quinta-feira, 24 de setembro de 2026

DATAFOLHA ACENDE A LUZ AMARELA PARA JOÃO E MOSTRA RAQUEL COM GESTÃO EM ALTA

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) traz um daqueles números que, em campanha eleitoral, ninguém consegue ignorar. Enquanto a disputa pelo Governo de Pernambuco segue apertada na intenção de voto, a avaliação da gestão de Raquel Lyra (PSD) continua mostrando força — e isso certamente será explorado pelo Palácio do Campo das Princesas nos próximos dias.

A aprovação do governo permanece em 65%, exatamente o mesmo percentual registrado no levantamento anterior, divulgado em 11 de setembro. São 65% dos pernambucanos dizendo que aprovam a administração, contra 31% que desaprovam. Outros 4% não souberam responder.

Mas o detalhe que merece atenção está em outro ponto da pesquisa.

A avaliação bom ou ótimo subiu de 48% para 50%. Ou seja, justamente quando a campanha entra na reta decisiva, metade dos entrevistados classifica positivamente a administração estadual.

E há outro movimento que não passa despercebido: a avaliação ruim ou péssima caiu de 20% para 19%. A percepção de um governo regular aparece com 30%.

Na política, número parado também pode ser notícia. E, neste caso, os 65% de aprovação funcionando como piso de uma gestão em plena disputa eleitoral têm peso. A oposição tenta transformar a eleição em um plebiscito sobre Raquel, mas a pesquisa mostra que o eleitorado não está entregando um cenário simples para esse discurso.

Nos bastidores das campanhas, pesquisas de intenção de voto costumam dominar as conversas. Só que os estrategistas também sabem que aprovação de governo é um combustível importante para quem disputa a reeleição. Afinal, uma coisa é pedir ao eleitor que troque de governador; outra é convencê-lo de que uma gestão que ele aprova precisa ser substituída.

E é justamente aí que os números começam a incomodar alguns adversários.

A pesquisa também chega poucas horas depois de outro levantamento, da Quaest, mostrar uma disputa mais apertada na intenção de voto. Agora, o Datafolha acrescenta um ingrediente importante ao debate: a avaliação da gestão Raquel não apenas permanece elevada, como melhora na percepção de qualidade do governo.

Isso não decide eleição, evidentemente. Mas também não é um detalhe que possa ser jogado para debaixo do tapete.

Para a campanha de Raquel, o discurso é praticamente pronto: aprovação alta, metade do eleitorado classificando o governo como bom ou ótimo e rejeição à gestão ruim ou péssima recuando.

Do outro lado, João Campos terá de lidar com uma questão que vai além do marketing eleitoral: como transformar uma disputa apertada em intenção de voto em uma mudança efetiva de percepção sobre o governo estadual?

A reta final começa a ficar cada vez mais interessante. E, quando os números começam a se cruzar, uma coisa fica clara: a eleição de Pernambuco está longe de ser uma simples fotografia. É uma disputa em movimento, na qual cada ponto percentual pode virar munição para um lado — ou dor de cabeça para o outro.

O Datafolha ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco entre os dias 22 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-08125/2026.

Na reta final, o eleitor começa a separar promessa de avaliação. E é justamente nessa conta que as campanhas vão tentar mexer até o último voto.

CUIDAR, ENTREGAR, AVANÇAR: PREFEITURA DE GARANHUNS ENTREGA NOVAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE E VEÍCULOS NESTA SEXTA-FEIRA (25)

A Prefeitura de Garanhuns, através da Secretaria de Saúde, realiza a entrega de quatro novos equipamentos de saúde nesta sexta-feira (25). 

A Unidade Básica de Saúde Indiano II, construída em parceria com o Governo Federal, ganha uma sede própria, oferecendo mais infraestrutura e qualidade para usuários e equipe.

A Unidade Básica de Saúde Indiano I foi requalificada pela gestão municipal e ganhou uma Sala Lilás, local direcionado para o atendimento de mulheres e crianças vítimas de violência. Também foram realizadas melhorias estruturais.

A ocasião marca a ampliação do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) de Garanhuns, que recebe uma nova equipe e veículo. O programa, voltado para pacientes acamados e domiciliados, passa a ter sua capacidade de atendimentos mensais dobrada.

A Prefeitura de Garanhuns também celebra o recebimento de uma ambulância tipo A, para transporte de pacientes eletivos. O veículo foi recebido em uma parceria com o Governo Federal, através do programa Novo PAC.

A cerimônia de inaugurações e entregas será realizada na sexta-feira (25), às 10h, na nova UBS Indiano II (Rua Francisco Braga, s/n, Severiano Moraes Filho - próximo à Casa das Balas).

DATAFOLHA MOSTRA RAQUEL COM 48% E JOÃO CAMPOS COM 44% EM PERNAMBUCO

A eleição para o Governo de Pernambuco chega à reta decisiva com uma disputa cada vez mais concentrada entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB). Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra a governadora com 48% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife aparece com 44%.

Na fotografia do momento, a diferença é de quatro pontos percentuais. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, o levantamento aponta empate técnico entre os dois candidatos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco entre os dias 22 e 24 de setembro. O levantamento está registrado no TSE sob o número PE-08125/2026. 

O dado que chama atenção na comparação com o levantamento anterior é que os dois candidatos cresceram, mas Raquel permanece numericamente à frente. Em 11 de setembro, a governadora tinha 47% e João Campos aparecia com 42%. Agora, Raquel foi a 48%, enquanto João chegou a 44%.

Ou seja: a vantagem numérica da governadora caiu de cinco para quatro pontos, mas ela continua liderando o levantamento. O movimento mostra uma corrida extremamente apertada na reta final, com poucos dias para o eleitor definir seu voto.

E aqui está um dos pontos mais importantes da pesquisa: a disputa não está resolvida. O Datafolha registra empate técnico no primeiro turno e mostra que qualquer leitura sobre uma vitória antecipada precisa levar em conta a margem de erro.

Entre os demais candidatos, Professora Camila (UP), Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão) aparecem com 1% cada. Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) não pontuaram. Brancos, nulos ou nenhum somam 4%, enquanto 2% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. 

Mas o segundo turno traz outro retrato. Na simulação entre Raquel e João, a governadora aparece com 51% contra 45% do socialista. Na pesquisa anterior, Raquel tinha 51% e João, 44%.

Aqui, portanto, Raquel mantém os 51%, enquanto João oscila um ponto para cima. Com a margem de erro de três pontos, o cenário também exige cautela na interpretação, embora a governadora permaneça numericamente à frente.

A fotografia dos dois turnos mostra uma eleição que entrou definitivamente na fase da disputa voto a voto. Raquel mantém a liderança numérica nos dois cenários pesquisados, mas João Campos também apresenta crescimento em relação ao levantamento anterior.

Outro aspecto relevante é a redução do eleitorado que declarou voto branco, nulo ou em nenhum candidato. Esse grupo caiu de 6% para 4% no primeiro turno. O percentual de indecisos, entretanto, permanece em 2%.

Na prática, a eleição chega à última fase com um eleitorado cada vez mais concentrado nos dois principais nomes. E quando se olha para os números, fica evidente que cada ponto percentual ganhou peso enorme.

O Datafolha anterior já havia mostrado Raquel à frente por 47% a 42%. Agora, ela aparece com 48% contra 44%. A série recente confirma uma disputa acirrada, mas também mostra que a governadora conseguiu preservar a liderança numérica. 

O cenário também coloca pressão sobre as campanhas. Para Raquel, o desafio é transformar a liderança numérica em votos efetivamente consolidados. Para João, os números indicam crescimento, mas também mostram que ainda existe uma diferença a ser buscada na reta final.

E é justamente por isso que os próximos dias serão decisivos. Com apenas quatro pontos separando os dois no cenário estimulado e uma margem de erro de três pontos, a eleição continua aberta dentro da fotografia estatística do Datafolha.

A pesquisa não entrega uma vitória antecipada a ninguém. Entrega, isso sim, uma corrida apertada, com Raquel numericamente na frente e João Campos encostando, enquanto os votos ainda não consolidados podem ter peso importante no resultado final.

Em Pernambuco, a eleição entrou na fase em que cada caminhada, cada debate, cada voto e cada erro de campanha pode fazer diferença.

RAQUEL DESTACA R$ 1 BILHÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA E COLOCA NOVA ECONOMIA NO CENTRO DO PRÓXIMO CICLO DE DESENVOLVIMENTO DE PERNAMBUCO

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), destacou, nesta quinta-feira (24), que ciência, tecnologia e inovação estarão no centro da estratégia de desenvolvimento de Pernambuco para os próximos anos. Durante encontro com empresários da Associação Pernambucana de Tecnologia e Inovação (Aponti), Raquel frisou o investimento de R$ 1 bilhão na área, a expansão do Porto Digital para o interior e as parcerias para formação e capacitação de novos talentos, com foco no fortalecimento da nova economia no Estado.

“Fizemos o maior investimento da história do Porto Digital. Foram R$ 44,5 milhões, e nós estamos interiorizando esse espaço para Caruaru e Petrolina. Também atraímos investimentos junto ao Governo Federal com o NERD. Somos fomentadores de pesquisas e inovação, com R$ 460 milhões e muitos editais em curso. Pernambuco seguirá avançando, e a parceria com quem vem para somar é fundamental”, disse Raquel.

Ao lado da candidata a vice, Priscila Krause (PSD), Raquel afirmou que a estratégia busca ampliar a capacidade de Pernambuco de gerar conhecimento, formar profissionais e transformar inovação em emprego, renda e novos negócios. Entre as ações destacadas estão as parcerias com o Cesar School e o Sistema S, além do fortalecimento do ecossistema de pesquisa e inovação.

A candidata defendeu que o próximo ciclo de desenvolvimento do Estado esteja conectado à nova economia, aliando inovação, qualificação profissional e atração de investimentos. A estratégia também passa pela ampliação da inserção internacional de Pernambuco.

CRESCIMENTO ECONÔMICO - Em encontro com a associação empresarial Atitude Pernambuco, Raquel apresentou os resultados da sua gestão para o estado que vive um novo ciclo de desenvolvimento, marcado pela recuperação fiscal, retomada dos investimentos públicos e atração de investimentos privados.

Raquel reforçou que a indústria pernambucana cresceu 19,7% nos primeiros quatro meses de 2026, enquanto o desemprego caiu de 14,2% para 8,33% desde 2023. Raquel também destacou a expansão do Complexo de Suape, com mais de R$ 350 milhões em dragagens concluídas e previsão de R$ 1,3 bilhão em novos investimentos nos próximos três anos. Por fim, Raquel ressaltou a retomada de projetos estratégicos previstos no Plano Pernambuco 2035, como o Arco Metropolitano, a recuperação da PE-060, as melhorias no sistema de transporte metropolitano e a recuperação do Metrô do Recife.

Fotos:

Atitude - Hesíodo Góes
Aponti - Beto Figueiroa

OBRA DO GOVERNO DE PERNAMBUCO LEVA ÁGUA TRATADA A MAIS DE 10 MIL MORADORES DE JAQUEIRA, NA MATA SUL

Com investimento de R$ 8,6 milhões, novo sistema de produção de água teve sua primeira etapa concluída nesta quinta-feira (24)
Nesta quinta-feira (24), o Governo de Pernambuco entrega a primeira etapa das obras do novo sistema de produção de água de Jaqueira, na Mata Sul do Estado. As novas unidades de captação e tratamento já estão em funcionamento e levam água tratada às torneiras de mais de 10 mil moradores. O investimento total no novo sistema é de R$ 8,6 milhões.

A obra inclui captação, adução, tratamento por dupla filtração, reservação e implantação de uma nova rede de distribuição. A execução foi estruturada em duas etapas. “Com a entrega desta etapa da obra, Jaqueira recebe, pela primeira vez, um sistema de abastecimento de água adequado”, afirmou o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento (SRHS), Almir Cirilo, que acompanhou a entrega.  

A primeira etapa, já concluída, entregou as unidades de produção e tratamento de água e a subadutora, tubulação que conduz a água tratada até o reservatório existente no município. Com isso, quem já era atendido por esse reservatório passou a receber água tratada pelo novo sistema. A mudança reduz a dependência de fontes precárias de abastecimento e do uso frequente de caminhões-pipa.

A segunda etapa vai substituir a rede de distribuição atual, que foi instalada de forma precária. Também inclui as ligações nas casas, com instalação de hidrômetros, e a ampliação da rede para áreas da cidade que ainda não são atendidas. A previsão é concluir essa fase até dezembro deste ano.

“A segunda etapa contempla toda a rede de distribuição, tanto a substituição da rede atual, que é deficitária, quanto a ampliação da rede, para que todos os munícipes, ou seja, toda a cidade, recebam água de qualidade de forma contínua. Essa etapa será concluída até dezembro”, afirmou o Secretário Executivo de Infraestrutura Hídrica, Marcelo Asfora.

ABASTECIMENTO – Antes da implantação do novo sistema, o abastecimento de água de Jaqueira era realizado de forma ineficiente e irregular. A prefeitura operava o serviço a partir da captação de água em um pequeno açude, que era conduzida para dois reservatórios existentes na cidade. Em períodos de insuficiência hídrica, os reservatórios precisavam ser abastecidos frequentemente por caminhões-pipa, sem garantia de tratamento adequado da água.

A distribuição aos imóveis também era realizada por meio de tubulações instaladas de maneira deficiente, fora dos padrões técnicos, favorecendo as perdas e aumentando o risco de contaminação.

Para enfrentar essas deficiências, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento (SRHS), iniciou, em maio de 2025, a implantação de um novo sistema, dimensionado para atender, ao final do horizonte de projeto de 20 anos, uma população superior a 13 mil habitantes.

Fotos: SRHS/Divulgação

ÁLVARO PORTO VÊ DESCASO E FALHAS DO GOVERNO RAQUEL LYRA NO FECHAMENTO DA DELEGACIA DE CANHOTINHO

Em vídeo gravado nesta quinta-feira (24.09), o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, deputado Álvaro Porto (MDB), classificou de “absurdo” e de “descaso com o povo de Canhotinho e com o povo pernambucano” o fechamento da 
delegacia de Canhotinho pelo governo do estado. 

Desde ontem (23) um aviso colado no portão do imóvel onde funcionava unidade informa que “a delegacia de Canhotinho está funcionando temporariamente na cidade de Angelim”. O aviso não comunica a razão do fechamento. Porém, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol - PE) já vinha, há algum tempo, denunciando a precariedade do imóvel que apresentava, inclusive, risco de desabamento, com infiltrações, goteiras, fossa estourada e outros problemas estruturais.

Para o deputado, o fechamento da delegacia contradiz a propaganda do governo, que tem anunciado investimentos bilionários para o setor, e expõe a incompetência da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, na Segurança Pública. 

“Ela (a governadora) fala em tantos investimentos, em bilhões que investiu na segurança. Isso é segurança, governadora?”, questiona o parlamentar. “Pare de ser o governo de fachada, que não vai chegar a lugar nenhum. O povo de Pernambuco já acordou”, completa Porto, no vídeo. 

O deputado afirma ainda que Pernambuco necessita de quem realmente tome conta das pessoas e da Segurança do estado. “Do jeito que está, não pode ficar”, disse, acrescentando que o candidato a governador pela Frente Popular, João Campos (PSB), principal oponente da governadora, está vitando o jogo, subindo nas intenções de voto e vai ganhar a eleição porque Pernambuco precisa de mudança.

É importante destacar que, nos últimos três anos e meio, o deputado Álvaro Porto denunciou e cobrou soluções, em discursos feitos na Alepe, para as condições insalubres de trabalho dos policiais civis e também a péssima estrutura das delegacias em diferentes regiões do estado.

A decisão do governo coloca Canhotinho e seus 25 mil habitantes em situação de desassistência na Segurança. O município, já penalizado com uma unidade de estrutura precária, fica agora sem delegacia, obrigando seus moradores a se deslocarem até Angelim.

Fotos: divulgação

PALANQUE DO PREFEITO EDÉZIO VIRA ALVO DE CRÍTICAS APÓS DISCURSO DE VEREADOR EM BOM CONSELHO

Relato sobre caminhada eleitoral aponta discurso marcado por ofensas, acusações de embriaguez e presença de arma; episódio aumenta a temperatura política na reta final da eleição

A campanha eleitoral em Bom Conselho entrou em uma fase de temperatura máxima. Um episódio ocorrido durante uma caminhada política do grupo do prefeito Edézio Ferreira passou a repercutir nas redes sociais e provocou críticas à postura adotada no palanque governista.

Segundo relatos que circulam no município, o vereador Gilmar Soldado teria participado do ato apresentando sinais de embriaguez e, durante seu discurso, teria feito uma série de ataques verbais contra adversários políticos, colegas parlamentares, profissionais da comunicação e até pessoas de seu próprio convívio.

O episódio ganhou ainda mais repercussão diante do relato de que o vereador estaria armado durante a caminhada. A informação, por se tratar de uma acusação grave, precisa ser devidamente esclarecida pelas autoridades e pelos próprios envolvidos. O ponto político, entretanto, é que a cena descrita pelos presentes passou a alimentar uma discussão sobre os limites do discurso eleitoral e o comportamento de agentes públicos em eventos de campanha.

De acordo com os relatos, o discurso teria sido carregado de palavras ofensivas e ataques pessoais. A expressão “safado”, segundo testemunhas citadas nas redes sociais, teria sido utilizada repetidamente pelo parlamentar.

E aí está o problema político para o grupo de Edézio: o episódio não aconteceu em um ambiente qualquer. Teria ocorrido justamente em um ato público de campanha, ao lado do prefeito, em um momento em que qualquer gesto dos candidatos, aliados e lideranças pode ganhar enorme repercussão.

O silêncio ou eventual aplauso das lideranças presentes também entrou na conta política do episódio. A pergunta que começou a circular em Bom Conselho é simples: até onde pode ir o discurso de um aliado em cima de um palanque eleitoral?

Gilmar Soldado não é um personagem secundário da política local. Ele foi reeleito vereador em 2024 pelo PV com 1.164 votos, correspondentes a 4,42% dos votos válidos para a Câmara Municipal.

Do outro lado da disputa, o cenário eleitoral também ajuda a explicar a tensão. Edézio venceu a eleição municipal de 2024 por margem apertada: recebeu 13.258 votos, contra 12.545 de Danniel Godoy, uma diferença de apenas 713 votos.

Agora, com a eleição estadual se aproximando, o nome de Dannilo Godoy voltou a ocupar espaço central na política de Bom Conselho. Em maio deste ano, ele assumiu a presidência municipal da Federação União Progressista, reforçando sua articulação política na cidade. 

É justamente nesse ambiente de disputa acirrada que qualquer excesso ganha dimensão maior.

A campanha que deveria apresentar propostas, mostrar resultados e conquistar votos corre o risco de ser engolida pela guerra de palavras, pelos ataques pessoais e pela velha política do confronto permanente.

E Bom Conselho já conhece esse filme.

Se o episódio relatado realmente aconteceu da maneira descrita pelas testemunhas, caberá ao próprio vereador explicar publicamente sua conduta. Se houve porte de arma, ameaça ou qualquer outra irregularidade, caberá às autoridades competentes apurar. O eleitor, por sua vez, observa tudo.

Porque, na reta final de uma eleição, o palanque também revela muito mais do que os discursos preparados pelos marqueteiros.

Revela o nível da disputa.

E quando o debate político desce para a ofensa pessoal, a pergunta inevitável começa a aparecer nas ruas: é falta de argumento ou excesso de desespero?

SENADO EM PERNAMBUCO: MARÍLIA AVANÇA, EDUARDO DA FONTE CRESCE E MENDONÇA PERDE TERRENO NA NOVA QUAEST

A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado ganhou novos ingredientes com a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23). O levantamento mostra Marília Arraes avançando para 18%, Humberto Costa mantendo 14%, Mendonça Filho oscilando para baixo, com 10%, e Eduardo da Fonte crescendo para 8%. Túlio Gadêlha aparece com 4%. Mais do que simplesmente mostrar quem subiu ou caiu, os números revelam uma eleição ainda bastante aberta e com espaço para mudanças importantes até a votação.

Marília Arraes segue numericamente na frente e passou de 17% para 18%. Humberto Costa permaneceu nos 14%, enquanto Mendonça Filho caiu de 11% para 10%. Eduardo da Fonte foi de 7% para 8%. Com esse movimento, a distância entre Mendonça e Eduardo, que anteriormente era de quatro pontos, agora caiu para apenas dois.

Esse detalhe chama atenção porque a diferença entre os dois está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais. Na prática, a fotografia apresentada pela Quaest coloca Mendonça Filho e Eduardo da Fonte em uma faixa de disputa bastante próxima. Não significa que estejam tecnicamente empatados, mas mostra que a diferença numérica é pequena o suficiente para que o cenário possa mudar nas próximas semanas.

E há um fator que torna essa eleição ainda mais imprevisível: Pernambuco elegerá dois senadores. O eleitor não escolherá apenas um nome. Isso cria uma disputa própria, na qual a estratégia de cada candidatura passa também pela capacidade de ocupar o chamado segundo voto do eleitor.

A pesquisa mostra ainda que existe muito voto para ser conquistado. Nada menos que 21% dos entrevistados continuam indecisos. Na rodada anterior da Quaest, esse percentual era de 27%. Houve, portanto, uma redução de seis pontos, indicando que parte do eleitorado começa a definir suas escolhas.

Ao mesmo tempo, outros 21% afirmaram que pretendem votar branco, nulo ou que não pretendem votar. Somados aos indecisos, são 42% dos entrevistados que, neste momento, não aparecem associados a nenhuma das candidaturas que disputam as duas cadeiras.

É justamente aí que mora uma das principais características da eleição para o Senado em Pernambuco. Apesar de alguns nomes já apresentarem posições mais consolidadas, ainda existe uma parcela enorme do eleitorado que pode alterar a configuração da disputa.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, 73% dos eleitores não souberam dizer em quem pretendem votar para o Senado. Na rodada anterior, eram 78%. O número diminuiu, mas continua mostrando que a maioria dos pernambucanos ainda não transformou sua escolha em uma decisão espontânea e definitiva.

Marília aparece como a candidata numericamente mais bem posicionada, mas a diferença para Humberto Costa é de quatro pontos, dentro de uma margem de erro de três. Mendonça Filho e Eduardo da Fonte, por sua vez, estão separados por apenas dois pontos. Em uma eleição para duas vagas, com tantos eleitores ainda sem decisão consolidada, a movimentação de poucos pontos pode alterar significativamente a fotografia apresentada pelas pesquisas.

Eduardo da Fonte é justamente um dos nomes que merece atenção nesta rodada. O crescimento de 7% para 8% acontece ao mesmo tempo em que Mendonça Filho passa de 11% para 10%. A distância entre os dois, portanto, diminuiu pela metade.

Isso não permite afirmar que Eduardo já tenha ultrapassado Mendonça ou que a mudança esteja consolidada. Mas mostra que a disputa pelo segundo espaço está longe de estar definida. A margem de erro impede conclusões mais definitivas sobre uma diferença tão pequena.

A nova Quaest também reforça que a eleição para o Senado possui uma dinâmica própria dentro do cenário político de Pernambuco. Enquanto a disputa pelo Governo concentra a atenção em uma polarização mais evidente, o Senado apresenta um quadro pulverizado, com diferentes candidaturas dividindo o eleitorado e uma parcela significativa ainda sem escolha.

Marília tem 18%, Humberto 14%, Mendonça 10%, Eduardo 8% e Túlio 4%. Nenhum dos candidatos, portanto, chega sequer à marca de 20% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, 21% estão indecisos e outros 21% apontam branco, nulo ou ausência.

É um cenário que mantém a corrida completamente viva.

A eleição está entrando em uma fase decisiva, e a tendência é que o voto para o Senado ganhe cada vez mais espaço nas estratégias das campanhas. Os candidatos precisarão não apenas conquistar o eleitor que já demonstra preferência, mas também disputar aqueles que ainda não escolheram seus dois nomes.

A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro, com 1.302 eleitores de Pernambuco. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-05671/2026.

O retrato desta quarta-feira é claro: Marília lidera numericamente, Humberto permanece estável, Mendonça perdeu um ponto e Eduardo ganhou um. Mas, acima de tudo, a disputa pelas duas vagas continua aberta. Com 21% de indecisos e uma quantidade ainda maior de eleitores fora das candidaturas, o jogo do Senado pernambucano ainda tem muita estrada pela frente.

E quando estão em disputa duas cadeiras, não basta saber quem está na frente. É preciso descobrir quem conseguirá convencer o eleitor a colocar seu nome entre os dois escolhidos.