segunda-feira, 23 de março de 2026

RUPTURA EXPLOSIVA EM DORMENTES COM JOSIMARA ACUSANDO PREFEITA CORRINHA DE “FALTA DE DIGNIDADE” E DENUNCIANDO PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

O que era, até pouco tempo, uma das alianças políticas mais sólidas do Sertão pernambucano se transformou em um embate público marcado por acusações, mágoas e versões conflitantes. A ex-prefeita de Dormentes, Josimara Cavalcanti, rompeu o silêncio e trouxe à tona sua narrativa sobre o fim da parceria com a atual gestora do município, Corrinha de Geomarco, elevando o tom ao afirmar que “faltou dignidade” na condução do rompimento.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Josimara não apenas resgatou sua trajetória política de três décadas, como também reforçou a imagem de coerência que busca sustentar junto ao eleitorado. “Minha caminhada sempre foi guiada por uma única caneta: a da verdade”, afirmou, ao destacar que construiu sua história política baseada na palavra e na confiança popular.

A ex-prefeita relembrou que a origem da aliança com o grupo adversário, liderado pelo ex-prefeito Geomarco Coelho, não foi simples. Segundo ela, o entendimento político foi resultado de diálogo intenso e construção coletiva. Após a morte de Geomarco, em 2017, Josimara assumiu a Prefeitura e, posteriormente, foi eleita em 2020, tornando-se a primeira mulher a comandar o município. Sua gestão, conforme pontuou, terminou com altos índices de aprovação, próximos dos 90%.

Nesse contexto, Corrinha foi incorporada ao núcleo central da administração, ocupando a Secretaria de Assistência Social e sendo preparada como sucessora natural do grupo. O acordo político incluía, ainda, o compromisso de apoio mútuo em projetos futuros — uma promessa que, segundo Josimara, foi quebrada de forma abrupta.

A mudança de cenário teria começado nas eleições de 2024. Mesmo eleita em chapa única e com apoio consolidado, Corrinha, de acordo com a ex-prefeita, passou a demonstrar distanciamento. “O que era sintonia virou frieza”, resumiu. O episódio mais simbólico desse afastamento, conforme relatado, ocorreu quando a atual prefeita, após anunciar apoio público à pré-candidatura de Josimara à Assembleia Legislativa, voltou atrás sem qualquer संवादo direto.

“Soube por terceiros. Depois, a confirmação veio por um vídeo nas redes sociais. Esperava mais respeito por tudo que construímos juntas”, afirmou, evidenciando o sentimento de quebra de confiança.

A crise política ganhou contornos ainda mais graves com as denúncias feitas por Josimara de suposta perseguição dentro da estrutura municipal. Segundo ela, servidores e secretários estariam sendo desligados de suas funções por manifestarem apoio à sua pré-candidatura. Vereadores aliados também estariam sofrendo pressão política.

“Defendo a democracia e sempre respeitei escolhas, inclusive quando ela apoiou outros deputados em 2018. Mas o que vemos agora é diferente: pessoas sendo penalizadas por suas posições”, declarou, ao fazer referência ao apoio dado por Corrinha, no passado, aos deputados Antonio Coelho e Fernando Filho, contrariando o grupo político da época — decisão que, segundo Josimara, foi respeitada sem retaliações.

Ao final de sua manifestação, a ex-prefeita buscou reposicionar sua pré-candidatura como um projeto coletivo, e não pessoal. Ela afirmou que sua entrada na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa nasce da demanda popular por maior representatividade do Sertão.

A crise entre as duas lideranças redesenha o cenário político de Dormentes e pode ter reflexos diretos nas articulações para 2026. O rompimento, além de simbólico, expõe fissuras internas de um grupo que, até então, era visto como coeso — e abre espaço para novos rearranjos políticos em uma região onde alianças costumam definir os rumos das urnas.

EX-MINISTROS GILSON MACHADO NETO E CARLOS BRITO, AO LADO DO VEREADOR DO RECIFE GILSON MACHADO FILHO, ACOMPANHAM FLÁVIO BOLSONARO EM AGENDA PELO NORDESTE

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, cumpre agenda de visitas pelo Nordeste brasileiro, reunindo lideranças políticas e ex-integrantes do Governo Federal em uma série de encontros institucionais e participações em eventos regionais. A visita tem como objetivo fortalecer o diálogo político e ampliar a articulação na região.


A agenda teve início no estado do Rio Grande do Norte e segue para a cidade de João Pessoa, na Paraíba, onde estão previstos encontros com apoiadores, lideranças locais e representantes da sociedade civil.

A convite do senador, integram a comitiva o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, o ex-ministro Carlos Brito e o vereador do Recife, Gilson Machado Filho, que participam das recepções e dos compromissos oficiais ao longo da visita. A presença das lideranças reforça a articulação política construída durante o período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e evidencia a união do grupo em torno de pautas voltadas ao desenvolvimento regional.

Durante a passagem pelos estados nordestinos, a comitiva participa de eventos públicos e encontros institucionais, destacando temas como turismo, fortalecimento econômico e aproximação com demandas locais.

A agenda segue com novas atividades previstas na Paraíba, ampliando o diálogo com a população e consolidando a presença política do grupo na região

RACHA NA FRENTE POPULAR COM INSATISFAÇÃO DE HUMBERTO COSTA COM MARÍLIA ARRAES E AVANÇO DE RAQUEL LYRA SOBRE O PT QUE AINDA PODEM VIRAR O JOGO DO SENADO

A construção da chapa ao Senado em Pernambuco, tratada até pouco tempo como uma equação praticamente fechada dentro da Frente Popular, entrou em um cenário de forte instabilidade política. O incômodo do senador Humberto Costa com a ascensão de Marília Arraes e, principalmente, com a forma como o PSB conduziu essa articulação, abriu uma fissura que pode provocar mudanças profundas na disputa de 2026.

Nos bastidores, a avaliação entre aliados de Humberto é de que o processo foi atropelado, com pouco espaço para diálogo e sem o devido reconhecimento ao peso político do PT na aliança. A consolidação do nome de Marília como pré-candidata ao Senado, dentro do palanque liderado pelo prefeito do Recife, João Campos, é vista por setores petistas como um movimento que reposiciona forças e reduz o protagonismo histórico do partido no estado.

O problema, no entanto, vai além da composição da chapa. Um dado que tem preocupado ainda mais o núcleo petista é o avanço silencioso da governadora Raquel Lyra sobre bases do próprio PT. Nos bastidores, já é consenso entre lideranças políticas que uma parcela significativa de quadros petistas em Pernambuco hoje mantém diálogo aberto — e, em muitos casos, alinhamento político — com o governo estadual.

Esse movimento enfraquece a coesão interna do PT e amplia o grau de incerteza sobre o comportamento da legenda em 2026. Prefeitos, vereadores e lideranças regionais têm adotado uma postura pragmática, priorizando a relação institucional com o Governo do Estado, o que pode refletir diretamente nas decisões eleitorais futuras.

Dentro desse contexto, o desconforto de Humberto Costa ganha uma dimensão ainda maior. Não se trata apenas de disputar espaço com Marília Arraes, mas de enfrentar um cenário onde sua própria base política pode estar fragmentada — e, em parte, inclinada a outros projetos.

Marília, por sua vez, retorna ao centro do jogo político com força e densidade eleitoral. Sua reaproximação com o PSB, após anos de distanciamento e embates, reforça um perfil pragmático e competitivo. No entanto, essa mesma movimentação também acende resistências internas, especialmente entre petistas que não esqueceram os conflitos recentes.

Aliados de João Campos seguem defendendo a manutenção da unidade e apostam no diálogo para contornar a crise. Ainda assim, o ambiente é de tensão crescente. A antecipação da discussão sobre o Senado acabou acelerando disputas que, tradicionalmente, seriam resolvidas mais adiante, expondo divergências profundas dentro da aliança.

O cenário que se desenha é de alta imprevisibilidade. A combinação entre a insatisfação de Humberto Costa, o fortalecimento de Marília Arraes e a crescente aproximação de setores do PT com Raquel Lyra cria uma equação política instável — e potencialmente explosiva.

Se não houver recomposição, o que hoje é tratado como ruído pode evoluir para uma reconfiguração completa da chapa ao Senado. E, nesse caso, Pernambuco poderá assistir a uma disputa marcada não apenas pela polarização entre grupos, mas também por divisões internas capazes de redesenhar todo o mapa político do estado em 2026.

FLÁVIO BOLSONARO AVANÇA NO NORDESTE, MOBILIZA BASE EM NATAL E COSTURA ALIANÇAS COM FOCO NAS ELEIÇÕES DE 2026

Em um movimento estratégico que reforça a presença do bolsonarismo no Nordeste, o senador Flávio Bolsonaro participou, neste sábado (21), de um ato político do Partido Liberal em Natal, reunindo lideranças locais e aliados de outros estados, especialmente de Pernambuco. O encontro, realizado no Boulevard Music Hall, marcou o início de uma agenda regional com forte viés eleitoral, mirando a consolidação de palanques competitivos para as eleições de outubro de 2026.

O evento coincidiu simbolicamente com o aniversário de 71 anos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue internado em Brasília, fato explorado politicamente ao longo da programação. Em seu discurso, Flávio destacou que esteve com o pai mais cedo no hospital e afirmou ter sido incentivado por ele a manter a agenda no Nordeste, reforçando a ideia de continuidade do projeto político da família mesmo diante da ausência do ex-presidente.

A mobilização reuniu nomes de peso da direita nacional, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, além dos senadores Rogério Marinho e Styvenson Valentim, e do deputado federal General Girão. O encontro, embora centrado na política potiguar, teve forte participação de lideranças pernambucanas, evidenciando uma articulação regional mais ampla.

Entre os representantes de Pernambuco, o vereador do Recife Gilson Machado Filho ganhou destaque ao discursar antes da chegada de Flávio Bolsonaro, adotando um tom emocional ao mencionar o ex-presidente. Em sua fala, reforçou a narrativa de resistência do grupo político e apostou no protagonismo do Nordeste como peça-chave na definição do cenário eleitoral nacional. Já o ex-ministro do Turismo Gilson Machado também marcou presença, integrando a comitiva que recepcionou o senador no aeroporto e reiterando sua ligação pessoal e política com Jair Bolsonaro.

O tom do discurso de Flávio Bolsonaro foi marcado por críticas diretas ao Partido dos Trabalhadores e ao governo federal, com questionamentos sobre os resultados das gestões petistas tanto no plano nacional quanto no Rio Grande do Norte. Diante de uma plateia alinhada, o senador buscou reforçar o sentimento de insatisfação e convocar mobilização para o próximo ciclo eleitoral, destacando o que considera uma disputa decisiva para os rumos do país.

Em um dos momentos mais enfáticos, Flávio atribuiu os acontecimentos políticos do Brasil a um propósito maior, associando o cenário atual a uma dimensão religiosa, discurso que tem sido recorrente entre lideranças bolsonaristas para dialogar com sua base mais fiel. A fala foi recebida com entusiasmo pelo público, reforçando o ambiente de engajamento que marcou o ato.

Além do discurso nacional, o evento teve forte impacto na política local. O principal anúncio foi a confirmação da pré-candidatura do prefeito de Natal, Álvaro Dias, ao governo do estado. A escolha ocorreu após Rogério Marinho abrir mão da disputa para assumir a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, gesto que sinaliza alinhamento interno e tentativa de evitar divisões dentro do partido.

A definição do nome de Álvaro Dias encerra uma disputa interna no PL potiguar e representa um passo importante na estratégia do partido de fortalecer candidaturas estaduais alinhadas ao projeto presidencial. A lógica é clara: construir uma rede de apoio sólida nos estados para impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto, especialmente em regiões historicamente mais desafiadoras para a direita, como o Nordeste.

A agenda do senador segue intensa na região. Após o ato em Natal, Flávio Bolsonaro seguiu para João Pessoa, onde participa de novas articulações políticas, incluindo a filiação do senador Efraim Filho ao PL, com vistas à disputa pelo governo da Paraíba. O movimento reforça a estratégia de expansão partidária e de consolidação de lideranças competitivas em diferentes estados nordestinos.

Com forte apelo simbólico, discurso ideológico alinhado à sua base e uma agenda voltada à construção de alianças regionais, Flávio Bolsonaro dá sinais claros de que pretende disputar o protagonismo nacional em 2026 ancorado em uma presença mais robusta no Nordeste, região que pode ser decisiva para o desfecho eleitoral.

FREI GILSON ABENÇOA PRIMEIRO HOSPITAL DO CÂNCER DO SERTÃO DO ARARIPE E MARCA MOMENTO HISTÓRICO PARA A SAÚDE NA REGIÃO

Uma comitiva formada pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP), pela deputada Roberta Arraes (PP/UP), pela superintendente do Hospital de Câncer do Sertão do Araripe (HCSA), Irmã Fátima, e pela Madre Superiora Geral, Irmã Luiza Mota, apresentou o projeto do primeiro hospital de câncer da região ao Frei Gilson. A bênção foi recebida durante a Vigília da Quaresma realizada na Arena de Pernambuco.

O HCSA está com a estrutura pronta para receber os equipamentos e deve iniciar os atendimentos de radioterapia ainda no primeiro semestre de 2026. Idealizado pela Irmã Fátima e pela deputada Roberta Arraes, o projeto conta com o apoio do deputado Eduardo da Fonte desde 2023. Ao todo, os parlamentares, junto com o deputado federal Lula da Fonte, destinaram R$ 10 milhões para a iniciativa.

“Receber a bênção do Frei Gilson, durante a Vigília da Quaresma, reforça a nossa missão de levar alívio aos pacientes do Sertão, que ainda percorrem mais de 700 quilômetros para realizar radioterapia. O sertanejo precisa de atendimento de qualidade próximo de casa. Esse avanço só é possível com a atuação dos deputados Roberta Arraes e Eduardo da Fonte, que estão conosco desde o início”, destacou a Irmã Fátima.

Foto: Igor Toscano

SIMONE TEBET CHEGA AO PSB COM APOIO DE LULA E ACENO DE JOÃO CAMPOS, E REDESENHA O TABULEIRO POLÍTICO EM SÃO PAULO

A filiação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao PSB marca uma das movimentações políticas mais relevantes deste início de pré-campanha para 2026, com reflexos diretos tanto no cenário paulista quanto na articulação nacional do governo federal. O gesto foi celebrado publicamente pelo prefeito do Recife e presidente nacional da legenda, João Campos, que utilizou as redes sociais para dar as boas-vindas à nova filiada, em uma mensagem breve, mas carregada de simbolismo político: “Bem-vinda ao PSB”.

Por trás da formalidade do cumprimento, há uma operação política construída com cautela nas últimas semanas e que envolve diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ida de Tebet para o PSB não apenas resolve um impasse partidário, mas também pavimenta sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, um dos colégios eleitorais mais estratégicos do país.

A saída de Tebet do MDB foi motivada por um cenário interno adverso. O diretório paulista da sigla já sinalizava apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas, o que inviabilizaria qualquer tentativa da ministra de disputar o Senado com respaldo do campo governista dentro da legenda. Diante desse impasse, a mudança tornou-se inevitável.

Nos bastidores, a articulação contou também com o aval do vice-presidente Geraldo Alckmin, além de diálogos com outras lideranças do governo. A estratégia é clara: reorganizar o palanque em São Paulo com nomes competitivos e alinhados ao projeto nacional liderado por Lula. Nesse mesmo movimento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi incentivado a entrar na disputa pelo governo paulista, consolidando um desenho político que combina experiência administrativa e força eleitoral.

A decisão de Tebet também carrega um gesto de coerência política. Ao optar por deixar o cargo de ministra até o fim de março para se dedicar integralmente à campanha, ela busca reforçar o discurso de compromisso com a disputa eleitoral e evitar questionamentos sobre o uso da máquina pública.

O PSB, por sua vez, não escondeu o entusiasmo com a chegada da nova filiada. Em nota oficial, o partido destacou a trajetória de Tebet e exaltou atributos como “firmeza moral”, “capacidade de diálogo” e “compromisso democrático”, classificando sua filiação não como uma simples adesão, mas como um “encontro” de propósitos. A legenda aposta que a presença da ministra fortalece seu projeto nacional e amplia sua relevância em estados-chave.

Mais do que uma troca de partido, a filiação de Simone Tebet ao PSB simboliza uma reconfiguração política em curso, em que alianças estão sendo redesenhadas e estratégias cuidadosamente alinhadas para 2026. O gesto de João Campos, ao recepcionar publicamente a ministra, evidencia que o movimento não é isolado, mas parte de um projeto mais amplo, que busca consolidar uma frente política coesa, competitiva e capaz de enfrentar os desafios eleitorais que se aproximam.

SILÊNCIO QUE FALA ALTO, EDUARDO DA FONTE ADOTA CAUTELA E CONDICIONA DISPUTA AO SENADO A DECISÃO DO TSE

Em meio às movimentações cada vez mais intensas da pré-campanha eleitoral em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) decidiu adotar uma postura de prudência calculada. Sem recuar publicamente de suas pretensões, mas também evitando movimentos bruscos, o parlamentar afirmou que mantém sua pré-candidatura ao Senado pela federação União Progressista, ao mesmo tempo em que aguarda o desfecho de um julgamento considerado decisivo no Tribunal Superior Eleitoral, marcado para o próximo dia 26.

A estratégia de silêncio, longe de significar inércia, revela um cenário político em suspenso. Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão da Corte Eleitoral pode redefinir o tabuleiro político em Pernambuco, impactando alianças, composições partidárias e até o número de vagas efetivamente disponíveis na disputa majoritária. Nesse contexto, Eduardo da Fonte opta por manter seu nome no jogo, mas sem antecipar movimentos que possam se tornar inviáveis diante de uma eventual reconfiguração jurídica.

Aliados próximos apontam que a postura do deputado segue uma lógica de cautela institucional. A depender do resultado do julgamento no TSE, a federação União Progressista poderá redefinir sua estratégia, o que inclui desde a manutenção de candidaturas próprias até possíveis rearranjos com outras forças políticas no Estado. O parlamentar, que tem histórico de articulação e trânsito em diferentes campos políticos, prefere, neste momento, preservar margem de manobra.

A expectativa em torno da decisão do tribunal também mobiliza outras lideranças locais, que acompanham com atenção os possíveis desdobramentos. Em Pernambuco, onde o cenário para o Senado tende a ser altamente competitivo em 2026, qualquer alteração jurídica pode influenciar diretamente o equilíbrio entre os grupos políticos já posicionados.

Enquanto isso, Eduardo da Fonte segue em compasso de espera — um silêncio que, mais do que ausência de posicionamento, representa uma escolha estratégica diante de um ambiente ainda indefinido. A definição do TSE, portanto, não deve apenas esclarecer questões jurídicas, mas também servir como gatilho para uma nova rodada de articulações políticas no Estado.

NA AGENDA DE JOÃO CAMPOS, PRESENÇA DE CARLOS COSTA GANHA DESTAQUE EM ANÚNCIO DE NOVA UPA-E NO RECIFE

A agenda do prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, neste domingo, foi marcada não apenas por mais um anúncio importante na área da saúde, mas também pela presença estratégica do pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa, que acabou se tornando um dos destaques do ato realizado no bairro de Casa Amarela.

O evento oficializou a assinatura para implantação de uma nova Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPA-E), equipamento que contará com investimento de aproximadamente R$ 16,2 milhões e promete ampliar de forma significativa o acesso da população a serviços especializados. No entanto, além do anúncio em si, os bastidores políticos também chamaram atenção, especialmente pela participação ativa de Carlos Costa ao lado de João Campos, reforçando sintonia e alinhamento em torno de pautas prioritárias como a saúde pública.

A presença de Carlos na agenda foi interpretada como um gesto de fortalecimento político e de construção conjunta de um projeto para Pernambuco, sobretudo em um momento em que os movimentos pré-eleitorais começam a ganhar mais visibilidade. Durante o evento, ele não apenas acompanhou a assinatura, como também fez questão de destacar a importância do investimento e o impacto direto na vida da população.

A nova UPA-E foi planejada para realizar cerca de 30 mil atendimentos mensais, oferecendo consultas, exames e procedimentos especializados, funcionando como um importante reforço na rede pública de saúde. A unidade deve beneficiar moradores de Casa Amarela e de diversos bairros da Zona Norte, reduzindo a necessidade de deslocamentos e contribuindo para desafogar hospitais.

Em sua fala, Carlos Costa ressaltou que a iniciativa liderada por João Campos demonstra compromisso com o cuidado das pessoas e com a ampliação do acesso à saúde de qualidade. Ele enfatizou que equipamentos como esse são fundamentais para garantir atendimento digno à população que depende do sistema público.

O ato em Casa Amarela, portanto, teve um duplo significado: ao mesmo tempo em que consolidou mais um investimento relevante na infraestrutura de saúde do Recife, também evidenciou a aproximação política entre João Campos e Carlos Costa, em uma agenda que uniu gestão e articulação com foco no futuro do Estado.