domingo, 4 de janeiro de 2026

FÉ, SONHOS E DESENVOLVIMENTO MARCAM GRANDE CONFRATERNIZAÇÃO DO GRUPO J. SILVINO EM BOM JARDIM

Bom Jardim foi palco, no último sábado, de um encontro que simbolizou muito mais do que uma simples celebração corporativa. As empresas Dicalli Designer, Madepac Madeireira Padre Cícero, JA Confort Estofados e J.Confort Colchões, que integram o Grupo J. Silvino, realizaram uma grande confraternização no Selva de Pedra, reunindo funcionários, clientes, colaboradores, parceiros e amigos em um ambiente marcado pela união, pela fé e por grandes expectativas para o futuro.

Desde a chegada dos convidados, o clima era de integração e reconhecimento. O evento refletiu a identidade do grupo, construída ao longo dos anos com base no respeito às pessoas, na valorização do trabalho coletivo e na busca constante por crescimento. Colaboradores de diferentes setores dividiram experiências, celebraram conquistas e reforçaram laços que vão além do ambiente profissional, evidenciando a força humana que sustenta o desenvolvimento das empresas.

Em um dos momentos mais aguardados da confraternização, o diretor-presidente Silvino Filho fez um pronunciamento que emocionou os presentes. Em sua fala, destacou que nunca se deve deixar de sonhar nem de lutar pelos próprios objetivos, lembrando que cada etapa vencida foi fruto de coragem, persistência e confiança. Para ele, o encontro representou a materialização de um sonho que começou com desafios, mas que hoje se consolida como um grupo empresarial sólido, com perspectivas ainda mais promissoras para 2026.

A presidente do Grupo J. Silvino, Adriana Silvino, também teve papel de destaque no evento. Em seu discurso, ela ressaltou o agradecimento a Deus por cada conquista alcançada e enfatizou a importância da perseverança diária para vencer os desafios do caminho empresarial. Adriana destacou que o sucesso do grupo é resultado de fé, disciplina e do esforço contínuo de cada colaborador, reforçando que as vitórias são construídas todos os dias, com humildade e determinação.

A confraternização contou ainda com a presença do prefeito de Bom Jardim, Janjão, parceiro do grupo desde o processo de instalação do empreendimento no município. O gestor municipal destacou a relevância do Grupo J. Silvino para o desenvolvimento econômico da cidade, ressaltando a geração de empregos, o fortalecimento da indústria local e o impacto positivo da iniciativa privada quando aliada ao poder público.

Ao longo do evento, clientes e parceiros tiveram a oportunidade de estreitar relacionamentos, conhecer mais de perto a trajetória do grupo e compartilhar expectativas para os próximos anos. O ambiente de diálogo e confiança reforçou a credibilidade das marcas que compõem o Grupo J. Silvino, reconhecidas pela qualidade, inovação e compromisso com o mercado.

Mais do que celebrar resultados, a confraternização no Selva de Pedra simbolizou um novo ciclo. O Grupo J. Silvino encerra uma etapa reafirmando valores como fé, união e perseverança, e inicia outra com o olhar voltado para o futuro, apostando em expansão, inovação e desenvolvimento sustentável. Em Bom Jardim, o evento deixou claro que grandes sonhos, quando sustentados por trabalho e propósito, se transformam em conquistas duradouras.

AGRESTE EM TRANSIÇÃO: VICES SE PREPARAM PARA ASSUMIR PREFEITURAS E GANHAM STATUS DE FUTUROS PREFEITOS

O ano de 2026 começa com movimentos silenciosos, porém decisivos, no tabuleiro político do Agreste Setentrional de Pernambuco. Enquanto lideranças consolidadas miram novos espaços nas eleições estadual e federal, dois nomes passam a ocupar o centro das atenções como peças-chave da continuidade administrativa em seus municípios: Lúcio Silva, atual vice-prefeito de Casinhas, e Arsênio da Minério, vice-prefeito de Bom Jardim. Ambos estão prestes a deixar a condição de coadjuvantes para assumir o comando das prefeituras, em um cenário que mistura expectativa política, responsabilidade administrativa e projeção regional.

A prefeita de Casinhas, Juliana de Chaparral (União Brasil), articula sua candidatura à Câmara dos Deputados, enquanto o prefeito de Bom Jardim, Janjão (PSD), trabalha nos bastidores para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Reeleitos com votações expressivas e respaldados por gestões bem avaliadas, os dois líderes sabem que a legislação eleitoral impõe um marco decisivo: a desincompatibilização, que exige o afastamento do cargo até seis meses antes do pleito. Na prática, abril será o ponto de largada oficial para a corrida eleitoral e, ao mesmo tempo, o momento em que os vices assumirão definitivamente as rédeas dos municípios até o fim dos mandatos, em dezembro de 2028.

Em Casinhas, a transição leva ao comando municipal José Lúcio da Silva, um nome conhecido e respeitado nos bastidores da política regional. Com passagem anterior como vice-prefeito de Orobó, Lúcio é considerado um dos quadros mais fiéis e estratégicos do grupo liderado por Cleber Chaparral, atual prefeito de Surubim e figura de grande influência no interior pernambucano. Aos 44 anos, natural de Umbuzeiro, na Paraíba, formado em Administração, casado com a médica Mônica Martins e pai de três filhos, Lúcio assume a prefeitura com a missão clara de dar continuidade a um projeto político que vem se fortalecendo eleição após eleição. Sua chegada ao cargo simboliza estabilidade, alinhamento político e a manutenção de uma gestão que tem respaldo popular.

Já em Bom Jardim, o cenário também aponta para uma transição planejada, mas com desafios próprios. Arsênio Medeiros de Oliveira, conhecido como Arsênio da Minério, assume o comando do município com um perfil técnico e empresarial. Nascido no Recife, aos 46 anos, ele construiu sua trajetória profissional na área de mineração, com formação sólida, cursos voltados às relações humanas no trabalho e especialização internacional em extração de granitos ornamentais, realizada em Portugal. Atualmente encarregado geral de extração da Minérios de Bom Jardim S/A, Arsênio chega à prefeitura com a responsabilidade de manter o ritmo de uma gestão marcada por investimentos, obras e entregas concretas, ao mesmo tempo em que precisará imprimir seu estilo e consolidar sua identidade política diante da população.

O momento vivido por Casinhas e Bom Jardim é emblemático. Não se trata apenas de uma troca de cadeiras, mas de uma fase em que a continuidade administrativa será colocada à prova. Lúcio Silva e Arsênio da Minério não começam do zero. Eles herdam projetos em andamento, compromissos firmados e expectativas elevadas. Caberá a cada um mostrar capacidade de diálogo, sensibilidade política e eficiência administrativa para transformar a transição em oportunidade de avanço.

Enquanto Juliana de Chaparral e Janjão ampliam seus horizontes eleitorais, os dois municípios entram em um período decisivo, no qual a presença ativa dos novos gestores será fundamental para garantir estabilidade e progresso. Em política, assumir no meio do caminho exige ainda mais responsabilidade. E, no Agreste Setentrional, tudo indica que 2026 será lembrado como o ano em que dois vices deixaram os bastidores para se firmarem como prefeitos de fato, com a missão de provar que governar é dar sequência, cuidar do que foi construído e seguir comprometido com o povo.


Informações e foto do site Mais Casinhas 

SERRA TALHADA VIVE MOMENTO HISTÓRICO NO EMPREGO E REGISTRA SEGUNDO MELHOR NOVEMBRO DE TODA A SÉRIE

Serra Talhada encerrou o mês de novembro consolidando um dos capítulos mais expressivos de sua trajetória econômica. O município registrou a criação de 367 novos postos de trabalho, alcançando um saldo positivo de 100 novas admissões, conforme dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nos últimos dias de 2025. O resultado posiciona a cidade como detentora do segundo melhor novembro de sua história e reforça uma tendência clara de crescimento contínuo ao longo do ano.

Os números não são isolados. Eles refletem um desempenho consistente que vem sendo construído mês a mês. Somente em 2025, até novembro, Serra Talhada acumulou 4.438 admissões, estabelecendo um recorde histórico e demonstrando a força do mercado de trabalho local em um cenário ainda desafiador para muitas regiões do país.

O avanço foi impulsionado principalmente pelos setores de comércio e indústria, que lideraram a geração de empregos, com saldos de 56 e 24 vagas, respectivamente. Serviços e construção civil também apresentaram desempenho positivo, evidenciando uma economia diversificada e menos dependente de um único segmento, fator considerado essencial para a sustentabilidade do crescimento.

Para a prefeita Márcia Conrado, os dados confirmam que o município segue no rumo certo. Segundo ela, o fortalecimento do emprego é resultado direto de políticas públicas voltadas à qualificação profissional e ao estímulo da economia local. Programas como o Qualifica Serra, que já capacitou mais de 4 mil pessoas, têm sido decisivos para preparar a mão de obra e conectar trabalhadores às oportunidades geradas no município. A gestora destaca ainda que o compromisso é manter esse ritmo em 2026, ampliando investimentos e ações que garantam mais desenvolvimento.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Elyzandro Nogueira, o cenário positivo é fruto de planejamento e diálogo constante com o setor produtivo. Ele ressalta que criar um ambiente favorável ao empreendedorismo tem sido uma prioridade da gestão, permitindo que empresas cresçam, invistam e gerem empregos. Para o secretário, Serra Talhada vive atualmente um ciclo de confiança, no qual empresários e trabalhadores acreditam no potencial da cidade e contribuem para um movimento econômico que tende a se manter no longo prazo.

Com indicadores robustos e resultados concretos, Serra Talhada encerra 2025 como referência regional em geração de empregos, mostrando que políticas bem estruturadas, aliadas à qualificação e ao estímulo ao setor produtivo, podem transformar a realidade econômica de um município e abrir novas perspectivas para sua população.

GOIANA ENTRA NA ERA BIO-HYBRID E COLOCA PERNAMBUCO NA VANGUARDA DA NOVA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

Após uma década de consolidação industrial, o Polo Automotivo Stellantis de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, inicia um novo e ambicioso capítulo de sua história. A montadora anunciou um investimento de R$ 13 bilhões entre 2025 e 2030, sinalizando que a unidade pernambucana deixará de ser apenas uma fábrica de grande escala para se firmar como um dos principais polos tecnológicos, de inovação e sustentabilidade da Stellantis na América do Sul.

O aporte prepara a planta para ampliar o portfólio de veículos, incorporar tecnologias avançadas e assumir protagonismo na transição para uma mobilidade de menor impacto ambiental, alinhada à realidade brasileira e às exigências do mercado global.

No centro dessa nova estratégia está a tecnologia Bio-Hybrid, desenvolvida pela Stellantis no Brasil. A proposta combina eletrificação com motores flex, capazes de operar com gasolina ou etanol, criando uma solução híbrida que alia eficiência energética, redução de emissões e viabilidade econômica. Ao integrar o etanol — biocombustível renovável com cadeia produtiva consolidada no país — à eletrificação, a empresa aposta em um modelo de transição energética adaptado ao perfil do consumidor sul-americano.

“O foco é oferecer veículos eficientes e acessíveis, combinando eletrificação e etanol. Pernambuco terá papel estratégico nesse avanço, concentrando parte relevante da produção dos novos modelos”, destaca Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul. Segundo ele, o novo ciclo reposiciona o estado em um patamar mais elevado no mapa da indústria automotiva e das exportações.

Goiana será responsável pela produção de quatro novos modelos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid, ampliando o portfólio de veículos híbridos da Stellantis no Brasil, que já conta com versões eletrificadas de modelos como Fiat Pulse e Fastback, além dos Peugeot 208 e 2008 Hybrid. A expectativa é que a fábrica passe a atender tanto o mercado interno quanto a demanda internacional, reforçando o papel estratégico de Pernambuco na cadeia global da montadora.

Outro anúncio que reforça o salto tecnológico do polo é a confirmação do início da produção da Leapmotor, marca chinesa reconhecida mundialmente pelo desenvolvimento de veículos eletrificados com forte integração entre hardware, software e sistemas inteligentes. A fabricação em Goiana está prevista para começar em 2026. Embora os modelos ainda não tenham sido divulgados, a chegada da Leapmotor eleva o nível tecnológico da planta e amplia sua conexão com plataformas globais de eletrificação.

Além disso, outras marcas produzidas no polo também estão no radar da Stellantis para receber versões eletrificadas, o que indica uma transformação gradual, porém consistente, do parque industrial pernambucano.

A sustentabilidade é outro pilar que sustenta esse novo momento. Em 2021, o complexo de Goiana tornou-se o primeiro polo automotivo carbono neutro da América Latina. Desde setembro de 2024, todos os veículos flex produzidos na unidade passaram a sair de fábrica abastecidos com etanol 100% pernambucano, medida que reduz a pegada de carbono e fortalece a economia local, integrando indústria, energia limpa e desenvolvimento regional.

Para o vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis na América do Sul, a estratégia Bio-Hybrid reflete a maturidade industrial alcançada em Pernambuco. “Trata-se de uma transição energética compatível com a realidade brasileira, que aproveita nossa matriz energética e a base industrial construída no estado para oferecer diferentes níveis de eletrificação, com redução efetiva de emissões”, afirma.

Herlander Zola reforça que o momento é de virada histórica. “Temos muito orgulho da trajetória construída ao longo dos últimos dez anos no Polo Automotivo de Goiana. Essa conquista é compartilhada com nossos empregados e parceiros, que ajudaram a consolidar a fábrica como uma das mais modernas da Stellantis no mundo. As perspectivas são excelentes: teremos uma nova marca e seis novos produtos entre 2025 e 2030. E confirmamos que o primeiro veículo Bio-Hybrid produzido em Goiana será lançado em 2026”, ressalta.

Com dez anos de operação completados, o Polo Automotivo de Goiana encerra um ciclo iniciado em 2015 e inaugura outro, mais ousado e estratégico. A planta pernambucana passa a ser não apenas um centro de produção, mas uma verdadeira plataforma de inovação, tecnologia e sustentabilidade. Um movimento que projeta Goiana, Pernambuco e o Brasil para o centro das discussões sobre o futuro da indústria automotiva.

ESCÂNDALO BILIONÁRIO NO RECIFE É ENGAVETADO, ENVOLVE NOMEAÇÃO DO FILHO DE JUIZ E TERMINA COM RECUO DO PREFEITO SOB PRESSÃO NACIONAL

O que prometia se tornar um dos processos mais explosivos da história recente da administração pública do Recife acabou mergulhado em silêncio institucional, cercado por suspeitas graves, decisões controversas e um desfecho que ampliou ainda mais a sensação de impunidade. Um conjunto robusto de denúncias que apontam para um suposto esquema milionário de desvios de recursos públicos, contratos irregulares, pagamentos em duplicidade e possível financiamento eleitoral ilegal foi abruptamente paralisado no Judiciário — justamente após o juiz responsável pelo caso ter o próprio filho nomeado em um concurso público da Prefeitura do Recife.

A coincidência entre a nomeação e o esfriamento do processo acendeu um alerta máximo entre juristas, órgãos de controle e observadores da cena política. O episódio passou a simbolizar algo que vai além de suspeitas administrativas: a fragilidade das instituições diante do poder político e a crescente percepção de que escândalos envolvendo cifras milionárias podem simplesmente ser engavetados sem explicações à sociedade.

As investigações vinham sendo conduzidas por uma força-tarefa que reunia o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o Ministério Público de Contas, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal. O foco eram contratos firmados pela Prefeitura do Recife a partir de 2021, primeiro ano da gestão do prefeito João Campos (PSB), especialmente na área de manutenção predial.

Segundo os órgãos de controle, esse tipo de contrato teria sido utilizado como fachada para uma engrenagem complexa de desvios, reajustes sem respaldo técnico, pagamentos duplicados e circulação irregular de dinheiro público. No centro do esquema aparece a Construtora Sinarco, empresa sediada em João Pinheiro, no interior de Minas Gerais, a mais de 1.500 quilômetros do Recife.

Sem sede, filial ou histórico operacional em Pernambuco, a empresa passou a firmar contratos milionários com diversas secretarias municipais, sobretudo Educação e Saúde, por meio de adesões a atas de registro de preços de consórcios mineiros. Embora o mecanismo seja legal, os órgãos de controle apontam uso abusivo, sem justificativa técnica plausível e com forte indício de direcionamento.

Mesmo sem estrutura local conhecida, a Sinarco assumiu obras de grande porte na capital pernambucana, incluindo a construção de escolas e unidades de saúde do zero. Para investigadores, o volume financeiro, a complexidade dos serviços e a ausência de capacidade operacional visível tornam difícil sustentar que tudo ocorreu sem o conhecimento do alto escalão da gestão municipal.

O cenário se torna ainda mais grave com a participação de empresas locais já contratadas pela Prefeitura, como a Alca Engenharia e a Max Construções. As apurações indicam que essas empresas atuavam simultaneamente nos mesmos equipamentos públicos, levantando a suspeita de que uma mesma obra teria sido paga duas vezes: primeiro como “manutenção predial” e depois como execução de novos serviços pela construtora mineira. Se confirmada, a prática configura dano direto ao erário.

Outro ponto considerado explosivo é o fato de os boletins de medição das obras terem sido assinados pelo mesmo engenheiro para as três empresas, reforçando a hipótese de que, apesar dos CNPJs distintos, elas integrariam um mesmo grupo econômico. Em 2024, ano eleitoral, esse conjunto de empresas faturou aproximadamente R$ 81 milhões, dado que levou investigadores a levantar a possibilidade de desvio de recursos públicos para abastecer campanhas políticas e estruturas eleitorais.

O Ministério Público de Contas também questiona reajustes milionários sem amparo contratual, como um pagamento de R$ 3,5 milhões feito à Sinarco em abril de 2024, além da possível utilização irregular de recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse ponto justificou a entrada do TCU e da Polícia Federal nas investigações. Técnicos apontam que os boletins de medição são frágeis, incompletos e incapazes de comprovar a efetiva execução dos serviços pagos.

Todo esse material foi reunido em uma representação interna de centenas de páginas do Ministério Público de Contas, que classificou as provas como suficientes para justificar auditorias aprofundadas e medidas duras para proteger o interesse público. O processo avançava, ganhava densidade e aumentava a pressão sobre o sistema político local — até ser abruptamente paralisado no Judiciário.

Foi nesse contexto que veio à tona a nomeação do filho do juiz responsável pelo caso em um concurso público da Prefeitura do Recife. A decisão foi amplamente vista como eticamente questionável e levantou suspeitas de conflito de interesses, lançando uma sombra pesada sobre a imparcialidade do magistrado. Pouco depois, o processo perdeu ritmo, decisões deixaram de ser proferidas e o escândalo, na prática, foi empurrado para o esquecimento institucional.

A reação veio de fora. Com a repercussão crescendo, críticas se intensificando e a imprensa nacional passando a tratar o caso com destaque, o prefeito do Recife se viu acuado. Na véspera do Ano Novo, sob forte pressão política e midiática, João Campos recuou e desnomeou o filho do juiz. Para críticos da gestão, o gesto não representou um simples ajuste administrativo, mas uma tentativa tardia de conter danos — interpretada por muitos como uma verdadeira confissão política de que a nomeação não se sustentava.

O recuo, no entanto, não encerra o caso. Pelo contrário, amplia o desgaste, reforça as suspeitas e recoloca no centro do debate a independência do Judiciário, a atuação dos órgãos de controle e a necessidade de transparência. A pergunta que ecoa não é apenas quem se beneficiou financeiramente do suposto esquema, mas se as instituições terão coragem de reabrir a gaveta, retomar as investigações e garantir que a lei valha para todos — inclusive para quem ocupa posições de poder e influência.

Enquanto isso, o Recife assiste a um dos maiores escândalos de sua história recente permanecer suspenso, cercado por silêncio e desconfiança, à espera de desdobramentos que a sociedade cobra — e que já não podem mais ser ignorados.

INCÊNDIO CRIMINOSO TERMINA EM TRAGÉDIA E DEIXA TRÊS MORTOS EM REMANSO, NO NORTE DA BAHIA

Um crime de extrema violência abalou o município de Remanso, no norte da Bahia, e deixou a população em choque na madrugada da última sexta-feira (2). Duas mulheres, identificadas como Micaela e Kacymyra, morreram após a residência onde estavam ser incendiada de forma criminosa. O principal suspeito de provocar o fogo, Igor Galvão de Sousa, de 31 anos, ex-companheiro de uma das vítimas, também foi encontrado morto dentro do imóvel.

Segundo informações da Polícia Militar, equipes da 25ª Companhia Independente foram acionadas ainda nas primeiras horas da manhã para atender a uma ocorrência de incêndio em uma casa localizada na Avenida José Dias Ribeiro. Ao chegarem ao endereço, os policiais se depararam com o imóvel tomado pelas chamas. Com o apoio de moradores da região, o fogo foi controlado, mas o cenário encontrado no interior da residência revelou a gravidade da situação: os corpos das três pessoas já sem vida.

As primeiras informações levantadas pelas autoridades apontam que o incêndio teria sido provocado de forma intencional. Igor Galvão era ex-companheiro de uma das mulheres e passou a ser tratado como o principal suspeito do crime. As circunstâncias da morte dele também estão sendo apuradas, já que o corpo foi encontrado no mesmo local, o que levanta diferentes linhas de investigação.

A Polícia Civil assumiu o caso e iniciou os trabalhos periciais para esclarecer a dinâmica do crime, identificar a motivação e confirmar se houve a participação de outras pessoas. Testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias, e laudos do Departamento de Polícia Técnica serão fundamentais para a conclusão do inquérito.

O caso reacende o alerta para a violência doméstica e para crimes praticados em contextos de relações afetivas rompidas, que frequentemente terminam em episódios de extrema brutalidade. Em Remanso, o clima é de comoção e indignação, enquanto familiares e amigos das vítimas aguardam respostas sobre o que levou a uma tragédia de tamanha proporção.


GUERRA NA VENEZUELA ACENDE ALERTA GLOBAL E IMPULSIONA O USO DE CRIPTOMOEDAS COMO PROTEÇÃO FINANCEIRA

A ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela não mexe apenas com a política internacional. O impacto também chega ao bolso das pessoas e ao mercado financeiro, inclusive ao mundo das criptomoedas. Sempre que há guerra ou tensão entre países, o medo cresce, o dólar sobe e investidores passam a procurar alternativas para proteger o dinheiro. É nesse cenário que moedas digitais como o Bitcoin ganham mais atenção.

A Venezuela já vivia uma crise profunda, com inflação alta e dificuldades no sistema bancário. Com a escalada do conflito e o endurecimento das sanções, a tendência é que a população use ainda mais criptomoedas no dia a dia, principalmente as chamadas stablecoins, que são atreladas ao dólar. Elas funcionam como uma espécie de “conta digital” fora dos bancos tradicionais e ajudam as pessoas a preservar valor em meio ao caos econômico.

No mercado internacional, o primeiro efeito costuma ser a instabilidade. O Bitcoin pode subir e cair rapidamente, acompanhando o nervosismo dos investidores. Mas a experiência mostra que, após o susto inicial, a criptomoeda costuma se recuperar, justamente porque muita gente passa a vê-la como uma alternativa ao sistema financeiro tradicional, especialmente em tempos de crise, guerra e desconfiança nas moedas dos governos.

No Brasil, o impacto acontece de forma indireta. Conflitos desse tipo costumam fortalecer o dólar e enfraquecer moedas de países emergentes, como o real. Com isso, o preço do Bitcoin e das stablecoins sobe em reais, mesmo que não haja grande variação lá fora. Por esse motivo, cresce a procura por criptomoedas como forma de proteção cambial, principalmente em momentos de instabilidade internacional.

Outro reflexo aparece na Bolsa de Valores. Quando o risco aumenta, o mercado de ações costuma ficar mais volátil, e parte dos investidores busca diversificar os recursos. As criptomoedas entram nesse movimento não como substitutas do sistema tradicional, mas como uma alternativa para equilibrar perdas e reduzir riscos.

No fim das contas, a guerra não cria o mercado de criptomoedas, mas acelera seu uso. Em momentos de conflito, sanções e incertezas, ativos digitais passam a ser vistos não apenas como investimento, mas como ferramenta prática para proteger dinheiro e garantir acesso a recursos. A crise na Venezuela reforça essa tendência e mostra como, em um mundo instável, as criptomoedas ganham cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas.


CHINA EXIGE LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE MADURO APÓS ATAQUE DOS EUA E ELEVA TENSÃO GLOBAL

A crise internacional em torno da Venezuela ganhou novos contornos neste domingo (4), após a China exigir publicamente a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, capturados durante uma ofensiva militar dos Estados Unidos em Caracas. Em tom duro, Pequim classificou a ação norte-americana como uma violação grave do direito internacional e alertou para riscos à estabilidade de toda a América Latina e do Caribe.

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Washington deve garantir a integridade física de Maduro e de sua mulher, interromper qualquer tentativa de derrubada do governo venezuelano e respeitar a soberania do país sul-americano. Para o governo chinês, o ataque representa mais um exemplo do que chamou de “comportamento hegemônico” dos Estados Unidos, com potencial de provocar consequências imprevisíveis no cenário global.

A reação chinesa ocorre poucas horas depois de a diplomacia de Pequim já ter condenado a operação em Caracas, classificando-a como uma ameaça direta à paz regional. Aliada estratégica da Venezuela, a China defende que conflitos internos sejam resolvidos exclusivamente por meio do diálogo político, sem qualquer tipo de intervenção externa.

Além do alinhamento político, a relação entre os dois países é fortemente sustentada por interesses econômicos. A China é um dos principais destinos do petróleo venezuelano, setor que responde por cerca de 70% do orçamento nacional da Venezuela. O país possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, e a exportação da commodity é considerada vital para sua sobrevivência econômica, especialmente em meio às sanções internacionais.

Diante do agravamento da crise, o governo chinês também adotou medidas de precaução em relação à segurança de seus cidadãos. Autoridades recomendaram que chineses evitem viagens à Venezuela no futuro próximo e, aqueles que já estão no país, limitem deslocamentos ao estritamente necessário. A orientação inclui reforço de medidas de segurança, monitoramento constante da situação local e afastamento de áreas consideradas sensíveis ou de possível conflito.

A escalada diplomática envolvendo China, Estados Unidos e Venezuela amplia a instabilidade geopolítica em um momento já marcado por tensões internacionais. Com interesses estratégicos, energéticos e políticos em jogo, o episódio reacende o debate sobre soberania, intervenções militares e o papel das grandes potências no equilíbrio global.