Em publicação que rapidamente se espalhou entre apoiadores, Eduardo classificou o regime venezuelano como peça central da articulação política da esquerda no continente. Segundo ele, a queda de Maduro representaria um abalo profundo na estrutura do Foro de São Paulo, entidade que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do Caribe. Na mensagem, o ex-parlamentar afirmou que, com Maduro “capturado vivo”, Lula, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e outros integrantes do bloco político enfrentariam “dias terríveis”, finalizando o texto com a frase “Viva a liberdade!”.
A declaração foi interpretada por aliados do governo federal como uma ameaça política direta e mais um capítulo da escalada de ataques verbais promovidos por Eduardo Bolsonaro contra o presidente brasileiro. Críticos destacam que o deputado cassado frequentemente utiliza episódios internacionais para reforçar seu discurso ideológico, associando governos de esquerda da região a regimes autoritários e crises políticas.
O Foro de São Paulo, citado na publicação, foi criado em 1990 e historicamente funciona como um espaço de debates e articulação entre legendas progressistas latino-americanas. Apesar disso, o grupo é constantemente alvo de críticas de setores conservadores no Brasil, que o acusam de atuar como uma espécie de coordenação política regional da esquerda, narrativa rejeitada por seus integrantes.
A postagem de Eduardo Bolsonaro intensificou o debate político nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores, que celebraram o tom combativo, e opositores, que classificaram a fala como irresponsável e inflamatória. Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem representantes oficiais do Foro de São Paulo se pronunciaram sobre as declarações do ex-deputado.