quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
PREJUÍZO MILIONÁRIO NA MEGA DA VIRADA: BOLÃO DE R$ 13 MILHÕES ACERTA 45 QUINAS, MAS TERMINA COM PERDA SUPERIOR A R$ 12 MILHÕES EM GOIÁS
JUIZ QUE ANULOU OPERAÇÃO CONTRA A PREFEITURA DO RECIFE FOI PROMOVIDO UM MÊS ANTES E É PAI DE CANDIDATO BENEFICIADO EM CONCURSO
A anulação da Operação Barriga de Aluguel, que investigava um suposto esquema envolvendo empreiteiras ligadas à gestão do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ganhou novos contornos com a revelação de informações adicionais sobre o magistrado responsável pela decisão. O juiz Rildo Vieira da Silva, que arquivou integralmente a investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), é pai de Lucas Vieira Silva, candidato nomeado procurador do município após mudança no resultado de um concurso público já homologado há dois anos.
Rildo Vieira da Silva havia sido promovido recentemente da Vara de Carpina para a Vara dos Crimes Contra o Patrimônio Público, promoção ocorrida cerca de um mês antes de assumir o caso de maior repercussão política envolvendo a Prefeitura do Recife. Foi já nessa nova função que ele recebeu, no dia 6 de novembro de 2025, a redistribuição do processo relacionado à Operação Barriga de Aluguel, deflagrada em 14 de agosto de 2025 para apurar suspeitas de corrupção em contratos com empreiteiras na gestão do PSB.
De acordo com seis fontes consultadas pelo Blog, que apresentaram provas documentais mantidas sob sigilo de Justiça, o processo chegou às mãos do magistrado por volta das 16h. Apenas três horas depois, às 19h do mesmo dia, o juiz proferiu decisão anulando toda a operação de busca e apreensão e determinando o arquivamento do caso. As fontes, que afirmam ter checado e rechecado todas as informações, sustentam que o volume do processo era composto por milhares de páginas, o que tornaria praticamente impossível uma análise técnica completa em um intervalo tão curto de tempo.
Mesmo diante desse cenário, a decisão foi tomada de forma definitiva, encerrando a investigação naquele momento. Todos os dados que embasam a apuração jornalística, segundo o autor da matéria, estão sob sua guarda, respeitando o direito constitucional ao sigilo da fonte.
O contexto se torna ainda mais sensível porque, paralelamente à anulação da operação, tramitava na Prefeitura do Recife um pedido administrativo de Lucas Vieira Silva, filho do magistrado, para ser enquadrado como pessoa com deficiência (PcD) no concurso da Procuradoria Municipal realizado em 2022 e homologado desde junho de 2023. A aceitação do pedido resultou na alteração do resultado final do certame, com a retirada de um candidato PcD que havia obtido legitimamente a vaga, abrindo caminho para a nomeação de Lucas como procurador judicial do município.
A combinação desses fatos — a promoção recente do juiz para a vara especializada, a rapidez inédita na anulação de uma operação de grande porte e o benefício direto a um familiar em decisão administrativa da gestão municipal investigada — alimenta questionamentos sobre possível conflito de interesses e tráfico de influência. Para críticos, o caso expõe fragilidades institucionais e lança dúvidas sobre a separação entre decisões judiciais, atos administrativos e interesses pessoais no âmbito do poder público.
Enquanto isso, a Operação Barriga de Aluguel permanece arquivada, e as investigações sobre contratos da Prefeitura do Recife seguem paralisadas, mantendo em aberto uma série de perguntas que continuam sem resposta e que repercutem fortemente no cenário político e jurídico de Pernambuco.
Informações do Blog Manuel Medeiros
ENQUANTO A CIDADE CELEBRAVA A CHEGADA DO ANO NOVO, CÂMARA DE ÁGUAS BELAS DECIDIA OS RUMOS DO PODER LEGISLATIVO
A escolha ocorreu em clima de formalidade e articulação política, resultando na eleição do vereador Erinaldo Tenório para a presidência da Câmara. Nome conhecido nos bastidores do poder local, Erinaldo é aliado de primeira hora do prefeito Dr. Elton, o que reforça a leitura de alinhamento institucional entre o Legislativo e o Executivo para os próximos anos. Sua chegada ao comando da Casa Legislativa sinaliza um período de sintonia política, mas também aumenta a expectativa da população quanto à independência e ao papel fiscalizador do parlamento municipal.
A nova Mesa Diretora foi composta ainda pelo vereador Emílio de Tenquinhos, eleito vice-presidente, pelo Dr. Rolando Póvoas, que assume a função de primeiro secretário, e por Tairone do Bolsa, escolhido como segundo secretário. O grupo terá a responsabilidade de conduzir não apenas os trabalhos legislativos, como também toda a gestão administrativa da Câmara, incluindo pautas, votações, funcionamento interno e a relação institucional com os demais poderes.
A eleição em plena virada do ano chamou atenção pela simbologia. Enquanto a cidade comemorava um novo começo, os vereadores definiam, longe do barulho das festas, quem estará à frente das decisões que impactarão diretamente a vida da população de Águas Belas nos próximos dois anos. O gesto reforça o peso político do momento e a importância estratégica do comando da Mesa Diretora, especialmente em um cenário de proximidade com o Executivo municipal.
A partir do início do biênio 2027-2028, a nova Mesa assume oficialmente a missão de representar o povo de Águas Belas, garantir o funcionamento do Legislativo e assegurar que os debates, projetos e fiscalizações ocorram de forma transparente e responsável. Para Erinaldo Tenório, o desafio será equilibrar a condição de aliado do prefeito com a necessidade de preservar a autonomia da Câmara, mantendo o compromisso com os interesses coletivos e com o papel constitucional do Legislativo.
Assim, enquanto o ano novo nascia para a população, um novo capítulo político começava a ser escrito dentro da Câmara Municipal, definindo os rumos do poder legislativo de Águas Belas para os próximos anos.
TERROR NA MADRUGADA: AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL FOI EXPLODIDA EM OROBÓ, NO AGRESTE DE PERNAMBUCO
O ataque ocorreu justamente quando feirantes começavam a se organizar para a tradicional feira de fim de ano, realizada nas proximidades da agência bancária. O estrondo provocado pelas explosões ecoou pela cidade, despertando moradores e espalhando medo entre comerciantes e populares que já estavam no local. Assustados, muitos correram para se proteger, temendo novos disparos ou outras explosões.
De acordo com relatos de testemunhas, o grupo criminoso agiu com precisão e em poucos minutos deixou o local, aproveitando a baixa movimentação da madrugada. A força das explosões causou danos significativos à estrutura do prédio do banco, que ficou parcialmente destruído, evidenciando o alto poder dos artefatos utilizados.
Logo após o crime, a Polícia Militar foi acionada e realizou o isolamento da área, impedindo a circulação de pessoas e garantindo a segurança da população. O local foi preservado para os trabalhos da perícia, que buscou identificar detalhes que possam ajudar na investigação, como o tipo de explosivo utilizado e a dinâmica da ação.
Equipes policiais iniciaram diligências e buscas na região com o objetivo de localizar os suspeitos, que fugiram logo após o ataque. Até aquele momento, as autoridades não haviam confirmado se os criminosos conseguiram subtrair dinheiro da agência.
O caso ficou sob investigação dos órgãos de segurança pública, que passaram a apurar a participação do grupo e possíveis ligações com outras ações semelhantes registradas no interior de Pernambuco. O episódio reforçou o clima de insegurança e voltou a acender o alerta sobre ataques a bancos em cidades do Agreste, especialmente em períodos de maior movimentação econômica, como o fim de ano.
CONVOCAÇÃO ANTECIPADA NA ALEPE: ÁLVARO PORTO MARCA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA PARA DESTRAVAR PROJETOS-CHAVE DO GOVERNO RAQUEL LYRA
Na prática, a movimentação altera o calendário político do Estado e abre caminho para que projetos considerados estratégicos pelo Executivo avancem ainda neste começo de ano. A sessão desta sexta terá um papel decisivo: o plenário precisará aprovar formalmente o pedido de convocação extraordinária feito pela governadora. Com o aval dos deputados, passam a correr imediatamente os prazos regimentais para análise das matérias nas comissões temáticas e, posteriormente, para votação em plenário.
O pacote de projetos que será apreciado em regime de urgência revela o foco do Governo do Estado na reorganização das finanças públicas. Entre os principais pontos está o Projeto de Lei que altera a Lei nº 19.127, de 22 de dezembro de 2025, responsável por estimar a Receita e fixar a Despesa de Pernambuco para o exercício financeiro de 2026. A proposta busca adequações no orçamento, em sintonia com a estratégia fiscal adotada pela gestão estadual.
Também estão na pauta projetos que autorizam o Poder Executivo a contratar operações de crédito junto ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e a instituições financeiras nacionais e internacionais. O objetivo central dessas operações não é ampliar o endividamento, mas refinanciar dívidas já existentes, substituindo contratos antigos por outros com prazos mais longos e taxas de juros mais baixas. A medida, segundo o governo, tende a aliviar a pressão sobre os cofres estaduais e criar maior margem para investimentos e políticas públicas.
Outro projeto relevante trata da alteração da Lei nº 19.123, de 18 de dezembro de 2025, que autoriza, em caráter excepcional, o repasse de recursos do Tribunal de Justiça de Pernambuco ao Poder Executivo Estadual. A iniciativa integra o esforço de reequilíbrio fiscal e de melhor gestão dos recursos públicos entre os poderes.
Ao comentar a importância da votação, a governadora Raquel Lyra destacou que as propostas têm impacto direto no futuro financeiro do Estado. Segundo ela, a aprovação permitirá trocar dívidas mais onerosas por contratos mais vantajosos, fortalecendo a administração pública e refletindo em benefícios para a população. A governadora reforçou ainda que o diálogo com a Alepe é essencial para garantir desenvolvimento e bem-estar aos pernambucanos, apostando no crescimento econômico sustentado pelo trabalho e pela responsabilidade fiscal.
Na mesma linha, o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, ressaltou que as matérias não representam novo endividamento, mas sim uma “portabilidade da dívida”. De acordo com ele, a iniciativa contribui para melhorar o perfil da dívida pública estadual e assegurar a sustentabilidade fiscal de Pernambuco no médio e longo prazo.
Com a convocação extraordinária antecipada, a Alepe se coloca no centro de decisões que podem redefinir o cenário financeiro do Estado em 2026. A expectativa agora se volta para o comportamento do plenário e para o ritmo de tramitação das propostas, que devem dominar o debate político nos próximos dias.
CHAPARRAL FECHA O ANO COM AGENDA ESTRATÉGICA E DESTACA APOIO DE RAQUEL LYRA PARA ENFRENTAR CRISE HÍDRICA E TIRAR A PE-86 DO PAPEL EM SURUBIM
No centro da agenda está a grave situação do abastecimento de água, agravada pelos longos períodos de estiagem que atingem Surubim e cidades vizinhas. Segundo o prefeito, ficou reafirmado o compromisso do Estado em manter a operação de carros-pipa enquanto não é concluída a adutora que deverá garantir, de forma definitiva, o fornecimento regular de água para a população. A medida é vista como essencial para assegurar o mínimo de dignidade às famílias, sobretudo nas comunidades mais afetadas pela seca.
Chaparral ressaltou que o apoio estadual tem sido decisivo para evitar o colapso no abastecimento e destacou que a continuidade dos carros-pipa não é apenas uma ação emergencial, mas uma ponte necessária até a solução estrutural. “Estamos falando de água, que é uma necessidade básica. Não se governa sem enfrentar esse problema de frente”, afirmou o gestor, ao enfatizar que a adutora representa uma mudança de patamar para o município.
Além da questão hídrica, o prefeito também deu destaque ao compromisso do Governo de Pernambuco com a viabilização da PE-86, rodovia que liga os municípios de Orobó e Machados e que possui importância estratégica para a mobilidade, o escoamento da produção agrícola e o fortalecimento da economia regional. A estrada é uma reivindicação antiga de prefeitos, produtores e moradores da região, que convivem há anos com dificuldades de acesso e infraestrutura precária.
Para Chaparral, o avanço da PE-86 simboliza mais do que uma obra de asfalto: representa integração regional, desenvolvimento econômico e mais segurança para quem trafega diariamente entre os municípios. O prefeito frisou que a articulação política com o Palácio do Campo das Princesas tem sido fundamental para tirar projetos do discurso e colocá-los no campo da execução.
Ao encerrar o ano destacando essas duas frentes, Cleber Chaparral sinaliza que Surubim busca entrar em um novo ciclo, marcado por soluções estruturantes e pela parceria institucional com o Governo do Estado. Em um cenário de desafios climáticos e demandas históricas reprimidas, o prefeito aposta no diálogo e no apoio estadual para transformar promessas em ações concretas que impactem diretamente a vida da população.
DOIS VOTOS SEPARAM JOÃO CAMPOS DE UMA INVESTIGAÇÃO: O CASO DA “CANETADA” QUE COLOCOU O RECIFE NO CENTRO DE UMA CRISE POLÍTICA
Recife vive um daqueles momentos em que a política deixa os bastidores e passa a ser debatida nas ruas, nas redes sociais e nos corredores do poder. Um episódio envolvendo a nomeação de um procurador municipal, já conhecido nacionalmente como o “esquema da canetada”, colocou o prefeito João Campos (PSB) diante da possibilidade concreta de ser investigado por crimes de responsabilidade e infração político-administrativa. O desfecho dessa história pode depender de apenas dois votos na Câmara Municipal do Recife.
O caso gira em torno do concurso público para o cargo de procurador do município. Em uma decisão que causou espanto e indignação, a Prefeitura do Recife nomeou o 63º colocado na lista geral, deixando de fora o candidato que havia ficado em 1º lugar na vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD). A medida, considerada por juristas e especialistas como no mínimo controversa, rapidamente ganhou repercussão nacional, levantando suspeitas sobre a legalidade e a moralidade do ato administrativo.
O que agravou ainda mais a situação foi o perfil do beneficiado. O candidato nomeado é filho de um juiz que atua em uma vara responsável por analisar inquéritos que apuram suspeitas de outro suposto esquema, envolvendo a Prefeitura do Recife, empreiteiras e contratos milionários na capital pernambucana. Para completar o cenário de desconfiança, a mãe do nomeado ocupa o cargo de procuradora no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), órgão que, em tese, tem como uma de suas atribuições fiscalizar possíveis irregularidades cometidas pela própria Prefeitura.
A combinação desses fatores — a quebra da ordem do concurso, os vínculos familiares com o Judiciário e com o órgão de controle externo — acendeu um alerta vermelho. Para muitos, não se tratava apenas de uma decisão administrativa questionável, mas de um episódio que colocava em xeque princípios básicos da administração pública, como impessoalidade, moralidade e transparência.
Diante da forte pressão popular e da repercussão negativa, o prefeito João Campos optou pelo silêncio. Não houve pronunciamento público detalhado sobre o caso. Ainda assim, no último dia 31 de dezembro de 2025, em uma movimentação interpretada como recuo político, o gestor municipal acabou nomeando o candidato que, de fato, era o legítimo detentor da vaga destinada a PCD.
A tentativa de encerrar o episódio como se fosse apenas um erro corrigido, porém, não convenceu a todos. Na Câmara do Recife, o vereador Eduardo Moura (NOVO) decidiu levar o caso adiante e protocolou um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Segundo o parlamentar, a simples correção do ato não elimina a necessidade de investigação, já que o gesto inicial pode configurar, em tese, crimes de responsabilidade e infração político-administrativa.
Para que a CPI seja instalada, são necessárias 13 assinaturas dos vereadores da capital. No momento, faltam apenas duas. É esse detalhe que transforma o episódio em um verdadeiro teste de fogo para o Legislativo recifense. A depender da decisão de poucos parlamentares, o pedido pode avançar, abrindo caminho não apenas para uma investigação aprofundada, mas também para um eventual processo de impeachment do prefeito.
O clima nos bastidores é de tensão. De um lado, aliados do prefeito defendem que o problema foi corrigido a tempo e que não há motivo para prolongar a crise. Do outro, parlamentares e setores da sociedade civil argumentam que a gravidade do ato exige apuração rigorosa, independentemente de recuos posteriores.
A pergunta que ecoa em Recife é direta e incômoda: os vereadores irão proteger o prefeito do PSB ou permitir que os fatos sejam plenamente investigados? Em jogo não está apenas o futuro político de João Campos, mas a credibilidade das instituições e a confiança da população no funcionamento correto do serviço público.
Com apenas dois votos separando a abertura da CPI, o Recife entra, definitivamente, na hora da verdade. O desfecho desse caso poderá marcar a política local e servir de exemplo — positivo ou negativo — sobre como o poder público reage quando decisões polêmicas vêm à tona e exigem explicações claras à sociedade.
CÂMARA DOS DEPUTADOS FECHA 2025 COM CONTA BILIONÁRIA, ESCÂNDALOS E DESGASTE INSTITUCIONAL
O volume de recursos consumidos ao longo do ano foi direcionado, oficialmente, para a manutenção da estrutura da Câmara: pagamento de salários e benefícios de deputados e servidores, funcionamento de gabinetes, contratos de terceirização, serviços administrativos, além de obras e despesas operacionais. Ainda que boa parte desses custos seja recorrente, o salto em relação ao ano anterior reforçou críticas sobre a falta de contenção de gastos em um momento de dificuldades econômicas enfrentadas pela população.
Enquanto o orçamento crescia, o clima político dentro da Casa se deteriorava. 2025 foi um dos anos mais turbulentos do Legislativo federal, com protestos, embates públicos e situações classificadas por analistas como constrangedoras para a instituição. Parte desse desgaste veio da permanência prolongada de parlamentares fora do país, mesmo diante de investigações e decisões judiciais em curso.
O caso do ex-deputado Eduardo Bolsonaro simbolizou esse cenário. Passando grande parte do ano nos Estados Unidos, ele só teve o mandato oficialmente encerrado na reta final de 2025, após meses de questionamentos sobre sua ausência e a condução do caso pela Câmara. A demora na perda do mandato alimentou críticas sobre corporativismo e tolerância excessiva dentro do Parlamento.
Situação semelhante envolveu Carla Zambelli. A ex-deputada deixou o país e acabou detida na Itália, mas, mesmo assim, teve o mandato preservado por seus pares em uma votação no plenário, o que gerou forte repercussão negativa. A perda do cargo só ocorreu posteriormente, por determinação do Supremo Tribunal Federal, reforçando a percepção de que a Câmara resistiu, até onde pôde, a tomar uma decisão política dura contra uma de suas integrantes.
Outro episódio de grande impacto foi o de Alexandre Ramagem, ex-deputado condenado pelo STF a 16 anos de prisão por participação na cúpula da trama golpista. Segundo decisões judiciais e atos administrativos da Casa, Ramagem deixou o país e se dirigiu aos Estados Unidos, o que intensificou a pressão sobre a Mesa Diretora. A cassação do mandato só foi efetivada nos últimos dias de funcionamento do Legislativo em 2025, também por decisão interna da direção da Câmara, após o avanço das determinações do Judiciário.
Esses episódios, somados ao aumento expressivo das despesas, contribuíram para consolidar uma narrativa negativa em torno da Câmara dos Deputados ao longo do ano. Para críticos, o Parlamento terminou 2025 distante das prioridades da população, com uma estrutura cada vez mais cara e dificuldades evidentes em responder, de forma rápida e transparente, às crises envolvendo seus próprios membros.
O fechamento do ano deixa um desafio claro para 2026: recuperar a credibilidade institucional, rever práticas internas e enfrentar o debate sobre o custo do Legislativo em um país marcado por desigualdades e crescente cobrança por responsabilidade no uso do dinheiro público.