quarta-feira, 28 de outubro de 2026

GARANHUNS ACENDE AS LUZES DO NATAL NESTA SEXTA E DÁ INÍCIO AOS ENCANTOS DO NATAL 2026


Garanhuns já está entrando no clima mais mágico do ano. Nesta sexta-feira (30), a Cidade das Flores abre oficialmente os Encantos do Natal 2026, dando início a uma temporada de luzes, decoração especial e atrações culturais gratuitas que promete movimentar a cidade até janeiro de 2027.

O acendimento oficial das luzes natalinas está marcado para as 19h30, em frente ao Palácio Celso Galvão, sede da Prefeitura. O momento marca o início de mais uma edição de um dos eventos que integram o calendário turístico de Garanhuns e atraem moradores e visitantes para vivenciar a atmosfera natalina.

A programação segue até o dia 11 de janeiro de 2027, com desfiles temáticos, apresentações culturais, cantatas natalinas e a presença do Papai Noel. A decoração estará espalhada por diversos pontos da cidade, transformando ruas e espaços públicos em cenários iluminados para celebrar o Natal.

A iniciativa é promovida pela Casa do Artesão em parceria com a Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria de Cultura. A expectativa é de que a programação contribua para movimentar o turismo, fortalecer o comércio local e oferecer opções de lazer gratuitas para famílias de Garanhuns e de toda a região.

A ABERTURA

A cerimônia oficial acontece nesta sexta-feira, 30 de outubro, às 19h30, em frente ao Palácio Celso Galvão, em Garanhuns. A população está convidada a participar desse momento que marca o começo da temporada natalina na Cidade das Flores.

Os Encantos do Natal 2026 seguem até 11 de janeiro de 2027, com programação gratuita para públicos de todas as idades.

Blog do Edney — a notícia verdade.

GARANHUNS ACENDE AS LUZES DO NATAL NESTA SEXTA E DÁ INÍCIO AOS ENCANTOS DO NATAL 2026


Garanhuns já está entrando no clima mais mágico do ano. Nesta sexta-feira (30), a Cidade das Flores abre oficialmente os Encantos do Natal 2026, dando início a uma temporada de luzes, decoração especial e atrações culturais gratuitas que promete movimentar a cidade até janeiro de 2027.

O acendimento oficial das luzes natalinas está marcado para as 19h30, em frente ao Palácio Celso Galvão, sede da Prefeitura. O momento marca o início de mais uma edição de um dos eventos que integram o calendário turístico de Garanhuns e atraem moradores e visitantes para vivenciar a atmosfera natalina.

A programação segue até o dia 11 de janeiro de 2027, com desfiles temáticos, apresentações culturais, cantatas natalinas e a presença do Papai Noel. A decoração estará espalhada por diversos pontos da cidade, transformando ruas e espaços públicos em cenários iluminados para celebrar o Natal.

A iniciativa é promovida pela Casa do Artesão em parceria com a Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria de Cultura. A expectativa é de que a programação contribua para movimentar o turismo, fortalecer o comércio local e oferecer opções de lazer gratuitas para famílias de Garanhuns e de toda a região.

A ABERTURA

A cerimônia oficial acontece nesta sexta-feira, 30 de outubro, às 19h30, em frente ao Palácio Celso Galvão, em Garanhuns. A população está convidada a participar desse momento que marca o começo da temporada natalina na Cidade das Flores.

Os Encantos do Natal 2026 seguem até 11 de janeiro de 2027, com programação gratuita para públicos de todas as idades.

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LULA DA FONTE ASSINA PROMULGAÇÃO DE EMENDAS SOBRE ESCALA 6X1 E APOSENTADORIA ESPECIAL DOS AGENTES DE SAÚDE

Deputado pernambucano participou do ato na condição de segundo-secretário da Câmara e destaca apoio às pautas dos trabalhadores.

O deputado federal Lula da Fonte participou, na condição de segundo-secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, da assinatura de promulgação de duas emendas constitucionais relacionadas aos direitos dos trabalhadores: uma sobre o fim da escala 6x1 e outra sobre a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.

Segundo o parlamentar, o apoio às duas pautas foi mantido durante a tramitação das propostas no Congresso Nacional. Lula da Fonte afirma ter votado favoravelmente às matérias e destacou a importância de acompanhar cada etapa do processo legislativo até a promulgação.

A escala 6x1, modelo em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e descansa um, é alvo de debates nacionais sobre qualidade de vida, jornada de trabalho e condições de emprego. Já a aposentadoria especial dos agentes de saúde e de combate às endemias está relacionada ao reconhecimento das particularidades e dos riscos presentes no exercício dessas funções.

Lula da Fonte ressaltou que a atuação parlamentar não se limita à apresentação e à votação de propostas. O processo legislativo exige o cumprimento das etapas previstas na Constituição e nos regimentos das Casas, até que as medidas sejam formalmente promulgadas, quando esse procedimento é aplicável.

Após o período eleitoral, o deputado reafirmou o compromisso de continuar trabalhando pelos interesses de Pernambuco e do Brasil, com atenção às demandas sociais e às pautas voltadas à melhoria das condições de vida da população.

RAQUEL LYRA ASSINA ACORDO EM MADRI PARA MODERNIZAR GESTÃO CULTURAL DE PERNAMBUCO

Governadora leva agenda de inovação à Espanha e busca cooperação internacional para fortalecer museus, teatros, cinemas e centros culturais pernambucanos. Acordo prevê capacitação de gestores e novos modelos de administração dos equipamentos públicos.

A cultura pernambucana está na rota da cooperação internacional. Nesta quarta-feira (28), em Madri, na Espanha, a governadora Raquel Lyra assinou um Memorando de Entendimento com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para modernizar a gestão dos equipamentos culturais administrados pelo Governo de Pernambuco.

A iniciativa mira os 17 espaços culturais sob responsabilidade direta do Estado, entre museus, teatros, cinemas e centros culturais. A proposta é aprimorar os modelos de governança, ampliar a capacitação dos profissionais e buscar mecanismos que garantam maior sustentabilidade financeira e eficiência na administração desses espaços.

Durante a agenda, Raquel destacou a importância da cultura para a identidade pernambucana e para a construção do futuro do Estado. A governadora ressaltou que tradições, saberes, ritmos e manifestações artísticas fazem parte da história de Pernambuco e precisam ser valorizados por meio de políticas públicas capazes de preservar esse patrimônio.

CULTURA COMO INVESTIMENTO E DESENVOLVIMENTO

A parceria prevê o intercâmbio de experiências internacionais, a construção de indicadores de desempenho e o desenvolvimento de modelos de gestão compartilhada. A intenção é aproximar Pernambuco de práticas adotadas em outros países ibero-americanos, buscando resultados mais eficientes na administração dos equipamentos culturais.

O acordo tem vigência inicial de três anos. Nos próximos 30 dias, deverá ser criado um grupo de trabalho para definir as ações e os planos de cooperação entre as instituições.

Entre as possibilidades em discussão estão a oferta de bolsas de formação para gestores culturais, a participação em redes internacionais de cooperação e a avaliação da instalação de um laboratório da escola digital Co.liga no antigo Liceu de Artes e Ofícios, em parceria com a Fundação Roberto Marinho

MAIS DE R$ 200 MILHÕES EM RESTAURAÇÃO

A agenda internacional acontece em meio aos investimentos realizados pelo Governo de Pernambuco na recuperação do patrimônio histórico e cultural. Desde 2023, segundo o Estado, mais de R$ 200 milhões foram destinados a mais de 20 obras de restauração de bens arquitetônicos e religiosos.

Entre as intervenções destacadas estão a reabertura do Cinema São Luiz, que abriga o novo Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano, a recuperação do Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Olinda, as obras no Cine Theatro Guarany, em Triunfo, e as intervenções no Parque Nacional dos Guararapes.

O planejamento estadual também inclui a transformação de imóveis históricos em espaços voltados à economia criativa. Entre os projetos estão a instalação da Secretaria de Cultura no antigo edifício do Diário de Pernambuco, a criação da Escola Técnica de Economia Criativa no antigo Liceu de Artes e Ofícios e a implantação do Mercado Criativo de Pernambuco no Armazém 11, no Marco Zero, no Recife.

PERNAMBUCO NO CIRCUITO INTERNACIONAL

A assinatura do memorando amplia a interlocução do Estado com instituições internacionais e abre caminho para novas iniciativas de formação, intercâmbio e modernização administrativa.

A OEI atua em projetos de cooperação nas áreas de educação, ciência e cultura, e a parceria poderá aproximar os equipamentos pernambucanos de experiências desenvolvidas em outros espaços culturais brasileiros e ibero-americanos.

Raquel Lyra esteve acompanhada dos secretários Túlio Vilaça, da Casa Civil; André Teixeira, de Mobilidade e Infraestrutura; Rodolfo Costa, de Comunicação; e João Salles, da Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais, além de Eduardo Vieira e Marina Silva, integrantes da equipe governamental.

Pela OEI, participaram o diretor-geral de Cultura, Raphael Callou, e representantes da direção da organização.

O desafio agora será transformar a cooperação assinada em Madri em resultados concretos para Pernambuco, com equipamentos culturais mais bem estruturados, profissionais capacitados e maior acesso da população à cultura.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

ELEIÇÃO CONFIRMA SUCESSO DE GOVERNADORA E PRESIDENTE, ABRINDO CAMINHO PARA NOVA FASE DE PARCERIAS PARA PERNAMBUCO

A eleição de 2026 terminou, mas deixou uma reflexão importante sobre o momento político que Pernambuco vive. Lula foi reeleito presidente da República, Raquel Lyra conquistou mais quatro anos no Governo do Estado e o resultado das urnas mostrou, mais uma vez, que o eleitor pernambucano sabe separar suas escolhas e não aceita, necessariamente, seguir uma única orientação partidária. Agora, com os dois vencedores para os próximos quatro anos, a expectativa é que a relação institucional entre o Palácio do Planalto e o Palácio do Campo das Princesas se fortaleça ainda mais.

Pernambuco nunca faltou a Lula. Desde sua primeira eleição presidencial, em 2002, o estado demonstrou uma identificação eleitoral com o petista que atravessou diferentes momentos da política nacional. Lula foi majoritário entre os pernambucanos em 2002, 2006, 2022 e novamente em 2026. Dilma Rousseff também recebeu a maioria dos votos do estado em 2010 e no segundo turno de 2014, enquanto Fernando Haddad venceu em Pernambuco em 2018. Em 2026, Lula voltou a encontrar no eleitorado pernambucano uma de suas principais bases de sustentação eleitoral.

No pleito deste ano, o presidente alcançou aproximadamente 63% dos votos válidos no primeiro turno e 69% no segundo turno em Pernambuco, conforme os resultados eleitorais considerados nesta análise. Uma votação expressiva que reafirma a força do lulismo no estado e a permanência de uma relação política construída ao longo de mais de duas décadas.

Mas o eleitor pernambucano também mandou outro recado: o apoio a Lula não significava, obrigatoriamente, rejeição a Raquel Lyra. A governadora foi reeleita no primeiro turno, com quase 54% dos votos válidos, mesmo sem contar com o apoio oficial do PT e do presidente. O partido e Lula caminharam eleitoralmente com João Campos, do PSB, principal adversário da governadora na disputa estadual.

Essa separação de votos não é novidade em Pernambuco. Em 2014, Paulo Câmara conseguiu se eleger governador sem o apoio de Lula e do PT, que naquele momento estavam em outro campo político. Em 2026, Raquel repetiu a demonstração de força eleitoral ao conquistar a reeleição com uma base própria e uma relação institucional com o governo federal que não dependia de alinhamento nas urnas.

João Campos, por sua vez, também sai da eleição como uma liderança de peso. Mesmo derrotado na disputa pelo Governo do Estado, demonstrou força eleitoral, mobilizou uma parcela expressiva do eleitorado e contribuiu para o desempenho de seu campo político nas disputas legislativas. É inegável que outro nome da oposição poderia não ter alcançado a mesma votação nem produzido o mesmo resultado para as chapas proporcionais. A derrota, portanto, não elimina seu protagonismo na política pernambucana.

É justamente nesse cenário que o chamado “Luquel” ganha importância. A expressão representa a aproximação institucional entre Lula e Raquel, dois políticos que não estiveram no mesmo palanque durante a campanha, mas que têm muito a ganhar quando trabalham em favor de Pernambuco.

A relação entre os governos já apresentou exemplos concretos. Na infraestrutura, a duplicação da BR-423, no trecho entre São Caetano e Lajedo, no Agreste, é um dos projetos que mostram a importância da atuação federal em uma região estratégica para o comércio, a produção e a circulação de pessoas. O empreendimento foi anunciado com investimento estimado em R$ 330,3 milhões e previsão de duplicação de 43,1 quilômetros.

O Novo PAC também abriu perspectivas para obras estruturantes no estado, com investimentos previstos em rodovias, ferrovias, abastecimento de água e outras áreas. Entre os projetos de maior relevância estão a Transnordestina, a BR-104, a BR-423 e as adutoras do Agreste e do Pajeú. São iniciativas que, se executadas e ampliadas, podem ajudar a reduzir desigualdades regionais e impulsionar a economia pernambucana.

Na habitação, a integração entre o Morar Bem Pernambuco e o Minha Casa, Minha Vida demonstrou como programas estaduais e federais podem atuar de forma complementar para facilitar o acesso à casa própria. Na saúde, a cooperação entre os governos também representa uma oportunidade para avançar na construção e estruturação de unidades hospitalares, ampliar a assistência e reduzir as dificuldades enfrentadas pela população que depende do SUS.

O desafio agora é transformar essas iniciativas em resultados cada vez mais abrangentes. A Transnordestina, a melhoria da malha rodoviária, o avanço do Arco Metropolitano, a ampliação do abastecimento de água e os investimentos em saúde e habitação precisam ocupar lugar central na agenda dos dois governos.

Com Lula reeleito e Raquel também reconduzida ao cargo, Pernambuco tem uma oportunidade política importante. O presidente pode ampliar a presença dos investimentos federais no estado, enquanto a governadora tem a possibilidade de fortalecer a articulação com Brasília para destravar projetos, acelerar obras e buscar recursos para os municípios pernambucanos.

Isso não exige que os dois abandonem suas diferenças partidárias, muito menos que transformem a relação administrativa em uma aliança eleitoral. Exige maturidade política e compreensão de que os interesses da população precisam estar acima das disputas entre partidos e lideranças.

A experiência recente mostrou que é possível votar em Lula para presidente e em Raquel para governadora. O eleitor fez essa escolha e demonstrou que não aceita necessariamente a lógica de uma única composição política. Agora, a mesma população espera que os dois governantes saibam trabalhar juntos.

O sucesso do “Luquel” será medido menos pelas fotografias em solenidades e mais pelas obras entregues, pelos hospitais funcionando, pelas estradas concluídas, pela água chegando ao interior e pelas oportunidades de emprego e renda que forem criadas.

A eleição terminou, as urnas deram suas respostas e os mandatos foram renovados. Lula e Raquel têm diante de si quatro anos para demonstrar que a convivência institucional pode ser mais forte do que as diferenças eleitorais. Se conseguirem transformar diálogo em investimento e parceria em entregas, Pernambuco poderá ser um dos grandes beneficiados dessa nova etapa.

No fim, a vitória eleitoral de ambos abre uma porta. Cabe agora aos dois governos atravessá-la e fazer com que o “Luquel” deixe de ser apenas uma expressão política para se consolidar como uma parceria capaz de produzir resultados concretos para Pernambuco.

STF NEGA BUSCA E APREENSÃO CONTRA FLÁVIO BOLSONARO E DESMENTE OPERAÇÃO DIVULGADA PELA IMPRENSA

Supremo afirma que não existe mandado judicial nem diligência policial em andamento contra o senador. Informação sobre uma suposta operação provocou repercussão nacional em meio à polêmica envolvendo sua saída do Brasil.
A manhã desta quarta-feira (28) foi marcada por uma reviravolta no noticiário político nacional. O Supremo Tribunal Federal (STF) veio a público para desmentir informações de que a Polícia Federal estaria realizando uma operação de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nota oficial, a Corte foi direta ao negar a existência de qualquer mandado judicial contra o parlamentar ou seus endereços. “É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão”, afirmou o Supremo, acrescentando que não havia decisão judicial nesse sentido nem diligências policiais em curso.

A informação inicial apontava para uma suposta operação na residência de Flávio, localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília. A notícia ganhou repercussão em diversos veículos, mas acabou contestada pelo próprio STF. A Polícia Federal também informou à Band que não realizava diligências em endereços ligados ao senador.

SAÍDA DO PAÍS AUMENTA A REPERCUSSÃO

O episódio acontece em meio à polêmica envolvendo a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após a derrota eleitoral. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o senador deixou o território brasileiro pela fronteira com a Argentina e seguiu viagem em direção aos Estados Unidos, acompanhado de familiares.

A movimentação ganhou ainda mais atenção diante das notícias sobre uma determinação judicial relacionada à entrega de seus passaportes e à proibição de deixar o país. Os detalhes e os efeitos jurídicos dessa decisão precisam ser considerados separadamente da informação desmentida sobre as buscas.

A sequência de acontecimentos colocou o nome do senador no centro de uma nova crise política e judicial, ampliando os questionamentos sobre sua situação e os desdobramentos das investigações que o envolvem.

INVESTIGAÇÕES CONTINUAM NO RADAR

A negativa do STF sobre a operação de busca e apreensão não significa, por si só, o encerramento de investigações envolvendo Flávio Bolsonaro. Há apurações distintas em tramitação no Supremo, incluindo uma relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e outra envolvendo questionamentos sobre o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.

Flávio nega irregularidades nas questões investigadas. As suspeitas devem ser tratadas como objeto de apuração, e não como culpa comprovada.

O fato concreto desta quarta-feira é que o Supremo negou a existência de ordem judicial para buscas e afirmou que nenhuma diligência dessa natureza estava sendo realizada. Em um ambiente político tomado por informações desencontradas, a distinção entre notícia confirmada, relato de bastidores e informação oficialmente desmentida é fundamental.

O caso segue cercado de repercussão e novos esclarecimentos poderão alterar o cenário nas próximas horas.


FLÁVIO NÃO TINHA PLANO DE GOVERNO, TINHA UM PLANO DE FUGA: O PODER COMO ESCUDO PARA O CLÃ BOLSONARO

A candidatura que deveria apresentar soluções para o Brasil terminou cercada por questionamentos sobre os interesses da própria família. Depois da derrota, a notícia da ida aos Estados Unidos e o descumprimento de uma ordem judicial colocaram o senador no centro de uma crise política.

Na política, há candidaturas que nascem de um projeto para o país. Outras levantam suspeitas de que o projeto mais importante está dentro de casa. A campanha de Flávio Bolsonaro terminou deixando uma pergunta incômoda: o que, afinal, ele pretendia fazer com a Presidência da República?

Durante a eleição, o senador tentou se apresentar como alternativa para comandar o Brasil. Mas, diante do desfecho das urnas, o debate sobre suas propostas perdeu espaço para uma sequência de acontecimentos que exige explicações. A derrota veio, e a notícia que dominou Brasília foi a de que Flávio havia viajado para os Estados Unidos, segundo fontes ouvidas pela Reuters em 27 de outubro.

A viagem ganhou contornos ainda mais delicados porque, na véspera, o próprio senador havia afirmado que não pretendia deixar o país e que entregaria seus passaportes para cumprir a determinação judicial. Segundo a Reuters, ele não cumpriu o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A ordem estava relacionada a uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro, na qual Flávio e o advogado Willer Tomaz negam irregularidades. 

É nesse contexto que a candidatura presidencial passa a ser questionada politicamente. Flávio queria governar o Brasil, mas sua trajetória pública está profundamente ligada à defesa do pai, Jair Bolsonaro, e dos integrantes do grupo político que sustenta o bolsonarismo. A pergunta é legítima: quanto da candidatura estava dedicado a um projeto nacional e quanto estava relacionado à sobrevivência política do próprio clã?

Não há como afirmar, sem provas, que a intenção de disputar a Presidência era escapar de investigações ou proteger familiares e aliados de responsabilização criminal. Mas também não há motivo para blindar o senador de perguntas sobre seus interesses, suas prioridades e as consequências de suas decisões.

O histórico recente da família ajuda a explicar por que o assunto ganhou tanta repercussão. Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama golpista. Flávio, por sua vez, enfrenta investigações distintas e nega irregularidades. São situações juridicamente diferentes, que precisam ser tratadas com precisão, mas que inevitavelmente pesam sobre o discurso político da família. 

A oposição também esperava outra postura. Rogério Marinho, coordenador da campanha, declarou que ficou surpreso com a notícia da viagem, pois havia conversado com Flávio sobre a necessidade de ele assumir a liderança da oposição após receber quase 60 milhões de votos. A declaração expôs o desconforto dentro do próprio grupo.

A ironia é evidente: quem pretendia comandar o país precisava, antes de tudo, convencer os brasileiros de que suas prioridades estavam acima dos interesses particulares. Depois da eleição, porém, a discussão passou a girar em torno do paradeiro do candidato, de uma ordem judicial e das explicações que ainda eram cobradas.

No fim das contas, a Presidência não pode ser tratada como instrumento de proteção pessoal, familiar ou partidária. O cargo existe para servir à população, e não para funcionar como escudo contra investigações ou cobranças das instituições.

NA LUPA: Flávio Bolsonaro queria chegar ao Palácio do Planalto, mas a derrota colocou sob os holofotes uma questão muito maior do que o resultado eleitoral: a diferença entre disputar o poder para governar um país e buscar no poder uma possível proteção para interesses particulares. A primeira é uma finalidade legítima da democracia. A segunda, se comprovada, seria uma grave distorção da função pública. O Brasil merece respostas, não apenas discursos.

PSD ABRE AS PORTAS PARA LULA, MAS KASSAB MANTÉM JOGO POLÍTICO EM ABERTO

Gilberto Kassab admite participação de integrantes do partido no quarto governo Lula, mas preserva a independência da legenda.
O PSD começa a sinalizar que não pretende ficar de fora das articulações do quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, admitiu nesta terça-feira (27) que integrantes do partido poderão ocupar espaços na nova gestão federal, abrindo caminho para conversas sobre uma eventual participação na Esplanada dos Ministérios.

A sinalização tem peso político. Com Lula reeleito, o Palácio do Planalto precisa ampliar o diálogo com partidos de centro para fortalecer sua base no Congresso Nacional e garantir sustentação às principais pautas do governo. E o PSD, com sua força parlamentar e presença nos estados, é uma peça importante nesse tabuleiro.

Kassab, entretanto, não entregou um cheque em branco ao presidente. Ao afirmar que o partido manterá sua independência, o dirigente deixa claro que uma eventual participação no governo não significa adesão automática a todas as posições do PT.

Na prática, o PSD mantém abertas as portas para negociar, enquanto preserva liberdade para atuar de acordo com seus próprios interesses políticos. É o estilo de Kassab: dialogar com o poder sem abrir mão da capacidade de articulação.

O movimento também revela o desafio de Lula para construir uma maioria sólida em seu novo mandato. Mais do que anunciar ministros, o presidente precisará costurar compromissos, distribuir responsabilidades e convencer partidos que não estiveram integralmente alinhados ao PT durante a campanha.

Nos bastidores de Brasília, a sinalização do PSD reforça que a disputa eleitoral ficou para trás e uma nova rodada de negociações começou. Afinal, na política, a eleição termina nas urnas, mas a construção do poder continua nos gabinetes.

Na Lupa: Kassab sabe que independência partidária também é poder de barganha. O PSD abre a porta para Lula, mas não pretende entrar na sala sem negociar as condições. Em Brasília, ninguém joga para perder espaço — e Kassab conhece esse jogo como poucos.