domingo, 18 de outubro de 2026

CÂMARA DO RECIFE: VENTOS DE MUDANÇA SOPRAM SOBRE A MESA DIRETORA E SAMUEL SALAZAR GANHA FORÇA

A eleição para a presidência da Câmara Municipal do Recife promete esquentar os bastidores políticos nos próximos dias. Na mesma semana em que os brasileiros vão às urnas para escolher o próximo presidente da República, os vereadores recifenses também começam a definir os rumos do Legislativo municipal para o biênio 2027-2028. E uma palavra vem ganhando força nos corredores da Casa de José Mariano: renovação.

Depois de seis anos sob o comando de Romerinho Jatobá e Eriberto Rafael, cresce entre os parlamentares a defesa de uma nova composição para a Comissão Executiva. O movimento não significa apenas uma troca de nomes, mas também uma tentativa de reorganizar forças, ampliar a participação das bancadas e abrir espaço para vereadores que ainda não ocuparam posições de destaque na Mesa Diretora.

Nas articulações, um grupo de parlamentares experientes, conhecido nos bastidores como os “cabeças brancas”, vem participando das conversas para construir uma chapa capaz de reunir diferentes correntes da Câmara. Entre os nomes citados estão Carlos Muniz, Gilberto Alves, Hélio Guabiraba, Tadeu Calheiros e Wilton Brito, que também aparecem como possíveis integrantes da futura composição.

A ideia é evitar uma disputa desgastante e construir um entendimento que contemple os diversos grupos políticos da Casa. Mas, como acontece em toda eleição legislativa, o discurso de consenso precisa passar pelo teste dos votos e pela divisão dos espaços de poder.

É nesse cenário que Samuel Salazar aparece como principal nome cotado para assumir a presidência da Câmara. Para a primeira-secretaria, a articulação aponta para Marco Aurélio Filho. A dupla é apresentada como alternativa para conduzir uma nova etapa administrativa e política do Legislativo recifense.

O desafio, agora, é transformar as conversas de bastidores em uma composição com apoio suficiente para chegar à eleição fortalecida. As próximas reuniões serão decisivas para medir a disposição dos vereadores, acomodar interesses e fechar os espaços na futura Mesa.

Uma coisa parece ganhar corpo no Recife: a eleição de 2027 já começou nos bastidores. E, se depender dos defensores da mudança, a próxima Mesa Diretora terá novos protagonistas. Resta saber quem conseguirá reunir mais apoios quando chegar a hora de contar os votos.

LULA E FLÁVIO CHEGAM À BAND EM MEIO A PROVOCAÇÕES ENTRE MILITANTES ANTES DO DEBATE PRESIDENCIAL

Apoiadores dos dois candidatos se concentraram na porta da emissora, em São Paulo, com gritos, músicas e provocações. Encontro acontece a uma semana do segundo turno.
A chegada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) à Band, neste domingo (18), acontece em meio ao clima de tensão que marca a reta final da eleição presidencial de 2026. Do lado de fora da emissora, apoiadores dos dois candidatos se reuniram antes do debate, com manifestações, músicas de campanha, provocações e troca de insultos.

Segundo reportagem do Terra, os grupos começaram a chegar cerca de duas horas antes do início previsto do confronto. A presença de militantes dos dois lados transformou a entrada da emissora em mais um retrato da polarização política que acompanha a disputa pelo Palácio do Planalto.

DEBATE COLOCA OS DOIS CANDIDATOS FRENTE A FRENTE

O encontro na Band marca o primeiro debate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro nesta eleição. A transmissão está prevista para começar às 20h, nos estúdios da emissora, em São Paulo.

O confronto acontece a apenas sete dias da votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro, e oferece aos candidatos a oportunidade de questionar o adversário diante de milhões de brasileiros.

FLÁVIO PROMETEU PARTIR PARA O ATAQUE

Antes de chegar ao debate, Flávio Bolsonaro participou de uma manifestação na Avenida Paulista, onde elevou o tom contra o presidente Lula. O senador prometeu levar acusações contra o petista para o confronto televisivo, antecipando uma estratégia de enfrentamento direto. 

Lula, por sua vez, chega ao debate com a tarefa de defender seu governo e apresentar os argumentos para continuar à frente do país, enquanto enfrenta as críticas do adversário.

UMA NOITE DE ALTA EXPECTATIVA

Com os dois candidatos finalmente frente a frente, a expectativa está concentrada nos temas que dominarão o confronto, nas respostas às acusações e na capacidade de cada um de apresentar suas propostas para o Brasil.

A movimentação na porta da Band mostra que a disputa ultrapassa os estúdios e mobiliza militantes dos dois campos políticos.

Agora, a atenção se volta para o debate e para as repercussões que as declarações dos candidatos poderão provocar nos últimos dias da campanha.

O Blog do Edney acompanha os bastidores e os principais lances da disputa presidencial de 2026.

LULA VIRA NAS REDES SOCIAIS, GANHA ENGAJAMENTO E COLOCA EM DÚVIDA MIGRAÇÃO DOS VOTOS DE CURY PARA FLÁVIO

Levantamento aponta avanço do presidente na popularidade digital, enquanto pesquisas sobre os eleitores de Augusto Cury apresentam resultados divergentes. O recado é que a disputa pelo eleitorado da terceira via continua aberta.

A disputa presidencial de 2026 ganhou um novo capítulo nas redes sociais. Em meio à corrida pelo voto dos eleitores que escolheram candidatos eliminados no primeiro turno, Lula (PT) ampliou sua presença digital e ultrapassou Flávio Bolsonaro (PL) em um indicador de popularidade nas plataformas digitais.

Levantamento da Ativaweb DataLab, divulgado pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, em 12 de outubro, apontou que Lula alcançou 55,4 pontos no Índice de Popularidade Digital, contra 44,6 de Flávio Bolsonaro. Na sexta-feira anterior, o cenário era inverso: Flávio tinha 53,1 pontos, enquanto Lula registrava 46,9.

O estudo analisou indicadores como crescimento de seguidores, engajamento, conversas e compartilhamentos no Instagram. No período observado, Lula ganhou 231,5 mil seguidores, aproximadamente o dobro dos 115,2 mil conquistados por Flávio.

Os números indicam uma mudança no desempenho digital dos dois candidatos. Mas existe uma diferença importante: popularidade nas redes sociais não é a mesma coisa que intenção de voto, e nenhuma dessas métricas comprova, isoladamente, quem vencerá a eleição.

O QUE ISSO TEM A VER COM OS ELEITORES DE AUGUSTO CURY?

O crescimento digital de Lula ocorre justamente quando as campanhas tentam conquistar os eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno. Entre esses grupos estão os apoiadores de Augusto Cury, que terminou a primeira etapa da eleição com 2,89% dos votos válidos.

A hipótese de que esse eleitorado migraria automaticamente para Flávio Bolsonaro, por afinidade ideológica ou pelo apoio declarado de Cury ao senador, precisa ser confrontada com os dados.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada em outubro mostrou que 34% dos eleitores de Cury pretendiam votar em Lula, enquanto 30% indicaram Flávio. Outros 30% declararam intenção de votar branco ou nulo ou não comparecer às urnas, e 6% permaneciam indecisos. Os dois candidatos estavam tecnicamente empatados nesse recorte.

O levantamento PoderData/Aya, por outro lado, apresentou um quadro diferente: 56% dos eleitores de Cury disseram que pretendiam votar em Flávio, enquanto 27% indicaram Lula. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores entre 5 e 7 de outubro, por telefone, com margem de erro de 1,8 ponto percentual. 

A diferença entre os resultados impede afirmar que os votos de Cury estejam seguindo majoritariamente para um dos candidatos em todos os levantamentos. Também mostra que o ambiente digital e as pesquisas eleitorais medem fenômenos diferentes.

MAIS ENGAJAMENTO NÃO SIGNIFICA VITÓRIA GARANTIDA

O levantamento da Ativaweb identificou ainda que os vídeos mais recentes de Flávio continuavam acumulando mais visualizações do que os de Lula. Os 18 vídeos analisados do senador somaram 218,7 milhões de visualizações, contra 108,6 milhões dos conteúdos do presidente.

Ao mesmo tempo, Lula registrou mais novos seguidores e uma média maior de comentários por publicação no período analisado. Flávio, por sua vez, manteve uma taxa de engajamento superior. 

Esses indicadores revelam que a disputa digital tem várias dimensões. Um candidato pode alcançar mais pessoas com seus vídeos, enquanto o outro consegue ampliar seguidores ou estimular mais interações. Nenhum desses dados deve ser tratado como uma contagem direta de votos.

Também é preciso considerar que as redes sociais não representam perfeitamente o conjunto do eleitorado brasileiro. Os usuários mais ativos, os conteúdos que viralizam e as manifestações públicas de apoio podem não refletir a distribuição real das intenções de voto.

A DISPUTA PELA TERCEIRA VIA CONTINUA

O eleitorado de Augusto Cury tornou-se um dos segmentos observados com atenção nesta reta final. O apoio declarado do escritor a Flávio Bolsonaro é um dado político relevante, mas não garante que todos os seus antigos eleitores acompanharão essa posição.

Da mesma forma, o crescimento da popularidade digital de Lula não comprova que a maioria dos eleitores de Cury tenha decidido votar no presidente.

Para estabelecer essa conclusão, seria necessário um levantamento específico, com metodologia transparente, que demonstrasse a preferência desse eleitorado em um momento determinado.

NA LUPA: Lula ganhou terreno no ambiente digital, mas a batalha pelos votos da terceira via permanece aberta. As redes mostram uma mudança de desempenho e engajamento; as pesquisas sobre os eleitores de Cury, por sua vez, apresentam resultados diferentes. Entre curtidas, compartilhamentos e declarações de voto, a informação que merece atenção é esta: a migração eleitoral não pode ser presumida apenas pelo comportamento nas redes sociais.

Edney Souto | Blog do Edney

DIREITA MOBILIZA GARANHUNS EM CARREATA PRÓ-FLÁVIO BOLSONARO; ORGANIZAÇÃO REÚNE LIDERANÇAS E JUVENTUDE CONSERVADORA

Ato realizado neste sábado (17) foi organizado por Edu Cabral, com participação dos deputados eleitos Gilson Machado e Gilson Filho, além de nomes da direita local e da Juventude Conservadora de Garanhuns.

Garanhuns viveu um sábado de intensa movimentação política. A direita foi às ruas em uma carreata em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), mobilização que os organizadores classificaram como histórica e apontaram como a maior já realizada na cidade em apoio a um candidato político.

A articulação do evento teve à frente o suplente de vereador Edu Cabral, com a participação dos deputados eleitos Gilson Machado Neto e Gilson Filho, além de integrantes da Juventude Conservadora de Garanhuns e outras lideranças ligadas ao campo conservador no município.

Entre os nomes citados na organização e mobilização estão Danilo Cintra, João Paulo Vasconcelos, Edson Fárack, Edson Posto e Lulu Roldão, que, junto a outros participantes, contribuíram para a realização do ato.

A DIREITA NAS RUAS 

A carreata reuniu apoiadores do bolsonarismo em uma demonstração de mobilização política na reta final da disputa presidencial. O evento também reforçou a atuação de lideranças locais que trabalham para ampliar a presença do grupo conservador em Garanhuns e no Agreste Meridional.

Nas redes sociais, integrantes da organização celebraram a participação dos apoiadores e agradeceram a todos que colaboraram com o evento. A expectativa manifestada pelo grupo é de continuar a mobilização até o encerramento da campanha.

POLARIZAÇÃO TAMBÉM MARCA GARANHUNS

O sábado foi marcado por atos de campos políticos opostos em Garanhuns. Enquanto a direita promoveu a carreata em apoio a Flávio Bolsonaro, aliados do presidente Lula também realizaram uma mobilização na cidade.

A movimentação evidencia como a polarização nacional se reflete no interior de Pernambuco, onde lideranças políticas, grupos organizados e apoiadores buscam espaço na reta final da campanha.

Para os organizadores da carreata bolsonarista, o evento deixa uma mensagem de força e união entre os apoiadores locais. A promessa, nas palavras do grupo, é seguir mobilizado até a esperada festa da vitória.

Edney Souto | Blog do Edney — Você atualizado o tempo todo.

CAMINHADA HISTÓRICA EM GARANHUNS GANHA REPERCUSSÃO NACIONAL E VIRA SÍMBOLO DA CAMPANHA DE LULA

Com público estimado em mais de 25 mil pessoas, mobilização liderada por Sivaldo Albino e Cayo Albino tomou as ruas da Suíça Pernambucana. Imagem de trabalhador erguendo bandeira do presidente em uma igreja em reforma chamou a atenção nas redes sociais.

Garanhuns mostrou sua força política neste sábado (17). Uma multidão tomou as ruas da Suíça Pernambucana em uma grande caminhada em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), numa mobilização que ultrapassou as fronteiras do Agreste e ganhou repercussão nas redes sociais em todo o Brasil.

À frente do movimento estiveram o prefeito Sivaldo Albino e o deputado estadual Cayo Albino, que reuniram lideranças políticas, representantes de movimentos populares e apoiadores de Lula em um ato marcado pela participação popular e pelo clima de campanha na reta final do segundo turno presidencial.

Sivaldo estimou o público em mais de 25 mil pessoas. O número foi divulgado pelo próprio prefeito e repercutiu em publicações sobre as manifestações pró-Lula realizadas em diferentes cidades brasileiras. A mobilização também foi registrada por perfis de grande alcance nas redes sociais.

LULA ECOOU PELAS RUAS DA SUÍÇA PERNAMBUCANA

O nome do presidente foi entoado durante o percurso, enquanto a multidão ocupava ruas e avenidas de Garanhuns. Bandeiras, camisas e manifestações de apoio deram o tom da caminhada, transformando o centro da cidade em um dos principais cenários da mobilização política do sábado em Pernambuco.

O ato contou com a presença do senador Humberto Costa, da deputada federal eleita Rosa Amorim e do deputado federal Pedro Campos. Também participaram os prefeitos Nivaldo Tirri, de Caetés, e Caíque, de Angelim, além de outras lideranças e apoiadores da região.

A mobilização ocorreu em um momento decisivo da disputa presidencial, com Lula e Flávio Bolsonaro na corrida pelo voto dos eleitores para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A IMAGEM QUE FALOU MAIS ALTO

Entre tantas cenas registradas durante a caminhada, uma chamou atenção pelo simbolismo.

Em meio à movimentação de Garanhuns, um trabalhador, em cima de uma igreja que passa por reforma, ergueu uma bandeira com o nome de Lula. A imagem, simples e carregada de significado, destacou-se entre os registros compartilhados nas redes sociais.

Sem discurso, palanque ou microfone, a cena acabou traduzindo uma das marcas das campanhas eleitorais: a participação de pessoas comuns, que encontram nas ruas uma maneira de expressar suas escolhas e esperanças.

GARANHUNS NO CENTRO DA MOBILIZAÇÃO POLÍTICA

A caminhada integrou uma série de atos realizados em Pernambuco no sábado, com manifestações, panfletagens, adesivaços e atividades de mobilização em diferentes regiões do estado. A imprensa pernambucana também registrou atos de apoio a Lula em Garanhuns e Caruaru.

A repercussão nacional deu ainda mais visibilidade à movimentação na cidade do Agreste Meridional, historicamente associada à trajetória de Lula por sua ligação com a região onde o presidente nasceu, o município vizinho de Caetés.

A dimensão política do evento, porém, vai além das imagens que circularam na internet. A caminhada demonstrou a capacidade de mobilização do grupo liderado por Sivaldo Albino e colocou Garanhuns em evidência na reta final da campanha presidencial.

Se a força vista nas ruas será convertida em votos, a resposta virá das urnas. Mas uma coisa ficou evidente neste sábado: Garanhuns entrou de vez no mapa das grandes mobilizações políticas desta reta final de campanha.

BLOG DO EDNEY — A notícia verdade.

Edney Souto | Equipe Blog do Edney


LULA VAI A PETROLINA NA TERÇA E PREPARA GRANDE MOBILIZAÇÃO NO SERTÃO DE PERNAMBUCO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem agenda prevista para a próxima terça-feira (20), em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, para participar de um ato político que promete movimentar a reta final da campanha eleitoral no estado.

O principal momento da mobilização será a travessia da ponte Presidente Dutra, que liga Petrolina, em Pernambuco, a Juazeiro, na Bahia. O gesto simbólico pretende reunir militantes, lideranças políticas e apoiadores em uma demonstração de força popular às margens do Rio São Francisco.

A estratégia é levar a campanha para além da Região Metropolitana do Recife e reforçar a presença política de Lula no interior pernambucano, especialmente no Sertão, onde a mobilização da militância pode ter peso importante nesta reta final da disputa.

A expectativa dos organizadores é transformar a passagem do presidente pela região em um grande ato de engajamento, reunindo apoiadores e lideranças em torno da candidatura petista.

A ida de Lula a Petrolina também coloca o Sertão no centro das atenções políticas de Pernambuco nos últimos dias da campanha. Com a travessia da ponte como símbolo, o evento pretende mostrar capacidade de mobilização e ampliar a pressão política na reta final das urnas.

No jogo eleitoral, a mensagem é clara: Lula quer fazer barulho no interior e mostrar que sua campanha segue mobilizada até o último momento.

VIROU - LULA APARECE COM 51% CONTRA 49% DE FLÁVIO BOLSONARO, MAS DISPUTA SEGUE EM EMPATE TÉCNICO, DIZ VOX BRASIL

Pesquisa divulgada neste domingo (18) mostra o presidente numericamente à frente, mas diferença está dentro da margem de erro. Levantamento ouviu 2.100 eleitores e está registrado no TSE sob o número BR-04332/2026.

A disputa presidencial entrou na reta decisiva com um cenário de equilíbrio entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada neste domingo (18), aponta Lula com 51% dos votos válidos, contra 49% do senador. Dois pontos separam os candidatos na conta dos votos válidos, mas a margem de erro impede qualquer leitura de vantagem consolidada.

No cenário estimulado, que considera todos os entrevistados, Lula registra 46,4% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 44,6%. Brancos, nulos e os que responderam nenhum somam 5%, enquanto 3,9% não souberam responder.

A diferença de 1,8 ponto percentual nas intenções de voto está dentro da margem de erro de 2,15 pontos, para mais ou para menos. Na prática, o levantamento configura empate técnico.

O QUE MUDOU NA CORRIDA PRESIDENCIAL

A comparação com a rodada anterior da Vox Brasil, realizada dez dias antes, mostra movimentação dos dois lados. Lula saiu de 44,2% para 46,4%, um crescimento de 2,2 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro passou de 42,7% para 44,6%, avançando 1,9 ponto.

Outro dado chama atenção: o percentual de indecisos caiu de 9,7% para 3,9%. Ao mesmo tempo, brancos e nulos passaram de 3,4% para 5%.

É um movimento importante na reta final. Com menos eleitores indecisos, a disputa passa a depender cada vez mais da capacidade de cada campanha de consolidar seus apoiadores e conquistar quem ainda pode mudar de posição. Os números, porém, não permitem afirmar como esses eleitores vão se comportar na urna.

REJEIÇÃO ALTA DOS DOIS LADOS

A pesquisa também revela um obstáculo para os dois candidatos. Segundo o levantamento, Lula e Flávio Bolsonaro têm rejeição idêntica: 45,3% dos entrevistados afirmam que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum.

O dado indica uma disputa marcada não apenas pela busca de novos votos, mas também pela dificuldade de superar resistências já estabelecidas entre parcelas do eleitorado.

Na pergunta sobre quem acreditam que vencerá a eleição, independentemente da própria intenção de voto, 46,9% apontam Lula, enquanto 41,6% acreditam na vitória de Flávio Bolsonaro. Outros 11,5% não souberam responder.

A percepção sobre quem vencerá, no entanto, não deve ser confundida com intenção de voto ou previsão segura do resultado.

OS NÚMEROS DA PESQUISA

O Instituto Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios, entre os dias 15 e 17 de outubro de 2026. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 2,15 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04332/2026. O custo informado foi de R$ 50 mil, pagos com recursos próprios do instituto.

NA LUPA, POR EDNEY SOUTO

A pesquisa mostra uma eleição que continua aberta nos números. Lula aparece numericamente à frente na Vox Brasil, mas a diferença não ultrapassa a margem de erro. Flávio Bolsonaro permanece próximo, e a rejeição elevada dos dois candidatos revela o tamanho da polarização.

O dado político mais relevante não é transformar os 51% contra 49% em uma vitória antecipada. É observar a evolução dos números, a redução dos indecisos e o comportamento do eleitorado nos últimos dias antes da votação.

Em uma disputa tão apertada, cada levantamento funciona como uma fotografia de determinado momento. A urna, e não a pesquisa, é que dará a resposta definitiva.

Blog do Edney — A notícia verdade. Você atualizado o tempo todo.

sábado, 17 de outubro de 2026

2028 JÁ COMEÇOU? PRISCILA KRAUSE VOLTA AO RADAR DA DISPUTA PELA PREFEITURA DO RECIFE

A eleição de 2026 ainda está fresca na memória, mas os movimentos para 2028 já começaram a aparecer nos bastidores da política pernambucana. E um nome voltou a circular com força: o da vice-governadora Priscila Krause (PSD), apontada em eventos recentes como “a filha do Recife”. Coincidência ou recado político? Em ano de rearrumação dos grupos, ninguém costuma lançar uma frase dessas sem provocar alguma repercussão.

As referências à vice-governadora já renderam postagens nas redes sociais e alimentaram especulações sobre uma possível candidatura à Prefeitura do Recife. Oficialmente, porém, Priscila e pessoas próximas negam que exista uma pré-candidatura em andamento. O assunto, ainda assim, entrou no debate e promete render conversa nos próximos meses.

Priscila não é novata nessa disputa. Em 2016, quando era filiada ao DEM, concorreu à Prefeitura do Recife e terminou na quarta colocação, com 47.399 votos, o equivalente a 5,43% dos votos válidos. Naquele ano, Geraldo Julio (PSB) e João Paulo (PT) avançaram ao segundo turno, com vitória do socialista.

Dez anos depois, o cenário é outro. Priscila ocupa a vice-governadoria, integra o grupo político de Raquel Lyra e tem uma posição estratégica no tabuleiro estadual. Mas transformar esse espaço em força eleitoral na capital é outra história.

O desafio seria enfrentar o prefeito Victor Marques (PCdoB), que conta com o apoio do grupo do ex-prefeito João Campos (PSB). Depois da derrota de João na disputa pelo Governo de Pernambuco, a manutenção da influência política no Recife ganha ainda mais importância para o PSB. A capital continua sendo uma peça central na estratégia do partido, e a oposição não terá caminho fácil para tomar esse espaço.

O problema não é apenas disputar. É saber o que acontece depois.

Uma eventual candidatura de Priscila em 2028 teria consequências que ultrapassam os limites do Recife. Raquel Lyra poderá chegar a 2030 diante da possibilidade de renunciar ao Governo para disputar outro cargo, como o Senado. Nesse cenário, a vice-governadora seria uma peça decisiva na sucessão estadual.

Se Priscila vencer a eleição municipal, abrirá mão da vice-governadoria e deixará o caminho livre para que o próximo presidente da Assembleia Legislativa assuma o comando do Estado em caso de saída de Raquel. Uma mudança dessa dimensão pode provocar uma disputa intensa entre deputados e grupos políticos interessados no controle do Governo.

Se perder a eleição no Recife, por outro lado, Priscila poderá chegar a 2030 politicamente desgastada, justamente quando seu nome poderia ser considerado para uma disputa estadual.

É uma conta delicada. A governadora precisa pensar na própria sucessão, mas também terá de avaliar o impacto de uma eventual candidatura de sua vice à Prefeitura. O movimento pode fortalecer o grupo em uma frente e abrir um problema em outra.

Por enquanto, Priscila aparece como uma possibilidade, não como candidata confirmada. E, no campo governista, ainda é difícil enxergar outro nome com a mesma posição institucional para entrar nessa discussão.

OUTROS NOMES ENTRAM NO RADAR

Priscila não está sozinha nas especulações sobre a disputa municipal. Pelo campo da direita, aparecem os nomes de Anderson Ferreira (PL) e Eduardo Moura (Novo), ambos eleitos deputados federais. São alternativas que podem tentar ocupar o espaço de oposição ao grupo que comanda a capital pernambucana.

Na esquerda, Marília Arraes (PDT), mesmo sendo aliada em determinados campos políticos, também é citada como uma possibilidade. Sua eventual entrada na disputa dependeria, naturalmente, de uma série de acordos e interesses que ainda estão longe de ser definidos.

A deputada estadual Dani Portela (PT) também já se colocou à disposição. A possibilidade chama atenção porque PT e PCdoB integram a mesma federação partidária, o que torna uma candidatura contra o atual prefeito um assunto politicamente delicado.

A eleição de 2028 ainda está distante no calendário, mas os primeiros movimentos mostram que os grupos já começam a calcular riscos, medir forças e testar nomes.

No Recife, a pergunta já não é apenas quem poderá enfrentar Victor Marques. É também quem estará disposto a entrar numa disputa que pode mexer diretamente com o futuro político de Pernambuco em 2030.

Priscila Krause está no centro dessa conversa. Mas, entre ser lembrada em eventos e efetivamente entrar na corrida eleitoral, existe uma distância que só o tempo e as articulações políticas poderão encurtar.

Na política pernambucana, 2028 já começou nos bastidores. E a disputa pelo Recife pode ser apenas o primeiro capítulo de uma batalha muito maior.