Em entrevista ao jornalista Ricardo Dantas Barreto, Miguel foi enfático ao afirmar que chegará à convenção de Raquel Lyra, no domingo (2), já na condição de candidato ao Senado da base governista. Segundo ele, a composição da chapa majoritária prevê o nome de Túlio Gadêlha (PSD) e não haverá uma definição formal de que a segunda vaga ao Senado pertença à Federação União Progressista.
Mesmo assim, Miguel garante que sua candidatura seguirá normalmente.
"A governadora Raquel Lyra não vai coligar com a União Progressista para o Senado. Vai ter Túlio Gadêlha na chapa dela e não vai colocar na ata que a outra vaga é da federação. Eu já vou me apresentar, no domingo, como candidato dela com Túlio", declarou.
O dirigente também defendeu que a federação possa lançar dois candidatos ao Senado. Segundo ele, caso o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) mantenha sua intenção de disputar a Casa Alta, ambos poderão integrar a disputa.
"Se o deputado Eduardo da Fonte quiser, também será candidato. Essa foi a proposta apresentada para todos os partidos", afirmou Miguel.
Demonstrando confiança na candidatura, Miguel revelou que toda a estrutura de campanha já está preparada. De acordo com ele, material gráfico, identidade visual e slogan já estão prontos e aguardam apenas a liberação do CNPJ da campanha para serem colocados nas ruas.
Enquanto Miguel confirma sua candidatura, o Progressistas mantém posição diferente. O partido realizará convenção própria também no sábado para homologar o nome de Eduardo da Fonte ao Senado. Presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, Eduardo teve sua indicação aprovada por unanimidade, por cinco votos a zero, em reunião interna, e convocou para o dia 5 de agosto a convenção conjunta entre União Brasil e PP, acreditando que será confirmado como candidato único da federação ao Senado.
Apesar do impasse, Eduardo sinalizou que há conversas em andamento para tentar construir um entendimento.
"Já tem gente agindo para apaziguar", afirmou ao jornalista Ricardo Dantas Barreto.
Nos bastidores, o Progressistas argumenta que possui maior representatividade política no Estado, com uma bancada formada por dez deputados estaduais e três deputados federais, enquanto o União Brasil conta atualmente com um deputado estadual e um deputado federal em Pernambuco.
A divergência evidencia que, embora a aliança em torno da reeleição de Raquel Lyra esteja consolidada, a definição das candidaturas ao Senado ainda promete intensas negociações até o encerramento das convenções partidárias. O cenário indica que a disputa interna na Federação União Progressista está longe de um desfecho definitivo e poderá influenciar diretamente a composição final da chapa governista para as eleições deste ano.