segunda-feira, 6 de abril de 2026

PROJETOS DE FELIPE CARRERAS TRANSFORMAM FIG E ENCANTOS DO NATAL DE GARANHUNS EM PATRIMÔNIOS DA CULTURA NACIONAL


A cena cultural brasileira ganha um reforço de peso a partir desta segunda-feira (06), com a sanção presidencial dos Projetos de Lei nº 2586/2024 e nº 2587/2024, de autoria do deputado federal Felipe Carreras. As novas legislações elevam o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) e o Encantos do Natal de Garanhuns ao status de manifestações da cultura nacional, consolidando, de forma oficial, o protagonismo da cidade de Garanhuns no cenário cultural do país.

A conquista marca um momento simbólico e estratégico para o município, que há décadas constrói uma identidade fortemente ligada à cultura, à arte e ao turismo. Com mais de 30 anos de história, o Festival de Inverno de Garanhuns se firmou como um dos maiores e mais relevantes eventos multiculturais da América Latina. Ao longo de sua trajetória, o FIG se tornou um verdadeiro palco de diversidade artística, reunindo grandes nomes da música nacional, além de abrir espaço para expressões culturais que vão do teatro à dança, da literatura às artes visuais, transformando a cidade em um grande centro de efervescência cultural durante o período de sua realização.

Mais do que um festival, o FIG representa uma engrenagem essencial para a economia local. Durante sua programação, Garanhuns experimenta um aumento significativo no fluxo de turistas, o que impacta diretamente setores como hotelaria, gastronomia, comércio e serviços. Pequenos empreendedores, artistas independentes e trabalhadores informais encontram no evento uma oportunidade concreta de geração de renda, reforçando o papel da cultura como vetor de desenvolvimento econômico.

Na mesma linha, o Encantos do Natal de Garanhuns também se consolida como um dos maiores eventos natalinos do Nordeste brasileiro. Realizado há mais de duas décadas, o projeto transforma a cidade em um verdadeiro espetáculo a céu aberto, com uma programação que se estende por cerca de 60 dias. Ruas decoradas, apresentações culturais, desfiles temáticos e atividades voltadas para todas as idades criam uma atmosfera que atrai visitantes de diversas regiões, fortalecendo o turismo regional em um período tradicionalmente estratégico para a economia.

O reconhecimento nacional dessas iniciativas não apenas valoriza a história construída ao longo dos anos, mas também amplia as possibilidades de captação de recursos, parcerias institucionais e investimentos. A partir da sanção, tanto o FIG quanto o Encantos do Natal passam a ter ainda mais visibilidade junto a políticas públicas culturais, o que pode resultar em maior estrutura, ampliação de programação e fortalecimento de sua projeção internacional.

Nos bastidores dessa conquista, a articulação política desempenhou papel decisivo. A atuação de Felipe Carreras, em alinhamento com o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, e com o deputado estadual Cayo Albino, foi fundamental para garantir o avanço das propostas no Congresso Nacional e sua posterior sanção. A parceria evidencia uma estratégia conjunta voltada à valorização de iniciativas que unem cultura, turismo e desenvolvimento regional.

Com o novo status legal, Garanhuns reforça sua posição como um dos principais polos culturais do Brasil, projetando ainda mais sua identidade para além das fronteiras de Pernambuco. A cidade, conhecida por seu clima ameno e por sua vocação turística, passa agora a carregar oficialmente o selo de referência nacional em dois dos seus maiores eventos, ampliando horizontes e consolidando um legado que mistura tradição, inovação e impacto social.

PREFEITO CARRAPICHO SE ANTECIPA, ACENA PARA JOÃO CAMPOS E REACENDE HERANÇA POLÍTICA DE EDUARDO CAMPOS

A decisão do prefeito de Tamandaré, Carrapicho, de declarar apoio à pré-candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco provocou mais do que repercussão imediata: acendeu um sinal de alerta no tabuleiro político do Litoral Sul e reposicionou o município dentro do jogo sucessório estadual. O gesto, carregado de simbolismo, não foi tratado como um movimento isolado, mas como parte de uma construção política que resgata vínculos históricos e projeta disputas futuras.

Ao tornar público o apoio, Carrapicho trouxe à tona a memória política de Eduardo Campos, figura ainda fortemente presente no imaginário político pernambucano. A referência não foi casual. Ela funciona como um código de identificação com um ciclo de gestão marcado, para muitos aliados, por eficiência administrativa e capacidade de articulação. Ao evocar esse legado, o prefeito sinaliza que sua escolha não está baseada apenas em cálculos eleitorais, mas em uma relação de confiança construída ao longo do tempo.

O próprio João Campos reforçou essa narrativa logo no início de sua agenda pelo interior. Durante passagem por Bonito, onde iniciou uma série de visitas a feiras livres, o pré-candidato adotou um discurso direto e simbólico. Sem rodeios, destacou que alianças como a firmada com Carrapicho não surgem por conveniência momentânea, mas são fruto de conexões políticas duradouras. A fala, embora simples, carrega uma estratégia clara: consolidar uma imagem de continuidade política associada ao legado do pai.

Nos bastidores, porém, o movimento ganha contornos ainda mais estratégicos. A adesão de Carrapicho é interpretada como um recado direto à governadora Raquel Lyra. O prefeito de Tamandaré tem se destacado como uma das vozes mais críticas à atual gestão estadual, especialmente no que diz respeito à presença efetiva do Estado na região.

Entre as principais queixas, está a situação da saúde pública. Segundo o gestor, pacientes do município enfrentam dificuldades recorrentes no acesso e atendimento no hospital regional localizado em Palmares. O problema, que envolve desde regulação até capacidade de atendimento, tem gerado desgaste político e pressionado a relação entre município e Estado.

Outro ponto sensível é a crise no abastecimento de água, que afeta diretamente a população e impacta setores econômicos locais. A escassez hídrica, somada à paralisação de obras consideradas essenciais para o desenvolvimento de Tamandaré, reforça o discurso de abandono e amplia o tom crítico adotado pelo prefeito.

No campo do desenvolvimento econômico, Carrapicho também tem levantado um debate delicado: os entraves ambientais. Segundo ele, o excesso de burocracia em processos de licenciamento tem travado investimentos e impedido o avanço de projetos importantes para o município. Embora apresentada como uma crítica técnica, a pauta possui forte peso político, sobretudo por dialogar com empresários, investidores e setores produtivos da região.

Diante desse cenário, o apoio a João Campos deixa de ser apenas um gesto político e passa a representar uma tentativa de reposicionamento estratégico. Carrapicho busca não apenas se alinhar a um projeto estadual, mas também fortalecer seu discurso de que Tamandaré precisa de mais atenção, investimentos e respostas concretas.

O desafio, no entanto, está apenas começando. Mais do que anunciar apoio, o prefeito terá que transformar essa aliança em resultados palpáveis para a população. Isso significa convencer o eleitorado de que a parceria com João Campos pode, de fato, se traduzir em melhorias na infraestrutura, avanços na saúde pública e estímulo ao desenvolvimento econômico local.

Ao apostar na reconstrução de uma narrativa baseada no legado de Eduardo Campos, Carrapicho tenta conectar passado, presente e futuro em uma mesma equação política. Resta saber se esse movimento, carregado de simbolismo e estratégia, será suficiente para influenciar o eleitor e redesenhar o cenário eleitoral no Litoral Sul de Pernambuco.

RUPTURA POLÍTICA E NOVO PROJETO, WELLINGTON CARNEIRO DEIXA O NOVO, ADERE AO MOBILIZA E ENTRA NA CORRIDA PELO SENADO

Em um movimento que redesenha seu caminho na política pernambucana, o pastor Wellington Carneiro oficializou sua saída do Partido Novo e anunciou filiação ao Mobiliza, legenda pela qual pretende disputar uma vaga no Senado Federal nas próximas eleições. A decisão marca uma inflexão estratégica em sua trajetória, motivada, segundo ele, pela necessidade de protagonismo em um cenário político que considera cada vez mais exigente.

A ruptura com o NOVO não ocorreu de forma abrupta, mas foi resultado de uma análise interna diante da decisão da sigla de não lançar candidatura majoritária no pleito. Para Wellington, essa escolha inviabilizou um projeto político que vinha sendo construído com foco em maior representatividade estadual e nacional. O pastor avaliou que permanecer no partido significaria limitar sua atuação em um momento considerado decisivo para o campo conservador.

Ao migrar para o MOBILIZA, Wellington Carneiro busca não apenas uma nova legenda, mas uma plataforma que permita viabilizar sua pré-candidatura ao Senado e ampliar seu alcance político em Pernambuco. Em suas declarações, ele reforça que a mudança está alinhada a uma missão maior de representar o estado em Brasília com pautas que considera fundamentais.

“É um tempo que exige coragem e clareza. Não se trata apenas de uma escolha partidária, mas de um compromisso com aquilo que acredito ser necessário para o país. O projeto precisa avançar, e isso passa por ocupar espaços estratégicos como o Senado”, afirmou.

O discurso do pré-candidato se ancora em pilares bem definidos: defesa da liberdade de expressão, valorização dos princípios cristãos e fortalecimento do patriotismo. Além disso, ele destaca a importância de consolidar instituições e propor soluções práticas para desafios sociais e econômicos. A narrativa também dialoga diretamente com o campo conservador, ecoando o apelo feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ampliar a presença desse grupo no Congresso Nacional.

Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um redesenho mais amplo das forças políticas em Pernambuco, especialmente entre lideranças que buscam espaço fora das estruturas tradicionais. A expectativa é de que, nos próximos dias, Wellington intensifique agendas, articulações e alianças, consolidando seu nome na disputa e ampliando sua visibilidade junto ao eleitorado.

A entrada na corrida pelo Senado não apenas inaugura uma nova fase para o pastor, mas também adiciona mais um elemento à já movimentada pré-campanha em Pernambuco, onde diferentes grupos políticos começam a se posicionar de olho em 2026.

EXPLOSÃO NA MADRUGADA: QUADRILHA ATACA AGÊNCIA BANCÁRIA E ESPALHA PÂNICO NO INTERIOR DA PARAÍBA

A tranquilidade da pequena cidade de Umbuzeiro, no Agreste paraibano, foi quebrada de forma violenta na madrugada desta segunda-feira (6), após uma ação criminosa ousada que teve como alvo uma agência do Banco do Brasil. O ataque, marcado pelo uso de explosivos, deixou um rastro de destruição e mobilizou forças de segurança na região.

De acordo com informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 1h50. Quatro homens fortemente armados chegaram ao município em uma caminhonete Hilux e seguiram diretamente para a unidade bancária. Em uma ação rápida e coordenada, o grupo invadiu o local e instalou explosivos com o objetivo de acessar o cofre central da agência.

A explosão foi de grande impacto, destruindo parte significativa da estrutura do prédio e assustando moradores das proximidades, que relataram momentos de tensão e medo durante a madrugada. Apesar da violência da ação, informações preliminares indicam que o cofre não continha valores relevantes. Funcionários informaram à polícia que havia apenas cédulas fora de circulação e algumas moedas, o que levanta dúvidas sobre o sucesso da investida criminosa.

Outro detalhe que chama atenção é que os caixas eletrônicos não foram violados, reforçando a suspeita de que o alvo principal da quadrilha era exclusivamente o cofre central da agência.

Na fuga, os criminosos adotaram uma estratégia comum em ataques desse tipo: espalharam grampos metálicos nas estradas que dão acesso à cidade, dificultando a perseguição policial e aumentando o risco para viaturas. A tática atrasou a resposta das equipes de segurança, permitindo que o grupo escapasse sem ser localizado até o momento.

A área foi isolada pela polícia logo após o ocorrido, e equipes especializadas iniciaram os trabalhos de perícia para identificar pistas que possam levar aos responsáveis. O caso segue sob investigação, e até agora nenhum suspeito foi preso.

O episódio reforça a preocupação com a atuação de quadrilhas especializadas em ataques a instituições financeiras no interior do Nordeste, que frequentemente utilizam explosivos e táticas de guerrilha para agir em cidades de menor porte, onde a presença policial é mais limitada.

Enquanto isso, moradores de Umbuzeiro tentam retomar a rotina após uma madrugada marcada pelo medo e pela sensação de insegurança deixada pela ação criminosa.

TÚLIO NO TABULEIRO E O PLANO SILENCIOSO DE RAQUEL COM A ENGENHARIA POLÍTICA PARA DESMONTAR A POLARIZAÇÃO EM PERNAMBUCO

A movimentação que levou o deputado federal Túlio Gadêlha ao PSD, sob articulação direta da governadora Raquel Lyra, está longe de ser um gesto isolado. Trata-se de uma construção política calculada, desenhada com antecedência e executada em etapas, com um objetivo claro: quebrar a lógica histórica de polarização que dominou Pernambuco por quase duas décadas e reposicionar o debate eleitoral para 2026 em um campo mais amplo e menos previsível.

Durante 16 anos, o estado foi marcado por uma hegemonia política consolidada a partir da aliança entre PSB e PT, impulsionada pela popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse arranjo garantiu vitórias consecutivas aos socialistas, com os governos de Eduardo Campos e Paulo Câmara, e impôs uma narrativa que empurrava adversários para o campo da direita, muitas vezes de forma estratégica, sobretudo no interior do estado, onde o lulismo sempre teve forte influência.

Esse modelo, no entanto, começou a ruir em 2022. A fragmentação das candidaturas, o desgaste acumulado do PSB e os conflitos internos entre petistas e socialistas abriram espaço para um cenário inédito. Foi nesse ambiente que Raquel Lyra emergiu como alternativa, vencendo a eleição mesmo sem o apoio direto de Lula no primeiro turno — quando o presidente esteve ao lado de Danilo Cabral — e tampouco no segundo, quando apoiou Marília Arraes.

Mas o elemento mais simbólico daquele processo eleitoral não foi apenas o resultado nas urnas, e sim o comportamento das bases políticas. O surgimento do movimento informal conhecido como “Luquel”, unindo votos em Lula para presidente e em Raquel para governadora, revelou um eleitorado menos preso a amarras partidárias e mais disposto a fazer escolhas pragmáticas. Aquilo foi mais do que um episódio: foi um sinal claro de que a polarização tradicional havia perdido parte de sua força.

De lá para cá, o que se vê é uma governadora operando com precisão cirúrgica. Desde os primeiros dias de gestão, Raquel iniciou um movimento de aproximação com setores historicamente ligados ao PT. Seu primeiro gesto fora do Palácio do Campo das Princesas foi simbólico e estratégico: uma visita à Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape), reduto clássico do petismo no estado. A partir dali, consolidou pontes com lideranças rurais, fortaleceu o diálogo com parlamentares como Doriel Barros, Rosa Amorim e Carlos Veras, e passou a atender demandas diretamente ligadas a esse segmento.

Na sequência, ampliou sua articulação para a Região Metropolitana, estreitando relações com o deputado estadual João Paulo, figura de peso dentro do PT pernambucano. Esse movimento ajudou a manter a bancada petista próxima ao governo na Assembleia Legislativa e, mais do que isso, abriu espaço para uma convivência política que hoje se traduz em apoios indiretos e até silenciosos.

Paralelamente, a governadora investiu na construção de uma relação institucional sólida com o Palácio do Planalto. Com o apoio do ministro Rui Costa, Pernambuco passou a ser contemplado com investimentos relevantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de estreitar laços com nomes estratégicos como Renan Filho e Jader Filho. Esse alinhamento administrativo pavimentou o caminho para um entendimento político mais amplo.

É dentro desse contexto que entra a filiação de Túlio Gadêlha. O deputado, que já havia apoiado Raquel no segundo turno de 2022, surge agora como peça-chave na estratégia da governadora. Ao se posicionar como “senador de Lula” dentro de um palanque liderado por Raquel, ele cria uma espécie de ponte entre campos políticos que, até pouco tempo atrás, pareciam inconciliáveis.

Nos bastidores, a leitura é clara: há o interesse do próprio Lula em manter dois palanques competitivos em Pernambuco. Essa configuração não apenas amplia seu alcance eleitoral, como também evita a concentração de poder em um único grupo — no caso, o liderado pelo prefeito João Campos, que tenta consolidar uma frente de esquerda mais tradicional ao lado de nomes como Marília Arraes e Humberto Costa.

A ausência de Lula em agendas estratégicas ao lado de João Campos e sua aproximação institucional com o governo Raquel são vistas como sinais desse equilíbrio em construção. Não se trata de rompimento, mas de diversificação política.

O cenário que se desenha para 2026, portanto, é de alta complexidade. De um lado, João Campos aposta na reedição de um palanque fortemente ideológico, ancorado no lulismo e na tradição da esquerda pernambucana. Do outro, Raquel Lyra investe em uma estratégia mais híbrida, buscando dialogar com diferentes espectros políticos e se posicionar como uma alternativa de centro, capaz de transitar entre forças distintas.

Essa escolha, no entanto, não vem sem riscos. Ao mesmo tempo em que amplia seu leque de apoios, a governadora precisará administrar tensões internas, sobretudo com aliados mais à direita, que podem resistir a uma aproximação maior com o PT. Trata-se de um equilíbrio delicado, onde cada movimento precisa ser milimetricamente calculado.

No fim das contas, o que está em jogo não é apenas uma eleição, mas a redefinição do modelo político de Pernambuco. E, pelo que já se viu até aqui, Raquel Lyra decidiu jogar esse jogo com estratégia — e sem pressa.

R$ 5 MILHÕES PARA TRANSFORMAR O SERTÃO, PREFEITURA DE PETROLINA AVANÇA COM PAVIMENTAÇÃO NA ZONA RURAL E ATENDE DEMANDA HISTÓRICA


A zona rural de Petrolina está prestes a viver uma mudança significativa em sua infraestrutura, com a chegada de um investimento de R$ 5 milhões voltado à pavimentação de vias em áreas historicamente esquecidas pelo poder público. A iniciativa, articulada pelo prefeito Simão Durando em parceria com o deputado federal Fernando Filho, promete melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento em diversas comunidades do interior.

Serão contempladas localidades estratégicas da chamada área de sequeiro, como Uruás, Caetitu, Baixa Alegre, Pau Ferro, Caroá, Cristália e Cruz de Salinas — regiões onde a dificuldade de acesso, especialmente em períodos chuvosos, ainda é um desafio cotidiano para os moradores. A pavimentação dessas vias representa não apenas mais conforto, mas também dignidade para quem vive distante do centro urbano.

O anúncio do investimento foi feito em Brasília, onde o prefeito destacou o esforço político para garantir os recursos. Segundo Simão Durando, os projetos técnicos já estão em fase de elaboração, com previsão de conclusão em até 60 dias. A expectativa é que, logo após essa etapa, as obras sejam iniciadas, marcando o começo de uma nova realidade para as comunidades beneficiadas.

“Estamos trabalhando para levar desenvolvimento também ao interior. Essa conquista é fruto de articulação e compromisso com quem mais precisa”, afirmou o gestor, ao ressaltar a importância de ampliar os investimentos além da área urbana.

Já o deputado Fernando Filho destacou que a ação atende a uma reivindicação antiga da população rural, que há anos observa o crescimento da cidade sem ver avanços proporcionais no campo. Para ele, o momento representa uma virada importante na atenção dada às comunidades do interior.

Com a pavimentação, a expectativa é de impactos positivos diretos na economia local, facilitando o escoamento da produção agrícola, o acesso a serviços essenciais e o deslocamento diário de moradores. Mais do que obras de infraestrutura, o projeto simboliza um passo concreto rumo à redução das desigualdades entre o urbano e o rural em Petrolina.

JOÃO CAMPOS TEM MAIS DE 30% DE REJEIÇÃO, DIZ VERITÁ

A nova pesquisa do Instituto Veritá, divulgada neste domingo (5) por veículos como a CNN Brasil e outros portais nacionais, traz um dado que ajuda a explicar a mudança no cenário: a rejeição de João Campos chega a 30,1%, praticamente o dobro da registrada por Raquel Lyra, que tem apenas 15,2%. O número coloca o ex-prefeito acima da linha crítica de rejeição e torna sua situação mais complexa — candidato com esse nível de resistência enfrenta dificuldade real para crescer.

Embora os números detalhados de rejeição variem por levantamento, a tendência captada nas análises é clara: Campos enfrenta maior resistência fora de sua base consolidada, o que limita crescimento e contribui diretamente para a perda de vantagem observada agora. Em eleições majoritárias, esse fator é crítico — candidato com rejeição em alta tende a travar antes de romper teto.

Desidratação de João e reação de Raquel mudam o eixo da disputa

Ponto central da pesquisa não é o empate, mas o movimento. João Campos perde tração. A combinação de maior rejeição e dificuldade de crescer fora da base urbana indica um cenário de estagnação com viés de queda. Aqui está o problema de João: com rejeição maior, romper esse teto se torna mais difícil. Já Raquel, com trajetória de crescimento, tem caminho mais aberto para capturar indecisos e voto útil.

Sobre o Instituto Veritá

O Instituto Veritá atua nacionalmente com pesquisas eleitorais e de opinião pública, com crescimento recente em expansão regional e presença em levantamentos de cenário eleitoral.

Ricardo Antunes 

O EMPATE QUE MUDA O JOGO, PESQUISA AGITA BASTIDORES E REACENDE DISPUTA PELO PODER EM PERNAMBUCO

O cenário político de Pernambuco ganhou novos contornos neste domingo após a divulgação de uma pesquisa do Instituto Veritá, que surpreendeu analistas e movimentou intensamente os bastidores do poder. Diferente dos levantamentos anteriores, o estudo aponta um empate técnico no cenário estimulado entre a governadora Raquel Lyra e o prefeito do Recife João Campos, redesenhando a disputa e indicando que o jogo eleitoral está longe de qualquer definição antecipada.

A repercussão foi imediata. Entre aliados da governadora, o clima é de entusiasmo e confiança renovada. Nos corredores políticos, interlocutores próximos afirmam que os números apresentados pelo Veritá não são novidade internamente — segundo eles, pesquisas reservadas já vinham apontando uma tendência semelhante. A leitura dentro do grupo governista é clara: há um movimento consistente de recuperação da imagem e competitividade de Raquel Lyra, capaz de equilibrar uma disputa que até então parecia pender para outro lado.

Esse otimismo encontra respaldo em outro dado relevante do levantamento: o crescimento expressivo da aprovação do governo estadual. De acordo com a pesquisa, a gestão de Raquel ultrapassou a marca dos 60% de aprovação, um índice considerado robusto no atual contexto político. O número não surge isolado — ele dialoga com levantamentos anteriores, especialmente os divulgados em fevereiro, que já sinalizavam uma curva ascendente na avaliação da administração estadual. Nos bastidores, esse dado é tratado como combustível estratégico para consolidar a narrativa de recuperação e fortalecimento político.

Enquanto isso, do outro lado do tabuleiro, o grupo ligado a João Campos observa com cautela. O empate técnico acende um alerta e reforça a necessidade de intensificar articulações, ampliar alianças e reforçar a presença política no interior do estado — um território onde tradicionalmente se constroem vitórias decisivas.

E o cenário promete esquentar ainda mais nos próximos dias. Pelo menos três institutos — Real Time Big Data, Conectar e Simplex — devem divulgar novos levantamentos ao longo da semana, o que pode confirmar, ajustar ou até contrariar a tendência apontada pelo Veritá. A expectativa é alta, especialmente porque esses estudos devem incluir novos nomes que começam a ganhar espaço no debate público, ampliando ainda mais as possibilidades do cenário eleitoral.

Na disputa pelo Senado, o quadro também é de forte competitividade. A pesquisa revela um embate acirrado entre três nomes de peso: a ex-deputada Marília Arraes, o senador Humberto Costa e o ex-prefeito Miguel Coelho. O equilíbrio entre os pré-candidatos indica uma disputa aberta, onde fatores como alianças partidárias, tempo de campanha e capacidade de mobilização serão determinantes.

Diante desse novo cenário, uma coisa é certa: a eleição em Pernambuco entra em uma fase mais imprevisível e dinâmica. O empate técnico não apenas reaquece a disputa pelo Governo do Estado, mas também redefine estratégias, reposiciona discursos e amplia a importância dos próximos movimentos políticos. Em um jogo onde cada ponto percentual pode fazer a diferença, a corrida eleitoral promete ser intensa, disputada e cheia de reviravoltas.