montar uma engrenagem política espalhada por várias cidades, com vereadores, prefeitos, ex-prefeitos, lideranças e grupos locais capazes de produzir votos.

É exatamente por isso que a movimentação de Nildo chama atenção.

A disputa entre os grupos de Chaparral e Teobaldo está deixando de ser uma simples corrida por apoios e começando a assumir características de uma disputa pela própria formação de novos territórios políticos no Agreste. Cada liderança que chega, cada grupo que muda de posição e cada município conquistado passa a ter um peso diferente dentro da estratégia eleitoral.

E há um detalhe importante: Chaparral e Teobaldo estão jogando alto.

O objetivo não é apenas garantir uma boa votação. Os dois lados sabem que uma eleição para deputado federal pode mudar completamente o tamanho de uma liderança política. Um mandato em Brasília representa estrutura, visibilidade, recursos, capacidade de articulação e, principalmente, força para as próximas eleições municipais e estaduais.

É por isso que a candidatura de Juliana precisa ser observada para além do nome da candidata. Ela representa também um projeto de expansão política de Chaparral. O que está em jogo é a capacidade de transformar uma liderança municipal forte em uma liderança regional com presença efetiva na Câmara dos Deputados.

A chegada de Nildo do Seráfico ao grupo de Juliana é mais um indicativo dessa movimentação. Nas redes sociais, Juliana comemorou a adesão e afirmou que o novo aliado chega para fortalecer sua caminhada pelo estado. Nildo, por sua vez, declarou que passa a integrar o grupo liderado por Cleber Chaparral e classificou Juliana como a melhor opção para representar Limoeiro e o Agreste.

A política, porém, ensina que nenhuma adesão deve ser analisada isoladamente. Uma mudança de lado pode ser apenas um episódio, mas também pode representar o início de uma sequência. E é justamente isso que os adversários e aliados estão observando neste momento.

No Agreste Setentrional, a movimentação dos grupos políticos está acelerada. A eleição ainda não chegou ao seu momento decisivo, mas as bases estão sendo construídas agora. Quem conseguir chegar mais forte à reta final terá não apenas uma candidatura, mas uma estrutura eleitoral consolidada.

Nildo do Seráfico, portanto, não é apenas mais um vereador anunciando apoio. Sua decisão é mais um sinal de que a disputa pelo voto federal no Agreste Setentrional entrou em uma fase diferente. Juliana de Chaparral quer crescer, ocupar espaços e transformar sua candidatura em um projeto regional. Teobaldo, por sua vez, sabe o peso de preservar seu território político e certamente acompanha cada movimentação com atenção.

O que está acontecendo no Agreste pode ser apenas o começo de uma disputa muito maior.

A eleição de 2026 vai colocar à prova a capacidade de articulação dos dois grupos. E, pelo ritmo das movimentações, está ficando cada vez mais evidente que Juliana de Chaparral e Ricardo Teobaldo não estão jogando para participar. Estão jogando alto pelo mandato de deputado federal e, principalmente, pelo controle de importantes espaços políticos no Agreste Setentrional.

A partida começou. E no Agreste, cada peça movimentada já começa a fazer diferença.

JUSTIÇA ELEITORAL BARRA PROPAGANDA DE MENDONÇA COM RAQUEL E ACENDE DISPUTA PELO VOTO GOVERNISTA

Da REDAÇÃO

A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado ganhou um novo capítulo — e desta vez com a Justiça Eleitoral entrando em campo. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) concedeu liminar favorável à Coligação Pernambuco de Coração e determinou que o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) retire de sua propaganda eleitoral peças que associem sua candidatura à governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.

A decisão foi assinada pelo desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira e atende a uma representação apresentada pelos candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), que integram oficialmente a chapa apoiada por Raquel Lyra. O caso tramita no TRE-PE sob o número 0601917-17.2026.6.17.0000. 

Na prática, a decisão mexe diretamente com uma das estratégias centrais da campanha de Mendonça: explorar sua proximidade política com Raquel e apresentar ao eleitor a imagem de que existe uma sintonia entre os dois projetos.

O problema, segundo o entendimento adotado pelo magistrado, está justamente na possibilidade de o eleitor interpretar essa aproximação como um vínculo eleitoral formal. O PL não integra a coligação da governadora e, na composição registrada no Tribunal Eleitoral, os candidatos ao Senado que fazem parte da chapa de Raquel são Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha.

A determinação é para que Mendonça Filho e o PL retirem as peças questionadas no prazo de 24 horas e também deixem de divulgar novos conteúdos de conteúdo semelhante enquanto permanecer a atual composição das coligações. As emissoras de rádio e televisão também deverão suspender a veiculação da propaganda após serem notificadas.

O descumprimento da ordem poderá provocar multa diária de R$ 20 mil, conforme a decisão. Uma publicação específica no Instagram também foi alvo da determinação judicial, com previsão de multa de R$ 15 mil por dia caso não seja retirada no prazo estabelecido.

A BRIGA QUE ESTÁ POR TRÁS DA AÇÃO

Mais do que uma discussão sobre propaganda eleitoral, o episódio revela uma disputa política de grande importância para a eleição de 2026.

Mendonça Filho vem tentando consolidar seu nome entre os eleitores que apoiam Raquel Lyra. Embora esteja fora da coligação oficial da governadora, o candidato do PL mantém uma relação política pública com Raquel e tem reafirmado que continuará defendendo a reeleição da governadora.

É justamente aí que está o ponto de tensão.

Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha também disputam o voto dos eleitores que acompanham Raquel. Ambos estão formalmente na chapa governista e têm utilizado a presença e a imagem da governadora como um dos principais ativos de suas campanhas.

Ao utilizar imagens ao lado de Raquel, Mendonça procura demonstrar que sua candidatura também está alinhada ao projeto da governadora. Para seus adversários, entretanto, essa estratégia poderia embaralhar a compreensão do eleitor sobre quem efetivamente compõe a chapa majoritária.

O TRE-PE acolheu esse argumento em caráter liminar e considerou que a propaganda poderia produzir justamente essa confusão. 

MENDONÇA REAGE E MANTÉM O DISCURSO

Antes da decisão judicial, Mendonça Filho já havia reagido às críticas e às iniciativas para retirar Raquel de suas peças de campanha.

O candidato deixou claro que não pretende abrir mão da relação política construída com a governadora e classificou a movimentação dos adversários como uma tentativa de impedir que ele mostre sua proximidade com Raquel.

Mendonça também questionou onde estavam seus adversários nos momentos em que, segundo ele, Raquel enfrentou maiores dificuldades políticas. A mensagem foi direta: a relação entre os dois, na avaliação do candidato, não nasceu durante a atual campanha eleitoral. 

Esse discurso mostra que a decisão judicial não encerra a questão política. Pelo contrário. A tendê

O VOTO DE RAQUEL VIROU UM DOS PRINCIPAIS ATIVOS DA ELEIÇÃO

A movimentação revelancia é que a disputa pela associação com a imagem da governadora fique ainda mais intensa nas próximas semanas.

 uma realidade cada vez mais evidente na eleição pernambucana: o grupo político de Raquel Lyra passou a ser um território eleitoral disputado por diferentes candidaturas ao Senado.

Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha têm a vantagem formal de integrarem a chapa da governadora. Mendonça, por sua vez, tenta transformar sua relação política com Raquel em capital eleitoral próprio.

É uma diferença importante.

Enquanto Eduardo e Túlio podem dizer que são os nomes oficialmente escolhidos para a disputa do Senado dentro da coligação governista, Mendonça tenta convencer o eleitor de que sua trajetória ao lado da governadora também lhe garante legitimidade para ocupar esse espaço.

O resultado é uma disputa que extrapola os programas eleitorais e chega às ruas, aos palanques, às redes sociais e agora aos tribunais.

NA LUPA

A decisão do TRE-PE deixa uma mensagem clara: uma coisa é apoiar Raquel Lyra; outra é utilizar a imagem da governadora de maneira que possa sugerir ao eleitor uma composição eleitoral que não existe formalmente.

Politicamente, porém, o episódio é maior do que a liminar.

Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha conseguiram uma vitória importante no campo jurídico. Mendonça Filho, por outro lado, ganhou um novo elemento para alimentar seu discurso de que sua relação com Raquel é anterior à atual composição partidária e não depende de uma coligação formal.

No fundo, a briga é pelo mesmo eleitor.

E quando três candidaturas disputam o mesmo espaço político, cada imagem, cada declaração e cada palanque passam a valer ouro.

A eleição para o Senado em Pernambuco está deixando de ser uma disputa apenas por votos e se transformando também em uma disputa pela legitimidade de falar em nome do projeto político de Raquel Lyra.

E essa batalha, pelo visto, ainda está longe de terminar.

“SE MACUMBA FUNCIONASSE, A BAHIA ERA DUBAI”: PABLO MARÇAL ATACA RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA E GERA REVOLTA

Declarações do ex-candidato à Presidência provocaram forte reação nas redes sociais; Marçal associou praticantes de religiões de matriz africana a fracasso, inveja e falta de prosperidade

O ex-candidato à Presidência da República Pablo Marçal voltou a provocar polêmica nas redes sociais, desta vez ao atacar de forma generalizada as religiões de matriz africana. Durante entrevista ao canal BNTV, Marçal foi questionado se teria medo de ser alvo de “macumbaria” e respondeu com uma frase que rapidamente ganhou repercussão: “Se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai.”

A declaração, que mistura religião, preconceito e uma tentativa de associar crença religiosa a prosperidade financeira, provocou críticas e reacendeu o debate sobre intolerância religiosa no discurso de figuras públicas.

Marçal não parou na provocação. Ao longo da entrevista, fez novas afirmações ofensivas contra praticantes dessas religiões, relacionando a fé de milhões de brasileiros a suposto fracasso pessoal e financeiro.

Em determinado momento, afirmou: “Todo macumbeiro é um derrotado na vida. É gente invejosa e que não prospera.”

A fala causou reação justamente por transformar uma crença religiosa em alvo de generalizações e ataques pessoais. Religiões como Candomblé e Umbanda fazem parte da história cultural e religiosa do Brasil e possuem milhões de adeptos e praticantes, além de profunda importância na formação da identidade brasileira.

POLÊMICA COM MÉTODO

A nova declaração se soma ao histórico de controvérsias envolvendo Pablo Marçal, conhecido por utilizar discursos provocativos e confrontos nas redes sociais como parte de sua estratégia de comunicação.

Na entrevista, o ex-candidato também criticou pessoas que, segundo ele, recorreriam a práticas religiosas para tentar prejudicar indivíduos que alcançaram sucesso financeiro.

O problema, desta vez, é que a crítica ultrapassou o campo da opinião pessoal e atingiu, de maneira generalizada, uma parcela específica da população por sua religião.

Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. A frase sobre a Bahia e as demais declarações passaram a ser compartilhadas e comentadas por usuários que classificaram o discurso como intolerante e preconceituoso.

INELEGÍVEL ATÉ 2032

A polêmica envolvendo as declarações ocorre em um momento em que Pablo Marçal também enfrenta restrições no campo político.

O ex-candidato teve mantida pela Justiça Eleitoral a condenação relacionada à campanha de 2024. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, negou os recursos especiais eleitorais apresentados pela defesa de Marçal.

A decisão manteve a condenação por uso indevido dos meios de comunicação social durante a disputa eleitoral para a Prefeitura de São Paulo.

Com isso, permanece a pena de inelegibilidade por oito anos, impedindo Marçal de disputar eleições durante o período estabelecido pela Justiça Eleitoral.

O processo envolve a utilização e monetização de conteúdos e transmissões realizadas durante o período eleitoral por meio de perfis em redes sociais.

Entre a batalha jurídica e as declarações polêmicas, Pablo Marçal continua ocupando espaço no debate público pela capacidade de provocar reações. Desta vez, porém, o alvo escolhido foi a religião — e a repercussão promete ser bem maior do que uma simples discussão nas redes sociais.

7 DE SETEMBRO VIRA PALCO DA POLARIZAÇÃO POLÍTICA NO RECIFE COM ATOS DE ESQUERDA E DIREITA

O 7 de Setembro deste ano ganhou um ingrediente a mais no Recife: a polarização política que tomou conta do país também ocupou as ruas da capital pernambucana. Em pontos diferentes da cidade, manifestações de esquerda e de direita levaram às ruas bandeiras, discursos e críticas completamente opostas, transformando o feriado da Independência em mais uma demonstração de como o ambiente político brasileiro segue dividido.

Pela manhã, movimentos sociais, sindicatos e organizações populares participaram do tradicional Grito dos Excluídos e Excluídas, que chegou à sua 32ª edição. A concentração aconteceu no Parque Treze de Maio, no Centro do Recife, de onde os manifestantes seguiram em caminhada até o Pátio do Carmo.

Com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, o movimento levou para as ruas pautas relacionadas às políticas sociais, moradia, defesa das mulheres, democracia, soberania nacional e redução das desigualdades.

A mobilização também incorporou o debate sobre o déficit habitacional, tema que ganhou espaço em 2026 com a Campanha da Fraternidade, cujo tema é “Fraternidade e Moradia”. Entre as reivindicações esteve ainda a defesa de políticas públicas voltadas às parcelas mais vulneráveis da população.

Do outro lado do espectro político, a tarde foi marcada por uma mobilização de grupos conservadores na Zona Sul do Recife. A concentração aconteceu a partir das 14h, em frente à tradicional Padaria Boa Viagem, integrando uma articulação nacional que levou manifestações semelhantes para diversas capitais brasileiras.

O discurso dos grupos de direita foi direcionado principalmente contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Com palavras de ordem como “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”, os manifestantes defenderam mudanças no cenário político nacional e fizeram críticas à atuação do Supremo.

O movimento ganhou ainda mais combustível neste ano diante da repercussão de mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O conteúdo dos diálogos veio a público após decisão do ministro André Mendonça e passou a alimentar o discurso de setores da oposição ao governo Lula e ao STF.

Entre as mensagens divulgadas está uma conversa na qual Vorcaro teria perguntado a Moraes se deveria deixar o país dois dias antes de sua prisão. O episódio provocou forte repercussão política e ampliou a pressão sobre o Supremo.

É importante, entretanto, separar a repercussão política das conclusões jurídicas. A divulgação das mensagens, por si só, não significa que Alexandre de Moraes tenha cometido crime. Os fatos permanecem sob análise das autoridades competentes e o conteúdo dos diálogos passou a integrar um debate político e institucional de grandes proporções.

Em São Paulo, a manifestação teve dimensão ainda maior, com concentração na Avenida Paulista e participação de nomes de peso do campo conservador. O ato foi convocado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e contou com a expectativa de presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF).

O que aconteceu no Recife, portanto, está longe de ser um episódio isolado. O 7 de Setembro de 2026 mostrou, mais uma vez, que o calendário cívico brasileiro também se transformou em espaço de disputa política. Em um ano eleitoral, cada manifestação, cada discurso e cada demonstração pública de força passam a ser observados não apenas como atos de mobilização, mas também como sinais do ambiente político que se desenha para as urnas.

A imagem das duas manifestações ocorrendo no mesmo feriado, embora em locais e horários diferentes, resume bem o momento vivido pelo país: de um lado, movimentos ligados à esquerda defendendo políticas sociais, democracia e participação popular; do outro, grupos conservadores ocupando as ruas para protestar contra Lula e Alexandre de Moraes.

No Recife, a Independência do Brasil terminou servindo também como retrato da independência — e da distância — entre dois campos políticos que caminham para uma das eleições mais disputadas dos últimos anos.

EDUARDO E LULA DA FONTE PARTICIPAM DAS CERIMÔNIAS DE 7 DE SETEMBRO COM RAQUEL

Deputado acompanhou o tradicional desfile cívico-militar no Recife, em uma agenda que uniu celebração da Independência e presença de importantes lideranças políticas do Estado

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP), presidente estadual da Federação União Progressista, marcou presença nesta segunda-feira (7) no tradicional Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, realizado na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife. A cerimônia, que celebrou os 204 anos da Independência do Brasil, foi presidida pela governadora Raquel Lyra.

Mais do que uma solenidade tradicional do calendário pernambucano, o desfile reuniu autoridades, militares, forças de segurança, estudantes e representantes de diversas instituições em uma das principais celebrações cívicas realizadas anualmente na capital. Eduardo da Fonte acompanhou a programação ao lado de outras autoridades e lideranças que participaram da cerimônia.

A agenda também colocou em evidência a
presença de Eduardo da Fonte ao lado da governadora Raquel Lyra em um momento de forte movimentação política no Estado. Com a sucessão estadual e a disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado Federal já ocupando espaço central no debate político, cada agenda pública dos principais atores da eleição passa a ser observada também pelo seu significado político.

O desfile teve início às 8h e contou com a participação das Forças Armadas, Forças Auxiliares, órgãos de segurança pública, instituições civis, escolas e associações representativas da sociedade. Um dos destaques foi a participação de 36 escolas da Rede Estadual de Pernambuco, que levaram suas bandas marciais para a avenida e ajudaram a dar o tom de tradição e participação popular à solenidade.

Eduardo da Fonte acompanhou a programação e destacou o significado da data para o país e para Pernambuco. Segundo o parlamentar, o 7 de Setembro representa uma oportunidade de reforçar valores ligados à história nacional, aos símbolos do Brasil e ao compromisso coletivo com o futuro.

“É uma satisfação participar de uma cerimônia tão importante para o nosso país e poder acompanhar esse momento. O 7 de Setembro é uma data que nos convida a valorizar a nossa história, os símbolos nacionais e, principalmente, o compromisso de cada um de nós com o Brasil e com Pernambuco”, afirmou Eduardo da Fonte.

A presença do deputado integrou sua agenda institucional nesta segunda-feira e reforçou também sua movimentação pública em Pernambuco. Em meio ao calendário eleitoral que começa a ganhar cada vez mais intensidade, Eduardo da Fonte vem ampliando sua presença em diferentes regiões e mantendo uma agenda que combina articulação política, participação institucional e contato com lideranças.

No Recife, a solenidade reuniu representantes de diferentes setores da sociedade em uma programação marcada pelo simbolismo da Independência. Militares, estudantes, integrantes das forças de segurança e instituições civis dividiram a avenida em uma celebração que preserva uma das tradições mais importantes do calendário nacional.

A presença de Eduardo da Fonte no evento, ao lado da governadora Raquel Lyra, também evidencia a proximidade política entre os dois grupos em um momento no qual Pernambuco começa a entrar definitivamente no clima da disputa eleitoral de 2026.

Fotos: Pedro Gonçalves.

NA LUPA 🔎 | A GUERRA PELO SENADO QUE COMEÇA A TESTAR A IMAGEM DE RAQUEL LYRA


A disputa pelo Senado em Pernambuco entrou em uma fase diferente. Já não se trata apenas de saber quem vai conquistar uma das duas cadeiras disponíveis, mas de entender quem conseguirá ocupar o maior espaço político ao redor da governadora Raquel Lyra.

De um lado estão Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), oficialmente integrantes da chapa majoritária da governadora. Do outro, Mendonça Filho (PL), que decidiu disputar o Senado de forma independente, mas vem mantendo uma aproximação pública com Raquel e participando de agendas ao lado dela.

É justamente aí que mora o problema.

A fotografia política começou a ficar desconfortável para todos os envolvidos. E nesta segunda-feira, 7 de setembro, a disputa subiu mais um degrau: Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte acionaram o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco para pedir a retirada de uma propaganda de Mendonça Filho que, segundo os autores da representação, associa sua candidatura à governadora Raquel Lyra. O pedido também busca impedir novas peças que estabeleçam esse vínculo. 

A questão jurídica, porém, é apenas a ponta mais visível de uma disputa política muito maior.

O PROBLEMA É A IMAGEM

Raquel Lyra montou sua chapa ao Senado com Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha. Essa é a composição oficialmente registrada.

Mendonça Filho não está nessa chapa.

Mas Mendonça construiu outra estratégia: disputar o Senado sem candidato próprio ao Governo do Estado e, ao mesmo tempo, declarar apoio à reeleição de Raquel.

Politicamente, é uma estratégia inteligente.

Mendonça preserva sua identidade, mantém o discurso de direita e aproxima-se de uma candidata que liderava pesquisas recentes, sem necessariamente ficar preso à estrutura formal da chapa governista.

O problema é que Eduardo e Túlio também precisam da imagem de Raquel.

E precisam dela bastante.

A governadora é o principal ativo eleitoral da chapa que reúne os dois candidatos. Por isso, quando um terceiro candidato aparece ao lado de Raquel, participa de agendas e explora essa proximidade em sua comunicação eleitoral, surge uma pergunta inevitável nos bastidores:

até onde vai a parceria institucional e onde começa a disputa pelo voto?

Essa fronteira ficou ainda mais delicada com o início do guia eleitoral.

MENDONÇA ENXERGOU UMA BRECHA

Mendonça Filho percebeu uma coisa que talvez seja uma das maiores particularidades desta eleição: Raquel conseguiu construir uma relação política bastante ampla.

A governadora recebe apoios de setores diferentes da política pernambucana e tenta manter uma imagem de independência em relação à disputa presidencial.

Isso permite que um candidato de direita, como Mendonça, esteja próximo dela sem necessariamente integrar sua chapa.

O próprio Túlio Gadêlha reconheceu essa realidade ao afirmar, em agosto, que não tinha incômodo com a presença de Mendonça nas agendas da governadora.

Na ocasião, Túlio declarou que não fazia política com ódio e defendeu a convivência democrática entre diferentes correntes políticas. 

Na política, entretanto, uma coisa é não demonstrar incômodo publicamente.

Outra é aceitar que o eleitor possa enxergar os três como parte de um mesmo projeto eleitoral.

E é exatamente essa segunda hipótese que Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha agora tentam evitar.

O ELEITOR PODE CONFUNDIR?

Essa é a grande discussão.

Eduardo e Túlio sustentam que a propaganda questionada pode induzir o eleitorado a uma compreensão equivocada sobre as coligações oficialmente registradas.

A representação pede que a peça seja retirada do horário eleitoral gratuito e que novas propagandas que estabeleçam vínculo político entre Mendonça e Raquel sejam proibidas. 

A leitura política é ainda mais interessante.

Se Mendonça consegue aparecer como candidato ao Senado apoiado por Raquel, ele ganha algo que Eduardo e Túlio possuem formalmente: a associação direta com a governadora.

E associação, em eleição majoritária, vale muito.

Principalmente quando o eleitor ainda está formando sua decisão.

AS PESQUISAS EXPLICAM A TENSÃO

Os números ajudam a entender por que essa guerra ganhou intensidade.

No Datafolha realizado entre 18 e 20 de agosto, Marília Arraes apareceu com 15%, Humberto Costa com 14%, Mendonça Filho com 12% e Eduardo da Fonte com 11%. Túlio Gadêlha marcou 5%.

Os quatro primeiros estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais. 

Ou seja: Eduardo está no jogo. Mendonça está no jogo. Túlio está atrás, mas ainda existe uma enorme quantidade de eleitor a conquistar.

E existe outro detalhe importante: na pesquisa espontânea do Datafolha, nada menos que 72% dos entrevistados disseram não saber em quem votar para o Senado.

Isso significa que a fotografia ainda está longe de ser definitiva. 

É justamente nesse eleitor indeciso que a guerra pela imagem de Raquel ganha importância.

A PESQUISA MAIS NOVA MUDOU O HUMOR

O Real Time Big Data, realizado entre 29 de agosto e 2 de setembro, apresentou outro desenho.

Marília Arraes apareceu com 29%, Mendonça Filho com 20%, Humberto Costa com 19%, Eduardo da Fonte com 13% e Túlio Gadêlha com 12%.

Foram 1.600 entrevistados, com margem de erro de dois pontos percentuais. 

Aqui está talvez o dado mais importante para a análise:

Mendonça cresceu para uma posição que o coloca diretamente na briga pelas duas vagas.

E Eduardo e Túlio aparecem logo atrás.

Portanto, a disputa não é mais apenas uma questão de preferência ideológica.

É uma corrida por espaço.

EDUARDO TEM UMA CARTA FORTE: ESTRUTURA

Eduardo da Fonte possui uma característica que não pode ser ignorada: estrutura política.

O deputado federal construiu ao longo dos anos uma ampla rede de alianças municipais e partidárias. Sua candidatura ao Senado não depende apenas da exposição televisiva.

Depende também de prefeitos, deputados, lideranças locais e da capacidade de transformar alianças em voto.

Nos últimos dias, Eduardo vem aparecendo ao lado de Raquel em grandes agendas.

Em Garanhuns, por exemplo, participou de uma caminhada que reuniu uma grande mobilização popular ao lado da governadora, da vice Priscila Krause e também de Túlio Gadêlha. O ato foi apresentado como demonstração de força da chapa governista no Agreste. 

A estratégia é clara: mostrar Eduardo dentro da fotografia principal da campanha de Raquel.

TÚLIO TEM OUTRO DESAFIO

Túlio Gadêlha precisa transformar presença política em intenção de voto.

O deputado conseguiu sobreviver a uma crise que poderia ter retirado sua candidatura do tabuleiro. Em agosto, sua permanência na chapa chegou a ser colocada em dúvida, mas ele acabou reafirmando a candidatura.

Naquele momento, o problema já estava exposto: a estrutura política construída ao redor de sua candidatura era maior que os números apresentados pelas pesquisas. 

Agora, porém, o cenário começa a mudar.

No Real Time, Túlio apareceu com 12%, apenas um ponto atrás de Eduardo.

É uma diferença pequena o suficiente para manter a disputa completamente aberta.

E isso explica por que o deputado precisa estar presente em todos os espaços possíveis da campanha de Raquel.

E MENDONÇA?

Mendonça Filho talvez seja o candidato que mais alterou o tabuleiro.

Ele entrou na disputa sem estar oficialmente amarrado a uma chapa majoritária para o Governo do Estado e passou a ocupar um espaço político próprio.

Ao mesmo tempo, mantém proximidade com Raquel e se apresenta como nome identificado com a direita e com o eleitorado bolsonarista.

Essa combinação é poderosa.

Mendonça pode conversar com o eleitor de direita sem necessariamente carregar o peso de uma candidatura ao Governo do Estado.

E, ao mesmo tempo, pode aparecer em ambientes políticos próximos de Raquel.

Foi justamente essa presença que levou Túlio a ser questionado sobre o assunto. O deputado, na ocasião, preferiu adotar uma postura conciliadora e disse não se incomodar com a presença do adversário nas agendas da governadora. 

Mas agora Eduardo e Túlio decidiram reagir judicialmente.

A política cordial terminou?

Não necessariamente.

Mas a disputa eleitoral ficou mais dura.

RAQUEL VIROU O CENTRO DO TABULEIRO

Talvez esse seja o ponto mais importante desta eleição.

Raquel Lyra não está apenas disputando a própria reeleição.

A imagem da governadora virou também um ativo eleitoral disputado pelos candidatos ao Senado.

Quem aparece ao lado de Raquel ganha exposição.

Quem é apresentado como aliado de Raquel ganha associação política.

E quem consegue transformar essa associação em voto pode conquistar uma das duas cadeiras.

O problema é que a governadora precisa administrar interesses diferentes.

Eduardo quer o voto da chapa.

Túlio precisa crescer.

Mendonça quer manter sua independência e, ao mesmo tempo, aproveitar a proximidade com Raquel.

E Raquel precisa impedir que essa disputa pelo Senado se transforme em um problema para sua própria candidatura.

A GOVERNADORA NÃO PODE PERDER O CONTROLE DA NARRATIVA

Existe uma diferença fundamental entre ter muitos aliados e permitir que todos os aliados contem a mesma história.

Raquel construiu uma coalizão ampla.

Isso é uma força.

Mas também pode virar uma vulnerabilidade se o eleitor não conseguir distinguir quem está efetivamente na chapa e quem apenas apoia sua candidatura ao Governo do Estado.

A ofensiva judicial de Eduardo e Túlio mostra que essa preocupação deixou de ser uma questão de bastidor e chegou à campanha oficial.

E aqui está a leitura política:

Mendonça não precisa necessariamente romper com Raquel para enfrentar Eduardo e Túlio.

Pelo contrário.

Quanto mais próximo ele estiver da governadora, maior será o potencial de disputar o mesmo eleitorado dos dois candidatos oficiais da chapa.

Essa é a equação que incomoda.

UMA ELEIÇÃO DE DUAS VAGAS E MUITOS CANDIDATOS

Outro fator torna tudo ainda mais imprevisível.

O eleitor pernambucano terá dois votos para o Senado.

Isso muda completamente a lógica da campanha.

Não existe necessariamente a obrigação de escolher apenas um nome.

Um eleitor pode votar em Eduardo e Mendonça.

Outro pode votar em Túlio e Marília.

Outro pode escolher Mendonça e Humberto.

Outro pode combinar nomes de diferentes campos políticos.

É por isso que os percentuais não devem ser tratados como uma corrida tradicional de primeiro colocado contra segundo colocado.

A disputa é pela formação de duplas eleitorais.

E quem conseguir ser escolhido como segundo voto poderá surpreender.

O QUE ESTÁ EM JOGO PARA RAQUEL

A governadora tem hoje dois desafios simultâneos.

O primeiro é manter sua própria candidatura competitiva. O Real Time divulgado no início de setembro apontou empate numérico de 43% entre Raquel e João Campos no primeiro turno, enquanto o Datafolha de agosto havia mostrado Raquel à frente com 47% contra 40%. 

O segundo é evitar que a guerra pelo Senado divida sua base.

Se Eduardo e Túlio começarem a disputar espaço entre si, podem enfraquecer a chapa.

Se Mendonça ocupar o mesmo espaço político dos dois, pode retirar votos da composição oficial.

Se Raquel tentar agradar a todos, corre o risco de não conseguir entregar a nenhum deles uma identidade eleitoral suficientemente forte.

É um equilíbrio delicado.

A GUERRA ESTÁ SÓ COMEÇANDO

A ofensiva judicial desta segunda-feira mostra que a eleição entrou em outra etapa.

A disputa deixou de ser apenas por prefeitos, palanques e fotografias.

Agora é também uma guerra pela imagem, associação e narrativa.

Eduardo da Fonte quer ser visto como o nome forte da chapa de Raquel.

Túlio Gadêlha precisa provar que sua estrutura política pode virar voto.

Mendonça Filho quer mostrar que não precisa estar formalmente na chapa para estar dentro do campo político da governadora.

E Raquel Lyra precisa administrar os três movimentos sem permitir que a disputa pelo Senado contamine sua própria campanha.

No fim das contas, a grande pergunta não é apenas quem serão os dois senadores eleitos por Pernambuco.

A pergunta que começa a ganhar força nos bastidores é outra:

quem conseguirá sair da campanha presidencial de Raquel com a maior fatia da imagem da governadora?

Porque, em uma eleição tão aberta, a fotografia ao lado de Raquel pode valer tanto quanto um programa eleitoral inteiro.

E a partir de agora, cada agenda, cada fotografia, cada declaração e cada segundo de televisão terá peso redobrado.

A guerra pelo Senado pernambucano entrou definitivamente na fase em que ninguém quer dividir o mesmo espaço — muito menos o espaço que pode levar diretamente ao eleitor de Raquel Lyra.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

DESFILE CÍVICO REÚNE ESTUDANTES E PÚBLICO SOB CALOR INTENSO EM GOIANA

Goiana celebrou os 204 anos da Independência do Brasil nesta segunda-feira (7) com um desfile cívico que durou cerca de cinco horas e reuniu estudantes, famílias e representantes de instituições do município. A programação começou pela manhã, com o hasteamento das bandeiras na sede da Prefeitura.

O desfile percorreu a Rua Santa Tereza e a Avenida Marechal Deodoro da Fonseca, no Centro. Ao todo, participaram 37 grupamentos, entre eles 24 unidades escolares da rede municipal de ensino, além de escoteiros, representantes das igrejas Batista e Adventista, do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), equipes do Samu Goiana e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco.

Mesmo com o sol forte e as altas temperaturas, o público ocupou as calçadas para acompanhar a passagem dos pelotões. Sombrinhas e chapéus foram usados para amenizar o calor durante a programação.

Entre as famílias que acompanharam o desfile estava a de Joelma Ferreira, que esteve no percurso com os três filhos. As gêmeas Sarah e Alana, de 4 anos, participaram pelo segundo ano consecutivo. Já o irmão mais velho, Gustavo Emanuel, de 9 anos, desfilou pela Banda Curica, onde ingressou este ano para aprender a tocar bateria.

“Gostei muito de ver meus filhos participando. Eles ficaram felizes em desfilar, e as gêmeas adoraram estar com os colegas. É um orgulho para a família”, contou Joelma. Para ela, a experiência também contribui para a formação das crianças. “Ver eles ali, com aquela empolgação, me deixou muito emocionada. É uma oportunidade de aprender sobre civismo desde cedo.”

A programação também contou com a presença das históricas bandas Curica e Saboeira, que fazem parte da tradição musical de Goiana. Durante a passagem da Curica em frente ao palanque oficial, a banda executou o Hino da Independência, sendo aplaudida pelo público e pelas autoridades.

O prefeito Marcílio Régio acompanhou a programação ao lado da primeira-dama e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Ana Silveira. Também estiveram no palanque a vice-prefeita Lícia Maciel, secretários municipais e vereadores.

Para o prefeito, a presença das famílias nas ruas reforçou o caráter coletivo da celebração. “O desfile é um momento de união e de orgulho para Goiana. Ver nossas crianças e famílias nas ruas mostra o valor que damos à nossa história”, afirmou.

A secretária Ana Silveira destacou o envolvimento das escolas e das instituições participantes. “A participação das escolas, das creches e das entidades parceiras demonstra o espírito cívico que construímos juntos. O calor não foi obstáculo para a alegria das nossas crianças”, disse.

O desfile cívico de 7 de Setembro também foi transmitido ao vivo pela TV Guaiamum, pelo YouTube, permitindo que a programação fosse acompanhada por quem não esteve no percurso.

RAQUEL DESTACA NOVOS HOSPITAIS E REQUALIFICAÇÃO DA REDE DE SAÚDE DURANTE SABATINA NA TV TRIBUNA

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), destacou, durante sabatina promovida pela TV Tribuna, nesta segunda-feira (7), os investimentos realizados para requalificar e ampliar a rede pública de saúde de Pernambuco. Entre as ações citadas, estão a construção de quatro novos Hospitais da Mulher, a entrega do Hospital da Mulher do Agreste (HMA), em Caruaru, a construção do Hospital Mestre Dominguinhos, em Garanhuns, e a abertura do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), que funciona como retaguarda do Hospital da Restauração.

“Pegamos a saúde de Pernambuco sucateada. E isso é resultado de um descaso de muito tempo. Os hospitais sequer contrato de manutenção tinham. Só no Hospital da Restauração para requalificação e reforma, estamos investindo R$ 160 milhões, e estamos reformando todos os hospitais de Pernambuco. O investimento que começou vai seguir de maneira muito firme”, afirmou a candidata.

Raquel destacou ainda que com a construção dos quatro novos Hospitais da Mulher em Pernambuco, será ampliada a oferta de atendimento especializado e de alta complexidade para a população do Estado. As novas unidades estão sendo construídas nos municípios de Garanhuns, Ouricuri, Igarassu e Serra Talhada. Além disso, a candidata destacou a entrega do Hospital da Mulher do Agreste (HMA), em Caruaru, que estava com as obras paradas há mais de dez anos. A unidade recebeu investimento total de R$ 84,8 milhões e tem capacidade para realizar mais de 700 partos por mês.

Raquel ainda citou a construção do Hospital Mestre Dominguinhos, em Garanhuns, no Agreste Meridional. A gestão da candidata está investindo R$ 125,8 milhões e mais R$ 39,6 milhões para a equipagem da unidade. “O Hospital Mestre Dominguinhos não tinha nem terreno, nem projeto. Ele foi prometido há uns 20 ou 30 anos. Quando assumimos o governo, fizemos o projeto do hospital em casa, com engenheiros e arquitetos que trabalham para fazer projeto para Pernambuco”, disse Raquel. 

Além disso, a governadora citou a abertura do Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), que passou a funcionar como retaguarda do Hospital da Restauração. A unidade amplia o acesso da população a consultas, exames, internações e cirurgias. Ao todo, o HNSA conta com 213 leitos e recebeu investimentos de mais de R$ 170 milhões.