segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

DISPUTA DE R$ 60 MILHÕES COLOCA PASTOR FAMOSO E EMPRESÁRIO NO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO POLICIAL EM SÃO PAULO

Uma batalha judicial de cifras milionárias levou o nome do pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, e do empresário paraense Sebastião Miranda, conhecido como Tiãozinho, ao centro de um inquérito conduzido pela Polícia Civil de São Paulo. O caso, que começou como um desacordo comercial, ganhou contornos criminais e hoje envolve suspeitas de falsidade ideológica e possíveis irregularidades no setor de telecomunicações.

De acordo com a investigação, a Igreja Mundial firmou contrato com a empresa SM Comunicações, pertencente ao empresário, para a retransmissão do sinal de sua emissora de televisão em diversas regiões do país. O objetivo era ampliar o alcance da programação religiosa, estratégia considerada fundamental para a expansão da igreja em mercados regionais. No entanto, o que parecia uma parceria estratégica acabou se transformando em um conflito de grandes proporções.

A Mundial sustenta que a empresa contratada informou possuir todas as autorizações necessárias para operar as retransmissoras, o que teria sido decisivo para a assinatura do acordo. No decorrer da execução do contrato, porém, a igreja afirma ter constatado que parte dessas outorgas simplesmente não existia ou não estava regularizada junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão responsável por autorizar e fiscalizar esse tipo de serviço no país.

É justamente a validade dessas outorgas que está no centro da apuração policial. A suspeita é de que documentos ou informações apresentados durante a negociação possam ter sido usados para dar aparência de legalidade a operações que não estariam devidamente autorizadas. Caso fique comprovada a falsidade ideológica, o caso pode ultrapassar definitivamente a esfera cível e resultar em responsabilização criminal.

O impacto financeiro do imbróglio é expressivo. Estimativas apontam que o prejuízo alegado gira em torno de R$ 60 milhões, valor que inclui pagamentos realizados, investimentos feitos e possíveis perdas decorrentes da interrupção ou limitação do sinal de TV em determinadas localidades. Esse montante ajuda a explicar a escalada do conflito e a judicialização do episódio.

Enquanto a Polícia Civil avança na coleta de depoimentos e análise de documentos, o inquérito segue em andamento sem conclusão definitiva. A expectativa é que a investigação esclareça se houve, de fato, fraude na apresentação das outorgas da Anatel e qual o grau de responsabilidade de cada uma das partes envolvidas. Até lá, o caso permanece como um dos mais emblemáticos exemplos de como disputas empresariais no campo religioso e midiático podem ganhar repercussão criminal e chamar a atenção das autoridades.

MÁRCIA CONRADO REFORÇA ARTICULAÇÃO POLÍTICA E ANUNCIA WALDIR TENÓRIO NA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

A prefeita Márcia Conrado anunciou, neste domingo, o médico Waldir Tenório como novo secretário de Relações Institucionais do governo municipal. A confirmação ocorreu durante a entrega de um sistema simplificado de abastecimento de água na comunidade Brás Quincas, localizada na região de Caiçarinha da Penha, ação que marcou mais um compromisso da gestão com o fortalecimento da infraestrutura hídrica na zona rural.

A informação foi inicialmente divulgada pelo comunicador Tony Alencar em suas redes sociais e, poucas horas depois, oficializada pela própria prefeita no ato público, diante de moradores, lideranças comunitárias e aliados políticos. A escolha de Waldir Tenório ocorre em um momento estratégico da administração, quando o governo busca ampliar o diálogo institucional com a Câmara de Vereadores, partidos aliados e segmentos da sociedade civil.

Com trajetória conhecida no meio político local, Dr. Waldir já disputou mandato de vereador e mantém atuação ativa nos bastidores da política municipal. Ele é esposo da ex-vereadora Juliana Tenório, que teve o mandato cassado por decisão da Justiça Eleitoral, em processo que tratou de fraude à cota de gênero — episódio que ainda repercute no cenário político da cidade.

A Secretaria de Relações Institucionais é considerada uma das pastas mais sensíveis do governo, responsável pela articulação política, construção de consensos e interlocução direta com diferentes esferas de poder. Nos bastidores, a nomeação é interpretada como um gesto de fortalecimento da base aliada e, também, como uma sinalização ao partido Solidariedade, legenda à qual o novo secretário é ligado. Entre adversários, a pasta chegou a ser descrita como um “prêmio de consolação” ao grupo político, avaliação que circula no meio político, mas não foi comentada oficialmente pela gestão.

Durante o anúncio, Márcia Conrado destacou a importância da lealdade política e da capacidade de diálogo para o cargo, afirmando que a gestão precisa de pessoas comprometidas com o projeto administrativo e com a construção de pontes institucionais. Já Waldir Tenório agradeceu a confiança e afirmou que assume a missão com o objetivo de contribuir para a estabilidade política e o avanço das ações do governo municipal.

A nomeação reforça o movimento de reorganização interna da administração e indica que o governo Márcia Conrado segue atento às articulações políticas, especialmente em um cenário de disputas e rearranjos partidários que já projetam os próximos embates eleitorais no município.


Informações do Blog Nill Jr.

COLUNA POLÍTICA | O TEMPO CORRE: ELEIÇÕES 2026| NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

ELEIÇÕES 2026: CALENDÁRIO APERTA, BASTIDORES ESQUENTAM E 150 MILHÕES DE ELEITORES ENTRAM NA CONTAGEM REGRESSIVA

Com a confirmação do calendário eleitoral, o Brasil inicia oficialmente a contagem regressiva para as eleições gerais de 2026, um dos processos políticos mais amplos e complexos do mundo. Segundo estimativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao menos 150 milhões de brasileiros estarão aptos a comparecer às urnas no primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro. Na data, o eleitor terá a missão de escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais, definindo os rumos do país pelos próximos anos.

Caso nenhuma candidatura alcance maioria absoluta para os cargos do Executivo, o segundo turno está previsto para 25 de outubro, quando poderão ser decididas as disputas pela Presidência da República e pelos governos estaduais. Até lá, o calendário impõe uma série de prazos estratégicos que já movimentam os bastidores da política nacional.

CORRIDA COMEÇA ANTES DO VOTO

Embora a propaganda eleitoral só esteja autorizada a partir de agosto, a disputa começa bem antes. Um dos marcos iniciais é o prazo para regularização do título de eleitor, que vai até 6 de maio de 2026. Quem ainda não tirou o primeiro título ou precisa resolver pendências junto à Justiça Eleitoral deve ficar atento. A boa notícia é que, na maioria dos casos, todo o procedimento pode ser feito de forma digital, pelos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), sem a necessidade de comparecimento presencial.

Esse prazo é decisivo para milhões de brasileiros, especialmente jovens eleitores e pessoas que deixaram de votar em pleitos anteriores, pois quem não regularizar a situação pode enfrentar restrições que vão além do direito ao voto, como impedimentos para emissão de documentos e participação em concursos públicos.

DESINCOMPATIBILIZAÇÃO: O PRIMEIRO TESTE DE CORAGEM POLÍTICA

Outro ponto-chave do calendário é a chamada desincompatibilização, que obriga ocupantes de cargos no Executivo interessados em disputar outro mandato a deixarem suas funções seis meses antes da eleição. Na prática, isso antecipa o início efetivo da corrida eleitoral para abril de 2026.

Governadores, ministros, secretários e outros gestores precisam, nesse momento, transformar articulações de bastidor em decisões públicas. O afastamento do cargo não é apenas uma exigência legal, mas também um gesto político: sinaliza ambição eleitoral, redefine alianças e pode alterar o equilíbrio de forças nos governos e nas assembleias. É quando o tabuleiro começa a ficar mais visível para o eleitor.

JANELA PARTIDÁRIA: TROCAS, CÁLCULOS E SOBREVIVÊNCIA

Entre março e abril de 2026, deputados federais, estaduais e distritais poderão trocar de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A chamada janela partidária funciona como um termômetro do cenário eleitoral, revelando quais legendas estão em ascensão, quais perderam força e como os parlamentares avaliam suas chances de reeleição ou de voos mais altos.

Tradicionalmente, esse período provoca uma verdadeira dança das cadeiras, com negociações intensas, promessas de estrutura de campanha e disputas internas por espaço nas chapas proporcionais.

CONVENÇÕES DEFINEM O JOGO

A formalização das candidaturas ocorre nas convenções partidárias, previstas para o período entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. É nessa etapa que os partidos oficializam seus nomes, definem coligações e federações e encerram meses — ou até anos — de articulações políticas.

Sem a aprovação em convenção, ninguém pode concorrer. Por isso, esse momento costuma ser marcado por disputas internas acirradas, reviravoltas de última hora e decisões que podem mudar completamente o desenho da eleição.

REGISTRO E CAMPANHA: A DISPUTA GANHA AS RUAS

Encerradas as convenções, partidos e federações têm até 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral o registro oficial das candidaturas. No dia seguinte, 16 de agosto de 2026, a campanha eleitoral estará oficialmente liberada.

A partir daí, candidatos podem pedir voto nas ruas, promover atos públicos e intensificar a presença nas redes sociais, respeitando as regras estabelecidas pela legislação eleitoral. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa 35 dias antes da antevéspera da eleição, tornando-se um dos principais palcos da disputa, especialmente nas corridas majoritárias.

UM PAÍS EM MOVIMENTO

Mais do que datas no calendário, as eleições de 2026 representam um período de intensas transformações políticas, com impacto direto na economia, nas políticas públicas e no cotidiano da população. Para eleitores, candidatos e partidos, o recado é claro: o relógio já começou a correr, e cada prazo pode ser decisivo no resultado final das urnas. É isso!

domingo, 4 de janeiro de 2026

FÉ, SONHOS E DESENVOLVIMENTO MARCAM GRANDE CONFRATERNIZAÇÃO DO GRUPO J. SILVINO EM BOM JARDIM

Bom Jardim foi palco, no último sábado, de um encontro que simbolizou muito mais do que uma simples celebração corporativa. As empresas Dicalli Designer, Madepac Madeireira Padre Cícero, JA Confort Estofados e J.Confort Colchões, que integram o Grupo J. Silvino, realizaram uma grande confraternização no Selva de Pedra, reunindo funcionários, clientes, colaboradores, parceiros e amigos em um ambiente marcado pela união, pela fé e por grandes expectativas para o futuro.

Desde a chegada dos convidados, o clima era de integração e reconhecimento. O evento refletiu a identidade do grupo, construída ao longo dos anos com base no respeito às pessoas, na valorização do trabalho coletivo e na busca constante por crescimento. Colaboradores de diferentes setores dividiram experiências, celebraram conquistas e reforçaram laços que vão além do ambiente profissional, evidenciando a força humana que sustenta o desenvolvimento das empresas.

Em um dos momentos mais aguardados da confraternização, o diretor-presidente Silvino Filho fez um pronunciamento que emocionou os presentes. Em sua fala, destacou que nunca se deve deixar de sonhar nem de lutar pelos próprios objetivos, lembrando que cada etapa vencida foi fruto de coragem, persistência e confiança. Para ele, o encontro representou a materialização de um sonho que começou com desafios, mas que hoje se consolida como um grupo empresarial sólido, com perspectivas ainda mais promissoras para 2026.

A presidente do Grupo J. Silvino, Adriana Silvino, também teve papel de destaque no evento. Em seu discurso, ela ressaltou o agradecimento a Deus por cada conquista alcançada e enfatizou a importância da perseverança diária para vencer os desafios do caminho empresarial. Adriana destacou que o sucesso do grupo é resultado de fé, disciplina e do esforço contínuo de cada colaborador, reforçando que as vitórias são construídas todos os dias, com humildade e determinação.

A confraternização contou ainda com a presença do prefeito de Bom Jardim, Janjão, parceiro do grupo desde o processo de instalação do empreendimento no município. O gestor municipal destacou a relevância do Grupo J. Silvino para o desenvolvimento econômico da cidade, ressaltando a geração de empregos, o fortalecimento da indústria local e o impacto positivo da iniciativa privada quando aliada ao poder público.

Ao longo do evento, clientes e parceiros tiveram a oportunidade de estreitar relacionamentos, conhecer mais de perto a trajetória do grupo e compartilhar expectativas para os próximos anos. O ambiente de diálogo e confiança reforçou a credibilidade das marcas que compõem o Grupo J. Silvino, reconhecidas pela qualidade, inovação e compromisso com o mercado.

Mais do que celebrar resultados, a confraternização no Selva de Pedra simbolizou um novo ciclo. O Grupo J. Silvino encerra uma etapa reafirmando valores como fé, união e perseverança, e inicia outra com o olhar voltado para o futuro, apostando em expansão, inovação e desenvolvimento sustentável. Em Bom Jardim, o evento deixou claro que grandes sonhos, quando sustentados por trabalho e propósito, se transformam em conquistas duradouras.

AGRESTE EM TRANSIÇÃO: VICES SE PREPARAM PARA ASSUMIR PREFEITURAS E GANHAM STATUS DE FUTUROS PREFEITOS

O ano de 2026 começa com movimentos silenciosos, porém decisivos, no tabuleiro político do Agreste Setentrional de Pernambuco. Enquanto lideranças consolidadas miram novos espaços nas eleições estadual e federal, dois nomes passam a ocupar o centro das atenções como peças-chave da continuidade administrativa em seus municípios: Lúcio Silva, atual vice-prefeito de Casinhas, e Arsênio da Minério, vice-prefeito de Bom Jardim. Ambos estão prestes a deixar a condição de coadjuvantes para assumir o comando das prefeituras, em um cenário que mistura expectativa política, responsabilidade administrativa e projeção regional.

A prefeita de Casinhas, Juliana de Chaparral (União Brasil), articula sua candidatura à Câmara dos Deputados, enquanto o prefeito de Bom Jardim, Janjão (PSD), trabalha nos bastidores para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Reeleitos com votações expressivas e respaldados por gestões bem avaliadas, os dois líderes sabem que a legislação eleitoral impõe um marco decisivo: a desincompatibilização, que exige o afastamento do cargo até seis meses antes do pleito. Na prática, abril será o ponto de largada oficial para a corrida eleitoral e, ao mesmo tempo, o momento em que os vices assumirão definitivamente as rédeas dos municípios até o fim dos mandatos, em dezembro de 2028.

Em Casinhas, a transição leva ao comando municipal José Lúcio da Silva, um nome conhecido e respeitado nos bastidores da política regional. Com passagem anterior como vice-prefeito de Orobó, Lúcio é considerado um dos quadros mais fiéis e estratégicos do grupo liderado por Cleber Chaparral, atual prefeito de Surubim e figura de grande influência no interior pernambucano. Aos 44 anos, natural de Umbuzeiro, na Paraíba, formado em Administração, casado com a médica Mônica Martins e pai de três filhos, Lúcio assume a prefeitura com a missão clara de dar continuidade a um projeto político que vem se fortalecendo eleição após eleição. Sua chegada ao cargo simboliza estabilidade, alinhamento político e a manutenção de uma gestão que tem respaldo popular.

Já em Bom Jardim, o cenário também aponta para uma transição planejada, mas com desafios próprios. Arsênio Medeiros de Oliveira, conhecido como Arsênio da Minério, assume o comando do município com um perfil técnico e empresarial. Nascido no Recife, aos 46 anos, ele construiu sua trajetória profissional na área de mineração, com formação sólida, cursos voltados às relações humanas no trabalho e especialização internacional em extração de granitos ornamentais, realizada em Portugal. Atualmente encarregado geral de extração da Minérios de Bom Jardim S/A, Arsênio chega à prefeitura com a responsabilidade de manter o ritmo de uma gestão marcada por investimentos, obras e entregas concretas, ao mesmo tempo em que precisará imprimir seu estilo e consolidar sua identidade política diante da população.

O momento vivido por Casinhas e Bom Jardim é emblemático. Não se trata apenas de uma troca de cadeiras, mas de uma fase em que a continuidade administrativa será colocada à prova. Lúcio Silva e Arsênio da Minério não começam do zero. Eles herdam projetos em andamento, compromissos firmados e expectativas elevadas. Caberá a cada um mostrar capacidade de diálogo, sensibilidade política e eficiência administrativa para transformar a transição em oportunidade de avanço.

Enquanto Juliana de Chaparral e Janjão ampliam seus horizontes eleitorais, os dois municípios entram em um período decisivo, no qual a presença ativa dos novos gestores será fundamental para garantir estabilidade e progresso. Em política, assumir no meio do caminho exige ainda mais responsabilidade. E, no Agreste Setentrional, tudo indica que 2026 será lembrado como o ano em que dois vices deixaram os bastidores para se firmarem como prefeitos de fato, com a missão de provar que governar é dar sequência, cuidar do que foi construído e seguir comprometido com o povo.


Informações e foto do site Mais Casinhas 

SERRA TALHADA VIVE MOMENTO HISTÓRICO NO EMPREGO E REGISTRA SEGUNDO MELHOR NOVEMBRO DE TODA A SÉRIE

Serra Talhada encerrou o mês de novembro consolidando um dos capítulos mais expressivos de sua trajetória econômica. O município registrou a criação de 367 novos postos de trabalho, alcançando um saldo positivo de 100 novas admissões, conforme dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nos últimos dias de 2025. O resultado posiciona a cidade como detentora do segundo melhor novembro de sua história e reforça uma tendência clara de crescimento contínuo ao longo do ano.

Os números não são isolados. Eles refletem um desempenho consistente que vem sendo construído mês a mês. Somente em 2025, até novembro, Serra Talhada acumulou 4.438 admissões, estabelecendo um recorde histórico e demonstrando a força do mercado de trabalho local em um cenário ainda desafiador para muitas regiões do país.

O avanço foi impulsionado principalmente pelos setores de comércio e indústria, que lideraram a geração de empregos, com saldos de 56 e 24 vagas, respectivamente. Serviços e construção civil também apresentaram desempenho positivo, evidenciando uma economia diversificada e menos dependente de um único segmento, fator considerado essencial para a sustentabilidade do crescimento.

Para a prefeita Márcia Conrado, os dados confirmam que o município segue no rumo certo. Segundo ela, o fortalecimento do emprego é resultado direto de políticas públicas voltadas à qualificação profissional e ao estímulo da economia local. Programas como o Qualifica Serra, que já capacitou mais de 4 mil pessoas, têm sido decisivos para preparar a mão de obra e conectar trabalhadores às oportunidades geradas no município. A gestora destaca ainda que o compromisso é manter esse ritmo em 2026, ampliando investimentos e ações que garantam mais desenvolvimento.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Elyzandro Nogueira, o cenário positivo é fruto de planejamento e diálogo constante com o setor produtivo. Ele ressalta que criar um ambiente favorável ao empreendedorismo tem sido uma prioridade da gestão, permitindo que empresas cresçam, invistam e gerem empregos. Para o secretário, Serra Talhada vive atualmente um ciclo de confiança, no qual empresários e trabalhadores acreditam no potencial da cidade e contribuem para um movimento econômico que tende a se manter no longo prazo.

Com indicadores robustos e resultados concretos, Serra Talhada encerra 2025 como referência regional em geração de empregos, mostrando que políticas bem estruturadas, aliadas à qualificação e ao estímulo ao setor produtivo, podem transformar a realidade econômica de um município e abrir novas perspectivas para sua população.

GOIANA ENTRA NA ERA BIO-HYBRID E COLOCA PERNAMBUCO NA VANGUARDA DA NOVA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

Após uma década de consolidação industrial, o Polo Automotivo Stellantis de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, inicia um novo e ambicioso capítulo de sua história. A montadora anunciou um investimento de R$ 13 bilhões entre 2025 e 2030, sinalizando que a unidade pernambucana deixará de ser apenas uma fábrica de grande escala para se firmar como um dos principais polos tecnológicos, de inovação e sustentabilidade da Stellantis na América do Sul.

O aporte prepara a planta para ampliar o portfólio de veículos, incorporar tecnologias avançadas e assumir protagonismo na transição para uma mobilidade de menor impacto ambiental, alinhada à realidade brasileira e às exigências do mercado global.

No centro dessa nova estratégia está a tecnologia Bio-Hybrid, desenvolvida pela Stellantis no Brasil. A proposta combina eletrificação com motores flex, capazes de operar com gasolina ou etanol, criando uma solução híbrida que alia eficiência energética, redução de emissões e viabilidade econômica. Ao integrar o etanol — biocombustível renovável com cadeia produtiva consolidada no país — à eletrificação, a empresa aposta em um modelo de transição energética adaptado ao perfil do consumidor sul-americano.

“O foco é oferecer veículos eficientes e acessíveis, combinando eletrificação e etanol. Pernambuco terá papel estratégico nesse avanço, concentrando parte relevante da produção dos novos modelos”, destaca Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul. Segundo ele, o novo ciclo reposiciona o estado em um patamar mais elevado no mapa da indústria automotiva e das exportações.

Goiana será responsável pela produção de quatro novos modelos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid, ampliando o portfólio de veículos híbridos da Stellantis no Brasil, que já conta com versões eletrificadas de modelos como Fiat Pulse e Fastback, além dos Peugeot 208 e 2008 Hybrid. A expectativa é que a fábrica passe a atender tanto o mercado interno quanto a demanda internacional, reforçando o papel estratégico de Pernambuco na cadeia global da montadora.

Outro anúncio que reforça o salto tecnológico do polo é a confirmação do início da produção da Leapmotor, marca chinesa reconhecida mundialmente pelo desenvolvimento de veículos eletrificados com forte integração entre hardware, software e sistemas inteligentes. A fabricação em Goiana está prevista para começar em 2026. Embora os modelos ainda não tenham sido divulgados, a chegada da Leapmotor eleva o nível tecnológico da planta e amplia sua conexão com plataformas globais de eletrificação.

Além disso, outras marcas produzidas no polo também estão no radar da Stellantis para receber versões eletrificadas, o que indica uma transformação gradual, porém consistente, do parque industrial pernambucano.

A sustentabilidade é outro pilar que sustenta esse novo momento. Em 2021, o complexo de Goiana tornou-se o primeiro polo automotivo carbono neutro da América Latina. Desde setembro de 2024, todos os veículos flex produzidos na unidade passaram a sair de fábrica abastecidos com etanol 100% pernambucano, medida que reduz a pegada de carbono e fortalece a economia local, integrando indústria, energia limpa e desenvolvimento regional.

Para o vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis na América do Sul, a estratégia Bio-Hybrid reflete a maturidade industrial alcançada em Pernambuco. “Trata-se de uma transição energética compatível com a realidade brasileira, que aproveita nossa matriz energética e a base industrial construída no estado para oferecer diferentes níveis de eletrificação, com redução efetiva de emissões”, afirma.

Herlander Zola reforça que o momento é de virada histórica. “Temos muito orgulho da trajetória construída ao longo dos últimos dez anos no Polo Automotivo de Goiana. Essa conquista é compartilhada com nossos empregados e parceiros, que ajudaram a consolidar a fábrica como uma das mais modernas da Stellantis no mundo. As perspectivas são excelentes: teremos uma nova marca e seis novos produtos entre 2025 e 2030. E confirmamos que o primeiro veículo Bio-Hybrid produzido em Goiana será lançado em 2026”, ressalta.

Com dez anos de operação completados, o Polo Automotivo de Goiana encerra um ciclo iniciado em 2015 e inaugura outro, mais ousado e estratégico. A planta pernambucana passa a ser não apenas um centro de produção, mas uma verdadeira plataforma de inovação, tecnologia e sustentabilidade. Um movimento que projeta Goiana, Pernambuco e o Brasil para o centro das discussões sobre o futuro da indústria automotiva.

ESCÂNDALO BILIONÁRIO NO RECIFE É ENGAVETADO, ENVOLVE NOMEAÇÃO DO FILHO DE JUIZ E TERMINA COM RECUO DO PREFEITO SOB PRESSÃO NACIONAL

O que prometia se tornar um dos processos mais explosivos da história recente da administração pública do Recife acabou mergulhado em silêncio institucional, cercado por suspeitas graves, decisões controversas e um desfecho que ampliou ainda mais a sensação de impunidade. Um conjunto robusto de denúncias que apontam para um suposto esquema milionário de desvios de recursos públicos, contratos irregulares, pagamentos em duplicidade e possível financiamento eleitoral ilegal foi abruptamente paralisado no Judiciário — justamente após o juiz responsável pelo caso ter o próprio filho nomeado em um concurso público da Prefeitura do Recife.

A coincidência entre a nomeação e o esfriamento do processo acendeu um alerta máximo entre juristas, órgãos de controle e observadores da cena política. O episódio passou a simbolizar algo que vai além de suspeitas administrativas: a fragilidade das instituições diante do poder político e a crescente percepção de que escândalos envolvendo cifras milionárias podem simplesmente ser engavetados sem explicações à sociedade.

As investigações vinham sendo conduzidas por uma força-tarefa que reunia o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o Ministério Público de Contas, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal. O foco eram contratos firmados pela Prefeitura do Recife a partir de 2021, primeiro ano da gestão do prefeito João Campos (PSB), especialmente na área de manutenção predial.

Segundo os órgãos de controle, esse tipo de contrato teria sido utilizado como fachada para uma engrenagem complexa de desvios, reajustes sem respaldo técnico, pagamentos duplicados e circulação irregular de dinheiro público. No centro do esquema aparece a Construtora Sinarco, empresa sediada em João Pinheiro, no interior de Minas Gerais, a mais de 1.500 quilômetros do Recife.

Sem sede, filial ou histórico operacional em Pernambuco, a empresa passou a firmar contratos milionários com diversas secretarias municipais, sobretudo Educação e Saúde, por meio de adesões a atas de registro de preços de consórcios mineiros. Embora o mecanismo seja legal, os órgãos de controle apontam uso abusivo, sem justificativa técnica plausível e com forte indício de direcionamento.

Mesmo sem estrutura local conhecida, a Sinarco assumiu obras de grande porte na capital pernambucana, incluindo a construção de escolas e unidades de saúde do zero. Para investigadores, o volume financeiro, a complexidade dos serviços e a ausência de capacidade operacional visível tornam difícil sustentar que tudo ocorreu sem o conhecimento do alto escalão da gestão municipal.

O cenário se torna ainda mais grave com a participação de empresas locais já contratadas pela Prefeitura, como a Alca Engenharia e a Max Construções. As apurações indicam que essas empresas atuavam simultaneamente nos mesmos equipamentos públicos, levantando a suspeita de que uma mesma obra teria sido paga duas vezes: primeiro como “manutenção predial” e depois como execução de novos serviços pela construtora mineira. Se confirmada, a prática configura dano direto ao erário.

Outro ponto considerado explosivo é o fato de os boletins de medição das obras terem sido assinados pelo mesmo engenheiro para as três empresas, reforçando a hipótese de que, apesar dos CNPJs distintos, elas integrariam um mesmo grupo econômico. Em 2024, ano eleitoral, esse conjunto de empresas faturou aproximadamente R$ 81 milhões, dado que levou investigadores a levantar a possibilidade de desvio de recursos públicos para abastecer campanhas políticas e estruturas eleitorais.

O Ministério Público de Contas também questiona reajustes milionários sem amparo contratual, como um pagamento de R$ 3,5 milhões feito à Sinarco em abril de 2024, além da possível utilização irregular de recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse ponto justificou a entrada do TCU e da Polícia Federal nas investigações. Técnicos apontam que os boletins de medição são frágeis, incompletos e incapazes de comprovar a efetiva execução dos serviços pagos.

Todo esse material foi reunido em uma representação interna de centenas de páginas do Ministério Público de Contas, que classificou as provas como suficientes para justificar auditorias aprofundadas e medidas duras para proteger o interesse público. O processo avançava, ganhava densidade e aumentava a pressão sobre o sistema político local — até ser abruptamente paralisado no Judiciário.

Foi nesse contexto que veio à tona a nomeação do filho do juiz responsável pelo caso em um concurso público da Prefeitura do Recife. A decisão foi amplamente vista como eticamente questionável e levantou suspeitas de conflito de interesses, lançando uma sombra pesada sobre a imparcialidade do magistrado. Pouco depois, o processo perdeu ritmo, decisões deixaram de ser proferidas e o escândalo, na prática, foi empurrado para o esquecimento institucional.

A reação veio de fora. Com a repercussão crescendo, críticas se intensificando e a imprensa nacional passando a tratar o caso com destaque, o prefeito do Recife se viu acuado. Na véspera do Ano Novo, sob forte pressão política e midiática, João Campos recuou e desnomeou o filho do juiz. Para críticos da gestão, o gesto não representou um simples ajuste administrativo, mas uma tentativa tardia de conter danos — interpretada por muitos como uma verdadeira confissão política de que a nomeação não se sustentava.

O recuo, no entanto, não encerra o caso. Pelo contrário, amplia o desgaste, reforça as suspeitas e recoloca no centro do debate a independência do Judiciário, a atuação dos órgãos de controle e a necessidade de transparência. A pergunta que ecoa não é apenas quem se beneficiou financeiramente do suposto esquema, mas se as instituições terão coragem de reabrir a gaveta, retomar as investigações e garantir que a lei valha para todos — inclusive para quem ocupa posições de poder e influência.

Enquanto isso, o Recife assiste a um dos maiores escândalos de sua história recente permanecer suspenso, cercado por silêncio e desconfiança, à espera de desdobramentos que a sociedade cobra — e que já não podem mais ser ignorados.