quarta-feira, 21 de outubro de 2026

QUAEST ACENDE O ALERTA: LULA E FLÁVIO EMPATAM, E RETA FINAL PROMETE UMA ELEIÇÃO SEM FOLGA


POLÍTICA NA LUPA | Por Edney Souto

A quatro dias da votação, a eleição presidencial ganhou um ingrediente que muda o clima das campanhas: a margem para errar ficou ainda menor. A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21), coloca Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto e Lula (PT) com 44%. A diferença é de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro de dois pontos. Traduzindo para a política: ninguém tem motivo para relaxar.

O levantamento confirma que o segundo turno chegou à reta final sem um favorito estatisticamente definido. Flávio aparece numericamente à frente, mas a distância é insuficiente para garantir vantagem real sobre o presidente. Lula, por sua vez, permanece na disputa e tem poucos dias para transformar essa proximidade em uma vitória nas urnas.

O DADO QUE MERECE ATENÇÃO ESTÁ NA REJEIÇÃO

O movimento mais expressivo da pesquisa não está apenas na intenção de voto. Em uma semana, a rejeição a Lula caiu de 53% para 47%. A de Flávio também recuou, passando de 54% para 52%. É uma mudança que merece ser observada com cuidado, especialmente porque a campanha entra nos últimos dias com o eleitorado submetido a uma intensa disputa de narrativas.

A queda na rejeição de Lula pode abrir espaço para o presidente buscar eleitores que ainda resistem ao seu nome. Mas há um detalhe importante: rejeitar menos um candidato não significa, automaticamente, votar nele. O desafio petista é converter essa melhora em apoio concreto.

NA PESQUISA ESPONTÂNEA, OUTRO SINAL DE ALERTA

Quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de nomes, Lula e Flávio aparecem com 40% cada. Nesse cenário, 14% ainda estão indecisos. O número mostra que, mesmo na reta final, existe espaço para movimentações, embora não seja possível afirmar que todos esses eleitores mudarão de posição até domingo.

É justamente aí que entram as estratégias finais: mobilização da militância, comunicação direta, presença nas ruas e capacidade de convencer quem ainda não fechou questão. Em uma disputa tão apertada, cada movimento pode ganhar peso.

O QUE A QUAEST DIZ SOBRE O MOMENTO POLÍTICO

A pesquisa foi realizada entre 17 e 20 de outubro, com 2.154 eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08535/2026.

Os números também precisam ser lidos sem exageros. Uma pesquisa não é resultado de urna, e a oscilação de um ponto não comprova, sozinha, uma virada de tendência. O que o levantamento mostra é uma disputa apertada, na qual a liderança numérica de Flávio convive com o empate técnico e com sinais de mudança na rejeição dos dois candidatos.

NA LUPA: O DOMINGO NÃO ACEITA PROGNÓSTICO PRECIPITADO

A Quaest entrega às campanhas um recado direto: a eleição está aberta dentro dos limites que a pesquisa permite afirmar. Flávio chega com um ponto de vantagem numérica. Lula apresenta uma queda mais acentuada na rejeição. Nenhum desses dados, isoladamente, resolve a disputa.

Agora, a pergunta é quem conseguirá transformar os últimos dias em votos efetivos. O candidato que mobilizar melhor seus eleitores, reduzir resistências e evitar tropeços poderá sair na frente quando as urnas forem abertas.

A política brasileira já ensinou que eleição apertada não se ganha com comemoração antecipada nem com pesquisa escolhida a dedo para alimentar torcida. Ganha-se voto por voto.

Domingo está logo ali. E, pelo retrato da Quaest, a disputa promete ser decidida nos detalhes.

Edney Souto | Blog do Edney — a notícia verdade.


RAQUEL LYRA ENTRA NO RADAR PRESIDENCIAL E VIRA PEÇA ESTRATÉGICA NO CENÁRIO NACIONAL

Governadora de Pernambuco é citada nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro e amplia seu peso político após reeleição histórica
A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), entrou de vez no debate presidencial. Em um intervalo de apenas 24 horas, seu nome apareceu nas estratégias de comunicação dos dois candidatos que disputam o segundo turno: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O movimento revela que a força política da pernambucana ultrapassou as fronteiras do estado e passou a despertar o interesse do cenário nacional.

Na segunda-feira (19), a campanha de Lula publicou um vídeo nas redes sociais destacando a relação institucional entre o Governo de Pernambuco e o Governo Federal. Nas imagens, Raquel reconhece a importância da parceria administrativa e agradece pelas ações realizadas em conjunto. A publicação, produzida para reforçar a aproximação entre os dois governos, também pode transmitir ao eleitor a impressão de que a governadora está alinhada à candidatura petista neste segundo turno.

Durante a campanha pela reeleição, Raquel Lyra fez questão de reconhecer publicamente a colaboração do presidente Lula em diferentes ocasiões. A postura reforçou sua estratégia de manter canais de diálogo com Brasília, independentemente das diferenças partidárias, e ajudou a demonstrar que sua gestão busca resultados por meio da articulação institucional.

Mas a governadora não declarou apoio a Lula. Sua posição permanece marcada pela neutralidade, sem adesão formal a nenhum dos dois candidatos à Presidência. E foi justamente essa postura que colocou Raquel em uma posição politicamente delicada e, ao mesmo tempo, estratégica na disputa nacional.

Na terça-feira (20), foi a vez de Flávio Bolsonaro entrar em campo. O candidato do PL divulgou uma mensagem direcionada aos pernambucanos, na qual assegurou que, caso chegue à Presidência, manterá as portas de Brasília abertas para Raquel Lyra e para Pernambuco. A declaração funciona como um gesto político para tentar conquistar eleitores no estado e sinalizar que uma eventual gestão bolsonarista estaria disposta a dialogar com o governo pernambucano.

O interesse dos dois lados não acontece por acaso. Reeleita em primeiro turno, no dia 4 de outubro, com cerca de 54% dos votos, Raquel conquistou uma vitória expressiva e se tornou a única mulher eleita governadora no país já na primeira etapa da disputa de 2026. O resultado fortaleceu sua posição dentro do PSD e ampliou sua visibilidade entre as principais lideranças políticas brasileiras.

NA LUPA — O PESO DE RAQUEL
A governadora vive um momento em que sua força eleitoral começa a se transformar em capital político nacional. Lula procura valorizar a parceria administrativa construída durante o mandato, enquanto Flávio Bolsonaro tenta mostrar que também poderá manter uma relação institucional com Pernambuco.

Raquel, por sua vez, ganha espaço sem precisar entrar oficialmente na disputa presidencial. A neutralidade permite preservar pontes com diferentes campos políticos e mantém aberta a possibilidade de diálogo com quem vencer a eleição.

Ainda é cedo para falar em 2030. Antes de qualquer projeto futuro, a governadora terá de consolidar seu segundo mandato e entregar resultados aos pernambucanos. Mas uma coisa já está clara: depois de uma vitória expressiva nas urnas, Raquel Lyra deixou de ser apenas uma liderança estadual para se tornar um nome observado com atenção pelos principais grupos políticos do país.

Na política, influência não se mede apenas pelo apoio declarado. Às vezes, o tamanho de uma liderança aparece justamente quando os dois lados fazem questão de disputar sua imagem.


FLÁVIO BOLSONARO MANDA RECADO A PERNAMBUCO E DIZ QUE VAI DIALOGAR COM RAQUEL LYRA, MESMO SEM APOIO ELEITORAL

O recado foi dado e tem endereço certo: Pernambuco. Em vídeo divulgado com a participação de Gilson Machado, o senador Flávio Bolsonaro, candidato da direita à Presidência da República, afirmou que pretende manter o diálogo com os pernambucanos, independentemente das escolhas partidárias feitas durante a eleição. E fez questão de citar nominalmente a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), que optou pela neutralidade tanto no primeiro quanto no segundo turno.

“Não é porque a governadora Raquel Lyra não me apoiou no primeiro turno que eu não vou dar atenção aos problemas dos pernambucanos. Pelo contrário, eu vou sentar com a governadora Raquel Lyra e ver como ajudar o povo pernambucano”, declarou Flávio.

A fala sinaliza que o candidato pretende separar as divergências eleitorais das relações institucionais. Raquel não declarou apoio a Flávio, mas também não entrou oficialmente na campanha de Lula. A decisão de permanecer neutra não impediu que a governadora se tornasse uma peça importante no tabuleiro político nacional.

GILSON MACHADO REFORÇA A PONTE COM RAQUEL

No mesmo vídeo, Gilson Machado, eleito deputado federal por Pernambuco com quase 155 mil votos e ex-ministro do Turismo no governo Jair Bolsonaro, destacou a relação administrativa construída com Raquel Lyra quando ela era prefeita de Caruaru.

“Quando eu era ministro, nós fizemos várias parcerias para Caruaru quando ela era prefeita”, lembrou Gilson, resgatando a experiência de diálogo entre os dois grupos políticos.

A declaração reforça a estratégia de mostrar que a relação com Raquel não precisa estar condicionada a um palanque eleitoral. Gilson é um dos principais representantes do bolsonarismo em Pernambuco e mantém proximidade com a família Bolsonaro.

O COMITÊ, AS FOTOS E OS SINAIS POLÍTICOS

Outro detalhe que chama atenção é que a distribuição de materiais de campanha de Flávio Bolsonaro e as ações de adesivação de veículos estão sendo realizadas no espaço onde funcionou o comitê de Raquel Lyra, em Boa Viagem, no Recife.

Recentemente, a governadora também posou para uma fotografia ao lado de Gilson Machado e de Gilson Machado Filho, dois nomes ligados ao bolsonarismo pernambucano.

Os episódios alimentam as especulações sobre os caminhos políticos que poderão ser construídos após a eleição. Mas é importante separar os sinais de aproximação de uma declaração formal de apoio: Raquel Lyra continua sustentando sua posição de neutralidade.

RAQUEL NO CENTRO DO JOGO

Reeleita governadora, Raquel Lyra passou a ocupar um espaço de destaque nas articulações nacionais. Sem assumir compromisso público com Lula ou Flávio Bolsonaro, a governadora mantém abertas as possibilidades de diálogo com diferentes campos políticos.

Ao afirmar que pretende conversar com Raquel e buscar soluções para Pernambuco, Flávio tenta deixar claro que uma eventual divergência nas urnas não será, em seu discurso, motivo para afastamento institucional.

Nos bastidores, a mensagem é direta: **o apoio eleitoral não veio, mas a porta para o diálogo continua aberta.** E, em uma eleição marcada pela disputa de forças políticas, a neutralidade de Raquel Lyra segue sendo um dos movimentos mais observados de Pernambuco.

Edney Souto | Blog do Edney

MARÇAL DESDENHA DE ELEITORES DE RENAN SANTOS E MANDA VOTAR NULO OU FAZER O QUE QUISER

Aliado de Flávio Bolsonaro, ex-coach ironiza candidato do Missão após neutralidade no segundo turno e minimiza os 2,6 milhões de votos conquistados pelo adversário.
A disputa presidencial ganhou mais um capítulo de provocações. Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), o ex-coach Pablo Marçal partiu para o ataque contra Renan Santos, candidato derrotado pelo partido Missão, após o político decidir não declarar apoio a nenhum dos dois nomes que disputam o segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro.

Em entrevista ao podcast IronTalks TV, Marçal adotou um tom de deboche ao se dirigir aos eleitores de Renan e praticamente descartou a importância desses votos para a disputa presidencial.

“Você que votou no Renan, fica com esse voto, anula, põe onde você quiser. E acabou”, disparou.

Marçal também aproveitou a entrevista para diminuir a trajetória eleitoral do adversário e afirmou que conseguiu superar Renan em uma pesquisa durante o curto período em que tentou entrar na disputa presidencial. Sua candidatura, porém, acabou barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Renan, seu sonho foi cortado quando o pesadelo aqui chegou”, provocou o ex-coach.

A posição de Renan Santos ajuda a explicar o clima de confronto. Depois de conquistar 2.675.887 votos no primeiro turno, equivalentes a 2,24% do total, o candidato do Missão decidiu não apoiar nenhum dos dois presidenciáveis.

Na avaliação de Renan, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria um risco maior de concentração de poder. Ele argumenta que Lula, caso seja reeleito, enfrentaria limitações políticas para aprovar mudanças constitucionais e outras medidas no Congresso.

Apesar da avaliação, Renan também não declarou apoio ao atual presidente. Disse que não pretende votar e deixou seus eleitores livres para escolher entre os candidatos ou até mesmo anular o voto.

O ex-presidenciável afirmou que não quer comprometer a identidade política do Missão ao associar o partido a qualquer um dos dois projetos nacionais.

QUASE 2,7 MILHÕES DE VOTOS FORA DA DISPUTA?

Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), Renan entrou na corrida presidencial tentando construir uma alternativa de direita independente do bolsonarismo tradicional. Durante a campanha, atacou tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro e procurou se apresentar como uma terceira via dentro do campo conservador.

O resultado colocou Renan na quarta posição do primeiro turno, com uma votação que, embora distante dos dois primeiros colocados, representa um contingente eleitoral que pode entrar no radar das campanhas nesta reta final.

Ao orientar seus eleitores a fazerem o que quiserem com o voto, Renan reforça sua estratégia de preservar a identidade do Missão. Já Marçal, ao tratar esse eleitorado com desdém, expõe uma disputa dentro da própria direita pelo controle político de um segmento que não se identifica integralmente com o bolsonarismo.

Na reta final da eleição, a pergunta é se os eleitores de Renan seguirão a orientação de neutralidade ou se parte deles acabará escolhendo um dos dois candidatos. Uma coisa é certa: os votos existem, e as campanhas sabem que cada parcela do eleitorado pode fazer diferença numa disputa apertada.



MENDONÇA VAI RELATAR PEDIDO SOBRE SIGILO FISCAL DE LULA E FLÁVIO BOLSONARO

O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator do pedido apresentado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que seja aberta uma discussão sobre o sigilo fiscal dos dois candidatos à Presidência da República.

A iniciativa transforma em ação judicial um desafio lançado por Lula durante o debate realizado no domingo (18), na Band. Na ocasião, o presidente afirmou que está disposto a autorizar a divulgação de suas movimentações financeiras e das informações de familiares, incluindo as de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, caso o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), também concorde em fazer o mesmo.

Lula apresentou duas ações na segunda-feira: uma no TSE e outra no Supremo Tribunal Federal (STF). Nos pedidos, autorizou que sua equipe jurídica permita a divulgação dos dados financeiros, dentro dos limites legais.

Agora, caberá a André Mendonça analisar o requerimento que chegou à Justiça Eleitoral. No STF, até o momento, ainda não havia sido definido o ministro responsável pela relatoria.

A iniciativa coloca a transparência financeira dos dois candidatos no centro da disputa eleitoral. O próximo passo dependerá da análise da Justiça e, principalmente, da disposição de Flávio Bolsonaro de aceitar o desafio feito pelo presidente.

Edney Souto | Equipe Blog do Edney

SAMUEL SALAZAR DEVE ASSUMIR A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DO RECIFE COM ARTICULAÇÃO DE VICTOR MARQUES

O jogo político está praticamente definido na Câmara Municipal do Recife. O vereador Samuel Salazar (MDB) deverá ser eleito nesta quarta-feira para comandar o Legislativo municipal, em uma articulação que tem o prefeito Victor Marques (PCdoB) como peça importante na construção do acordo.

Além de Salazar na presidência, a composição prevê o vereador Marco Aurélio Filho na primeira-secretaria da Casa, consolidando uma chapa que chega à votação com expectativa de vitória.

Nos bastidores, a movimentação em torno da eleição revela a importância do diálogo entre os vereadores e da articulação política do Executivo para construir uma composição capaz de reunir os votos necessários.

A votação desta quarta-feira será decisiva para confirmar o novo comando da Câmara do Recife e definir os próximos passos da relação entre o Legislativo e a Prefeitura.

MESMO NA UTI, SAMUEL SALGADO LIGA PARA O BLOG DO EDNEY, AGRADECE ORAÇÕES E TRANQUILIZA AMIGOS: “EM BREVE TÔ DE VOLTA!”

Uma mensagem de esperança para quem está acompanhando sua recuperação. Mesmo internado na UTI, o ex-prefeito de Angelim, Samuel Salgado, encontrou forças para entrar em contato com o Blog do Edney e agradecer pelas orações, pelo carinho e pela corrente positiva que vem recebendo de amigos, familiares e admiradores.

A ligação trouxe alívio e renovou a esperança de quem está na torcida por sua recuperação. Samuel fez questão de reconhecer o apoio que tem recebido neste momento delicado e deixou uma mensagem que certamente será recebida com alegria por todos que estão acompanhando seu estado de saúde.

Com o jeito direto e a confiança de quem acredita na recuperação, o ex-prefeito deixou uma frase que animou os amigos: **“Em breve tô de volta!”**

Como informamos anteriormente, Samuel está internado na UTI da Unimed, no Recife, após apresentar alterações importantes na glicose, problemas respiratórios e alteração nos níveis de potássio.

A notícia do contato com o Blog do Edney chega como um gesto de carinho e consideração com os leitores e amigos que têm se unido em oração por sua recuperação.

Agora, a corrente de fé e solidariedade continua. Que Samuel receba os cuidados necessários, se recupere bem e possa, em breve, voltar ao convívio de todos que torcem por ele.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

FLÁVIO BOLSONARO PROMETE AJUDAR PERNAMBUCO MESMO SEM APOIO DE RAQUEL LYRA

Candidato do PL tenta ampliar votação no estado e afirma que, se eleito presidente, vai trabalhar em parceria com a governadora, que mantém neutralidade no segundo turno.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) decidiu apostar no diálogo com a governadora Raquel Lyra (PSD) para tentar ampliar sua votação em Pernambuco no segundo turno. Mesmo sem receber o apoio oficial da chefe do Executivo estadual, o senador gravou um vídeo nesta terça-feira (20) prometendo trabalhar em parceria com o governo pernambucano caso vença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas no próximo domingo (25).

No primeiro turno, Flávio obteve cerca de 31% dos votos em Pernambuco e agora busca conquistar novos eleitores. Raquel, por sua vez, optou pela neutralidade na disputa presidencial e mantém a mesma posição nesta etapa final da campanha, apesar de ter recebido apoio de partidos ligados à direita durante a eleição estadual.

“Eu vou governar para todo mundo. Se você mora em um estado onde o governo é de esquerda, com Flávio Bolsonaro na Presidência, vou ajudar do mesmo jeito”, declarou o candidato.

Na gravação, Flávio também afirmou que a ausência de apoio eleitoral da governadora não será um obstáculo para uma eventual parceria administrativa. “Não é porque Raquel Lyra, governadora eleita de Pernambuco, não me apoiou para presidente no primeiro turno, que não vou dar atenção aos problemas dos pernambucanos”, acrescentou.

O presidenciável garantiu ainda que pretende sentar com Raquel para discutir as necessidades do estado e as possibilidades de apoio do Governo Federal. Segundo ele, sua gestão priorizaria os interesses da população, independentemente das diferenças políticas entre os governos.

A declaração tem peso estratégico. Pernambuco é um dos estados onde Lula possui força eleitoral, e Flávio tenta reduzir a distância para o adversário justamente na reta final da campanha. O vídeo também é uma tentativa de dialogar com o eleitorado pernambucano que acompanha a posição independente de Raquel Lyra na disputa nacional.

A gravação intercala as falas de Flávio com declarações do deputado federal eleito Gilson Machado (Podemos), que destaca ações realizadas em Pernambuco durante sua passagem pelo Ministério do Turismo no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Raquel Lyra recebeu apoio de partidos de direita durante a disputa estadual, entre eles o Podemos, que integrou sua chapa majoritária, além de Novo e PL, que lançaram candidaturas próprias ao Senado. Esse cenário, porém, não levou a governadora a declarar apoio a Flávio no segundo turno.

Enquanto o candidato do PL tenta conquistar novos votos com a promessa de parceria institucional, Raquel mantém sua posição de neutralidade. A disputa agora entra na fase decisiva, e resta saber se o discurso de Flávio conseguirá convencer parte do eleitorado pernambucano antes da votação de domingo.