Primeira edição reuniu grandes nomes da música, produtores, sommeliers, degustações e público em uma programação que colocou gastronomia e cultura no centro das atenções
Garanhuns fechou o mês de agosto com uma nova experiência no calendário de eventos da cidade. De sexta-feira (28) a domingo (30), a Praça Mestre Dominguinhos foi transformada em um grande ponto de encontro entre música, gastronomia, vinhos, queijos, produtores e público com a realização da primeira edição do Festival Vinhos e Queijos de Garanhuns.E, na lupa, o que chama atenção é justamente a proposta de sair do modelo tradicional de evento exclusivamente musical e apostar na combinação entre gastronomia, turismo, cultura e entretenimento.
Durante três dias, a cidade recebeu uma programação que misturou shows de artistas de diferentes gerações com degustações, encontros com produtores, experiências gastronômicas e Masterclasses comandadas por especialistas do setor.
SEXTA-FEIRA: A ESTREIA
A sexta-feira (28) marcou a abertura oficial do festival. A Praça Mestre Dominguinhos recebeu o público para a primeira noite de uma programação pensada para unir música e experiências gastronômicas.
No palco, a noite começou com Éberson Ávila, seguido por José Augusto e Vitor Fernandes.
A mistura de estilos já dava o tom do que seria o festival: diferentes públicos compartilhando o mesmo espaço e uma programação que não ficou presa a apenas um segmento musical.
Enquanto os artistas se revezavam no palco, os espaços gastronômicos e os estandes de produtores também movimentavam a praça, colocando vinhos, queijos e outros produtos selecionados no centro da experiência.
Foi o primeiro passo de uma programação que ainda teria mais dois dias pela frente.
SÁBADO: MÚSICA, EMOÇÃO E ENCONTROS
No sábado (29), o festival ganhou ainda mais força.
A programação musical começou com Pedrinho Pontes, que abriu a segunda noite levando sua musicalidade ao palco da Praça Mestre Dominguinhos.
Na sequência, foi a vez de Kell Smith. A cantora apresentou um repertório conhecido do público e protagonizou um dos momentos especiais da noite ao dividir o palco com Lili Novaes.
O encontro entre as artistas acrescentou um ingrediente especial à programação e reforçou uma das características que marcaram o festival: a valorização dos encontros.
Na sequência, veio um dos nomes mais conhecidos da noite.
Jorge Vercillo encerrou a programação musical do sábado levando ao palco sucessos que atravessam gerações. A apresentação fez a praça cantar junto e colocou um clima de nostalgia e emoção no encerramento da segunda noite.
Mas o sábado não foi apenas de música.
Ao longo do dia e da noite, o público também teve acesso às experiências gastronômicas e às atividades relacionadas ao universo dos vinhos.
CONHECIMENTO TAMBÉM ENTROU NA TAÇA
Um dos diferenciais do festival esteve justamente na programação de Masterclasses.
A proposta foi transformar o evento em mais do que um espaço para beber vinho e ouvir música. A ideia foi também apresentar ao público informações, histórias e características dos produtos e das regiões produtoras.
As atividades foram conduzidas pelos sommeliers Anna Costa e Gilvan Passos, que apresentaram diferentes experiências envolvendo vinhos nacionais e internacionais.
Anna Costa comandou encontros dedicados aos Vinhos do Brasil, Vinhos da Argentina, Vinhos do Chile, Vinícola Mello, Vinícola Vale das Colinas e La Pastina Importadora.
Já Gilvan Passos conduziu atividades relacionadas à World Wine Importadora, aos Vinhos da Itália e aos Vinhos do Vale do São Francisco.
Na prática, o público teve a oportunidade de conhecer diferentes rótulos, regiões e produtores, ampliando a experiência para além da degustação.
DOMINGO: O GRANDE ENCERRAMENTO
Chegou o domingo (30), último dia da primeira edição.
A programação musical começou com Mirelly Araújo, responsável por abrir a noite de encerramento.
Depois, o palco recebeu Nando Reis.
Com uma trajetória consolidada na música brasileira, o cantor e compositor apresentou um repertório marcado por canções conhecidas e por uma relação direta com o público. Foi um dos grandes momentos da noite e ajudou a dar ao encerramento um tom especial.
Para fechar a programação musical, entrou em cena Leo Foguete.
Com uma proposta mais contemporânea e muita energia no palco, o artista encerrou os shows da primeira edição do festival.
E assim, depois de três dias, a Praça Mestre Dominguinhos fechou as portas de uma programação que buscou combinar sabores, música e conhecimento.
NA LUPA: MAIS QUE UM EVENTO DE TRÊS DIAS
O ponto que merece ser observado é que o Festival Vinhos e Queijos não se limitou à contratação de artistas para movimentar a praça.
A proposta foi criar uma experiência diferente, aproximando produtores, expositores, sommeliers e consumidores.
Os estandes possibilitaram o contato direto do público com os produtos e com quem está por trás da produção. Vinhos, queijos e outros itens selecionados passaram a dividir espaço com os artistas e com a programação cultural.
Esse contato direto também ajuda a criar uma relação diferente com o produto. Em vez de simplesmente consumir, o visitante pode conhecer a origem, ouvir histórias e descobrir novos sabores.
Para Garanhuns, uma cidade que já possui forte vocação turística e cultural, a iniciativa também abre uma nova possibilidade de exploração do chamado turismo de experiência.
UMA NOVA EXPERIÊNCIA NO CALENDÁRIO DE GARANHUNS
A primeira edição terminou, mas deixa uma pergunta natural no ar: será que o Festival Vinhos e Queijos veio para ficar?
A julgar pela proposta, existe espaço para isso.
Garanhuns já possui uma marca consolidada quando o assunto é cultura, música e grandes eventos. Acrescentar a gastronomia e o universo dos vinhos a esse cardápio significa ampliar o leque de experiências oferecidas ao visitante.
Na primeira edição, a fórmula foi colocada à prova: música, gastronomia, conhecimento, produtores e público no mesmo ambiente.
De sexta a domingo, a Praça Mestre Dominguinhos foi palco dessa experiência.
E, na leitura da Na Lupa, o principal legado da estreia talvez esteja justamente aí: mostrar que Garanhuns pode continuar criando novos produtos turísticos e culturais sem abandonar aquilo que já faz parte da identidade da cidade.
Entre uma taça, uma degustação, uma Masterclass e um show, o festival fechou sua primeira edição deixando uma nova possibilidade no calendário de eventos do município.
Agora, resta saber se a primeira edição foi apenas uma estreia ou o começo de uma tradição.
Fotos: Ailton Vieira, Vinícius Vilela, Wedson Gonçalves, Jackson Fortunato e Hilton Marques (PMG).
Da redação | Blog do Edney