sábado, 21 de fevereiro de 2026
PGR SE MANIFESTA SOBRE PRISÃO DOMICILIAR DE JAIR BOLSONARO
TEMPORAL MUDA ROTEIRO DO CARNAVAL E PREFEITO DE CABROBÓ CANCELA FESTIVIDADES PARA GARANTIR SEGURANÇA DA POPULAÇÃO
O comunicado foi feito após a constatação dos impactos causados pelo temporal em diferentes pontos do município. Segundo o gestor, a medida tem caráter preventivo e foi adotada com foco na segurança da população, evitando riscos diante das condições climáticas adversas. “Hoje nós tivemos fortes chuvas em Cabrobó, e devido a isso nós estamos cancelando as festividades de Carnaval que iriam acontecer hoje”, declarou o prefeito.
A decisão interrompe temporariamente o calendário festivo, mas, de acordo com a Prefeitura, o momento exige atenção redobrada e prioridade absoluta à proteção dos moradores. Com a mudança no cenário, a administração municipal mobilizou equipes de diversas secretarias para atuar diretamente nas ruas, monitorando áreas mais afetadas e oferecendo suporte às famílias que necessitam de assistência.
De acordo com Galego de Nanai, todos os esforços estão concentrados no atendimento emergencial. “Estamos fazendo todos os esforços pra atender você que está precisando. Todas as nossas equipes de governo estão nas ruas para ajudar você. Juntos nós sabemos que podemos mais”, afirmou.
A gestão municipal segue acompanhando a situação climática e reforça que novas orientações poderão ser divulgadas conforme a evolução do tempo. Enquanto isso, o foco permanece na garantia da segurança, na prevenção de danos e na assistência às pessoas impactadas pelas chuvas, demonstrando que, diante de situações de risco, a prioridade é preservar vidas e minimizar prejuízos.
DIREITA EM PERNAMBUCO SEGUE SEM NOME FORTE PARA 2026 E PODE DEIXAR FLÁVIO BOLSONARO SEM PALANQUE NO ESTADO
O vácuo político se torna ainda mais sensível diante da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Filiado ao Partido Liberal (PL), legenda que concentra a maior identificação com o eleitorado conservador, o presidenciável poderá enfrentar dificuldades estratégicas em Pernambuco caso o partido não consiga estruturar um palanque estadual competitivo. O estado é historicamente um dos principais redutos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste, o que amplia o desafio para qualquer candidatura de direita.
Nos bastidores, lideranças admitem que falta coordenação política e articulação regional. A ausência de um nome de peso para o Governo não afeta apenas a disputa majoritária, mas pode comprometer também o desempenho das chapas proporcionais, sobretudo para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa. Sem uma candidatura ao Executivo capaz de mobilizar a militância e atrair votos de opinião, o risco é que o eleitorado conservador se disperse ou migre para alternativas menos estruturadas.
O cenário de indefinição tem gerado inquietação entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro no estado. Muitos ainda não sabem em quem depositar sua intenção de voto na esfera estadual, o que revela uma lacuna de liderança. Embora nomes circulem nos bastidores, nenhum conseguiu, até o momento, consolidar densidade eleitoral suficiente para unificar o campo conservador.
Nesse contexto, o Partido Novo tenta ocupar parte desse espaço. A legenda tem apostado na pré-candidatura de Eduardo Moura à Câmara Federal como forma de manter presença ativa no debate político. Apesar de não disputar o Governo do Estado, o Novo aparece, neste momento, como alternativa para parte do eleitorado bolsonarista que busca representação alinhada ao ideário liberal-conservador.
Analistas avaliam que, se a direita não acelerar o processo de definição e construção de alianças, poderá chegar ao período das convenções em desvantagem significativa. Pernambuco, que já apresenta forte tradição de voto alinhado ao campo progressista em eleições presidenciais, tende a reproduzir essa inclinação caso não surja um nome capaz de polarizar o debate estadual.
Enquanto isso, o relógio político avança. E, na ausência de uma liderança clara, a direita pernambucana corre o risco de assistir à consolidação de mais uma disputa majoritária sem protagonismo próprio — cenário que pode repercutir diretamente no desempenho presidencial e nas bancadas proporcionais em 2026.
BLOCO SENINHA LEVA ALEGRIA ÀS CRIANÇAS E HOMENAGEIA ALCIDES SENA EM GOIANA
PT INICIA MOBILIZAÇÃO ESTADUAL E ABRE DEBATE SOBRE CHAPAS E ALIANÇAS PARA 2026 EM PERNAMBUCO
A articulação foi estruturada pelo Grupo de Tática Eleitoral (GTE), coordenado pelo presidente estadual da legenda, o deputado federal Carlos Veras. A proposta é percorrer todas as regiões pernambucanas nas próximas semanas, promovendo escutas com prefeitos, deputados, vereadores, dirigentes partidários e lideranças de base, num esforço de alinhamento político e fortalecimento da unidade interna.
A primeira etapa ocorre em Palmares, na Mata Sul, reunindo representantes de 17 municípios da região. O encontro será realizado no Una Hotel, às margens da BR-101 Sul, das 9h às 13h, e contará com a presença do senador Humberto Costa. Já no domingo (22), a caravana petista segue para Goiana, onde serão mobilizados 28 municípios da Mata Norte e do Agreste Setentrional. A reunião acontecerá na Faculdade FADIMAB/ASMEG, também no período da manhã.
Internamente, a direção do partido trabalha com prioridades já definidas: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Humberto Costa são tratadas como estratégicas para o fortalecimento do projeto nacional e da presença petista no Senado. No plano estadual, a meta é ampliar as bancadas na Assembleia Legislativa de Pernambuco — onde o partido atualmente conta com três deputados — e na Câmara Federal, espaço em que Carlos Veras é hoje o único representante da sigla pelo Estado.
No campo das alianças majoritárias, o cenário ainda passa por ajustes e ponderações. Entre setores da direção, há compreensão de que o apoio a uma eventual candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao Governo de Pernambuco tende a ser um movimento natural dentro do campo progressista. Contudo, a posição da atual governadora Raquel Lyra, que ainda não sinalizou de forma definitiva seu alinhamento ao projeto nacional de Lula, influencia o debate interno.
Há, inclusive, uma ala dentro do partido que defende a possibilidade de múltiplos palanques para Lula no Estado, estratégia que poderia ampliar o alcance eleitoral do presidente, independentemente da configuração da disputa ao Palácio do Campo das Princesas.
Segundo Carlos Veras, os encontros regionais têm a missão de aprofundar o diálogo interno e consolidar uma estratégia coesa. “Vamos aprofundar a aproximação e o alinhamento interno, consolidando unidade e estratégia para o próximo ciclo eleitoral”, afirmou o dirigente.
Com o calendário já em andamento e outras regiões previstas para receber os debates, o PT pernambucano inicia 2026 apostando na organização interna, na ampliação de suas bases e na construção antecipada de cenários que garantam protagonismo no tabuleiro político estadual e nacional.
APÓS FIM DO TARIFAÇO, DONALD TRUMP REBATE SUPREMA CORTE DOS ESTADOS UNIDOS E ANUNCIA NOVA TARIFA GLOBAL
MORTE DE JOVEM DE 22 ANOS EM JABOATÃO É INVESTIGADA COMO POSSÍVEL FEMINICÍDIO APÓS DENÚNCIA DE ESPANCAMENTO
Kailanne Thaís Xavier estava internada há cerca de quatro dias na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sotave. Segundo informações preliminares, ela deu entrada na unidade relatando ter sido vítima de espancamento. A jovem recebeu atendimento médico durante o período de internação, mas não resistiu às complicações e veio a óbito.
De acordo com as informações iniciais, o companheiro da vítima chegou a ser preso em flagrante após a denúncia das agressões. No entanto, no dia seguinte, ele passou por audiência de custódia e foi liberado para responder ao caso em liberdade, decisão que agora ganha novos contornos com a morte da jovem.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso e confirmar se há relação direta entre as agressões denunciadas e o falecimento. A investigação deve incluir a análise de laudos médicos, exames periciais e oitivas de testemunhas, além de reavaliar a situação jurídica do suspeito.
O caso reacende o alerta sobre a violência doméstica e a importância da denúncia precoce, bem como do acompanhamento rigoroso das medidas protetivas quando há indícios de risco à integridade da vítima. A depender do resultado das investigações, o enquadramento do crime poderá ser revisto.
A polícia informou que novas informações serão divulgadas à medida que o inquérito avançar.
COLUNA POLÍTICA | A BRIGA PELO PALÁCIO AGORA É DE VERDADE| NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
NA ROTA DO PALÁCIO APÓS O CARNAVAL, PERNAMBUCO ENTRA DE VEZ NA DISPUTA PELO PODER
O Carnaval terminou, os trios elétricos foram recolhidos e os palcos desmontados, mas o clima de disputa só aumentou em Pernambuco. Longe de ser apenas festa, a folia de 2026 funcionou como vitrine estratégica para dois protagonistas que já polarizam os bastidores: a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife João Campos (PSB).
O que se viu nas ruas foi muito mais do que frevo e maracatu. Foi movimento calculado, gesto ensaiado e presença milimetricamente pensada. O Palácio do Campo das Princesas já está no horizonte — e o Carnaval foi o primeiro grande palco simbólico dessa corrida.
O GESTO QUE VALE MIL PALANQUES A DISPUTA PELA PROXIMIDADE COM LULA
O sábado de Zé Pereira trouxe a imagem mais emblemática da pré-disputa: Raquel e João lado a lado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no tradicional Galo da Madrugada.
Não foi apenas uma aparição protocolar. Foi um gesto político de alto simbolismo. Ambos buscaram ocupar espaço junto ao presidente, cientes de que o apoio de Lula pode pesar decisivamente na eleição estadual.
O detalhe mais estratégico foi a ausência de qualquer declaração pública de apoio por parte do presidente. O silêncio mantém o cenário aberto e preserva o Planalto como centro de gravidade da disputa. Lula segue cortejado — e confortável nessa posição.
RAQUEL NA ESTRADA: A ESTRATÉGIA DA INTERIORIZAÇÃO
A governadora apostou numa agenda extensa e territorialmente ampla. Do litoral ao Sertão, sua presença foi registrada em polos como Bezerros, Triunfo, Pesqueira e Aliança.
O movimento reforça uma linha estratégica: consolidar base fora da Região Metropolitana do Recife, onde o prefeito tem força natural. Ao circular pelo interior, Raquel busca dialogar com prefeitos, lideranças locais e eleitores que tradicionalmente definem o rumo da eleição estadual.
O MOVIMENTO NO TERRITÓRIO DO ADVERSÁRIO
O gesto mais comentado da governadora veio logo na abertura do Carnaval. Após participar da festa em Olinda ao lado da prefeita Mirella Almeida, Raquel seguiu para a Rua do Bom Jesus, no Recife Antigo — território político de João Campos.
A travessia não foi casual. Foi leitura política clara: mostrar presença onde o adversário é mais forte. Fotos, cumprimentos e circulação estratégica marcaram o momento. Política também se faz por imagem — e a imagem foi construída.
JOÃO APOSTA NA FORÇA DA CAPITAL
Enquanto Raquel percorria o estado, João Campos concentrou energia no Recife. A capital é um dos maiores polos carnavalescos do Brasil e vitrine nacional da festa.
Ao associar a gestão municipal ao sucesso da organização, segurança e infraestrutura da folia, o prefeito reforçou a narrativa de capacidade administrativa. A lógica é simples: quem administra bem o Recife pode administrar Pernambuco.
A visibilidade diária nos polos fortaleceu sua presença pública e consolidou a capital como base sólida para um projeto maior.
RECIPROCIDADE POLÍTICA E SINAIS CRUZADOS
O prefeito também fez seu movimento simbólico ao circular pelas ruas históricas de Olinda, gesto interpretado como resposta à visita da governadora ao Recife.
Apesar disso, João evitou ampliar sua agenda pelo interior, preservando foco na Região Metropolitana. A escolha revela cautela: antes de expandir, é preciso consolidar terreno.
O RECADO NAS REDES: “TU VENS” COMO SINALIZAÇÃO
Nas redes sociais, João Campos apareceu diversas vezes balançando a bandeira de Pernambuco e cantando “Tu vens”, da música Anunciação, de Alceu Valença.
Para apoiadores, a repetição do verso não foi apenas entusiasmo carnavalesco. Foi mensagem política. Um sinal de que a candidatura ao governo pode estar a caminho. Na política moderna, redes sociais são palanque — e cada gesto comunica.
PRAZO DECISIVO: A CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
João Campos enfrenta um marco crucial: para disputar o governo, precisa deixar a Prefeitura até 4 de abril, cumprindo o prazo de desincompatibilização.
Caso confirme a saída, o vice-prefeito Victor Marques (PCdoB) assume a gestão. A transição precisa ser suave para evitar desgaste. É um movimento de risco calculado: abrir mão da cadeira atual para disputar a próxima.
Raquel Lyra, por outro lado, tem a vantagem da reeleição. Pode permanecer no cargo durante a campanha, embora com restrições a inaugurações a partir de julho. Isso deve acelerar entregas e anúncios nos próximos meses.
JANELA PARTIDÁRIA E A MONTAGEM DAS CHAPAS
Entre março e abril, a janela partidária permitirá trocas de legenda sem perda de mandato. O período será decisivo para fortalecer bases e formar alianças.
As convenções começam em 20 de julho, o registro das candidaturas vai até 15 de agosto e a campanha inicia oficialmente no dia 16. O primeiro turno ocorre em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.
Até lá, muitos nomes ao Senado ainda devem ser filtrados. Cortes e rearranjos são inevitáveis. A formação das chapas será tão estratégica quanto a disputa majoritária.
O CARNAVAL FOI O ENSAIO, A CAMPANHA COMEÇOU
O que ficou claro após a folia é que a corrida pelo Governo de Pernambuco já saiu dos bastidores. O Carnaval funcionou como prévia simbólica da disputa.
Raquel aposta na capilaridade estadual e na força da máquina administrativa. João trabalha a imagem de gestor jovem, popular e bem avaliado na capital.
A partir de agora, os encontros deixam o tom institucional e assumem caráter mais eleitoral. Pernambuco entrou oficialmente em ritmo de campanha — mesmo antes da campanha começar.
Na política, como no frevo, quem pisa primeiro no compasso pode sair na frente. É isso!