quarta-feira, 30 de setembro de 2026
COMO UMA CRIADORA DE CONTEÚDO ADULTO VIROU “CANDIDATA” A DEPUTADA SEM SABER
MESMO SEM LULA, FLÁVIO MANTÉM DECISÃO DE IR AO DEBATE DA GLOBO
NA LUPA: FESTAS, UM ROLEX DE R$ 305 MIL E PRESSÃO NO STF: O ARQUIVO QUE VOLTOU PARA ASSOMBRAR FLÁVIO BOLSONARO
A reta final da eleição presidencial ganhou um ingrediente daqueles que Brasília conhece bem: segredos guardados por quem estava dentro da casa e resolveu abrir o arquivo.
Uma reportagem do PlatôBR, divulgada nesta terça-feira (29), revelou mensagens, fotografias, documentos e registros reunidos por Alexandre Santini, ex-sócio e antigo amigo de Flávio Bolsonaro. O material coloca sob os holofotes episódios envolvendo festas privadas, garotas de programa, presentes de alto valor e uma suposta atuação de Flávio junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques.E aqui está o detalhe que transforma a história em um problema político: Santini não era um desconhecido que apareceu ontem. Era amigo, sócio e alguém que circulava próximo ao núcleo de Flávio.
Segundo a reportagem, o acervo começou a ganhar peso depois do rompimento entre os dois, em meio a uma disputa financeira relacionada à antiga sociedade em uma franquia da Kopenhagen. Santini chegou a cobrar judicialmente valores superiores a R$ 1,4 milhão.
Foi nesse contexto que vieram à tona as mensagens.
O ARQUIVO DAS FESTAS
Entre os registros apresentados estão conversas de WhatsApp nas quais Santini trataria com uma agenciadora da contratação de mulheres para encontros privados com a participação de Flávio.
Em uma das mensagens, Santini utiliza a expressão “meu filho” para se referir ao senador e menciona uma festa anterior no Grand Hyatt, na Barra da Tijuca.
A reportagem afirma que também existem fotografias dos encontros, algumas consideradas impublicáveis.
O ponto mais explosivo veio depois: Santini teria procurado Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, para revelar o que sabia e apresentar parte do material.
Flávio, segundo a reportagem, posteriormente enviou mensagens ao ex-sócio pedindo que ele se afastasse de sua família e reconhecendo ter feito “muitas escolhas erradas”.
São afirmações que precisam ser tratadas dentro do contexto em que surgiram: o material foi apresentado por um ex-sócio em conflito financeiro com o senador, e Flávio nega as acusações.
Mas o arquivo existe. As mensagens existem. E agora elas estão no debate público.
O ROLEX DE R$ 305 MIL
Como se uma história já não fosse suficiente, aparece outro capítulo.
Segundo documentos apresentados por Santini e analisados pelo PlatôBR e pelo UOL, o advogado Alan Belaciano teria comprado, em fevereiro de 2022, um Rolex Submariner Date de ouro branco avaliado em R$ 305 mil, destinado a Flávio Bolsonaro.
O mesmo conjunto de documentos aponta outros gastos pessoais que teriam sido bancados por pessoas próximas ao senador.
Flávio, por sua vez, classificou as acusações como infundadas e afirmou que Santini é um ex-sócio que já lhe pediu dinheiro. O UOL informou que procurou os envolvidos e não havia obtido resposta de alguns deles até a publicação
E O STF ENTROU NA HISTÓRIA
É aqui que o caso deixa de ser apenas uma fofoca de bastidor e passa a envolver uma questão institucional.
De acordo com as mensagens reveladas, Santini acusou Flávio de ter conversado diretamente com o ministro Kassio Nunes Marques sobre os interesses de um cliente.
A mensagem fala em uma suposta intermediação e menciona até a possibilidade de um jantar envolvendo pessoas relacionadas ao caso.
Isso, por si só, não comprova tráfico de influência nem irregularidade por parte do ministro ou de Flávio.
A assessoria de Kassio Nunes Marques declarou ao UOL que o ministro atende parlamentares de todos os partidos e que isso não compromete sua imparcialidade.
Mas politicamente o episódio é delicado porque coloca na mesma fotografia três ingredientes explosivos: um candidato à Presidência, um ministro do Supremo e interesses de um cliente privado.
O AMIGO QUE VIROU ARQUIVO
Talvez essa seja a parte mais emblemática de toda a história.
Santini conhecia Flávio por dentro. Participou de negócios, tinha acesso à intimidade do grupo e, segundo o material divulgado, guardou mensagens, fotografias, documentos e comprovantes durante anos.
Quando a amizade acabou, aquilo que era confiança virou munição.
A disputa que começou por dinheiro terminou expondo uma coleção de histórias capazes de causar enorme desgaste político.
E existe uma ironia difícil de ignorar: quanto mais próximo o amigo, maior costuma ser o tamanho do arquivo.
Flávio Bolsonaro está no centro de uma eleição presidencial e agora precisa lidar não apenas com adversários políticos, mas com revelações produzidas por alguém que esteve dentro do seu círculo de confiança.
A campanha pode tentar transformar o episódio em ataque político. Pode questionar a credibilidade do ex-sócio. Pode destacar a disputa financeira que existe por trás das acusações.
Tudo isso faz parte do jogo.
Mas uma coisa mudou nesta terça-feira: o conteúdo saiu do WhatsApp e chegou ao público.
Na política, arquivo morto às vezes ressuscita na pior hora.
E na reta final de uma eleição, poucos relógios correm tão rápido quanto o relógio da crise.
terça-feira, 29 de setembro de 2026
GOVERNO DE PERNAMBUCO PUBLICA EDITAIS DE CONCURSOS PARA POLÍCIA MILITAR E CORPO DE BOMBEIROS COM 1.890 VAGAS
QUAEST MOSTRA RAQUEL À FRENTE NA ESPONTÂNEA E 60% DIZEM QUE ELA MERECE MAIS UM MANDATO
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) coloca ainda mais combustível na reta final da disputa pelo Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) aparecem empatados numericamente com 42% das intenções de voto. Mas, quando o eleitor precisa dizer espontaneamente em quem pretende votar, sem receber uma lista de nomes, a governadora aparece na frente.
Raquel foi citada por 35% dos entrevistados, contra 30% de João Campos. Na pesquisa anterior, divulgada em 23 de setembro, a governadora tinha 32%, enquanto o socialista aparecia com 25%. Ou seja: Raquel avançou três pontos e João cresceu cinco, reduzindo a diferença de sete para cinco pontos, mas mantendo a governadora numericamente à frente na lembrança espontânea do eleitor.
E é justamente nesse ponto que a pesquisa ganha peso político na reta final. A espontânea costuma revelar o grau de consolidação dos nomes na cabeça do eleitor, já que não há uma relação de candidatos para orientar a resposta. Ao mesmo tempo, ainda existe um contingente expressivo de 32% que não soube ou não quis apontar um nome nesse cenário, mostrando que a eleição permanece aberta para uma parcela significativa do eleitorado.
No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados, o quadro é de empate numérico: 42% para Raquel e 42% para João. Na rodada anterior, Raquel tinha 41% e João Campos, 39%. Os demais candidatos aparecem com no máximo 1%, enquanto 10% estão indecisos e 5% afirmam votar branco, nulo ou não comparecer.
A pesquisa também mostra empate em uma eventual segunda rodada. Raquel Lyra e João Campos aparecem com 44% cada. No levantamento anterior, Raquel tinha 43% e João, 41%.
Mas há outro número que chama atenção e ajuda a entender o tamanho da disputa: 60% dos entrevistados afirmam que Raquel Lyra merece mais um mandato. Na pesquisa anterior, esse percentual era de 63%. Já 35% disseram que ela não merece a reeleição e 5% não souberam ou não responderam.
Na avaliação da administração estadual, 59% afirmam aprovar o governo Raquel Lyra, enquanto 33% desaprovam. Outros 8% não souberam ou não responderam. A aprovação era de 61% na rodada anterior, enquanto a desaprovação estava em 27%.
A avaliação qualitativa da gestão apresenta 46% considerando o governo positivo, 32% regular e 18% negativo. Portanto, mesmo com uma redução na aprovação em relação ao levantamento anterior, a maioria dos entrevistados continua aprovando a administração estadual e seis em cada dez dizem que a governadora merece permanecer no cargo por mais um mandato.
A leitura política dos números é que a disputa chega aos últimos dias extremamente concentrada em dois nomes. Raquel mantém vantagem numérica na espontânea e registra 60% dizendo que merece a reeleição, enquanto João Campos avançou no cenário estimulado e alcançou os mesmos 42% da governadora. A margem de erro, porém, é de três pontos percentuais, o que exige cautela na interpretação das diferenças.
A Quaest ouviu 1.302 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais, presencialmente, entre os dias 25 e 28 de setembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-00324/2026.
A cinco dias da votação, a fotografia da Quaest é clara: empate no cenário estimulado, Raquel numericamente à frente na espontânea e uma maioria de 60% afirmando que a atual governadora merece mais um mandato. Agora, é reta final e cada ponto passa a ter peso.
ÁLVARO PORTO CHEGA COM JOÃO CAMPOS AO DEBATE DA GLOBO — E A PASTA DE DOCUMENTOS CHAMA ATENÇÃO
O debate da TV Globo entre os candidatos ao Governo de Pernambuco ganhou um ingrediente extra antes mesmo de os candidatos ocuparem seus lugares diante das câmeras.
João Campos (PSB) chegou para o confronto desta terça-feira (29) acompanhado do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB). E não passou despercebido o detalhe: Porto apareceu ao lado do candidato socialista carregando uma pasta recheada de documentos.
A presença do presidente da Alepe ao lado de João Campos, justamente na chegada ao debate, naturalmente movimentou os bastidores políticos e abriu espaço para diferentes interpretações sobre o significado da cena.
Álvaro Porto é uma figura de peso na política pernambucana e sua presença ao lado de João Campos na noite mais importante da campanha até aqui tem, por si só, forte simbolismo político.
A pergunta que fica nos bastidores é simples: o que está dentro da pasta?
Documentos, números, informações para o debate ou munição política para o confronto com Raquel Lyra (PSD)? A resposta deverá aparecer — ou não — ao longo da noite.
O fato é que João Campos chega ao debate cercado de expectativa e acompanhado por um dos principais nomes da política institucional de Pernambuco.
O encontro reúne João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes (PSOL), em um dos últimos grandes momentos da disputa pelo Governo de Pernambuco antes das urnas.
O debate da Globo está previsto para começar às 22h15.
E, pelo movimento dos bastidores, a noite promete ir muito além das perguntas e respostas diante das câmeras.
Informações do Blog Ponto de Vista
PREFEITURA DE ARCOVERDE - NOTA DE ESCLARECIMENTO
RAQUEL APERTA JOÃO CAMPOS E COBRA EXPLICAÇÕES SOBRE CANDIDATO DO PSB CONDENADO POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
A reta final da eleição em Pernambuco ganhou mais um capítulo de forte repercussão. A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), decidiu colocar o presidente nacional do PSB e seu adversário na disputa pelo Governo de Pernambuco, João Campos, diante de uma questão envolvendo a candidatura de Fábio Tyrone, ex-prefeito de Sousa, na Paraíba.
Tyrone, que disputa uma vaga de deputado federal pelo PSB paraibano, foi condenado pela Justiça em processo relacionado a agressões contra a ex-companheira, Myriam Gadelha, em episódio ocorrido em 2018. O caso voltou ao centro do debate político depois que veio à tona o volume de recursos destinados à campanha do candidato pelo partido.
Nas redes sociais, Raquel prestou solidariedade a Myriam e questionou a postura da direção nacional do PSB. A governadora destacou que pedidos de expulsão de Tyrone já haviam sido apresentados por mulheres ligadas à própria legenda e lembrou que João Campos, atualmente presidente nacional do partido, esteve em agenda com o candidato em fevereiro deste ano.
Outro ponto levantado pela governadora foi o financiamento eleitoral. Segundo dados divulgados pela imprensa, a campanha de Tyrone recebeu aproximadamente R$ 1,5 milhão em recursos do fundo eleitoral, fazendo dele o candidato do PSB na Paraíba que mais recebeu recursos da legenda neste ciclo.
A situação, porém, ganhou um contraponto importante. Em nota divulgada pelo PSB, João Campos afirmou que não era presidente nacional da legenda quando ocorreu o caso e que, após uma representação apresentada pela deputada Tabata Amaral em abril deste ano, o processo de apuração foi reaberto.
Segundo o partido, João Campos solicitou informações atualizadas à Secretaria Nacional de Mulheres e, em 23 de setembro, determinou que o caso fosse encaminhado diretamente ao Conselho Nacional de Ética do PSB. A justificativa apresentada é que o procedimento seja concluído o quanto antes, inclusive com a possibilidade de expulsão de Tyrone.
O caso ganhou dimensão política em Pernambuco justamente porque João Campos acumula duas posições que passaram a ser colocadas no centro da discussão: é candidato ao Governo do Estado e, ao mesmo tempo, presidente nacional do PSB.
É aí que Raquel Lyra faz sua cobrança. A governadora questiona a permanência de Tyrone na legenda, sua condição de candidato e o fato de ter recebido recursos eleitorais, enquanto João Campos afirma agora ter determinado a tramitação do processo de expulsão.
Do outro lado, o PSB sustenta que a distribuição dos recursos eleitorais para os candidatos paraibanos ficou sob responsabilidade do diretório estadual. A legenda também afirma que João Campos já tomou providências para acelerar a análise do processo disciplinar.
O episódio chega à campanha pernambucana em um momento particularmente sensível, quando a disputa entre Raquel Lyra e João Campos entrou definitivamente na reta final. A questão agora ultrapassa a Paraíba e passa a ser explorada politicamente em Pernambuco por envolver diretamente o presidente nacional do PSB.
No campo político, Raquel aproveitou a repercussão para transformar o episódio em uma cobrança direta ao adversário. João Campos, por sua vez, tenta mostrar que adotou providências dentro da estrutura partidária para que o caso seja analisado pelo Conselho Nacional de Ética.
A pergunta colocada na mesa pela governadora é simples e politicamente incômoda: por que um candidato condenado por violência doméstica permaneceu no partido e disputou a eleição enquanto o processo de expulsão seguia sem conclusão?
A resposta do PSB é que o procedimento foi retomado e que João Campos determinou sua análise diretamente pelo Conselho Nacional de Ética. Agora, a decisão está nas mãos da instância partidária responsável pelo processo.