terça-feira, 27 de outubro de 2026

O QUE MUDA NO SETOR AGROPECUÁRIO E TÊXTIL DO AGRESTE COM A REFORMA TRIBUTÁRIA

O projeto Reforma Tributária pelo Brasil chega a Pernambuco no próximo dia 28 de outubro. A edição pernambucana será realizada em Caruaru, reunindo profissionais da contabilidade, empresários e outros profissionais interessados em compreender as mudanças e preparar seus negócios e clientes para o novo cenário tributário.

Com uma programação voltada à aplicação prática, o encontro vai abordar temas que conectam a Reforma Tributária à rotina dos escritórios contábeis e às particularidades de setores importantes para a economia pernambucana, especialmente do Agreste de Pernambuco. Será uma oportunidade de atualizar conhecimentos, trocar experiências e ampliar o debate sobre os desafios da adaptação.

A edição do projeto Reforma Tributária pelo Brasil, em Pernambuco, é uma realização da FENACON, do CFC, do CRCPE e do SESCAP/PE; correalização da ACCAPE e da ASCONT. A iniciativa reforça o compromisso das entidades com a atualização profissional que trabalha com contabilidade no Agreste e/ou Sertão e com a preparação do ambiente de negócios para as mudanças tributárias, a partir do próximo ano.

Da emissão de documentos fiscais à preparação dos clientes, passando pelo produtor rural, pela indústria têxtil e pelo uso da inteligência artificial, a programação traz diferentes perspectivas para apoiar a atuação dos profissionais e o planejamento das empresas.

Na programação estão Simone Martins e Cleber Dias que vão falar sobre “Reforma Tributária na Prática: dos documentos fiscais à apuração assistida”. A contadora Deborah Barros é a convidada para debater sobre as mudanças da Reforma Tributária para o produtor rural. De acordo com Deborah, “A Reforma Tributária muda o jeito de vender no campo. A partir de 1º de janeiro de 2027, quem não estiver com os papéis em dia pode receber menos pelo que vende — e nem sempre vai saber o porquê. A maior mudança é que o produtor pessoa física precisa de CNPJ e de nota fiscal para vender”. O mais importante para o produtor rural é que mesmo ele vendendo até R$ 3,6 milhões por ano, não vai pagar mais imposto. O que muda é a papelada. Agora se o produtor rural vende acima disso, ele passa a cobrar o imposto junto com o preço e repassar.

Também integra a programação das palestras, Adailton Amancio, que fala sobre “IA na Prática: como transformar a rotina do escritório contábil”. Outro assunto relevante para a região do Agreste é o que muda para tecidos e confecções, com os novos impostos - IBS e CBS na Indústria Têxtil. Quem vai tirar as dúvidas dessa área é o contador Alexandre Albuquerque. Por fim, o painel de Patrícia Alves vai ser “O novo Simples Nacional: como preparar seus clientes para a Reforma Tributária”.

SERVIÇO:
O quê? Reforma Tributária pelo Brasil em Pernambuco
Quando? 28 de outubro
Onde? Centro de Convenções do Senac Caruaru
Hora? A partir das 9h
Investimento? R$ 100,00
Inscrições pelo: reformatributaria.unifenacon.org.br

ANOREG-PE DESTACA MUDANÇAS NA TRIBUTAÇÃO DE HERANÇAS E DOAÇÕES E ORIENTA FAMÍLIAS A AVALIAR ALTERNATIVAS PARA ORGANIZAR A SUCESSÃO PATRIMONIAL

A possibilidade de aumento da tributação sobre heranças e doações tem levado famílias brasileiras a olhar com mais atenção para o planejamento sucessório e para a transferência de bens em vida. Em Pernambuco, a Anoreg-PE (Associação dos Notários e Registradores de Pernambuco) destaca a importância de compreender as mudanças trazidas pela Reforma Tributária e de avaliar, com antecedência, alternativas legais para organizar a transmissão do patrimônio familiar. A preocupação ganhou força com a Emenda Constitucional nº 132/2023 e a Lei Complementar nº 227/2026, que estabelecem novas diretrizes para o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), incluindo a obrigatoriedade de alíquotas progressivas conforme o valor transmitido.

Na prática, a mudança pode impactar desde famílias que possuem um único imóvel até aquelas com carteiras de investimentos, propriedades rurais e participações em empresas. Um casal que pretende transferir um apartamento aos filhos, por exemplo, pode avaliar a doação em vida com reserva de usufruto, mantendo o direito de morar no imóvel ou receber os rendimentos de um aluguel. Já empresários podem estudar a doação de quotas de uma empresa familiar aos herdeiros, enquanto proprietários rurais podem planejar a sucessão de suas terras sem interromper a atividade produtiva. A escolha depende das características de cada patrimônio, dos custos envolvidos e das regras tributárias aplicáveis.

“O planejamento sucessório deixou de ser uma preocupação restrita a grandes fortunas e passou a integrar as decisões de famílias que desejam organizar seu patrimônio com segurança. As mudanças na tributação reforçam a importância de buscar orientação especializada, compreender os custos envolvidos e avaliar as alternativas disponíveis antes de tomar uma decisão. Os cartórios têm um papel fundamental nesse processo, oferecendo segurança jurídica e contribuindo para que a vontade das famílias seja formalizada de maneira adequada”, afirma André Villaverde, presidente da Anoreg-PE.

A Lei Complementar nº 227/2026 prevê que as alíquotas do ITCMD sejam progressivas de acordo com o valor da doação ou da herança e estabelece regras nacionais para a apuração do imposto, inclusive em situações de doações sucessivas. Isso significa que o planejamento não deve se basear na expectativa de que dividir uma transferência em várias etapas necessariamente reduzirá a tributação. A aplicação prática das mudanças também depende da legislação estadual pertinente e das regras de vigência. Por isso, a ANOREG-PE pode contribuir para esclarecer dúvidas sobre escrituras de doação, reserva de usufruto, inventários e outras ferramentas de organização patrimonial.

Fotos: Pixabay

ONG ARCO INICIA AÇÕES DE REDUÇÃO DE DANOS EM JABOATÃO E DISTRIBUIRÁ 2 MIL KITS DE PREVENÇÃO ATÉ DEZEMBRO


Com atividades quinzenais em diferentes pontos da cidade, o projeto REDUZ NA ARCO leva insumos de prevenção às ISTs, orientações sobre redução de danos e informações sobre os serviços de saúde do SUS. A primeira ação aconteceu no último sábado (24), no Centro de Jaboatão.
A ONG ARCO deu início, no último sábado (24 de outubro), a uma série de ações de rua do projeto REDUZ NA ARCO, iniciativa voltada à redução de danos associados ao uso de álcool e outras drogas e à prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A primeira mobilização aconteceu no Centro de Jaboatão dos Guararapes, com foco na Praça Nossa Senhora do Rosário, e marcou o início de uma programação que seguirá até dezembro, com atividades quinzenais em diferentes territórios do município.

Ao longo das mobilizações, a organização pretende distribuir gratuitamente 2 mil kits de redução de danos e prevenção às ISTs. Os materiais reúnem insumos como camisinhas, lubrificantes, sedas, piteiras e autotestes de HIV, além de conteúdos educativos e informativos que orientam a população sobre práticas de autocuidado e indicam onde buscar atendimento na rede pública de saúde de Jaboatão.

A proposta é ampliar o acesso à informação e aos recursos de prevenção, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para acessar os serviços de saúde. Os materiais distribuídos também apresentam equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Serviços de Atenção Especializada (SAE).

Para Luan Costa, coordenador-geral do REDUZ NA ARCO, as intervenções buscam aproximar as políticas públicas de saúde da realidade dos territórios.

“Quando falamos em redução de danos, estamos falando de cuidar das pessoas a partir das realidades que elas vivem, respeitando suas escolhas e sua autonomia. Nosso trabalho é estar nas ruas, dialogar sem preconceitos e oferecer informações e recursos que ajudem a prevenir agravos à saúde. Cada kit distribuído também representa uma oportunidade de aproximar alguém da rede de cuidado”, explica Luan.

Além da distribuição dos insumos, as ações promovem o diálogo direto com a população sobre saúde sexual, prevenção combinada, saúde mental e redução de riscos associados ao consumo de substâncias. A iniciativa adota uma abordagem baseada nos direitos humanos, na educação entre pares e no acolhimento sem julgamentos.

Carlos Santos, presidente da ONG ARCO, destaca que o enfrentamento ao preconceito é uma dimensão fundamental do projeto.

“Durante muito tempo, o uso de drogas foi tratado quase exclusivamente como uma questão de repressão, enquanto as necessidades de saúde e os direitos dessas pessoas foram deixados de lado. A redução de danos nos convida a construir outra relação, baseada na escuta, na dignidade e no respeito. Queremos mostrar que ninguém precisa estar em uma condição ideal para merecer cuidado, afinal não existe esta tal “condição ideal”. A saúde é um direito de todas as pessoas, independente da condição em que se encontrem”, afirma Carlos.

Com atuação em Jaboatão dos Guararapes, a ONG ARCO desenvolve iniciativas nas áreas de direitos humanos, saúde, educação e comunicação, com atenção especial às populações LGBTQIAP+, negras e socialmente vulnerabilizadas.

As próximas ações do REDUZ NA ARCO acontecerão quinzenalmente, até dezembro, em diferentes pontos da cidade. A expectativa é alcançar a meta de distribuição dos 2 mil kits, fortalecendo a prevenção, o acesso à informação e a aproximação entre a população e os serviços públicos de saúde. Para conferir detalhes sobre locais e horários, acesse o instagram da organização @ong.arco

Sobre a ONG ARCO

Fundada em maio de 2022, a ARCO (Ação Regional de Contribuição Social e Oportunidades) é uma organização da sociedade civil sediada em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco. A instituição desenvolve projetos voltados à promoção dos direitos humanos, da saúde, da educação e da cidadania, com atuação prioritária junto às populações LGBTQIAP+, negras e periféricas.

Mais informações:

Site: www.ongarco.org Instagram: @ong.arco

ONG ARCO INICIA AÇÕES DE REDUÇÃO DE DANOS EM JABOATÃO E DISTRIBUIRÁ 2 MIL KITS DE PREVENÇÃO ATÉ DEZEMBRO


Com atividades quinzenais em diferentes pontos da cidade, o projeto REDUZ NA ARCO leva insumos de prevenção às ISTs, orientações sobre redução de danos e informações sobre os serviços de saúde do SUS. A primeira ação aconteceu no último sábado (24), no Centro de Jaboatão.
A ONG ARCO deu início, no último sábado (24 de outubro), a uma série de ações de rua do projeto REDUZ NA ARCO, iniciativa voltada à redução de danos associados ao uso de álcool e outras drogas e à prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A primeira mobilização aconteceu no Centro de Jaboatão dos Guararapes, com foco na Praça Nossa Senhora do Rosário, e marcou o início de uma programação que seguirá até dezembro, com atividades quinzenais em diferentes territórios do município.

Ao longo das mobilizações, a organização pretende distribuir gratuitamente 2 mil kits de redução de danos e prevenção às ISTs. Os materiais reúnem insumos como camisinhas, lubrificantes, sedas, piteiras e autotestes de HIV, além de conteúdos educativos e informativos que orientam a população sobre práticas de autocuidado e indicam onde buscar atendimento na rede pública de saúde de Jaboatão.

A proposta é ampliar o acesso à informação e aos recursos de prevenção, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para acessar os serviços de saúde. Os materiais distribuídos também apresentam equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Serviços de Atenção Especializada (SAE).

Para Luan Costa, coordenador-geral do REDUZ NA ARCO, as intervenções buscam aproximar as políticas públicas de saúde da realidade dos territórios.

“Quando falamos em redução de danos, estamos falando de cuidar das pessoas a partir das realidades que elas vivem, respeitando suas escolhas e sua autonomia. Nosso trabalho é estar nas ruas, dialogar sem preconceitos e oferecer informações e recursos que ajudem a prevenir agravos à saúde. Cada kit distribuído também representa uma oportunidade de aproximar alguém da rede de cuidado”, explica Luan.

Além da distribuição dos insumos, as ações promovem o diálogo direto com a população sobre saúde sexual, prevenção combinada, saúde mental e redução de riscos associados ao consumo de substâncias. A iniciativa adota uma abordagem baseada nos direitos humanos, na educação entre pares e no acolhimento sem julgamentos.

Carlos Santos, presidente da ONG ARCO, destaca que o enfrentamento ao preconceito é uma dimensão fundamental do projeto.

“Durante muito tempo, o uso de drogas foi tratado quase exclusivamente como uma questão de repressão, enquanto as necessidades de saúde e os direitos dessas pessoas foram deixados de lado. A redução de danos nos convida a construir outra relação, baseada na escuta, na dignidade e no respeito. Queremos mostrar que ninguém precisa estar em uma condição ideal para merecer cuidado, afinal não existe esta tal “condição ideal”. A saúde é um direito de todas as pessoas, independente da condição em que se encontrem”, afirma Carlos.

Com atuação em Jaboatão dos Guararapes, a ONG ARCO desenvolve iniciativas nas áreas de direitos humanos, saúde, educação e comunicação, com atenção especial às populações LGBTQIAP+, negras e socialmente vulnerabilizadas.

As próximas ações do REDUZ NA ARCO acontecerão quinzenalmente, até dezembro, em diferentes pontos da cidade. A expectativa é alcançar a meta de distribuição dos 2 mil kits, fortalecendo a prevenção, o acesso à informação e a aproximação entre a população e os serviços públicos de saúde. Para conferir detalhes sobre locais e horários, acesse o instagram da organização @ong.arco

Sobre a ONG ARCO

Fundada em maio de 2022, a ARCO (Ação Regional de Contribuição Social e Oportunidades) é uma organização da sociedade civil sediada em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco. A instituição desenvolve projetos voltados à promoção dos direitos humanos, da saúde, da educação e da cidadania, com atuação prioritária junto às populações LGBTQIAP+, negras e periféricas.

Mais informações:

Site: www.ongarco.org Instagram: @ong.arco

GOVERNO DE PERNAMBUCO APRESENTA EDITAL DE PESQUISAS VOLTADAS AOS DESAFIOS DO PLANEJAMENTO PÚBLICO

O Governo de Pernambuco convida os profissionais de imprensa para o evento de divulgação e matchmaking do edital Projetos Orientados por Missões (POM) – Pesquisas em Planejamento, iniciativa que busca aproximar a gestão pública da comunidade científica e de inovação do Estado.

A ação é uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE), a Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (SEPLAG-PE) e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe). O edital pretende conectar desafios técnicos e metodológicos do planejamento governamental às competências das Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs), incentivando pesquisas e soluções para aprimorar a gestão pública estadual.

O evento contará com a presença da governadora de Pernambuco em exercício, Priscila Krause, e será uma oportunidade para conhecer os objetivos da iniciativa e as possibilidades de colaboração entre governo e pesquisadores.

SERVIÇO
- Evento:  Divulgação e matchmaking do edital POM – Pesquisas em Planejamento
- Data: 27 de outubro de 2026 (terça-feira)
- Horário: 15h
- Local: Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE)
- Endereço: Rua Vital de Oliveira, 32, Recife Antigo, Recife-PE

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

LULA VENCE, ADVERSÁRIOS RECONHECEM AS URNAS E ZEMA LEVANTA SUSPEITAS SOBRE A ELEIÇÃO

Enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado reconhecem o resultado, ex-governador de Minas Gerais questiona a condução do pleito. Augusto Cury ainda não se manifestou.

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 provocou reações distintas entre os ex-candidatos à Presidência da República. Enquanto alguns reconheceram o resultado e analisaram os caminhos da campanha, outros optaram por questionar o processo eleitoral, reacendendo o debate político após a definição das urnas.

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo os números divulgados na apuração. Entre os antigos adversários do presidente, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) adotaram posições de reconhecimento do resultado, enquanto Romeu Zema (Novo) fez acusações sobre a condução da votação. Augusto Cury (Avante), por sua vez, ainda não havia se pronunciado.

RENAN SANTOS ADMITE FORÇA DA CAMPANHA DE LULA

O presidente do partido Missão e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, reconheceu a dimensão da campanha petista no segundo turno. Na avaliação dele, a mobilização promovida por Lula foi decisiva para ampliar a resistência ao bolsonarismo para além do núcleo tradicional de apoiadores do presidente.

Renan também destacou que a campanha de Flávio Bolsonaro teve grande capacidade de mobilização, mas avaliou que essa força parece ter alcançado principalmente o próprio campo político, sem produzir o mesmo efeito de expansão eleitoral.

“Não teve fraude na eleição, todo mundo que viu a campanha do segundo turno sabe que a campanha do petismo foi colossal”, afirmou Renan, ao comentar a disputa.

A análise chama atenção porque parte de uma liderança identificada com a oposição ao PT. Em vez de atribuir a derrota a uma suposta irregularidade, Renan apontou para a estratégia eleitoral e para a capacidade de Lula de mobilizar eleitores contrários ao bolsonarismo.

O dirigente também observou que a força política desse campo permanece relevante no Congresso Nacional e nos governos estaduais. Ou seja, a derrota presidencial não significa o desaparecimento da oposição, mas impõe uma reflexão sobre os limites de sua estratégia para conquistar a maioria do eleitorado brasileiro.

CAIADO DEFENDE RESPEITO À DECISÃO DA MAIORIA

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também se manifestou após a confirmação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora tenha afirmado que trabalhou por uma mudança política no país, o dirigente do PSD ressaltou que a democracia exige respeito à decisão da maioria.

“Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração”, declarou.

A fala de Caiado representa uma posição de reconhecimento institucional do resultado, mesmo entre aqueles que defendiam uma alternativa ao projeto político de Lula.

Em uma eleição marcada pela polarização, o posicionamento reforça a importância de distinguir a disputa política, na qual candidatos e partidos podem defender projetos diferentes, do respeito às regras que definem o resultado eleitoral.

ZEMA QUESTIONA A CONDUÇÃO DO PLEITO

Em posição diferente, Romeu Zema fez críticas à condução das eleições e levantou suspeitas sobre a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, relacionada à prorrogação do encerramento da votação até as 19h.

“Essa foi a eleição mais alarmante que eu já vi no Brasil. Mas se é pra somar pro lado deles vale tudo”, afirmou o ex-governador mineiro, que também lamentou o resultado e projetou dificuldades para o país.

As declarações colocam Zema entre as vozes que contestam aspectos do processo eleitoral após a vitória de Lula. No entanto, acusações de irregularidades precisam ser acompanhadas de evidências concretas. Questionamentos políticos, por si só, não comprovam fraude ou golpe eleitoral.

A decisão de prorrogar o horário de votação também precisa ser analisada à luz de sua justificativa oficial e de seus efeitos sobre o processo, sem que se atribua automaticamente a ela uma intenção de favorecer qualquer candidatura.

AUGUSTO CURY AINDA NÃO SE PRONUNCIOU

O escritor Augusto Cury, candidato pelo Avante, ainda não havia divulgado uma manifestação pública sobre a reeleição de Lula até a publicação das informações que serviram de base para esta reportagem.

Entre os quatro ex-candidatos citados, ele foi o único sem posicionamento registrado sobre o resultado.

A DERROTA DE FLÁVIO ABRE UMA NOVA DISPUTA NA DIREITA

O resultado presidencial não encerra a disputa política no Brasil. Pelo contrário, abre uma nova etapa de debates dentro da oposição, que precisará avaliar suas estratégias, suas lideranças e a capacidade de dialogar com eleitores para além de sua base mais fiel.

A declaração de Renan Santos evidencia uma questão central: mobilizar os próprios apoiadores não é necessariamente suficiente para conquistar a maioria do país. Já o posicionamento de Caiado destaca o respeito ao resultado como parte fundamental da democracia, enquanto as acusações de Zema colocam em evidência a necessidade de que qualquer suspeita seja sustentada por fatos verificáveis.

Com Lula reeleito e a oposição diante de novos desafios, a disputa agora se desloca das urnas para a capacidade de cada campo político de interpretar o resultado e construir seus próximos passos.

LULA FICOU COM 71% DOS VOTOS ADICIONAIS NO SEGUNDO TURNO E VIROU O JOGO EM 213 MUNICÍPIOS

Resultado surpreendeu modelos eleitorais e reforçou o peso dos programas sociais e da rejeição ao bolsonarismo na disputa presidencial.
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 teve uma dimensão que chamou a atenção dos analistas: o presidente teria conquistado cerca de 10 milhões dos 14 milhões de votos adicionais registrados em relação ao primeiro turno. O número equivale a aproximadamente 71% desse contingente, segundo Bruno Soller, analista do instituto Real Time Big Data.

Em entrevista à CNN Brasil, Soller afirmou que o resultado surpreendeu os modelos eleitorais utilizados para projetar o comportamento do eleitorado. A avaliação é de que a movimentação dos votos entre os dois turnos foi determinante para consolidar a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL).

Entre os fatores que podem ter contribuído para esse desempenho estão o alcance dos programas sociais do governo federal e a rejeição de parte do eleitorado ao bolsonarismo. São elementos que ajudam a explicar por que a disputa tomou um rumo diferente daquele apontado por algumas projeções.

VIRADA EM TERRITÓRIOS BOLSONARISTAS

Outro dado que chama a atenção é que Lula venceu em 213 municípios nos quais Flávio Bolsonaro havia terminado o primeiro turno na liderança. Entre essas localidades estão o Rio de Janeiro e Macapá.

O resultado mostra que a disputa presidencial não ficou restrita à manutenção das bases eleitorais de cada candidato. No segundo turno, a capacidade de atrair eleitores de outras candidaturas e mobilizar votos em municípios inicialmente favoráveis ao adversário teve papel importante no desfecho da eleição.

A votação também deixa uma mensagem política: mesmo diante de uma disputa polarizada, o comportamento do eleitor pode mudar significativamente entre as duas etapas da eleição.

A LIÇÃO DAS URNAS

A análise dos números reforça que vencer o primeiro turno em determinadas regiões não garante a manutenção da vantagem no segundo. A transferência de votos, a rejeição aos candidatos e a avaliação dos governos entram na conta e podem alterar o cenário eleitoral.

Para Lula, o desempenho representa a força de uma estratégia capaz de ampliar sua votação para além de sua base inicial. Para o campo bolsonarista, os números impõem o desafio de compreender por que parte do eleitorado que começou a disputa ao lado de Flávio Bolsonaro acabou contribuindo para a vitória do petista.

Na política, a eleição não termina na fotografia do primeiro turno. É no confronto final que as alianças, as rejeições e a capacidade de conquistar novos eleitores mostram seu verdadeiro peso.


TRUMP QUESTIONA ELEIÇÃO NO BRASIL, FALA EM FRAUDE SEM APRESENTAR PROVAS E SURPREENDE AO DIZER QUE GOSTA DE LULA

Presidente dos Estados Unidos coloca em dúvida o resultado das urnas brasileiras, mas admite manter boa relação com o presidente reeleito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resolveu entrar no debate sobre a eleição brasileira e lançou uma declaração capaz de incendiar ainda mais o ambiente político. Nesta segunda-feira (26), um dia após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), o republicano afirmou que a disputa no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”. O detalhe é que, ao fazer a acusação, não apresentou provas nem apontou qualquer indício concreto de irregularidade.

“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, declarou Trump, acrescentando que, na sua avaliação, o processo eleitoral “pareceu muito ruim”.

A fala chama atenção pelo momento escolhido. Lula acaba de conquistar a reeleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, encerrando uma disputa marcada pela polarização política e pela mobilização intensa dos dois campos ideológicos.

Trump, entretanto, não ficou apenas na contestação. Na mesma manifestação, afirmou que gosta de Lula e que mantém uma boa relação com o presidente brasileiro. A combinação de desconfiança sobre o resultado eleitoral com elogios ao vencedor produz um discurso contraditório e deixa uma pergunta no ar: afinal, qual é a posição do presidente americano em relação ao novo mandato do petista?

A declaração também representa um sinal de atenção para a diplomacia brasileira. Questionar a legitimidade de uma eleição sem apresentar evidências pode alimentar narrativas de desconfiança sobre o sistema eleitoral, especialmente em um ambiente político no qual acusações de fraude costumam ganhar repercussão imediata.

Até o momento, as palavras de Trump, conforme relatadas, não vieram acompanhadas de elementos capazes de sustentar a suspeita. Uma acusação dessa gravidade exige fatos, documentos e evidências, não apenas impressões pessoais.

No Brasil, a eleição terminou com a vitória de Lula, mas a disputa política está longe de esfriar. Flávio Bolsonaro saiu derrotado das urnas, enquanto seus aliados precisam decidir como reagir ao resultado. Agora, a manifestação de Trump acrescenta um ingrediente internacional a uma batalha que continua repercutindo dentro e fora do país.

Na política, uma declaração de Trump nunca passa despercebida. Mas, quando se fala em fraude eleitoral, a pergunta fundamental continua sendo a mesma: quais são as provas? Sem evidências apresentadas, a suspeita permanece apenas no campo da afirmação.

*Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.*