terça-feira, 27 de outubro de 2026

FLÁVIO BOLSONARO CHEGA AOS EUA E PREPARA COLETIVA EM MEIO A SUSPEITAS DE FUGA DO BRASIL

Senador deixou o país após prometer que permaneceria em território nacional e não cumprir, no prazo estabelecido, determinação judicial relacionada à entrega dos passaportes. Viagem aumenta a pressão sobre o filho de Jair Bolsonaro.

O roteiro político de Flávio Bolsonaro ganhou contornos de suspense internacional. Depois da derrota de seu campo político na eleição presidencial, o senador desembarcou nos Estados Unidos e prepara uma coletiva de imprensa para tentar explicar uma viagem que levantou uma série de questionamentos no Brasil. A movimentação ocorre após declarações públicas nas quais ele afirmava que permaneceria no país e depois de uma determinação judicial envolvendo seus passaportes.

A viagem foi noticiada nesta terça-feira (27), com informações atribuídas a fontes ouvidas pela imprensa. A expectativa é que Flávio se pronuncie nesta quarta-feira (28), mas os detalhes sobre o horário e o local da coletiva precisam ser confirmados oficialmente. O episódio já provoca repercussão política porque acontece em um momento delicado para a família Bolsonaro, ainda tentando reorganizar sua atuação depois da derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A contradição entre o discurso e a viagem é o principal combustível da crise. Flávio havia afirmado que não pretendia deixar o Brasil e que cumpriria as determinações relacionadas aos seus documentos. Entretanto, o prazo judicial terminou sem a entrega dos passaportes, e os documentos foram alvo de medidas de cancelamento. A sequência dos acontecimentos ampliou as dúvidas sobre os motivos da saída e sobre a estratégia adotada pelo senador.

A hipótese de uma passagem pela Argentina também entrou no noticiário depois de informações sobre um jato particular no aeroporto de Puerto Iguazú. O governo argentino, porém, negou haver registro de entrada de Flávio no país. A rota efetivamente utilizada e as circunstâncias completas do deslocamento precisam ser esclarecidas pelas autoridades e pelo próprio parlamentar.

Outra possibilidade que passou a circular é a de um eventual pedido de asilo político nos Estados Unidos. Até o momento, porém, não se deve confundir especulações sobre essa hipótese com a existência de um pedido formal ou com qualquer concessão de proteção pelo governo norte-americano. A coletiva anunciada poderá esclarecer se há alguma iniciativa nesse sentido e quais são os planos de Flávio em território americano.

A viagem também cria um problema político para o PL. Flávio vinha se apresentando como uma das principais lideranças responsáveis por organizar a oposição ao governo Lula. Deixar o Brasil justamente em meio a uma crise envolvendo uma determinação judicial coloca sua postura sob escrutínio e abre espaço para cobranças de adversários e até de integrantes de seu próprio campo político.

A comparação com Jair Bolsonaro é inevitável. Depois da derrota eleitoral de 2022, o ex-presidente viajou aos Estados Unidos e permaneceu fora do país por um período. As circunstâncias atuais, entretanto, são diferentes e precisam ser analisadas separadamente, sem antecipar conclusões sobre eventuais responsabilidades jurídicas do senador.

O fato político é que Flávio agora terá de explicar por que saiu do Brasil depois de afirmar que ficaria. A coletiva poderá ser decisiva para esclarecer o destino da viagem, as razões da decisão e os próximos passos de sua atuação política. Também será uma oportunidade para responder às dúvidas sobre o cumprimento da determinação judicial relacionada aos passaportes.

A oposição brasileira precisa de liderança, estratégia e presença política. Não basta anunciar que vai enfrentar Lula em Brasília; é necessário explicar aos eleitores cada movimento, especialmente quando uma viagem internacional ocorre em meio a uma crise dessa dimensão. Flávio tem o direito de viajar e de apresentar sua versão dos fatos, mas também precisa responder aos questionamentos que suas próprias declarações e decisões colocaram no centro do debate.

A coletiva poderá trazer esclarecimentos. Até lá, a pergunta continua no ar: se a promessa era permanecer no Brasil para liderar a oposição, por que Flávio Bolsonaro foi parar nos Estados Unidos justamente agora?

Blog do Edney — A notícia verdade.

Edney Souto / Equipe Blog do Edney

BEPI APREENDE MAIS DE 12 QUILOS DE DROGAS ÀS MARGENS DA PE-360, EM IBIMIRIM

Suspeitos abandonaram maconha, cocaína e uma balança de precisão ao perceberem a chegada das viaturas e fugiram pela caatinga.
Uma ação do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) resultou na apreensão de mais de 12 quilos de drogas na zona rural de Ibimirim, no Sertão de Pernambuco, na segunda-feira (26). O material foi encontrado às margens da PE-360, nas proximidades do povoado de Corte.

De acordo com informações da polícia, os militares receberam denúncias sobre um veículo que seria utilizado para realizar uma entrega de entorpecentes na região. A equipe seguiu para o local indicado, mas, ao perceberem a aproximação das viaturas, os suspeitos abandonaram a droga e fugiram em direção à caatinga.

Durante a ocorrência, os policiais apreenderam 7,7 quilos de maconha, 5,2 quilos de cocaína e uma balança de precisão, equipamento que pode ser utilizado para pesar e fracionar entorpecentes.

Apesar da apreensão, os suspeitos conseguiram escapar e, conforme as informações divulgadas, não houve registro de prisão na ação.

Todo o material foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Arcoverde, onde foram adotadas as medidas cabíveis. A apreensão representa mais uma ação de combate ao tráfico de drogas no Sertão pernambucano.


“LAVE A SUA BOCA PARA FALAR DO MEU PAI”, DISPARA LULA DA FONTE EM MEIO À POLÊMICA COM MENDONÇA FILHO

A política pernambucana ganhou mais um capítulo de tensão nas redes sociais. O deputado federal Lula da Fonte (PP-PE) reagiu à repercussão de conteúdos que atacam o histórico eleitoral de Mendonça Filho e mandou um recado duro em defesa do pai, o também deputado federal Eduardo da Fonte.

“Lave a sua boca para falar do meu pai”, é a frase que resume o tom da reação atribuída ao parlamentar, em meio à circulação de uma montagem com a manchete “Mendonça Filho, o maior perdedor da história de Pernambuco”.

A arte reúne disputas eleitorais de Mendonça Filho e destaca derrotas em eleições para prefeito do Recife, governador de Pernambuco e senador. O material provocou repercussão no ambiente político e colocou novamente em evidência as disputas e os ressentimentos que costumam sobreviver mesmo depois de encerrada a contagem dos votos.

Em publicação nas redes sociais, Lula da Fonte afirmou que há políticos que, em vez de aceitarem os resultados das urnas, preferem continuar atacando. O deputado também declarou que não pretende se calar diante do que classificou como difamações.

“Da minha parte, não vai faltar coragem para defender quem eu sou, aquilo em que acredito e, principalmente, quem sempre esteve ao meu lado”, escreveu.

A mensagem terminou com um recado de disposição para seguir na vida pública: “Seguimos firmes, de cabeça erguida e com muito trabalho por Pernambuco!”

Embora o texto publicado não cite nominalmente Mendonça Filho nem identifique os responsáveis pelos ataques mencionados, a reação veio no contexto da repercussão da montagem envolvendo o ex-ministro.

Nos bastidores, o episódio expõe como as divergências políticas em Pernambuco continuam alimentando confrontos que ultrapassam o debate sobre propostas e resultados eleitorais. Quando o assunto chega à família, o tom sobe, as palavras ganham peso e as redes sociais viram palco de mais uma disputa.

A pergunta que fica é até onde vai essa troca de farpas e se o episódio terá novos desdobramentos entre lideranças que seguem dividindo espaço no tabuleiro político pernambucano.

CORRIDA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEPE ESQUENTA E DISPUTA PROMETE BATE-CHAPA ENTRE ALIADOS E OPOSITORES

Passada a eleição presidencial, a política pernambucana já começa a mirar outro campo de batalha: a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A disputa pelo comando da Casa ganha corpo nos bastidores, com nomes circulando, alianças sendo costuradas e parlamentares tentando medir a própria força antes que o jogo fique mais pesado.

Entre os nomes que aparecem nas articulações estão Joãozinho Tenório, Débora Almeida e Aglailson Victor, todos do PSD, além de Gustavo Gouveia, do Podemos. A lista, porém, está longe de ser definitiva. Na política, uma coisa é colocar o nome na mesa; outra, bem diferente, é reunir votos suficientes para chegar à cadeira mais cobiçada do Legislativo estadual.

A oposição também começa a discutir sua estratégia. O grupo terá de decidir se lança candidatura própria ou se aposta em um nome que consiga demonstrar maior independência em relação ao Palácio do Campo das Princesas. A eleição não será apenas uma disputa por cargos e influência dentro da Alepe. O resultado também dará sinais sobre o tamanho da força do governo estadual entre os deputados e a capacidade dos diferentes grupos de construir maioria.

FRANCISMAR PONTES QUER ENTRAR NO JOGO

O primeiro-secretário da Alepe, Francismar Pontes (PSB), também está no tabuleiro. Segundo informações que circulam nos bastidores, o deputado vem afirmando que será candidato e demonstra disposição para enfrentar um bate-chapa, mesmo que não haja consenso em torno de seu nome.

A postura indica que Francismar não pretende ficar esperando que as articulações dos outros definam seu destino. Se levar a candidatura adiante, terá de transformar disposição em votos e mostrar que possui musculatura política para enfrentar uma disputa que promete exigir muito mais do que declarações de intenção.

GUSTAVO GOUVEIA AVANÇA NOS BASTIDORES

Outro nome que se movimenta com atenção é o de Gustavo Gouveia (Podemos). O deputado vem trabalhando na construção de apoios e no diálogo com colegas, tentando ampliar seu espaço numa disputa em que cada voto poderá fazer diferença.

Gustavo tem a seu favor a experiência parlamentar e a possibilidade de transitar entre diferentes grupos. O desafio será transformar essas conversas em compromissos concretos. Em eleição de Mesa Diretora, simpatia não garante voto, e acordo de bastidor só ganha valor quando aparece na contagem final.

ANTÔNIO MORAES GANHA SINALIZAÇÃO PÚBLICA

O deputado Antônio Moraes também começa a colocar seu nome em evidência. Em vídeo publicado ao lado do prefeito de Aliança e presidente da Amupe, Pedro Freitas, o parlamentar foi apresentado pelo gestor como “futuro presidente da Assembleia”.

A declaração funciona como um gesto público de valorização da possível candidatura e coloca Antônio Moraes no radar da disputa. Resta saber até que ponto essa sinalização se converterá em apoio dentro do plenário, onde a eleição será efetivamente decidida.

Por enquanto, a presidência da Alepe segue em aberto. Há nomes se movimentando, grupos avaliando cenários e uma oposição tentando definir o melhor caminho. O que parece certo é que a disputa não será resolvida apenas por quem anunciar primeiro a candidatura, mas por quem conseguir reunir a maioria necessária.

Nos bastidores da Assembleia, a eleição já começou. E, como costuma acontecer na política pernambucana, muita coisa ainda será negociada antes de o primeiro voto ser depositado.

CORRIDA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEPE ESQUENTA E DISPUTA PROMETE BATE-CHAPA ENTRE ALIADOS E OPOSITORES

Passada a eleição presidencial, a política pernambucana já começa a mirar outro campo de batalha: a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A disputa pelo comando da Casa ganha corpo nos bastidores, com nomes circulando, alianças sendo costuradas e parlamentares tentando medir a própria força antes que o jogo fique mais pesado.

Entre os nomes que aparecem nas articulações estão Joãozinho Tenório, Débora Almeida e Aglailson Victor, todos do PSD, além de Gustavo Gouveia, do Podemos. A lista, porém, está longe de ser definitiva. Na política, uma coisa é colocar o nome na mesa; outra, bem diferente, é reunir votos suficientes para chegar à cadeira mais cobiçada do Legislativo estadual.

A oposição também começa a discutir sua estratégia. O grupo terá de decidir se lança candidatura própria ou se aposta em um nome que consiga demonstrar maior independência em relação ao Palácio do Campo das Princesas. A eleição não será apenas uma disputa por cargos e influência dentro da Alepe. O resultado também dará sinais sobre o tamanho da força do governo estadual entre os deputados e a capacidade dos diferentes grupos de construir maioria.

FRANCISMAR PONTES QUER ENTRAR NO JOGO

O primeiro-secretário da Alepe, Francismar Pontes (PSB), também está no tabuleiro. Segundo informações que circulam nos bastidores, o deputado vem afirmando que será candidato e demonstra disposição para enfrentar um bate-chapa, mesmo que não haja consenso em torno de seu nome.

A postura indica que Francismar não pretende ficar esperando que as articulações dos outros definam seu destino. Se levar a candidatura adiante, terá de transformar disposição em votos e mostrar que possui musculatura política para enfrentar uma disputa que promete exigir muito mais do que declarações de intenção.

GUSTAVO GOUVEIA AVANÇA NOS BASTIDORES

Outro nome que se movimenta com atenção é o de Gustavo Gouveia (Podemos). O deputado vem trabalhando na construção de apoios e no diálogo com colegas, tentando ampliar seu espaço numa disputa em que cada voto poderá fazer diferença.

Gustavo tem a seu favor a experiência parlamentar e a possibilidade de transitar entre diferentes grupos. O desafio será transformar essas conversas em compromissos concretos. Em eleição de Mesa Diretora, simpatia não garante voto, e acordo de bastidor só ganha valor quando aparece na contagem final.

ANTÔNIO MORAES GANHA SINALIZAÇÃO PÚBLICA

O deputado Antônio Moraes também começa a colocar seu nome em evidência. Em vídeo publicado ao lado do prefeito de Aliança e presidente da Amupe, Pedro Freitas, o parlamentar foi apresentado pelo gestor como “futuro presidente da Assembleia”.

A declaração funciona como um gesto público de valorização da possível candidatura e coloca Antônio Moraes no radar da disputa. Resta saber até que ponto essa sinalização se converterá em apoio dentro do plenário, onde a eleição será efetivamente decidida.

Por enquanto, a presidência da Alepe segue em aberto. Há nomes se movimentando, grupos avaliando cenários e uma oposição tentando definir o melhor caminho. O que parece certo é que a disputa não será resolvida apenas por quem anunciar primeiro a candidatura, mas por quem conseguir reunir a maioria necessária.

Nos bastidores da Assembleia, a eleição já começou. E, como costuma acontecer na política pernambucana, muita coisa ainda será negociada antes de o primeiro voto ser depositado.

PILOTO CONFIRMA NOME DE FLÁVIO BOLSONARO NA LISTA DE PASSAGEIROS DE JATO NA ARGENTINA; SUSPEITA DE FUGA GANHA NOVOS CAPÍTULOS

A história que envolve Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível saída do Brasil rumo aos Estados Unidos ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (27). O piloto Mauro Mattosinho confirmou à *Folha de S.Paulo* que o nome do senador constava na lista de passageiros de um jato particular que estava no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, na Argentina. A informação aumenta a pressão sobre o parlamentar, que estaria no centro de uma investigação sobre uma possível tentativa de deixar o país.

O caso tem todos os ingredientes de uma crise política: uma aeronave privada, uma travessia de fronteira, informações desencontradas, aliados sem contato com o senador e uma rota internacional que ainda levanta perguntas. Até agora, porém, é necessário separar o que foi confirmado do que permanece no campo das suspeitas. A presença do nome na lista de passageiros, por si só, não comprova que Flávio embarcou no avião ou chegou aos Estados Unidos.

Segundo Mattosinho, o jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly S.A., saiu de Buenos Aires e pousou em Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). A aeronave aguardaria quatro passageiros, entre eles o senador. De acordo com o piloto, a decolagem estava inicialmente prevista para as 2h da madrugada, mas o avião ainda permanecia no aeroporto às 7h.

Um detalhe chamou a atenção: conforme o relato publicado pela *Folha*, o campo destinado aos documentos de identificação de Flávio estava em branco. A informação foi repassada ao piloto por um funcionário do aeroporto que não quis se identificar.

TRAVESSIA A PÉ E ROTA SOB SUSPEITA

A versão de uma possível fuga ganhou força depois que o canal argentino Todo Noticias informou que Flávio teria atravessado a fronteira entre Brasil e Argentina a pé, levando documentos. Segundo a repórter Eleonora Cole, a entrada teria ocorrido entre 21h e 22h de segunda-feira.

Puerto Iguazú fica na província argentina de Misiones, na região da Tríplice Fronteira, em frente a Foz do Iguaçu, no Paraná. A localização permite deslocamentos rápidos entre os dois países, mas a suposta travessia do senador ainda depende de confirmação oficial.

Informações divulgadas pelo site O Brasilianista, reproduzidas pelo BNews, apontaram que Flávio teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos, passando pela fronteira argentina. Já o portal Infobae também mencionou a aeronave LV-JQW. Dados de rastreamento de voos citados nas reportagens indicaram que o jato partiu de Buenos Aires às 22h14 e pousou em Puerto Iguazú às 23h45 de segunda-feira.

O quebra-cabeça, entretanto, continua incompleto. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que não há registro de entrada de Flávio Bolsonaro no país. A Polícia Federal brasileira, por sua vez, estaria realizando levantamentos na região de fronteira para esclarecer o deslocamento atribuído ao senador.

ALIADOS NEGAM FUGA, MAS NÃO CONSEGUEM CONTATO

Aliados de Flávio negam que ele tenha tentado fugir do Brasil, mas, segundo as informações divulgadas, também não teriam conseguido contato com o parlamentar desde a noite de segunda-feira. O silêncio alimenta as especulações e aumenta o desgaste político em torno do episódio.

O caso ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a apreensão dos passaportes funcionais e comum do senador, conforme relatado nas informações que deram origem à notícia. A medida tornou ainda mais delicada qualquer suspeita de deslocamento internacional.

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi derrotado na disputa presidencial de 2026. Agora, em vez de encerrar o ciclo eleitoral e reorganizar seu campo político, o senador se vê envolvido em uma história que mistura dúvidas sobre seu paradeiro, informações contraditórias e uma possível viagem internacional.

A pergunta central permanece sem resposta: Flávio embarcou no jato e deixou o continente ou seu nome apareceu na lista sem que a viagem se concretizasse?

Até que as autoridades esclareçam o percurso e confirmem o paradeiro do parlamentar, a hipótese de fuga precisa ser tratada como suspeita, não como fato consumado. Mas uma coisa é evidente: quando o nome de um senador aparece associado a uma aeronave privada em meio a uma investigação e seus próprios aliados dizem não conseguir localizá-lo, o episódio deixa de ser um simples boato de bastidor e passa a exigir explicações públicas.


JANJÃO PERCORRE PERNAMBUCO PARA AGRADECER VOTOS E REFORÇA DIÁLOGO COM MUNICÍPIOS

O deputado estadual eleito Janjão (PSD) segue percorrendo Pernambuco para agradecer os votos recebidos nas eleições de 2026 e manter a aproximação com as lideranças políticas e a população que participaram de sua caminhada eleitoral. Desta vez, a agenda chegou a Cupira, no Agreste pernambucano, onde o futuro parlamentar concedeu entrevista à Rádio Agreste FM.

Mesmo sem figurar entre suas principais bases eleitorais, Cupira teve participação na votação que garantiu a eleição de Janjão para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). No município, ele recebeu 391 votos, resultado que agora integra a conta de apoios que o deputado eleito busca reconhecer pessoalmente.

A votação estadual de Janjão chegou a 67.479 votos, distribuídos por 163 municípios e Fernando de Noronha. O resultado ampliou o alcance político do ex-prefeito de Bom Jardim, que, após dois mandatos à frente da gestão municipal, se prepara para assumir uma cadeira na Alepe em fevereiro de 2027.

Nos bastidores, o roteiro de visitas também representa uma oportunidade para preservar alianças, ouvir demandas e iniciar a construção de uma atuação parlamentar conectada às diferentes regiões do Estado. A eleição ficou para trás, mas o desafio de transformar votos em presença política e trabalho legislativo começa agora.

Conhecido pela atuação no Agreste e pela mobilização em municípios do interior, Janjão inicia essa nova fase com uma base eleitoral espalhada por Pernambuco. A expectativa é que as visitas continuem nas próximas semanas, mantendo o contato com as cidades que contribuíram para sua chegada ao Legislativo estadual.

Do Blog do Edney: agradecer os votos é parte do compromisso assumido nas urnas. A partir de 2027, o desafio de Janjão será transformar os 67.479 votos em trabalho, presença e resultados para Pernambuco.

ARGENTINA DIZ QUE NÃO HÁ REGISTRO DE ENTRADA DE FLÁVIO BOLSONARO NO PAÍS

Governo Milei afirma que senador não aparece nos registros migratórios e abre procedimento para fiscalizar aeronave citada em reportagem
A história sobre uma possível passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (27). A Direção Nacional de Migrações do governo de Javier Milei informou que não há registro de entrada do senador brasileiro no país, contrariando a informação divulgada pelo portal argentino Infobae.

“Informamos que não há registro de entrada de Flávio Nantes Bolsonaro no país”, afirmou o órgão ao portal G1.

A informação publicada pelo Infobae apontava que Flávio teria entrado em território argentino e que, de lá, seguiria em um voo particular para os Estados Unidos. A versão, no entanto, passou a ser questionada após o posicionamento oficial das autoridades migratórias argentinas.

Em nota, a Direção Nacional de Migrações informou ainda que iniciou procedimentos de fiscalização da aeronave mencionada na reportagem e de sua tripulação. Segundo o órgão, não foi apresentado plano de voo que incluísse integrantes da família Bolsonaro.

Responsável pelo controle migratório na Argentina, a DNM é vinculada ao Ministério da Segurança Nacional do país.

O episódio coloca em evidência a divergência entre a informação divulgada pela imprensa argentina e os dados apresentados oficialmente pelo governo Milei. Até o momento, conforme o posicionamento citado pelo G1, as autoridades migratórias afirmam não ter registro da entrada do senador no país.

Edney Souto | Blog do Edney