segunda-feira, 5 de outubro de 2026
ZECA ENCERRA CAMPANHA DE RAQUEL, MARCELO E GUSTAVO REUNINDO MULTIDÃO NAS RUAS DE ARCOVERDE
COM EXPRESSIVA VOTAÇÃO, MARIA ARRAES É ELEITA E SE CONSOLIDA COMO A ÚNICA DEPUTADA ESTADUAL DO PSB NA ALEPE
NA LUPA 🔎 - JANJÃO: DO QUADRO-NEGRO À ALEPE, UM VOO POLÍTICO QUE GANHOU O MAPA DE PERNAMBUCO
Tem gente que entra na política pela porta da frente. Tem gente que chega carregado por sobrenome, grupo político, estrutura eleitoral ou tradição familiar.
E tem gente que decide abrir a própria estrada.
Janjão chega à Assembleia Legislativa de Pernambuco aos 39 anos levando para a Alepe uma história que começou muito longe dos grandes centros de poder. Professor de matemática, ex-prefeito de Bom Jardim e agora deputado estadual eleito, João Francisco da Silva Neto transformou uma trajetória municipal em um projeto político que ultrapassou as fronteiras de sua cidade.
E os números das urnas mostram o tamanho desse salto: 67.479 pernambucanos depositaram seu voto em Janjão, colocando o nome do ex-prefeito de Bom Jardim na 16ª posição entre os 49 deputados estaduais eleitos. Dentro do PSD, partido da governadora Raquel Lyra, Janjão terminou como o um dos mais votados da legenda.
Mas talvez o número mais importante não esteja apenas na quantidade de votos.
Está no caminho percorrido para chegar até eles.
Janjão tinha uma situação confortável. Era prefeito de Bom Jardim e tinha pela frente um mandato que iria até 2028. Mesmo assim, em abril deste ano, renunciou ao cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. O vice-prefeito Arsênio do Minério assumiu a Prefeitura após a renúncia.
Foi uma troca de cadeira que representou muito mais do que uma mudança de endereço político.
Saiu da Prefeitura para tentar construir um mandato estadual.
Saiu de uma posição já conquistada para entrar numa disputa muito mais ampla, na qual precisaria fazer seu nome circular por Pernambuco.
E conseguiu.
Durante a campanha, Janjão apresentou sua candidatura como uma tentativa de levar para outras regiões a experiência acumulada no Agreste Setentrional. Na convenção que oficializou seu nome, ele próprio resumiu sua escolha dizendo que nunca havia escolhido o caminho mais fácil, mas o caminho do trabalho.
Essa frase ajuda a entender o personagem político que chega agora à Alepe.
O professor de matemática virou prefeito.
O prefeito virou liderança regional.
E a liderança regional atravessou as fronteiras do seu território eleitoral.
É justamente aí que está uma das marcas mais interessantes dessa eleição.
Janjão recebeu votos em municípios onde, até pouco tempo atrás, seu nome tinha pouca ou nenhuma presença política. A campanha foi uma espécie de expedição eleitoral pelo interior de Pernambuco, levando o número 55222 para regiões onde ele ainda precisava transformar desconhecimento em confiança.
Não foi uma eleição restrita a Bom Jardim.
Foi uma eleição de expansão.
O resultado também coloca Janjão diante de uma nova responsabilidade. Na Prefeitura, sua atuação estava concentrada em um município. Na Alepe, o mandato passa a ter dimensão estadual.
E existe uma diferença fundamental entre as duas funções: prefeito administra uma cidade; deputado estadual precisa construir pontes entre diferentes municípios, regiões e demandas.
É nesse novo cenário que começa o segundo capítulo da carreira política de Janjão.
Aos 39 anos, professor por formação e político de trajetória relativamente curta em comparação com nomes tradicionais da política pernambucana, ele chega ao Legislativo estadual depois de uma eleição que ampliou significativamente seu raio de atuação.
Antes, o nome estava associado principalmente a Bom Jardim e ao Agreste Setentrional.
Agora, está registrado entre os 49 nomes que formarão a próxima composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
E há uma imagem que talvez resuma melhor essa trajetória:
Janjão não chegou à Alepe porque o caminho era fácil. Chegou porque decidiu sair da zona de conforto.
Renunciou ao mandato de prefeito.
Entrou numa disputa estadual.
Percorreu novas regiões.
Apresentou seu nome onde ainda era pouco conhecido.
E terminou eleito com mais de 67 mil votos.
A partir de agora, o desafio muda de tamanho.
O prefeito de Bom Jardim ficou para trás.
O professor que entrou na política municipal ficou para trás.
Na Alepe começa uma etapa diferente: a de transformar uma votação estadual em atuação parlamentar estadual.
Se a primeira parte da história foi construir um nome, a próxima será mostrar o que esse nome será capaz de construir dentro do Legislativo pernambucano.
Na Lupa, o fato é um só: Janjão saiu de Bom Jardim para disputar Pernambuco — e a urna confirmou que seu nome já não cabe apenas dentro das fronteiras de sua cidade e de sua região, seu nome é de Pernambuco que o abraçou.
RAQUEL É REELEITA GOVERNADORA DE PERNAMBUCO E GARANTE QUE VAI RETRIBUIR A CONFIANÇA DO POVO PERNAMBUCANO COM AINDA MAIS TRABALHO E ENTREGA
RAQUEL É REELEITA GOVERNADORA DE PERNAMBUCO E GARANTE QUE VAI RETRIBUIR A CONFIANÇA DO POVO PERNAMBUCANO COM AINDA MAIS TRABALHO E ENTREGA
domingo, 4 de outubro de 2026
RAQUEL LYRA É REELEITA GOVERNADORA DE PERNAMBUCO NO PRIMEIRO TURNO E FAZ HISTÓRIA
Governadora supera João Campos nas urnas, garante mais quatro anos no Palácio do Campo das Princesas e se torna a primeira mulher reeleita para comandar Pernambuco
Pernambuco foi às urnas neste domingo (4) e escreveu mais um capítulo da sua história política. Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora do Estado no primeiro turno, encerrando uma das disputas mais acirradas das eleições de 2026.
Com a apuração concluída, Raquel alcançou 53,26% dos votos válidos, o equivalente a 2.799.320 votos, enquanto João Campos (PSB) terminou a disputa com 44,82%, somando 2.355.486 votos. Ivan Moraes (PSOL) ficou com 1,48%, seguido por Renan (Missão), Professora Camila (UP), Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO).
O resultado confirmou matematicamente a vitória da governadora ainda no primeiro turno e evitou uma segunda rodada eleitoral em Pernambuco.
UMA VITÓRIA COM MARCO HISTÓRICO
A reeleição tem um significado especial para a política pernambucana. Raquel Lyra passa a ser a primeira mulher reeleita governadora de Pernambuco.
Ela já havia entrado para a história em 2022, quando se tornou a primeira mulher eleita para o Governo do Estado. Agora, quatro anos depois, amplia esse feito ao conquistar um segundo mandato consecutivo.
A vice-governadora Priscila Krause (PSD) também foi reeleita para acompanhar Raquel na nova gestão.
Raquel, aos 47 anos, chega ao segundo mandato depois de uma trajetória que começou no Agreste. Antes do Palácio do Campo das Princesas, foi deputada estadual e prefeita de Caruaru, onde também fez história ao se tornar a primeira mulher a comandar o município.
UMA ELEIÇÃO QUE COMEÇOU COMO DISPUTA APERTADA
A eleição de 2026 foi marcada desde os primeiros meses por uma forte polarização entre Raquel Lyra e João Campos.
O cenário chegou a mudar significativamente ao longo da campanha. Levantamentos realizados antes e durante o período eleitoral registraram momentos de vantagem para os dois candidatos, até que a disputa chegou à reta final praticamente empatada em algumas pesquisas.
Na véspera da votação, o Datafolha apontava uma diferença apertada entre os dois concorrentes. O cenário alimentou a expectativa de uma eleição que poderia ser decidida apenas no segundo turno.
Mas as urnas deram uma resposta diferente.
Com mais da metade dos votos válidos, Raquel ultrapassou a barreira necessária para vencer já na primeira votação.
O CONFRONTO COM JOÃO CAMPOS
A disputa colocou frente a frente duas famílias com forte presença na história política recente de Pernambuco.
João Campos é filho do ex-governador Eduardo Campos, que comandou Pernambuco entre 2007 e 2014. Raquel Lyra é filha do ex-governador João Lyra Neto, que foi vice de Eduardo Campos.
A campanha foi marcada pela comparação entre as duas administrações e por discussões envolvendo segurança pública, saúde, infraestrutura, obras, programas sociais e capacidade de gestão.
João Campos chegou à eleição como ex-prefeito do Recife e buscava levar para o Estado a experiência acumulada em duas gestões na capital. Para Raquel, a campanha representava a oportunidade de apresentar ao eleitor o balanço dos quatro primeiros anos de governo e pedir a continuidade da administração.
O resultado das urnas encerrou o confronto com a vitória da governadora.
Para João Campos, a eleição representou a primeira derrota eleitoral de sua carreira. Ele havia sido eleito deputado federal em 2018 e prefeito do Recife em 2020, sendo reeleito em 2024.
O PESO DO AGRESTE
A trajetória política de Raquel tem uma ligação direta com o Agreste pernambucano.
Natural de Caruaru e ex-prefeita da cidade, a governadora chegou ao Palácio do Campo das Princesas carregando uma trajetória construída fora do eixo Recife-RMR.
Durante a campanha, essa identidade com o interior voltou a aparecer como uma das marcas de sua candidatura.
Raquel votou em Caruaru na manhã deste domingo, acompanhada dos filhos, antes de acompanhar a apuração e a movimentação política do resultado.
O desempenho em diferentes regiões do Estado ajudou a consolidar o resultado final. Em Bom Conselho, por exemplo, a governadora aparecia com 55,22% dos votos válidos durante a apuração. Em Belo Jardim, registrava 53,74%. Em Jaboatão dos Guararapes, importante município da Região Metropolitana, também liderava com 51,28% dos votos válidos nas parciais divulgadas.
A CAMPANHA TERMINA, COMEÇA O SEGUNDO MANDATO
A vitória eleitoral agora muda completamente o cenário político de Pernambuco.
Raquel terá mais quatro anos para colocar em prática as propostas apresentadas durante a campanha. Entre os compromissos destacados pela governadora estiveram a conclusão do Arco Metropolitano, a implantação do prontuário eletrônico na saúde, a ampliação do programa Mães de Pernambuco e ações relacionadas à infraestrutura e à proteção social.
A partir de agora, porém, o discurso de campanha dá lugar à cobrança administrativa.
O eleitor que garantiu a continuidade do governo também passa a acompanhar a execução das promessas feitas durante a eleição.
ELEIÇÃO TRANQUILA NO ESTADO
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco avaliou a votação deste domingo como tranquila e exitosa.
Segundo o TRE-PE, foram substituídas 123 urnas eletrônicas durante todo o dia, número correspondente a menos de 0,58% do total de equipamentos utilizados. O tribunal também registrou mais de 9 mil ligações recebidas pelo Disque Eleitor e mais de 22 mil contatos realizados pelos canais digitais.
A votação terminou oficialmente às 17h, e a apuração avançou durante a noite até a confirmação matemática da vitória de Raquel.
PERNAMBUCO DECIDIU
A eleição que durante semanas apresentou um cenário de equilíbrio terminou sem segundo turno.
Raquel Lyra continuará no comando de Pernambuco por mais quatro anos.
A vitória consolida a governadora como a primeira mulher da história do Estado a conquistar dois mandatos consecutivos no Palácio do Campo das Princesas e encerra uma disputa que colocou frente a frente dois dos principais nomes da nova geração política pernambucana.
Agora começa uma nova etapa.
A campanha terminou. As urnas falaram. E Pernambuco terá, pelos próximos quatro anos, novamente Raquel Lyra e Priscila Krause à frente do Governo do Estado.
sábado, 3 de outubro de 2026
“AMANHÃ É DIA DO POVO ESCOLHER SE QUER AVANÇAR OU ANDAR PARA TRÁS”, AFIRMA RAQUEL DURANTE ÚLTIMO DIA DE CAMPANHA
“A emoção do dia de hoje traz aquele frio na barriga. Amanhã é dia do povo escolher se quer avançar ou andar para trás. A gente vem fazendo um governo de entrega. Conseguimos reestruturar o Estado de Pernambuco, reconstruindo áreas da saúde, da educação, as estradas e ampliando o cuidado com as pessoas. E isso não é promessa, já está sendo feito”, afirmou Raquel durante entrevista que concedeu à imprensa.
A candidata destacou ainda a aprovação da gestão e pediu a confiança dos pernambucanos para dar continuidade ao trabalho. “O que eu peço, a poucas horas da eleição, é a confiança e o voto de quem aprova o nosso governo. Nós temos quase 70% de aprovação. É essa confiança que eu peço para continuar o nosso trabalho. O que começou não pode parar”, completou a candidata.
Acompanharam a carreata com Raquel o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros; o deputado federal e candidato à reeleição, Guilherme Uchôa Jr.; o deputado estadual e candidato à reeleição, Romero Sales Filho; os candidatos a deputado federal, Daniel Coelho, Célia Sales e Juliana Gouveia, e os candidatos a deputado estadual, Andréa Medeiros e Ni do Badoque.
DATAFOLHA APERTA A DISPUTA EM PERNAMBUCO: RAQUEL TEM 49% E JOÃO CAMPOS 48% DOS VOTOS VÁLIDOS
Pesquisa divulgada na véspera da eleição mostra empate técnico e confirma que Pernambuco caminha para uma disputa decidida no detalhe
A eleição para o Governo de Pernambuco chega à reta final como uma das disputas mais acirradas do país. A última pesquisa Datafolha antes do primeiro turno, divulgada neste sábado (3), coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) com 49% dos votos válidos, enquanto João Campos (PSB) aparece com 48%.
A diferença é de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos. Na prática, o levantamento confirma aquilo que a campanha já vinha mostrando nos últimos dias: a eleição está aberta e qualquer movimento de última hora pode fazer diferença.
Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão) aparecem com 1% cada. Guilherme Fonseca (PSTU), Victor Assis (PCO) e Professora Camila (UP) foram citados, mas não alcançaram 1%.
O dado mais importante é que, com 49% dos votos válidos, Raquel Lyra não alcança, dentro da projeção do levantamento, os 50% mais um voto necessários para liquidar a disputa no primeiro turno. João Campos, com 48%, também está muito próximo.
ELEIÇÃO NO LIMITE
A fotografia apresentada pelo Datafolha é de uma eleição praticamente dividida ao meio.
Raquel chega ao último dia com uma vantagem numérica de um ponto, mas a margem de erro impede qualquer leitura de vitória antecipada. O eleitor pernambucano vai às urnas neste domingo diante de um cenário em que cada voto tem peso enorme.
Também é importante lembrar que pesquisa eleitoral não é resultado de urna. É um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas. Neste caso, o Datafolha ouviu os eleitores justamente nos dias 2 e 3 de outubro, quando a campanha já estava em seus últimos movimentos.
Ou seja: é uma fotografia tirada praticamente na boca da urna.
RAQUEL CHEGA VIVA E JOÃO TAMBÉM
Para Raquel Lyra, o resultado mantém a governadora na liderança numérica e mostra uma campanha que conseguiu chegar ao fim resistindo à forte ofensiva do PSB.
Para João Campos, os números representam a confirmação de que a estratégia de encostar na governadora funcionou. O socialista aparece a apenas um ponto da adversária e, dentro da margem de erro, está tecnicamente empatado.
É justamente aí que mora a tensão da eleição.
Não existe gordura para nenhum dos dois lados.
Os votos de Ivan Moraes, Renan Hallais e dos demais candidatos podem ganhar importância ainda maior diante de uma diferença tão pequena. Além disso, os eleitores que ainda poderiam mudar de posição ou decidir o voto de última hora também entram na conta.
O QUE O DATAFOLHA ESTÁ DIZENDO?
A principal mensagem do levantamento é simples: Pernambuco não tem uma eleição decidida antes da abertura das urnas.
Raquel tem uma vantagem de um ponto nos votos válidos, mas não suficiente para afastar a possibilidade de segundo turno. João está praticamente colado. E a margem de erro de três pontos torna qualquer comemoração antecipada uma aposta arriscada.
O cenário desenhado pelo Datafolha é de forte equilíbrio, com a definição podendo passar por diferenças pequenas em municípios, regiões e segmentos específicos do eleitorado.
A eleição que começou com Raquel tentando consolidar a reeleição e João Campos buscando virar o jogo chega ao último capítulo com os dois praticamente empatados.
Agora não é mais pesquisa.
É urna.
FICHA DA PESQUISA
O Datafolha ouviu 1.650 eleitores presencialmente nos dias 2 e 3 de outubro de 2026.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo PE-02404/2026.
BLOG DO EDNEY — A NOTÍCIA VERDADE