Ao longo do dia, a possibilidade de Túlio abandonar a corrida ganhou força entre aliados e chegou a ser dada como praticamente certa por pessoas próximas ao parlamentar. A informação circulou com intensidade nos bastidores e colocou em xeque uma das principais peças da chapa montada pelo PSD para a disputa majoritária.
Horas depois, entretanto, o cenário mudou completamente. Túlio decidiu permanecer no páreo e, já à noite, utilizou as redes sociais para comunicar publicamente que continua candidato ao Senado. O recuo da possível desistência encerrou a especulação, mas abriu outra frente de preocupação: a confiança política em torno da candidatura.
A crise aconteceu justamente em um momento delicado, quando a composição das chapas entra na reta final e qualquer movimento pode provocar efeito dominó entre aliados. A instabilidade também expôs que a formação da chapa de Raquel ainda guarda disputas internas e interesses que não estão completamente acomodados.
Por trás da permanência de Túlio existe ainda uma negociação importante. O deputado teria condicionado sua continuidade na disputa à indicação de André Teixeira, vice-presidente estadual do PSD, para a primeira suplência. A exigência coloca mais pressão sobre a governadora e pode revelar o tamanho do espaço que Túlio pretende ocupar dentro da composição.
Agora, o que os bastidores querem saber é se Raquel Lyra aceitou a condição apresentada pelo deputado. A resposta será fundamental para entender o que realmente aconteceu nas últimas horas e, principalmente, qual será o desenho final da chapa governista para o Senado.
Uma coisa ficou evidente: a candidatura de Túlio Gadêlha sobreviveu ao dia mais difícil desde seu anúncio, mas saiu dele mais pressionada e cercada de interrogações. E, na política, quando uma candidatura precisa ser reafirmada depois de uma desistência dada como certa, é sinal de que ainda há muita conversa para acontecer longe dos holofotes.