domingo, 8 de novembro de 2026

60% DOS BRASILEIROS REPROVAM POSTURA DE FLÁVIO BOLSONARO APÓS DERROTA, E PESQUISA EXPÕE RACHADURA NA DIREITA

Levantamento da Quaest mostra rejeição à viagem do senador para os Estados Unidos e ao questionamento do resultado eleitoral. Até entre eleitores de Flávio há críticas à sua postura.

A derrota nas urnas parece ter produzido consequências que vão além do resultado eleitoral para o bolsonarismo. Uma pesquisa inédita do instituto Quaest, intitulada “O Brasil depois das urnas”, revela que seis em cada dez brasileiros desaprovam a postura de Flávio Bolsonaro (PL) depois do segundo turno das eleições de 2026. A viagem do senador aos Estados Unidos, menos de 48 horas após a derrota, e os questionamentos sobre o resultado das urnas provocaram forte reação negativa na opinião pública.

Segundo o levantamento, 62% dos entrevistados consideram errada a decisão de Flávio de deixar o país, enquanto 29% avaliam a atitude como correta. Além disso, 59% dos brasileiros rejeitam o discurso do senador questionando o resultado eleitoral. Apenas 34% demonstram concordância com sua posição.

Os números representam um sinal de alerta para a família Bolsonaro e, principalmente, para o futuro da oposição. A pesquisa também revela que a direita está longe de falar a mesma língua quando o assunto é a liderança política do campo conservador.

A DIREITA COMEÇA A SE DIVIDIR

Um dos dados mais interessantes aparece justamente entre os eleitores identificados como direita não bolsonarista. Nesse grupo, 46% consideram correta a viagem de Flávio aos Estados Unidos, enquanto 45% desaprovam a decisão.

Também há divergência sobre os motivos da saída do senador. Enquanto 51% desse segmento acreditam que ele está buscando proteção contra perseguição política, 42% interpretam a viagem como uma tentativa de escapar de investigações judiciais.

Para o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, a unidade construída pelo antipetismo durante a campanha começou a apresentar rachaduras logo depois do resultado eleitoral. A resistência de setores da direita moderada ao questionamento das urnas abre espaço para outras lideranças e enfraquece a tentativa do clã Bolsonaro de manter o controle absoluto da oposição.

Nesse cenário, nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltam a ganhar espaço nas discussões sobre quem poderá representar a direita em futuros embates nacionais.

FLÁVIO TEM DESEMPENHO PIOR QUE O DO PAI

A comparação com Jair Bolsonaro também chama atenção. Em 2022, após sua derrota eleitoral, 41% dos brasileiros avaliaram positivamente o comportamento do então presidente, enquanto 45% consideraram sua postura inadequada.

No caso de Flávio, o cenário é ainda mais desfavorável: somente 25% aprovam seu comportamento depois da derrota, enquanto 60% fazem uma avaliação negativa.

Até mesmo entre os eleitores que votaram nele no segundo turno existem sinais de insatisfação. Segundo a pesquisa, 21% desaprovam o não reconhecimento do resultado eleitoral e 24% consideram ruim sua postura após a derrota.

O levantamento mostra que o bolsonarismo continua contando com um núcleo fiel, mas enfrenta dificuldades para ampliar sua influência para além desse eleitorado.

DISCURSO DE FRAUDE CONTINUA ENTRE OS RADICAIS

Apesar da rejeição à postura de Flávio, a narrativa de fraude eleitoral permanece presente em uma parcela significativa da população. Cerca de 30% dos entrevistados acreditam que as eleições foram fraudadas, percentual próximo dos 29% registrados em 2022.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, esse número chega a 64%, demonstrando a força da desconfiança eleitoral dentro do núcleo mais identificado com o bolsonarismo.

A pesquisa também identificou diferenças nos sentimentos manifestados pelos brasileiros depois do resultado das urnas. Entre os lulistas, 40% disseram sentir alegria. Na esquerda não lulista, prevaleceram o alívio, com 34%, e a alegria, com 32%.

Na direita não bolsonarista, a decepção foi o sentimento mais citado, com 27%. Já entre os bolsonaristas, a revolta liderou, com 26%. Os eleitores independentes apresentaram opiniões mais dispersas.

O RECADO DAS URNAS E DA PESQUISA

Os números da Quaest mostram que a derrota eleitoral não encerrou apenas uma disputa entre candidatos. Também abriu uma discussão sobre quem terá autoridade para conduzir a direita brasileira daqui para frente.

Flávio Bolsonaro tenta ocupar o espaço político deixado pelo pai, mas encontra resistência fora do núcleo mais fiel ao bolsonarismo. A viagem aos Estados Unidos e a insistência em questionar o resultado eleitoral ampliaram esse desgaste.

A direita moderada, por sua vez, começa a demonstrar que não pretende necessariamente seguir todas as decisões da família Bolsonaro.

O resultado é um cenário de divisão, disputa por protagonismo e incerteza sobre a próxima liderança da oposição. O sobrenome Bolsonaro ainda mobiliza uma parcela expressiva do eleitorado, mas a pesquisa indica que isso, sozinho, pode não ser suficiente para manter a hegemonia sobre todo o campo conservador.

Fonte: pesquisa Quaest “O Brasil depois das urnas”, repercutida pelo JC.

PROGRAMA SAÚDE ITINERANTE PARA A PESSOA IDOSA AVANÇA NA CÂMARA

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (4), o Projeto de Lei 2286/2025, que institui o Programa Saúde Itinerante para a Pessoa Idosa. De autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), a proposta busca oferecer atendimento domiciliar preventivo e continuado à população idosa, por meio de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

O que prevê o programa

Pelo texto, as equipes farão visitas domiciliares periódicas ou sob demanda. Entre as atividades previstas estão o acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, a administração de medicamentos, o registro das informações em prontuário eletrônico e o encaminhamento a outros serviços de saúde, quando necessário. O cadastro dos idosos será feito, preferencialmente, pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelas equipes de Saúde da Família.

O relator, deputado Geraldo Resende (União-MS), afirmou que a população idosa enfrenta limitações específicas de mobilidade e de acesso regular aos serviços de saúde e que modelos de cuidado que levam a equipe até o usuário tendem a responder melhor a essa realidade.

Mudança no texto original

A proposta original previa que as equipes seriam formadas apenas por profissionais de enfermagem. Segundo o relator, a previsão era controversa, por questões relacionadas às competências dos agentes comunitários de saúde e de outros profissionais.

Por emenda aprovada na comissão, o programa passa a ser implementado e coordenado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados, Distrito Federal e municípios, na Atenção Primária à Saúde, por equipes capacitadas.

Financiamento e organização

O texto prevê apoio financeiro federal, sem informar valores, além de cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios, capacitação continuada dos profissionais e inclusão do programa nos planos estaduais e municipais de saúde.

Se for aprovada, a medida pode ampliar as atribuições da atenção primária e gerar novas demandas de pessoal, financiamento e organização das equipes municipais - pontos que dependerão da regulamentação e do apoio financeiro previsto.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo, ou seja, pode ser aprovado sem passar pelo Plenário da Câmara. Antes disso, ainda será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, precisará ser aprovado pelo Senado para virar lei. Por enquanto, nada muda no atendimento do SUS.

AO LADO DO PREFEITO SAULO MARUIM, ÁLVARO PORTO E GABRIEL PORTO PRESTIGIAM A COPA DE FUTEBOL AMADOR DE BREJÃO

Acompanhados pelo prefeito Saulo Maruim e o vice-prefeito vice-prefeito Cícero Bezerra, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, e o deputado federal eleito Gabriel Porto prestigiaram, neste sábado (07.11), as finais da Copa de Futebol Amador de Brejão, no Agreste. 

Na avaliação de Gabriel, a competição, promovida pela prefeitura municipal, vai muito além das quatro linhas. “É um torneio que reúne famílias, valoriza talentos e movimenta toda a comunidade. Parabenizamos a todos os envolvidos pela realização dessa grande iniciativa. O esporte merece esse incentivo”, disse.

Álvaro Porto cumprimentou os jogadores participantes e aproveitou para agradecer ao povo de Brejão e ao grupo político liderado pelo prefeito pela expressiva votação que ele e Gabriel receberam no município na disputa eleitoral deste ano. “Somos os deputados majoritários no município e nosso compromisso é trabalhar mais e mais pela população. Tenham certeza que a nossa gratidão será o nosso trabalho em favor da população de Brejão”, afirmou.
Canhotinho - Na sexta-feira (06.11) à noite, Álvaro e Gabriel participaram da abertura da 4ª Feira de Empreendedorismo e Agronegócio de Canhotinho (Feac), na companhia da prefeita do município, Sandra Paes.

Realizado pela prefeitura municipal em parceria com o Sebrae-PE, o evento mobiliza empreendedores, produtores rurais e comerciantes, gera oportunidades de investimentos, estimula a criação e a expansão de negócios e movimenta a economia local.

A programação da Feac entrou pelo sábado e se estende até este domingo com oficinas que conectam a produção agrícola local com novidades da culinária e também palestras com temas que vão desde o cultivo de palma até o manejo da suinocultura. Além disso o público tem à disposição estandes que reúnem produtos e serviços de mais de 30 expositores. O evento  acontece no Centro Cultural Costa Porto e na Praça de Eventos de Canhotinho. 

Fotos: Peu Ricardo

TSE ABRE CAMINHO PARA INVESTIGAR LULA, MAS 1O VERDADEIRO TESTE SERÁ A INDEPENDÊNCIA DA ELEITORAL

Por Edney Souto | Blog do Edney

A democracia não pode ter dois pesos e duas medidas. Se a legislação eleitoral estabelece limites para o uso da máquina pública durante uma campanha, esses limites precisam valer para todos, independentemente de quem esteja sentado na cadeira da Presidência da República ou da força política que tenha conquistado nas urnas.

KA decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de admitir a tramitação da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pelo partido Novo contra o presidente Lula (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB) coloca um assunto delicado no centro do debate político: até que ponto um governo pode utilizar sua estrutura e anunciar benefícios de grande alcance popular em pleno ano eleitoral sem comprometer o equilíbrio da disputa?

O partido Novo sustenta que Lula editou 35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, de janeiro a outubro de 2026, criando ou ampliando programas e benefícios sociais. A legenda aponta que esse número corresponde à soma das iniciativas semelhantes adotadas nos três anos anteriores. Entre os exemplos apresentados estão medidas envolvendo o Bolsa Família e ações relacionadas aos combustíveis, com impacto financeiro expressivo.

É importante deixar claro: anunciar benefícios sociais não é, por si só, crime eleitoral. Programas públicos podem e devem funcionar, inclusive em anos de eleição. O problema começa quando existe suspeita de utilização da máquina administrativa para produzir vantagem eleitoral, especialmente quando medidas de grande repercussão são concentradas às vésperas de uma votação.

É justamente isso que precisa ser investigado.

O TSE acertou ao permitir que a ação siga seu curso. Admitir a tramitação não significa condenar Lula ou Alckmin, muito menos antecipar qualquer conclusão sobre a existência de abuso de poder. Significa reconhecer que as acusações precisam ser examinadas e que os investigados terão oportunidade de apresentar suas defesas.

Mas existe uma questão política que não pode ser ignorada: a credibilidade da Justiça Eleitoral depende da capacidade de julgar todos os casos com o mesmo rigor. Não seria aceitável que uma denúncia contra adversários políticos recebesse tratamento diferente de uma investigação envolvendo o presidente da República e sua chapa.

O Novo pede a cassação dos registros ou diplomas e a inelegibilidade dos investigados por oito anos. São pedidos graves, que exigem provas consistentes, análise jurídica criteriosa e respeito ao contraditório. Não basta apresentar números ou apontar coincidências temporais. É necessário demonstrar se houve finalidade eleitoral, gravidade das condutas e efetivo comprometimento da igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Na minha avaliação, o episódio merece atenção redobrada. Governar é administrar o país, não transformar o orçamento público em instrumento de campanha. Benefícios sociais são importantes, especialmente para quem mais precisa, mas não podem ser utilizados como moeda de troca eleitoral.

Também não se pode partir do princípio de que uma denúncia é verdadeira apenas porque foi apresentada por um partido de oposição. A Justiça precisa investigar, ouvir os envolvidos e decidir com base nas provas.

O que não pode acontecer é o processo terminar em uma disputa de conveniências políticas. A composição do TSE, suas posições institucionais e eventuais alinhamentos ideológicos não podem servir de justificativa para colocar em dúvida antecipadamente o resultado de uma investigação. A suspeita de parcialidade, seja de que lado vier, precisa ser afastada por decisões transparentes e fundamentadas.

A democracia não pertence a Lula, ao Novo, à direita ou à esquerda. Pertence aos brasileiros. E o dinheiro público também.

O presidente tem o direito de governar, de apresentar resultados e de defender seu projeto político. Mas tem igualmente o dever de respeitar as regras eleitorais. Se não houve abuso, que isso fique demonstrado. Se houve utilização indevida da estrutura do Estado para favorecer uma candidatura, que os responsáveis respondam conforme a lei.

No fim das contas, o que está em julgamento não é apenas uma ação contra Lula e Alckmin. É a confiança dos brasileiros de que as regras eleitorais valem para todos.

Na democracia, ninguém pode estar acima da lei. Nem mesmo o presidente da República.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade. Você atualizado o tempo todo.

ABAIXO-ASSINADO CONTRA NIKOLAS FERREIRA SE APROXIMA DE 1 MILHÃO DE ASSINATURAS E AUMENTA PRESSÃO SOBRE A CÂMARA

Uma campanha que pede a cassação do mandato do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ganhou força nas redes sociais e está próxima de alcançar a marca de 900 mil assinaturas. A mobilização, liderada pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), cresceu rapidamente nas últimas 24 horas e tem como meta chegar a 1 milhão de apoios até este domingo (8).

A iniciativa pretende pressionar a Câmara dos Deputados a tomar providências contra Nikolas por declarações consideradas transfóbicas. O movimento já havia ultrapassado 800 mil assinaturas e, segundo os organizadores, continua recebendo novas adesões em ritmo acelerado.

A origem da campanha está em um episódio ocorrido em 8 de março de 2023, durante uma sessão na Câmara pelo Dia Internacional da Mulher. Na ocasião, Nikolas Ferreira subiu à tribuna usando uma peruca e fez declarações sobre mulheres trans que provocaram forte reação de parlamentares e de representantes dos movimentos LGBTQIA+.

O discurso teve repercussão nacional e levou deputados do PSOL a apresentar um pedido de cassação do mandato por suposta quebra de decoro parlamentar. O episódio também motivou o encaminhamento de uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Os responsáveis pela mobilização argumentam que a imunidade parlamentar não pode servir de proteção para manifestações discriminatórias. A campanha também recorre ao entendimento do STF que equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo até que o Congresso aprove legislação específica.

É importante destacar, porém, que o volume de assinaturas não representa uma decisão institucional nem provoca automaticamente a perda do mandato. Qualquer eventual cassação depende dos procedimentos previstos na Câmara, da análise das acusações, do direito de defesa e de uma decisão conforme as regras parlamentares.

NA LUPA: A mobilização mostra que o episódio de 2023 continua produzindo consequências políticas e alimentando a polarização em Brasília. De um lado, apoiadores da campanha cobram responsabilização por declarações consideradas discriminatórias. Do outro, Nikolas mantém sua posição política e sua influência entre setores da direita. A petição pode aumentar a pressão pública, mas a palavra final sobre uma eventual cassação não está nas redes sociais: está nas instâncias competentes da Câmara dos Deputados.

DE OLHO EM TARCÍSIO E RICARDO NUNES: DEPUTADO DO PT CRIA “EXÉRCITO” PARA TURBINAR OPOSIÇÃO EM SÃO PAULO

Inspirado na estratégia digital utilizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) durante a campanha presidencial de 2026, o deputado estadual Antonio Donato (PT-SP) resolveu montar sua própria tropa nas redes sociais. O parlamentar criou o canal “Exército na Cola de Tarcísio”, com a missão de organizar apoiadores para ampliar as críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

A iniciativa bebe diretamente da experiência do chamado “Exército do Lula”, mobilização que ganhou visibilidade durante a disputa presidencial e mostrou a força das redes sociais na organização de militantes e na divulgação de conteúdo político.

A estratégia de Donato é apostar em vídeos curtos, mensagens diretas e convocação permanente dos seguidores para curtir, comentar e compartilhar publicações. A ideia é transformar apoiadores em multiplicadores das críticas às duas administrações.

Em uma das gravações, o deputado afirma que Tarcísio já estaria se movimentando politicamente de olho na disputa presidencial de 2030. Na sequência, convoca os seguidores a espalhar o vídeo: “Vai lá, curta, comente, compartilhe. Explode este vídeo”.

Ricardo Nunes também está na mira. Donato publicou críticas envolvendo uma obra pública na capital paulista, levantando suspeitas de problemas e possível superfaturamento. As acusações, entretanto, são do parlamentar e não aparecem acompanhadas, no material divulgado, de comprovação independente.

Até sábado (31), o canal contabilizava 2.668 seguidores. Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Donato confirmou que a inspiração veio justamente do alcance alcançado pela mobilização organizada por Janones.

“O objetivo é fortalecer a oposição a Tarcísio e Nunes. E a ideia surgiu do sucesso do canal Exército do Lula. Hoje, você tem milhões de pessoas que aprenderam a usar essa ferramenta”, declarou.

NA LUPA: A disputa política de 2030 já começa a ganhar novos campos de batalha. E, pelo visto, São Paulo será palco de uma oposição que pretende fazer barulho muito antes da próxima campanha eleitoral. Nas redes sociais, a estratégia é clara: organizar, mobilizar e viralizar.

Corte a conclusão opinativa e deixe mais jornalísticoCorrija a ambiguidade sobre a inspiração políticaReforce o limite das acusações contra Nunes

VENEZUELANO É PRESO ARMADO PERTO DA CASA BRANCA APÓS AMEAÇAR MATAR DONALD TRUMP

Um imigrante venezuelano foi preso na última quinta-feira (5) nas proximidades da Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos, após declarar que pretendia matar o presidente Donald Trump. A prisão foi realizada por agentes do Serviço Secreto americano.

Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), o suspeito, identificado como Ronny Chrinos, estava dentro de um veículo roubado quando foi abordado pelos agentes.

Durante o interrogatório, ele teria afirmado que estava ouvindo vozes em sua cabeça ordenando que viajasse até Washington para assassinar o presidente americano.

A situação ganhou ainda mais gravidade após uma busca no automóvel. Os agentes encontraram três armas de fogo e dezenas de cartuchos de munição

De acordo com o governo americano, Chrinos não possuía documentação regular e teria entrado ilegalmente nos Estados Unidos em março de 2024, pela fronteira com o México.

O caso reacende o debate sobre segurança presidencial e controle das fronteiras americanas. A proximidade do suspeito com uma das áreas mais protegidas dos Estados Unidos, somada às ameaças e ao armamento encontrado, deverá colocar o episódio no radar das autoridades de segurança do país.

BLOG DO EDNEY — A notícia verdade.

LULA PREPARA RECRIAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA APÓS AVANÇO DA PEC; COMBATE ÀS FACÇÕES SERÁ PRIORIDADE

A segurança pública voltou ao centro das discussões do Governo Federal. Após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a intenção de recriar o Ministério da Segurança Pública, com a missão de fortalecer o enfrentamento ao crime organizado em todo o país.

A proposta representa uma tentativa de reorganizar a atuação do poder público diante de um dos problemas que mais preocupam os brasileiros. Assaltos, homicídios, feminicídios e o avanço das facções criminosas continuam pressionando as autoridades e aumentando a cobrança da sociedade por respostas mais efetivas.

Segundo Lula, a nova estrutura deverá trabalhar com três eixos principais: inteligência, planejamento estratégico e integração entre União, estados e municípios. O objetivo é ampliar a capacidade de atuação conjunta contra organizações criminosas, facções e milícias, que desafiam diariamente as forças de segurança.

Os números mostram a dimensão do problema. Nos primeiros nove meses de 2026, o Brasil registrou 1.082 feminicídios, uma redução de 4,5% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da queda, as tentativas de feminicídio cresceram 10,38%, alcançando 3.350 registros. Os dados reforçam que ainda há muito a ser feito na prevenção e no combate à violência contra as mulheres.

O novo ministério, entretanto, não resolverá os problemas da segurança pública de uma hora para outra. A reestruturação exigirá planejamento, recursos financeiros e, principalmente, disposição política para construir uma estratégia nacional que funcione na prática.

Pelo modelo discutido, caberá à União coordenar e articular as políticas nacionais, enquanto os estados continuarão desempenhando papel fundamental no policiamento e nas investigações. Os municípios também deverão participar, sobretudo nas ações de prevenção à violência e na construção de políticas públicas locais.

Lula já iniciou as articulações para estruturar a nova pasta. O presidente se reuniu com os ministros Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; Miriam Belchior, da Casa Civil; Dario Durigan, da Fazenda; e Bruno Moretti, do Planejamento. A discussão envolve tanto o formato administrativo quanto as condições financeiras para colocar o projeto em funcionamento.

PROMULGAÇÃO E PRÓXIMOS PASSOS

Depois da aprovação da PEC pelo Congresso Nacional, o texto ainda precisa cumprir a etapa de promulgação. A partir daí, será necessário avançar na regulamentação e na organização das novas atribuições previstas para a política nacional de segurança pública.

DESAFIO SERÁ GARANTIR RECURSOS

Uma das principais dificuldades será financiar a nova estrutura sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. A intenção do governo é criar o ministério por meio de medida provisória, o que exigirá reorganização administrativa e orçamentária, além de articulação política com o Congresso Nacional.

No papel, a proposta apresenta um caminho para fortalecer a integração entre os governos. Mas o que a população espera é resultado nas ruas: menos violência, mais proteção e segurança para viver.

A aprovação da PEC é um passo importante. O verdadeiro teste, porém, será transformar decisões de Brasília em ações concretas nos estados e municípios brasileiros.

BLOG DO EDNEY — A notícia verdade.