sábado, 7 de março de 2026

LULA SINALIZA ESTRATÉGIA DE DOIS PALANQUES EM PERNAMBUCO E MOVIMENTA TABULEIRO POLÍTICO COM POSSÍVEL ALIANÇA ENTRE RAQUEL LYRA E SILVIO COSTA FILHO.


A disputa eleitoral de 2026 em Pernambuco começa a ganhar contornos cada vez mais complexos e estratégicos, especialmente diante das articulações que envolvem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o prefeito do Recife João Campos e a governadora Raquel Lyra. De acordo com informações reveladas pelo Blog Dellas, Lula estaria decidido a manter dois palanques políticos no estado durante o primeiro turno das eleições, uma estratégia que busca preservar alianças importantes e, ao mesmo tempo, evitar rupturas que possam enfraquecer a base governista em Pernambuco.

Segundo as informações divulgadas, o presidente já teria deixado claro tanto para o Partido dos Trabalhadores quanto para a governadora que não pretende participar diretamente da campanha em Pernambuco durante o primeiro turno. A decisão também teria sido comunicada ao prefeito João Campos, que desponta como um dos principais nomes na disputa pelo governo estadual. A estratégia do presidente seria permitir que diferentes forças políticas aliadas disputem o eleitorado sem a interferência direta da presença presidencial no estado, preservando pontes para o segundo turno.

Ainda conforme a apuração do Blog Dellas, Lula estaria trabalhando para colocar uma espécie de “carimbo político” no palanque de Raquel Lyra, numa tentativa de evitar dispersão de votos entre os eleitores que apoiam o governo federal. A movimentação indicaria que, mesmo mantendo dois palanques, o presidente busca manter uma linha de convergência entre seus aliados no estado, reduzindo os riscos de fragmentação da base lulista.

Nesse contexto, ganhou destaque a entrevista concedida pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na qual ele deixou no ar a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado na chapa liderada por Raquel Lyra. Embora não tenha confirmado explicitamente essa hipótese, o ministro não descartou o cenário quando questionado sobre o assunto, o que foi interpretado nos bastidores políticos como um sinal de abertura para negociações.

Durante a entrevista, Silvio Costa Filho destacou os encontros frequentes que vem mantendo com a governadora tanto em Brasília quanto em Pernambuco. Segundo ele, as reuniões têm caráter administrativo, mas também envolvem conversas políticas. O ministro mencionou ainda que Raquel Lyra tem dialogado com o Republicanos, partido ao qual ele é filiado, da mesma forma que mantém conversas com o grupo político de João Campos em busca de possíveis alianças para o pleito de 2026.

O gesto mais significativo, entretanto, veio quando Silvio reiterou publicamente que é pré-candidato ao Senado a pedido do próprio presidente Lula. A declaração reforçou a leitura de que o ministro pode vir a ser uma peça-chave na estratégia nacional do governo federal para Pernambuco, especialmente em um cenário em que o presidente busca manter influência sobre diferentes campos da disputa estadual.

Outro movimento que chamou atenção foi o da ex-deputada federal Marília Arraes. Em entrevista ao SBT News, ela afirmou que pretende se filiar ao Partido Democrático Trabalhista e deixou claro que não pretende disputar uma candidatura isolada. Marília declarou que deseja estar no palanque de João Campos, mas adotou um tom enigmático ao ser questionada sobre a possibilidade de integrar a chapa de Raquel Lyra. Sem descartar totalmente essa hipótese, ela afirmou apenas que ainda não discutiu o assunto com o partido e lembrou que não conversa com Raquel desde a pré-campanha eleitoral de 2022.

Nos bastidores, o cenário também envolve outras peças importantes do tabuleiro político pernambucano. O senador Humberto Costa já teria espaço garantido na chapa apoiada por João Campos, representando o PT na disputa ao Senado. Com isso, o segundo nome para a composição ainda permanece em aberto, e um dos mais cotados é o deputado federal Eduardo da Fonte, liderança do Progressistas.

Apesar de seu partido integrar a base política da governadora Raquel Lyra, Eduardo da Fonte tem mantido diálogo com João Campos. Em reuniões anteriores com lideranças do PT, o prefeito do Recife chegou a citar o parlamentar como seu nome preferido para a segunda vaga ao Senado, argumentando que sua presença poderia atrair a Federação União Progressista, ampliando significativamente o tempo de televisão e a estrutura de campanha.

Esse conjunto de movimentações tem provocado reações e reacomodações políticas nos bastidores. A possibilidade de Eduardo da Fonte caminhar ao lado de João Campos, somada ao espaço já ocupado por Humberto Costa, poderia levar lideranças como Silvio Costa Filho e Marília Arraes a olharem com mais atenção para o palanque de Raquel Lyra.

O resultado é um cenário político altamente dinâmico em Pernambuco, no qual alianças ainda estão em construção e diferentes lideranças buscam posicionamento estratégico para a disputa que se aproxima. A estratégia de dois palanques defendida por Lula, segundo o Blog Dellas, pode acabar se transformando no eixo central da reorganização política no estado, influenciando candidaturas ao governo, ao Senado e redesenhando as alianças partidárias que marcarão as eleições de 2026.

DEPUTADO FELIPE CARRERAS VISITA OBRAS E REFORÇA PARCERIA PARA INVESTIMENTOS EM SAÚDE E EDUCAÇÃO EM CACHOEIRINHA.

O deputado federal Felipe Carreras cumpriu agenda em Cachoeirinha neste sábado (07), para visitar obras e acompanhar o andamento de projetos nas áreas de saúde e educação, ao lado do prefeito André Raimundo, do vice-prefeito Geraldo de Cabanas, dos vereadores Euclides Raimundo, Gilvania de Geraldo de Cabanas e Genilson de Geraldo Dentista, além de outras lideranças locais.

Um dos principais pontos da agenda foi a visita ao Hospital Municipal, onde o prefeito apresentou ao parlamentar o bloco cirúrgico da unidade. O espaço, implantado na gestão do ex-prefeito Roberto Raimundo, permaneceu desativado por vários anos.

Agora, com trabalho e articulação, será devolvido à população totalmente equipado e modernizado. A reestruturação do espaço está sendo viabilizada por meio de recursos destinados pelo deputado Felipe Carreras em parceria com a gestão municipal. O investimento já foi pago e a expectativa é de que, em breve, o equipamento esteja em pleno funcionamento, ampliando a capacidade de atendimento e fortalecendo a rede pública de saúde do município.

A agenda também incluiu uma visita ao terreno onde será construída uma nova creche na cidade, obra viabilizada por meio do Novo PAC. O equipamento vai ampliar a oferta de vagas na educação infantil e garantir mais estrutura para o atendimento às crianças de Cachoeirinha.

A comitiva também esteve no bairro Tancredo Neves, onde está sendo construída uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS), por meio de recursos do Novo PAC. A obra vai fortalecer a atenção básica no município, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde.

PGR PEDE ARQUIVAMENTO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE JOIAS DE BOLSONARO E APONTA FALTA DE REGRAS CLARAS NA LEGISLAÇÃO

A Procuradoria-Geral da República solicitou ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do inquérito que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro em relação às joias recebidas durante o exercício do mandato presidencial. O pedido foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que concluiu não haver elementos jurídicos suficientes capazes de sustentar a abertura de uma ação penal sobre o caso.

O parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal sustenta que a legislação brasileira ainda apresenta lacunas quando se trata da definição sobre a titularidade e a destinação de presentes recebidos por chefes de Estado em viagens e compromissos oficiais. Na avaliação da Procuradoria-Geral da República, essa ausência de normas mais objetivas dificulta a caracterização de eventual irregularidade criminal, tornando frágil qualquer tentativa de transformar o episódio em processo penal.

O caso das joias ganhou grande repercussão nacional após a revelação de que peças recebidas durante agendas internacionais do então presidente teriam sido encaminhadas de forma considerada irregular, sem registro imediato no acervo público. A situação gerou questionamentos de órgãos de controle e levou à abertura de investigação conduzida pela Polícia Federal, que passou a apurar a origem, o destino e o tratamento administrativo dado aos objetos.

Durante o andamento das apurações, parte dos itens acabou sendo incorporada ao patrimônio público após pressões institucionais e a intensificação das investigações. O episódio se transformou em um dos casos mais discutidos envolvendo o período final do governo Bolsonaro, alimentando debates jurídicos e políticos sobre transparência, patrimônio público e os limites da legislação brasileira no tratamento de presentes recebidos por autoridades.

Ao defender o arquivamento do inquérito, Paulo Gonet ressaltou que a falta de parâmetros legais claros sobre a natureza desses presentes — se deveriam ser considerados bens pessoais ou integrantes do patrimônio público — enfraquece a possibilidade de caracterizar crime com segurança jurídica. Segundo o entendimento do procurador-geral, sem uma definição normativa precisa, não seria possível sustentar uma acusação penal consistente.

Com o pedido formal apresentado pela Procuradoria-Geral da República, caberá agora ao Supremo Tribunal Federal analisar o parecer e decidir se acompanha a manifestação do Ministério Público ou se entende que ainda existem elementos que justifiquem a continuidade das investigações. A decisão final da Corte poderá encerrar definitivamente o caso no âmbito criminal ou determinar novos desdobramentos no processo investigativo.

PRESSÃO NOS BASTIDORES: JOÃO CAMPOS EVITA IMPOR NOMES NA CHAPA E TENTA SEGURAR ALIADOS EM MEIO À DISPUTA PELO SENADO

A movimentação política em torno das eleições estaduais ganhou intensidade nos bastidores de Pernambuco e colocou o prefeito do Recife, João Campos, no centro de uma disputa silenciosa pela formação da futura chapa majoritária. Cotado para disputar o Governo do Estado, o gestor tem sido pressionado por aliados que aspiram vagas estratégicas, especialmente ao Senado, e que demonstram sinais de insatisfação com a demora na definição dos nomes. Diante desse cenário, Campos adotou um discurso de cautela e reforçou que a composição da chapa não será resultado de uma decisão individual, mas de um processo coletivo de articulação política.

Em entrevista concedida à imprensa nesta sexta-feira, o prefeito destacou que a definição dos integrantes da chapa majoritária precisa ser construída em conjunto com os partidos e lideranças que integram o campo político que pretende sustentar sua candidatura. Segundo ele, ninguém se torna candidato isoladamente, sem o apoio de uma frente política sólida. A fala foi interpretada como um recado direto a setores que pressionam por definições imediatas, sobretudo pré-candidatos ao Senado que se sentem deixados em segundo plano nas negociações.

Nos bastidores, o ambiente político tem sido marcado por intensas conversas e reposicionamentos estratégicos. O próprio prefeito atribuiu esse movimento ao início da chamada janela partidária, período em que deputados podem trocar de legenda sem risco de punição por infidelidade partidária. Para Campos, essa fase naturalmente provoca uma efervescência política, com partidos dialogando, apresentando alternativas e buscando consolidar projetos para as disputas eleitorais.

Enquanto o prefeito tenta administrar as expectativas de seus aliados, outros nomes relevantes do cenário político pernambucano também movimentam o tabuleiro. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e a ex-deputada federal Marília Arraes deram entrevistas recentes nas quais não descartaram a possibilidade de disputar o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra. As declarações ocorreram após circular nos bastidores a informação de que a Frente Popular já teria definido como candidatos ao Senado o senador Humberto Costa e o deputado federal Eduardo da Fonte.

No caso de Marília Arraes, os movimentos políticos ganharam novos capítulos. A ex-deputada viajou ao Rio de Janeiro para uma conversa com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e reafirmou que pretende se filiar ao partido para disputar uma vaga no Senado. Nos bastidores também surgiu a informação de que o ministro Wolney Queiroz poderia ocupar a vaga de vice na eventual chapa liderada por João Campos pelo PDT, cenário que criaria um impasse interno. Isso porque dificilmente um mesmo partido, sobretudo de menor porte, ocuparia duas vagas majoritárias na mesma chapa.

Diante dessas especulações, Marília tratou de minimizar a situação e afirmou que o próprio Wolney Queiroz entrou em contato com ela para negar a existência de qualquer definição nesse sentido. A declaração reforça a percepção de que as articulações ainda estão em fase inicial e que diferentes cenários continuam sendo discutidos.

Enquanto isso, no campo político ligado ao governo estadual, a aproximação entre a governadora Raquel Lyra e o senador Fernando Dueire tem chamado atenção. O parlamentar do MDB participou de dois eventos ligados às comemorações da Data Magna de Pernambuco, que celebra a histórica Revolução Pernambucana de 1817, atendendo convite da governadora. A presença de Dueire nas atividades reforçou a leitura de que a relação entre os dois vem se estreitando nos últimos meses.

Segundo informações de bastidores, a tendência é que o senador passe a conciliar com mais frequência sua agenda em Brasília com compromissos ao lado da governadora em Pernambuco. A estratégia incluiria a participação em inaugurações de obras e atos administrativos tanto na Região Metropolitana do Recife quanto em municípios do interior, fortalecendo politicamente a parceria.

Também presente nos eventos da Data Magna esteve o deputado estadual Jarbas Filho, igualmente filiado ao MDB. O parlamentar vive um momento de incerteza partidária, já que existe uma disputa judicial envolvendo o controle da legenda em Pernambuco. Caso o grupo político ao qual ele e Fernando Dueire pertencem não consiga reverter a decisão da convenção partidária vencida pelo grupo de Raul Henry, uma possível mudança para o PSD não está descartada.

Diante desse cenário de disputas, articulações e indefinições, o tabuleiro político pernambucano entra em uma fase decisiva. A janela partidária e a corrida por espaços nas chapas majoritárias devem intensificar ainda mais as negociações nas próximas semanas, enquanto líderes como João Campos tentam equilibrar interesses diversos para manter a unidade de seus aliados e consolidar seus projetos eleitorais.

PASTOR CONDENADO POR DOPAR E ABANDONAR IRMÃO DEFICIENTE DESAPARECE APÓS CASO CHOCAR FAMÍLIA E JUSTIÇA

O desaparecimento do pastor Carlos Mendes de Carvalho reacendeu um caso que já havia causado profunda indignação no Distrito Federal. Condenado pela Justiça por dopar, negligenciar e abandonar o próprio irmão — um idoso com deficiência que chegou a pesar apenas 42 quilos — o religioso não foi mais localizado após a conclusão do processo que revelou uma sequência de abusos, negligência extrema e exploração financeira.

A história começou a se desenrolar em 2018, quando o pastor assumiu os cuidados do irmão, um idoso doente que vivia em Sobradinho II. A vítima recebia um salário mensal de aproximadamente R$ 7 mil, recurso que deveria garantir assistência médica e qualidade mínima de vida. No entanto, ao longo dos anos, a família passou a perceber sinais preocupantes. O idoso, que já possuía problemas de saúde, começou a apresentar uma perda de peso acentuada, além de feridas visíveis pelo corpo e um estado físico cada vez mais debilitado.

Os familiares também relataram dificuldades crescentes para visitar o parente. Segundo eles, o pastor frequentemente criava obstáculos ou impedia os encontros, alegando que o idoso não tinha condições de receber visitas. O isolamento acabou se tornando um dos elementos centrais do caso, pois manteve a vítima afastada de qualquer supervisão familiar durante um período crítico.

A situação chegou a um ponto alarmante quando o idoso passou a perder a capacidade de fala e apresentou sinais de comprometimento cognitivo severo. Desconfiados de que algo grave estava acontecendo, parentes decidiram realizar uma visita surpresa em 2021. O que encontraram foi descrito por eles como uma cena “estarrecedora”.

O idoso estava deitado sobre uma cama, em estado considerado cadavérico, pesando cerca de 42 quilos. Ele não conseguia andar, falar ou se alimentar adequadamente. Além disso, apresentava feridas pelo corpo e sinais claros de abandono. Testemunhas afirmaram que o homem babava constantemente e demonstrava incapacidade de responder a estímulos básicos.

A família também constatou que as fraldas do idoso não eram trocadas regularmente. Em muitos momentos, ele permanecia durante horas — ou até dias — envolvido em fezes, sem qualquer cuidado de higiene. O cenário descrito nos relatos apontava para uma situação de negligência extrema.

Outro elemento que agravou ainda mais o caso foi a suspeita de que o pastor utilizava medicamentos sedativos em excesso para manter o irmão dopado. Segundo depoimentos da família, o idoso recebia doses elevadas de calmantes com frequência, o que teria contribuído para o agravamento do estado mental e físico da vítima.

Diante do quadro encontrado, os familiares decidiram assumir novamente a tutela do idoso e registraram um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil do Distrito Federal. A investigação passou a revelar uma dimensão ainda mais grave da situação.

Durante a apuração, foi descoberto que o pastor havia realizado diversos empréstimos consignados utilizando o nome do irmão. As operações financeiras foram feitas em bancos e financeiras ao longo dos anos em que ele administrou a vida do idoso. O resultado foi uma dívida estimada em aproximadamente R$ 160 mil.

Os débitos foram estruturados de forma parcelada e comprometem a renda da vítima por anos. Segundo os registros levantados pela família, o idoso continuará pagando essas dívidas até pelo menos 2030.

A descoberta provocou revolta entre os parentes, que registraram um novo boletim de ocorrência para ampliar as investigações sobre possível fraude financeira e exploração patrimonial.

Com a repercussão do caso e a condenação judicial, o pastor deixou de ser encontrado. O desaparecimento levanta dúvidas sobre seu paradeiro e sobre o cumprimento das determinações impostas pela Justiça.

Enquanto isso, a família tenta reconstruir a vida do idoso, que ainda enfrenta consequências físicas e cognitivas severas decorrentes do período de abandono e maus-tratos. O caso se tornou um exemplo extremo de violência doméstica contra pessoas vulneráveis e segue sendo acompanhado com atenção pelas autoridades e pela sociedade.

COLUNA POLÍTICA | PORTEIRA ABERTA PARA O SENADO | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

EDUARDO DA FONTE E O CAMINHO CADA VEZ MAIS CLARO PARA O SENADO
UM PROJETO POLÍTICO QUE GANHA CORPO EM PERNAMBUCO

A corrida para o Senado Federal em Pernambuco em 2026 começa a revelar seus protagonistas. Em meio a um cenário político marcado por polarização ideológica e disputas intensas por espaço, o nome do deputado federal Eduardo da Fonte surge cada vez mais consolidado como uma das principais forças na disputa. Não se trata apenas de uma pré-candidatura comum, mas de um projeto político estruturado, que reúne base eleitoral, articulação partidária e uma trajetória marcada por presença ativa nas pautas de interesse popular. Observando o ambiente político atual, fica cada vez mais evidente que o parlamentar construiu condições reais para chegar ao Senado.

UMA LIDERANÇA PARTIDÁRIA CONSOLIDADA

Um dos fatores que mais fortalecem o projeto de Eduardo da Fonte é sua liderança política dentro do Progressistas em Pernambuco. Ao longo dos últimos anos, ele consolidou uma base ampla e diversificada, reunindo prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias em praticamente todas as regiões do estado. A federação formada pelo PP com o União Brasil ampliou ainda mais essa musculatura política, garantindo tempo significativo de rádio e televisão e uma presença consistente nas disputas eleitorais.

Na prática, poucos políticos em Pernambuco conseguem reunir uma estrutura tão capilarizada. Essa base territorial tem um peso enorme em eleições majoritárias, especialmente quando se trata de uma disputa para o Senado.

A POLÍTICA MUNICIPAL COMO ALICERCE DO PROJETO

Quem acompanha a política pernambucana sabe que as eleições estaduais são profundamente influenciadas pelo interior. Nesse aspecto, Eduardo da Fonte construiu uma relação sólida com gestores municipais. Prefeitos, vice-prefeitos e lideranças locais frequentemente destacam a presença do parlamentar em suas cidades e o apoio a projetos e investimentos.

Essa rede de apoio cria um efeito político importante: fortalece o nome do deputado junto ao eleitorado e amplia sua presença política para além da Região Metropolitana do Recife.

A BANDEIRA DA SAÚDE COMO MARCA POLÍTICA

Se existe uma pauta que ajudou a consolidar a imagem política de Eduardo da Fonte, essa pauta é a saúde. O deputado construiu ao longo de sua trajetória a reputação de ser um dos parlamentares que mais destinam recursos para hospitais, equipamentos médicos e programas de assistência.

Num estado onde a saúde pública ainda enfrenta desafios históricos, essa atuação gera reconhecimento popular e aproxima o parlamentar de um tema que está diretamente ligado ao cotidiano da população.

Não por acaso, em muitas cidades do interior, seu nome já é associado à defesa da saúde pública.

UMA POSTURA DE CENTRO EM UM PAÍS POLARIZADO
Em tempos de polarização política intensa, a postura de centro adotada por Eduardo da Fonte pode se tornar uma vantagem estratégica. O eleitorado brasileiro vem demonstrando, em várias eleições recentes, que existe espaço para lideranças que buscam diálogo e evitam discursos extremados.

Essa posição permite ao deputado dialogar com eleitores de diferentes correntes ideológicas, algo especialmente relevante em uma eleição para o Senado, na qual cada eleitor vota em dois candidatos.

A FORÇA DE UMA FAMÍLIA POLÍTICA EM ASCENSÃO
Outro elemento que reforça o projeto político de Eduardo da Fonte é a presença crescente da nova geração na política. Seu filho, o deputado federal Lula da Fonte, vem ganhando protagonismo em Brasília e ocupa atualmente o cargo de segundo-secretário da Câmara dos Deputados.

Essa presença simultânea de pai e filho em posições estratégicas amplia a influência política do grupo e fortalece a articulação tanto em Pernambuco quanto no cenário nacional.

A PROXIMIDADE COM O GOVERNO ESTADUAL

Nos bastidores da política pernambucana, também é perceptível a sintonia entre Eduardo da Fonte e a governadora Raquel Lyra. O Progressistas integra a base política do governo estadual e participa de importantes articulações administrativas e eleitorais.

Essa proximidade pode se transformar em um ativo decisivo no momento da definição das chapas majoritárias para 2026. Caso essa aliança se mantenha sólida, cresce a possibilidade de Eduardo da Fonte ocupar uma das vagas ao Senado na chapa governista.

EXPERIÊNCIA POLÍTICA E LONGEVIDADE PARLAMENTAR

Poucos nomes na política pernambucana acumulam uma trajetória tão longa na Câmara dos Deputados quanto Eduardo da Fonte. Ele foi eleito diversas vezes deputado federal e se consolidou como uma figura experiente no Congresso Nacional.

Essa experiência parlamentar fortalece sua imagem como alguém preparado para ocupar um cargo de maior responsabilidade institucional, como uma cadeira no Senado.

UM CENÁRIO QUE SE MOSTRA FAVORÁVEL

Analisando o cenário político atual, é difícil ignorar que Eduardo da Fonte reúne uma combinação rara de fatores: base política ampla, estrutura partidária forte, presença municipal significativa e uma trajetória consolidada em Brasília.

Claro que eleições são imprevisíveis e novas candidaturas podem surgir até 2026. No entanto, olhando o tabuleiro político de hoje, o projeto senatorial de Eduardo da Fonte parece não apenas viável, mas cada vez mais consistente.

Se o ambiente político continuar se desenhando da forma atual, Pernambuco pode estar assistindo à construção de uma candidatura que chega ao Senado com base sólida e capacidade real de vitória. É isso!

RAQUEL LYRA CONFIRMA AGENDA EM GARANHUNS COM ORDEM DE SERVIÇO DO HOSPITAL MESTRE DOMINGUINHOS E PARTICIPAÇÃO NA EXPOGARANHUNS

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), cumprirá agenda institucional no município de Garanhuns na próxima sexta-feira, dia 13, em uma programação que reúne investimentos estruturadores na área da saúde e participação em um dos principais eventos do calendário agropecuário do Agreste Meridional. A visita foi confirmada pelo deputado estadual Izaías Régis, que destacou a importância da presença da gestora estadual tanto para o fortalecimento do setor produtivo regional quanto para o avanço de uma obra considerada estratégica para a rede de saúde pública da região.

Durante a passagem pela cidade, a governadora participará da assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Mestre Dominguinhos, empreendimento aguardado há anos pela população do Agreste Meridional e que promete ampliar significativamente a capacidade de atendimento hospitalar na região. O equipamento está orçado em cerca de R$ 126 milhões e será erguido às margens da BR-423, na entrada de Garanhuns, em uma área estratégica para facilitar o acesso de pacientes vindos de diversos municípios do entorno.

De acordo com o projeto apresentado pelo Governo do Estado, o hospital contará com aproximadamente 26 mil metros quadrados de área construída e terá 269 leitos destinados a atendimentos de média e alta complexidade. A estrutura incluirá Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centro cirúrgico, emergência, serviços completos de diagnóstico por imagem, setor de hemodinâmica e ambulatórios especializados, permitindo ampliar a rede hospitalar regional e reduzir a necessidade de deslocamentos para centros maiores como Caruaru ou Recife.

Para o deputado Izaías Régis, que acompanha de perto a pauta do desenvolvimento regional, a obra representa um marco para a saúde pública do Agreste. Segundo o parlamentar, o hospital é resultado de articulações e reivindicações históricas da região e deverá beneficiar diretamente milhares de pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde. Ele também destacou que a agenda da governadora simboliza um momento importante para Garanhuns, ao reunir investimentos estruturais e incentivo ao setor produtivo.

Além da agenda relacionada à saúde, Raquel Lyra também participará da programação da ExpoGaranhuns 2026, feira agropecuária que acontece entre os dias 11 e 15 de março no Parque Acauã. Considerada pelos organizadores como a maior feira do setor no Agreste Meridional, o evento reúne produtores rurais, criadores, empresários do agronegócio e visitantes de diversas cidades da região, consolidando-se como um espaço de negócios, troca de conhecimento técnico e valorização da pecuária regional.

A programação da feira inclui torneios leiteiros, julgamentos de raças, exposições de animais, rodadas de negócios e palestras técnicas voltadas para produtores e especialistas do setor agropecuário. Um dos destaques será a realização da ExpoNelore, iniciativa promovida pela Associação dos Criadores de Nelore do Nordeste (ACNN), com patrocínio do Banco do Nordeste, reunindo criadores e especialistas em genética bovina de diferentes estados.

A feira também contará com leilão de bovinos, premiação de animais campeões, desfile de raças, estandes comerciais, praça de alimentação e espaço voltado ao público infantil. Para atrair ainda mais visitantes, a programação inclui apresentações musicais entre os dias 12 e 14 de março, sempre no período da noite, das 18h às 23h, reforçando o caráter cultural e turístico do evento.

Com a presença da governadora, a expectativa de organizadores e lideranças regionais é que a ExpoGaranhuns ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça o papel de Garanhuns como polo econômico e agropecuário do Agreste Meridional, ao mesmo tempo em que a assinatura da ordem de serviço do Hospital Mestre Dominguinhos simboliza um novo passo na ampliação da infraestrutura de saúde pública em Pernambuco.

IRÃ USA O “CAOS ESTRATÉGICO” PARA DESAFIAR A DOUTRINA DO LOUCO DE TRUMP E REDESENHAR O TABULEIRO GEOPOLÍTICO DO ORIENTE MÉDIO


O confronto estratégico entre Estados Unidos e Irã ganhou uma nova dimensão nos últimos anos ao colocar frente a frente duas formas radicalmente diferentes de exercer poder na política internacional. De um lado está a chamada “doutrina do louco”, associada ao estilo diplomático do presidente americano Donald Trump. Do outro, uma estratégia que analistas passaram a definir como “caos estratégico”, utilizada por Teerã para resistir à pressão militar, econômica e política de Washington. O choque entre essas duas lógicas vem redefinindo o equilíbrio de forças no Oriente Médio e ampliando os riscos de instabilidade regional.

A chamada “doutrina do louco” tem raízes históricas na Guerra Fria. O conceito foi popularizado pelo presidente americano Richard Nixon, que buscava convencer adversários de que era capaz de tomar decisões imprevisíveis, inclusive recorrer ao uso extremo da força, caso suas exigências não fossem atendidas. A ideia era simples: se os inimigos acreditassem que o líder de uma potência nuclear poderia agir de forma aparentemente irracional, prefeririam ceder em negociações para evitar uma escalada incontrolável. A lógica se baseia na dissuasão psicológica e na construção deliberada de uma reputação de imprevisibilidade. 

Donald Trump adotou uma versão contemporânea desse método ao longo de sua trajetória política. Durante campanhas e discursos de política externa, ele repetiu que os Estados Unidos deveriam ser “mais imprevisíveis” no cenário internacional. A estratégia consiste em alternar ameaças, gestos diplomáticos inesperados e declarações agressivas que deixam adversários sem saber qual será o próximo movimento de Washington. O objetivo é aumentar o poder de barganha dos Estados Unidos em negociações envolvendo temas sensíveis como programas nucleares, comércio internacional e disputas militares. 

No entanto, essa abordagem encontra resistência quando aplicada contra regimes políticos que operam sob uma lógica estratégica distinta. O Irã, desde a Revolução Islâmica de 1979, desenvolveu uma doutrina baseada na sobrevivência do regime, na resistência prolongada e no uso de múltiplos instrumentos de pressão indireta. Em vez de responder diretamente a cada ameaça americana, Teerã prefere criar um ambiente de instabilidade regional que torna mais difícil para seus adversários controlar o conflito.

Essa lógica ficou evidente na forma como o Irã estruturou sua influência no Oriente Médio nas últimas décadas. Em vez de depender exclusivamente de seu próprio poder militar, o país construiu uma rede de aliados e grupos armados em diferentes países, incluindo milícias no Iraque, o Hezbollah no Líbano e movimentos armados em outras regiões. Esse sistema permite que Teerã exerça pressão sobre adversários sem necessariamente entrar em guerra direta com potências como os Estados Unidos ou Israel.

Analistas chamam esse modelo de “estratégia do caos controlado”. A lógica é multiplicar pontos de tensão simultâneos na região, dificultando que um adversário mais poderoso consiga neutralizar todas as frentes de conflito ao mesmo tempo. Ao espalhar riscos e ameaças por diversos territórios, o Irã transforma o custo de uma guerra total em algo potencialmente muito alto para qualquer potência externa.

Nos últimos anos, sinais dessa estratégia se tornaram ainda mais claros. Autoridades iranianas passaram a indicar que o país está disposto a impor custos diretos às forças americanas caso seja atacado novamente. Generais iranianos afirmaram que, diante de novas ações militares dos Estados Unidos, o país poderia atingir bases militares e infraestrutura estratégica na região do Golfo, ampliando o alcance do confronto. 

Ao mesmo tempo, a estrutura militar iraniana foi reorganizada para resistir a ataques que tentem eliminar sua liderança. A Guarda Revolucionária Islâmica, força central do regime, descentralizou parte de suas operações, permitindo que comandantes intermediários continuem conduzindo ações militares mesmo após perdas no alto comando. Esse modelo aumenta a capacidade de sobrevivência do sistema militar iraniano e dificulta estratégias de “decapitação” usadas em guerras modernas.

Em cenários mais recentes de tensão regional, analistas indicam que Teerã também desenvolveu planos para espalhar instabilidade em escala mais ampla caso enfrente ataques diretos. Esses planos incluiriam ações contra infraestrutura energética no Golfo, ataques com drones e mísseis contra alvos militares e o envolvimento de aliados regionais em diferentes frentes de combate, criando um conflito fragmentado e difícil de controlar.

Esse tipo de estratégia representa um desafio direto à lógica da doutrina do louco. A tática americana depende da suposição de que o adversário tem medo de uma escalada e prefere evitar riscos extremos. Porém, quando o oponente demonstra disposição para suportar instabilidade prolongada, sanções econômicas e confrontos indiretos, a eficácia da ameaça psicológica diminui.

Outro fator que complica esse jogo estratégico é a própria natureza do regime iraniano. Diferentemente de democracias liberais, onde mudanças políticas podem ocorrer rapidamente por pressão social ou eleitoral, o sistema político iraniano é estruturado para resistir a choques externos prolongados. Isso significa que sanções econômicas severas ou crises regionais nem sempre produzem o efeito político esperado por seus adversários.

Especialistas em relações internacionais observam que o confronto entre essas duas doutrinas cria um ambiente altamente volátil. A estratégia americana busca criar medo por meio da imprevisibilidade. A estratégia iraniana responde aumentando a complexidade e a dispersão do conflito. O resultado é um cenário em que cada lado tenta manipular a percepção do outro, elevando o risco de erros de cálculo.

Nesse contexto, o embate entre Washington e Teerã deixa de ser apenas uma disputa militar ou diplomática. Trata-se de um choque entre duas visões diferentes sobre como sobreviver e exercer poder em um sistema internacional cada vez mais fragmentado. Enquanto os Estados Unidos tentam manter sua capacidade de dissuasão global por meio da imprevisibilidade estratégica, o Irã aposta na resistência prolongada e na multiplicação de crises regionais como forma de equilibrar a balança diante de um adversário militarmente muito superior.

O resultado desse duelo estratégico permanece incerto. O que já se sabe é que, no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio, o confronto entre o “louco imprevisível” e o “caos calculado” tornou-se um dos elementos centrais para compreender a dinâmica de poder na região no século XXI.