quarta-feira, 26 de agosto de 2026
EX-DIRETOR DO PRESÍDIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO É UM DOS PRESOS EM OPERAÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO
ACUSADO DE JOGAR MULHER DO 10º ANDAR SOLTO PELA JUSTIÇA FOI AO VELÓRIO DA VÍTIMA E CHOROU ABRAÇADO AO CAIXÃO
APÓS LIGAÇÃO ENTRE LULA E TRUMP, BRASIL E ESTADOS UNIDOS RETOMAM NEGOCIAÇÃO SOBRE TARIFAS
Reunião virtual está prevista para a próxima segunda-feira (31), com participação de representantes dos governos brasileiro e norte-americano
O diálogo entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo após a conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. Os dois governos já trabalham para retomar oficialmente as negociações sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros, com uma reunião virtual prevista para a próxima segunda-feira (31), às 14h30.
O encontro deverá reunir o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer. A data sofreu ajustes para conciliar as agendas das autoridades envolvidas.
Será a primeira reunião formal entre representantes dos dois países desde o anúncio do chamado “tarifaço” contra produtos brasileiros, em julho. Até então, segundo o governo brasileiro, as tentativas de avançar nas negociações não haviam recebido uma resposta efetiva de Washington.
Brasil quer ampliar lista de produtos livres das tarifas
A principal pauta brasileira será a ampliação da lista de produtos que poderão ficar de fora das tarifas norte-americanas. O governo Lula pretende reduzir os impactos da medida sobre setores da economia brasileira e manter aberto o canal de diálogo com Washington.
Nos bastidores, porém, as negociações não começaram do zero. Segundo informações obtidas pelo Metrópoles, as conversas vinham ocorrendo em nível técnico, com apresentação de propostas e contrapropostas entre as equipes dos dois governos.
A disposição brasileira é continuar negociando, independentemente do calendário eleitoral. A avaliação dentro do governo é de que os interesses comerciais entre Brasil e Estados Unidos exigem uma mesa permanente de negociação.
Conversa entre Lula e Trump abriu caminho
A retomada das negociações ganhou força depois do telefonema entre Lula e Trump, realizado na sexta-feira (21). A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu em tom cordial.
Além das tarifas, os presidentes trataram de temas como o combate ao crime organizado e conflitos internacionais.
Durante a conversa, Lula voltou a contestar as justificativas apresentadas para a aplicação das tarifas e destacou que a medida prejudica empresas e consumidores dos dois países.
O presidente brasileiro também defendeu a manutenção dos Estados Unidos como parceiro comercial estratégico do Brasil e reforçou que a negociação seria o caminho mais adequado para enfrentar o impasse.
Trump, por sua vez, teria concordado com a necessidade de preservar relações comerciais fortes e sinalizado pela retomada das conversas entre as equipes dos dois países.
NA LUPA
A reunião de segunda-feira pode parecer apenas mais um encontro técnico entre governos, mas carrega um peso político e econômico considerável.
Depois de semanas de tensão provocadas pelo tarifaço, Brasília e Washington voltam à mesa. O desafio do governo Lula será transformar o gesto diplomático entre os presidentes em resultados concretos para a economia brasileira.
Para Trump, a negociação também representa uma oportunidade de preservar uma relação comercial importante sem necessariamente abrir mão da pressão exercida sobre o governo brasileiro.
Agora, a expectativa está sobre o tamanho da lista de produtos que poderá ser retirada das tarifas e, principalmente, sobre o que os Estados Unidos estarão dispostos a colocar na mesa.
A ligação entre Lula e Trump reabriu o diálogo. A reunião de segunda-feira dirá se essa reaproximação será apenas diplomática ou se poderá produzir mudanças efetivas no comércio entre os dois países.
TRE-PE MANDA APURAR POSSÍVEL USO DA CÂMARA DE GRAVATÁ EM CONTEÚDO POLÍTICO-ELEITORAL
Decisão determina preservação de vídeos, cobra explicações da Câmara e coloca estrutura pública no centro da apuração eleitoral
O processo eleitoral em Pernambuco ganhou mais um capítulo que promete gerar repercussão em Gravatá. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a realização de diligências para investigar a possível utilização da estrutura da Câmara Municipal na produção e divulgação de conteúdo com suposto caráter político-eleitoral.
A medida foi tomada nesta terça-feira (25), dentro de uma representação apresentada pela candidata a deputada estadual Viviane Facundes da Silva. A ação tramita sob o número 0601708-48.2026.6.17.0000 e envolve como representados Ricardo Loureiro Malta Filho, João Henrique de Andrade Lima Campos, Sileno Sousa Guedes e Pedro Henrique de Andrade Lima Carneiro Campos.
Na análise inicial do caso, o relator, desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, apontou a existência de elementos que, em princípio, indicariam “inequívoco caráter eleitoral” no material questionado. Segundo a decisão, as gravações fariam referências a voto, números de candidaturas e à própria data da eleição.
Diante disso, o TRE-PE determinou a preservação integral dos vídeos, arquivos e demais registros relacionados às gravações e publicações, incluindo conteúdos que tenham sido disponibilizados por meio do canal institucional da TV Câmara de Gravatá.
Câmara terá que explicar como tudo aconteceu
Um dos pontos que chama atenção na decisão é a determinação para que a Câmara Municipal apresente esclarecimentos no prazo de três dias.
O Tribunal quer saber, entre outras questões, quem realizou as gravações, onde o material foi produzido, quem autorizou a utilização do espaço e se houve participação de servidores públicos, equipamentos ou qualquer outro recurso pertencente à estrutura da Casa Legislativa.
A Justiça Eleitoral também questionou se o espaço utilizado para a produção desse tipo de conteúdo é disponibilizado de maneira igualitária para outros candidatos.
Outro ponto colocado sob investigação é a autorização para publicação do material no canal institucional da Câmara e a existência — ou não — de normas da Mesa Diretora que regulamentem o uso da estrutura da Casa para atividades dessa natureza.
Instagram também entrou na mira da Justiça
A decisão não ficou restrita à estrutura física e institucional da Câmara.
O TRE-PE determinou ainda que a Meta, responsável pelo Instagram, preserve dados e registros relacionados ao perfil e à publicação atribuída a Ricardo Malta. A medida tem como objetivo evitar a perda de informações que possam ser importantes para a instrução do processo.
Os representados terão cinco dias para apresentar defesa.
Na Lupa
O caso merece atenção porque coloca no centro do debate uma questão sensível em qualquer eleição: até onde pode ir a utilização de uma estrutura pública para produção e divulgação de conteúdo político-eleitoral?
A decisão do TRE-PE, por enquanto, não condena ninguém e não reconhece definitivamente a existência de irregularidade. O que existe é uma determinação judicial para aprofundar a apuração, preservar provas e esclarecer quem autorizou, quem participou e em quais condições o material foi produzido e divulgado.
E é justamente aí que está o ponto mais delicado da história.
Se a estrutura pública foi utilizada, a Justiça quer saber quem abriu a porta, quem autorizou a entrada e quem permitiu que o conteúdo chegasse ao público por um canal institucional.
Agora, a bola está com a Câmara de Gravatá e com os representados. As respostas deverão ajudar a esclarecer se houve apenas uma utilização regular de espaço público ou se a estrutura do Legislativo acabou sendo colocada a serviço de uma atividade de natureza eleitoral.
O processo continua em tramitação no TRE-PE, e novos desdobramentos podem surgir a partir das diligências determinadas pela Justiça.
NA LUPA 🔎 | QUAEST MUDA O JOGO EM PERNAMBUCO E COLOCA JOÃO CAMPOS SOB PRESSÃO
Raquel aparece com 44% contra 36% de João Campos no primeiro turno. A diferença de oito pontos está fora da margem de erro. No segundo turno, a distância aumenta: 47% para Raquel e 37% para João.
E aqui está o ponto que merece uma lupa política.
João Campos não está apenas atrás. Ele precisa interromper uma sequência de pesquisas que vem mostrando Raquel competitiva e, agora, liderando.
O cenário é ainda mais desconfortável porque a pesquisa foi realizada entre 21 e 24 de agosto, ou seja, já com a campanha oficialmente nas ruas. Não se trata mais de uma disputa hipotética de meses atrás. Os candidatos estão em campo, os palanques estão sendo montados e os apoios estão sendo anunciados.
Raquel, portanto, conseguiu chegar ao início efetivo da campanha com uma vantagem que precisa ser levada a sério.
🔎 O QUE MUDOU?
Durante boa parte da pré-campanha, João Campos carregava a condição de favorito. Tinha o peso da Prefeitura do Recife, o PSB, uma ampla aliança partidária e o apoio declarado do presidente Lula.
Raquel, por outro lado, precisava superar uma desvantagem construída em pesquisas anteriores.
O que aconteceu?
A eleição virou uma disputa de verdade.
A governadora conseguiu transformar aprovação administrativa em competitividade eleitoral. Segundo a Quaest, a gestão de Raquel tem 68% de aprovação, um número politicamente relevante para quem busca a reeleição.
E há uma questão ainda mais delicada para João: o eleitor pernambucano gosta de Lula, mas isso não significa automaticamente que votará em João Campos para governador.
A Quaest mostra justamente essa complexidade do eleitorado.
Lula continua muito forte em Pernambuco. Mas a eleição estadual tem dinâmica própria.
É aí que Raquel encontrou espaço.
🔎 JOÃO TEM TEMPO, MAS NÃO TEM TEMPO A PERDER
Seria precipitado decretar qualquer resultado em agosto.
Ainda existe um contingente expressivo de eleitores indecisos e muita coisa pode acontecer até outubro.
Mas existe uma diferença entre estar em uma eleição aberta e estar em uma eleição em que o adversário começa a construir uma narrativa de favoritismo.
Esse talvez seja o maior problema para João Campos neste momento.
Se Raquel continuar liderando, o discurso político muda.
Os aliados deixam de perguntar “como Raquel vai reagir?” e começam a perguntar “como João vai reagir?”.
É uma mudança psicológica importante.
Campanha eleitoral também é disputa de percepção.
🔎 A VANTAGEM DE RAQUEL NÃO É GARANTIA. MAS É UM SINAL
Raquel não ganhou a eleição.
João não perdeu a eleição.
Isso precisa ser dito com todas as letras.
Pesquisa é fotografia, não sentença.
Mas fotografia repetida começa a revelar movimento.
E o movimento atual é incômodo para o PSB.
O Datafolha já havia colocado Raquel à frente por sete pontos: 47% contra 40%. Agora, a Quaest aponta 44% contra 36%.
Duas pesquisas diferentes, institutos diferentes e metodologias próprias, mas com uma mensagem semelhante: Raquel está competitiva e João não pode mais tratar a liderança como algo natural.
🔎 O XADREZ DOS PRÓXIMOS DIAS
A tendência agora é que a campanha de João aumente o tom.
Lula deverá ter papel importante.
O PSB deverá tentar nacionalizar parte da disputa.
Raquel, por sua vez, deverá apostar cada vez mais na imagem de governadora, nas obras, nos investimentos e na avaliação positiva da administração.
E existe uma batalha silenciosa acontecendo nos municípios.
É ali que a eleição pode ser decidida.
Prefeitos, vereadores, deputados, lideranças comunitárias e estruturas locais começam a medir força.
Quem estiver na frente nas pesquisas passa a atrair aliados. Quem estiver atrás precisa oferecer motivos para que os aliados permaneçam.
Essa é uma das consequências políticas mais importantes de uma pesquisa como a Quaest.
🔎 O ALERTA VERMELHO DO PSB
João Campos ainda tem musculatura política para reagir.
Mas a eleição deixou de ser uma corrida confortável.
O desafio agora é transformar apoio político em voto, especialmente fora da Região Metropolitana, onde a campanha precisa conquistar eleitorado e não apenas mobilizar estruturas partidárias.
Raquel, ao contrário, tem uma vantagem estratégica: já ocupa o cargo e pode transformar cada entrega do governo em agenda eleitoral.
Se conseguir manter a aprovação e impedir que a campanha de João cresça nas próximas semanas, a governadora poderá chegar ao segundo turno — caso ele aconteça — em uma posição muito mais confortável do que seus adversários imaginavam no começo do ano.
🔎 A LUPA DO BLOG
A Quaest não decretou vencedores.
Mas produziu algo talvez mais importante neste momento: mudou o ambiente da eleição.
João Campos entrou na corrida como favorito.
Raquel Lyra entrou precisando provar que poderia virar o jogo.
Agora, os dois estão separados por oito pontos no primeiro turno e dez no segundo.
O favoritismo mudou de endereço.
A grande pergunta, daqui para frente, não é mais se Raquel pode alcançar João.
Ela já alcançou.
A pergunta agora é se João Campos consegue recuperar o terreno perdido antes que a vantagem de Raquel deixe de ser apenas uma fotografia de agosto e comece a se transformar em tendência eleitoral.
E é exatamente aí que a eleição de Pernambuco começa a ficar realmente perigosa para quem estava acostumado a liderar.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
JUNIOR MATUTO E ELIANE SOARES SELAM DOBRADINHA PARA 2026 E AMPLIAM MAPA POLÍTICO ENTRE RMR E SERTÃO
Aliança une o deputado estadual, ex-prefeito de Paulista, à ex-prefeita de Santa Cruz, que disputará uma vaga na Câmara Federal
A eleição de 2026 começa a ganhar novos desenhos em Pernambuco, e uma nova dobradinha promete conectar dois importantes polos eleitorais do estado. O deputado estadual Junior Matuto (Republicanos) e a ex-prefeita de Santa Cruz, Eliane Soares (PSB), oficializaram nesta terça-feira (25) uma aliança política com foco nas eleições do próximo ano.
A parceria coloca Junior Matuto na disputa pela renovação do mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), enquanto Eliane Soares se prepara para buscar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Na prática, os dois passam a dividir bases e estratégias, aproximando a Região Metropolitana do Recife do Sertão do Araripe.
Eliane Soares chega à aliança com uma trajetória de peso. Ex-prefeita de Santa Cruz por quatro mandatos, a socialista pretende ampliar seu espaço político para além do Sertão e construir uma candidatura competitiva para Brasília. A parceria com Matuto abre uma nova frente eleitoral na RMR, região onde o deputado possui forte presença política.
Do outro lado, Junior Matuto também ganha musculatura no interior. Ex-prefeito de Paulista por dois mandatos, o parlamentar busca renovar seu mandato na Alepe e passa a contar com o apoio de uma liderança que conhece de perto a realidade política e eleitoral do Araripe.
Nas eleições de 2022, Matuto obteve 34.027 votos para deputado estadual, sendo 12.574 somente em Paulista, onde liderou a votação.
A dupla aposta justamente na combinação dessas forças. De um lado, a experiência administrativa e a presença de Matuto na Região Metropolitana. Do outro, a força eleitoral e a trajetória de Eliane Soares no Sertão.
“Essa é a união de dois matutos que conhecem a dor do povo de verdade, que têm pé no chão e serviço prestado”, afirmou Eliane Soares, destacando que a parceria deverá fortalecer sua caminhada rumo à Câmara Federal.
Junior Matuto também celebrou o acordo e classificou Eliane como uma liderança de peso no Sertão.
“Eliane é uma mulher de garra, de palavra, que governou Santa Cruz por quatro vezes e tem uma história linda no Araripe. Essa parceria nasce da vontade de fazer mais pela nossa gente”, declarou o deputado.
NA LUPA: Mais do que uma simples dobradinha eleitoral, a aliança revela uma estratégia clara de expansão territorial. Eliane busca transformar sua experiência política no Araripe em uma candidatura competitiva para federal, enquanto Matuto amplia seu raio de atuação no interior para fortalecer a tentativa de permanecer na Alepe. Em uma eleição marcada por alianças e rearranjos, ocupar território será tão importante quanto ter votos — e os dois parecem ter entendido isso cedo.
QUAEST MOSTRA RAQUEL LYRA NA LIDERANÇA EM PERNAMBUCO E AMPLIA VANTAGEM SOBRE JOÃO CAMPOS
Pesquisa divulgada nesta terça-feira (25) aponta governadora com 44% das intenções de voto contra 36% de João Campos no primeiro turno; no segundo turno, Raquel também aparece à frente
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) na liderança da disputa pelo Governo de Pernambuco. O levantamento mostra a atual governadora com 44% das intenções de voto, enquanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparece com 36%.
O resultado representa uma vantagem de oito pontos percentuais para Raquel no cenário estimulado do primeiro turno e coloca a disputa eleitoral pernambucana em um novo patamar, especialmente porque a campanha ainda está em sua fase inicial.
Na sequência aparece Ivan Moraes (PSOL), com 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Segundo os números apresentados, 7% dos entrevistados afirmaram votar branco, nulo ou não comparecer às urnas, enquanto 12% ainda estão indecisos.
A pesquisa ouviu 1.302 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-07828/2026.
SEGUNDO TURNO TAMBÉM FAVORECE RAQUEL
O cenário fica ainda mais favorável para Raquel Lyra quando a Quaest simula um eventual segundo turno contra João Campos.
Nesse confronto direto, a governadora aparece com 47%, contra 37% de João Campos. Outros 7% disseram votar branco, nulo ou em nenhum dos dois, enquanto 9% permanecem indecisos.
Na prática, a pesquisa apresenta Raquel dez pontos à frente do adversário no segundo turno.
O dado chama atenção porque mostra que a vantagem da governadora não aparece apenas quando há vários nomes na disputa. No confronto direto entre os dois principais candidatos, Raquel também mantém a dianteira.
APROVAÇÃO DO GOVERNO SOBE
Outro número importante do levantamento está relacionado à avaliação da administração estadual.
A gestão de Raquel Lyra alcançou 68% de aprovação, enquanto 24% desaprovam o governo. Outros 8% não souberam ou não responderam.
Esse indicador ajuda a explicar o desempenho eleitoral da governadora, já que a avaliação positiva da administração aparece em patamar superior ao percentual de intenção de voto registrado por ela no primeiro turno.
SENADO TEM DISPUTA MAIS EMBARALHADA
Se a corrida pelo Governo de Pernambuco apresenta uma vantagem mais clara para Raquel, a disputa pelas duas vagas ao Senado aparece bem mais aberta.
A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) lidera com 16%, seguida pelo senador Humberto Costa (PT), com 13%.
Na sequência aparecem Mendonça Filho (PL), com 9%, e Eduardo da Fonte (PP), com 6%. O candidato Túlio Gadêlha (PSD) registra 3%.
O cenário indica uma disputa bastante pulverizada e com espaço significativo para crescimento dos candidatos durante a campanha.
NA LUPA
A pesquisa Quaest chega em um momento politicamente importante para Pernambuco. O principal recado do levantamento é que Raquel Lyra não apenas lidera o primeiro turno, como também sustenta uma vantagem de dez pontos em um eventual segundo turno contra João Campos.
O dado também coloca pressão sobre o campo socialista. João Campos aparece competitivo, mas precisa reduzir uma distância que, segundo a pesquisa, não está restrita a um cenário com vários candidatos.
Outro ponto que merece atenção é a aprovação de 68% do governo Raquel Lyra. Em uma eleição marcada pela disputa entre avaliação da gestão e força política dos candidatos, esse número pode se transformar em um dos principais ativos da governadora ao longo da campanha.
Mas a eleição está longe de estar decidida. Com 12% de indecisos no primeiro turno, ainda existe um contingente expressivo de eleitores que pode alterar o desenho da disputa. E, em uma eleição estadual, o comportamento desses eleitores, além da transferência de votos e da força das alianças nos municípios, poderá ser determinante.
Por enquanto, porém, a fotografia apresentada pela Quaest é clara: Raquel Lyra largou na frente, João Campos aparece em segundo e a governadora também mantém vantagem quando os dois são colocados frente a frente.
SIVALDO AVANÇA COM OBRA DE 6 KM NO ACESSO A MIRACICA E PREVÊ INÍCIO DOS SERVIÇOS ATÉ SETEMBRO
Investimento de R$ 13,5 milhões em recursos próprios promete transformar trecho estratégico de acesso à comunidade
A gestão do prefeito Sivaldo Albino deu mais um passo importante para tirar do papel uma das obras de infraestrutura mais aguardadas na zona rural de Garanhuns. O projeto prevê a pavimentação e drenagem de um trecho de aproximadamente 6 quilômetros no acesso à comunidade de Miracica, com investimento estimado em R$ 13,5 milhões em recursos próprios do município.
O processo já avança para a etapa de licitação, e a expectativa anunciada pela gestão municipal é de que os serviços tenham início até o final de setembro.
A obra é considerada estratégica para melhorar a mobilidade de moradores, trabalhadores e produtores rurais que utilizam diariamente o acesso à comunidade. Além de facilitar o deslocamento, a pavimentação deverá proporcionar melhores condições de tráfego, especialmente durante os períodos de chuva.
O investimento também chama atenção pelo volume de recursos próprios destinados à intervenção. Em um cenário em que os municípios enfrentam dificuldades para ampliar investimentos em infraestrutura, a prefeitura aposta no planejamento financeiro para viabilizar uma obra de grande porte sem depender exclusivamente de recursos externos.
Ao comentar o projeto, Sivaldo Albino destacou que a intenção da administração é transformar planejamento em ações concretas.
“Quem quer fazer, faz como nós fazemos: encaminha, busca os recursos e trabalha para entregar uma pavimentação asfáltica de qualidade. Até o final de setembro, a previsão é começar essa obra tão importante para Garanhuns.”
Com a licitação se aproximando, a expectativa agora fica voltada para os próximos passos burocráticos e para o cumprimento do cronograma anunciado. Se tudo seguir dentro do planejamento, Miracica poderá começar a receber uma nova realidade de acesso ainda em 2026, com uma intervenção que promete impactar diretamente a rotina de quem vive e circula pela região.
A obra reforça a estratégia da gestão Sivaldo Albino de ampliar a infraestrutura viária de Garanhuns e levar investimentos também para áreas mais afastadas do centro urbano.