terça-feira, 1 de setembro de 2026
PREFEITURA DE GARANHUNS ENTREGA 8ª SALA AZUL DA REDE MUNICIPAL
RAQUEL MOSTRA ENTREGAS NA TV E NA REALIDADE
CRESCIMENTO DE REGINA DA SAÚDE EM GARANHUNS ANIMA ALIADOS EM CAMPANHA PARA ESTADUAL
CÂMARA DE LAGOA DOS GATOS APROVA CONTAS DE 2024 DO PREFEITO STÊNIO FERNANDES
NOTA DE PESAR - SECRETARIA DE CULTURA DE GARANHUNS
NA LUPA - JANJÃO MOSTRA FORÇA NO AGRESTE MERIDIONAL, REFORÇA GRUPOS JÁ FORMADOS E AMPLIA REDE POLÍTICA EM MARATONA POR NOVE CIDADES
A política do Agreste ganhou um daqueles fins de semana que servem para muita gente refazer contas.
O candidato a deputado estadual Janjão (PSD) colocou o pé na estrada e, ao lado de Miguel Coelho (União Brasil) no sábado, percorreu cinco municípios. No domingo, manteve o ritmo pelo Agreste Meridional e passou por mais quatro cidades.
Foram nove municípios em dois dias: Venturosa, Caetés, Bom Conselho, Angelim, Lajedo, Garanhuns, Palmeirina, Capoeiras e São Bento do Una.
Mas o principal resultado da maratona não está apenas no número de cidades visitadas.
Está na forma como Janjão está construindo sua candidatura.
Ele não está chegando às cidades para começar um grupo do zero. Em boa parte delas, já existe uma base organizada em torno do seu nome. O movimento agora é de crescimento: reforçar os grupos existentes, incorporar novas lideranças e ampliar a capacidade de mobilização.
E esse detalhe muda completamente a leitura da agenda.
Não foi simplesmente uma caravana passando pelo Agreste.
Foi uma candidatura apresentando força onde já possui aliados e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para novos nomes entrarem no time.
UMA CANDIDATURA QUE JÁ TEM BASE E AGORA QUER AMPLIAR
Em uma eleição proporcional, estrutura é fundamental.
O candidato precisa de gente que conheça as comunidades, tenha diálogo com diferentes segmentos e esteja disposta a defender o nome nas ruas.
Por isso, mais importante do que a fotografia ao lado de uma liderança é saber se existe um grupo trabalhando.
Janjão vem construindo essa estrutura antes mesmo do início dessa maratona.
Em cada município, já havia pessoas, grupos e lideranças trabalhando o projeto.
O que aconteceu neste fim de semana foi a chegada de novos nomes.
E isso representa um movimento diferente.
É o fortalecimento de uma candidatura que já possui chão.
VENTUROSA: TRABALHO QUE CHEGA À COMUNIDADE
A primeira parada do sábado foi Venturosa.
No Sítio Caatinga Branca, Miguel Coelho e Janjão acompanharam a chegada de um poço viabilizado pela articulação conjunta dos dois.
A água acabou sendo o símbolo da agenda.
Em uma região onde o abastecimento continua sendo uma das principais preocupações, levar uma ação concreta para uma comunidade cria uma conexão direta com a população.
Janjão destacou a experiência de Miguel como ex-prefeito de Petrolina e citou ações realizadas durante sua gestão.
Segundo ele, foram mais de 500 poços perfurados, além de mais de mil ruas pavimentadas e mais de 40 creches construídas.
“A gente não chega de mãos vazias, chega com trabalho prestado”, afirmou.
A mensagem da dupla é clara:
experiência administrativa precisa se transformar em resultado para o interior.
CAETÉS: O GRUPO CONVERSA, A CAMPANHA AVANÇA
Em Caetés, a agenda foi marcada por encontro com conselheiros tutelares e lideranças.
Entre os nomes presentes estavam Fábio Rocha, Katiane Andrade, Luiz Bubu, Cosmo Balbino, Jurandir Junior e Morgana.
O encontro serviu para ouvir demandas e reforçar a parceria.
Miguel e Janjão apresentaram a ideia de trabalhar de maneira conjunta caso sejam eleitos.
É uma estratégia que se repete nos municípios.
Um candidato para Brasília, outro para a Assembleia, mas ambos com compromisso de atuar pelo mesmo território.
BOM CONSELHO: A CIDADE FOI ÀS RUAS
A maior demonstração pública do sábado aconteceu em Bom Conselho.
Miguel Coelho e Janjão foram recebidos por uma grande carreata.
Centenas de carros e motos acompanharam a comitiva pelas ruas e avenidas.
Ao lado de Gustavo Henrique e Jurandir do Ferro Velho, os candidatos comandaram a mobilização.
A população acompanhou a passagem e demonstrou entusiasmo.
Miguel aproveitou o ato para agradecer a recepção e reforçar sua intenção de atuar em parceria com Janjão.
“Quero agradecer à população de Bom Conselho que atendeu a esse chamado. É com a experiência de ex-prefeito de Petrolina que eu me apresento a vocês. Eu quero ser o deputado federal que, em parceria com o futuro deputado estadual Janjão, vamos fazer muito por Bom Conselho”, afirmou.
A imagem da carreata mostrou o potencial da parceria.
Mas, por trás dela, existe também uma estrutura política que vem sendo construída no município.
Depois de Bom Conselho, a agenda ainda passou por Angelim e Lajedo.
Cinco municípios em um único dia.
DOMINGO: JANJÃO PARTE PARA O AGRESTE MERIDIONAL
No domingo, Janjão manteve a agenda.
A rota foi por Garanhuns, Palmeirina, Capoeiras e São Bento do Una.
E aqui aparece o ponto central da estratégia.
Em todas essas cidades, Janjão já possuía grupos e articulações.
O domingo serviu para reforçar essas estruturas.
Novos nomes chegaram.
Novas lideranças foram incorporadas.
E a rede eleitoral ficou maior.
GARANHUNS: UM GRUPO FORTE GANHA NOVOS REFORÇOS
Garanhuns é uma das principais cidades do Agreste Meridional e, naturalmente, ocupa posição estratégica na disputa por uma vaga na Assembleia.
Janjão já contava no município com um grupo forte, formado por nomes de diferentes segmentos da sociedade.
A estrutura vinha sendo trabalhada e articulada.
Agora, novos nomes chegaram para reforçar esse time.
Entre os apoios recebidos está o da conselheira tutelar Adriana Bezerra, que conquistou mais de 3 mil votos na eleição para o Conselho Tutelar.
É uma votação que não pode ser ignorada.
Adriana possui relação direta com comunidades e famílias e traz consigo uma rede de contatos construída a partir de sua atuação.
Também declararam apoio a Janjão a missionária Waleria Moraes e a ex-vereadora Margarida Cardoso.
Ou seja, a candidatura já tinha grupo.
Agora, o grupo ganhou novas peças.
E esse é o movimento que vem sendo repetido.
PALMEIRINA: ERICSON CATÃO REFORÇA O TIME
Em Palmeirina, Janjão também encontrou uma base que já vinha sendo trabalhada.
Durante a passagem pelo município, o grupo do ex-secretário Ericson Catão declarou apoio ao candidato.
A adesão representa a entrada de mais um núcleo político na estrutura eleitoral.
E o significado é maior porque a campanha não está simplesmente buscando um nome isolado.
Está agregando um grupo.
É gente que conhece o município, conhece as comunidades e pode ajudar a ampliar a presença do candidato.
CAPOEIRAS: VAQUEIRAMA E LIDERANÇAS LOCAIS REFORÇAM CANDIDATURA
Em Capoeiras, Janjão teve uma agenda marcada pela cultura e pela política.
O candidato participou da Festa do Vaqueiro, na Casa do Vaqueiro Amendoim.
O ambiente reuniu a vaqueirama e fortaleceu a identificação de Janjão com um dos segmentos mais tradicionais do interior.
O Vaqueiro Amendoim declarou apoio ao candidato.
Mas é importante registrar: Janjão não chegou a Capoeiras sem base.
A candidatura já contava com um grupo coeso, formado por lideranças como Adilma, Assis, da funerária, entre outros nomes.
Durante a passagem pelo município, esse grupo recebeu novos reforços.
O ex-secretário de Saúde Cleber declarou apoio.
Também aderiu ao projeto a liderança municipal Marquinho Souto.
Assim, Capoeiras ganhou uma configuração ainda mais ampla.
Um grupo já organizado, novas lideranças chegando e a vaqueirama entrando no projeto.
É a construção de uma base que mistura política local, liderança comunitária e identidade cultural.
SÃO BENTO DO UNA: PINTINHO E UM GRUPO QUE JÁ ENTREGOU VOTO
Em São Bento do Una, outro movimento merece atenção.
O empresário Pintinho declarou apoio a Janjão e colocou seu grupo político à disposição da candidatura.
E aqui existe um detalhe eleitoral importante.
O grupo formado por Pintinho foi responsável por entregar ao delegado Rossine mais de 1.600 votos na última eleição para deputado.
Isso significa que estamos falando de uma estrutura que já foi testada nas urnas.
Já houve mobilização.
Já houve campanha.
Já houve pedido de voto.
E o resultado ultrapassou a marca de 1.600 votos.
Agora, esse grupo passa a caminhar com Janjão.
É um reforço que chega com histórico eleitoral.
NÃO É CONSTRUÇÃO DO ZERO. É AMPLIAÇÃO.
Esse talvez seja o principal recado político da maratona.
Janjão não está tentando criar grupos do nada em cada cidade.
Ele já possui grupos e lideranças.
O que está acontecendo é um processo de ampliação.
Em Garanhuns, já havia um grupo forte e diversificado. Agora chegaram Adriana Bezerra, Waleria Moraes e Margarida Cardoso.
Em Capoeiras, já existia um grupo coeso, com nomes como Adilma Assis e outras lideranças. Agora vieram Cleber, Marquinho Souto e o apoio do Vaqueiro Amendoim, fortalecendo também a relação com a vaqueirama.
Em Palmeirina, o grupo de Ericson Catão entrou para reforçar a estrutura.
Em São Bento do Una, Pintinho trouxe um grupo com histórico de mais de 1.600 votos para deputado.
E nas demais cidades visitadas, a campanha também trabalha sobre articulações previamente construídas.
A diferença está em reforçar o que já existe.
O QUE OS BASTIDORES ESTÃO OBSERVANDO
Na política, não basta olhar quem aparece na fotografia.
É preciso observar quem está por trás dela.
Quem mobiliza.
Quem organiza.
Quem consegue reunir pessoas.
Quem tem acesso às comunidades.
Quem já disputou eleição.
Quem possui grupo.
É por isso que alguns apoios recebidos por Janjão chamam atenção.
Adriana Bezerra chega com uma votação superior a 3 mil votos no Conselho Tutelar.
Pintinho apresenta uma estrutura que já entregou mais de 1.600 votos para deputado.
Ericson Catão traz um grupo político de Palmeirina.
Em Capoeiras, a candidatura amplia uma estrutura que já contava com Adilma Assis e outras lideranças e agora incorpora Cleber, Marquinho Souto e a vaqueirama.
Não são apenas nomes. São pontos de uma rede.
O AGRESTE RECEBEU A DOBRADINHA COM ENTUSIASMO
Em todas as paradas, a população aguardou a chegada dos candidatos com entusiasmo e esperança.
As agendas tiveram momentos de conversa direta, reuniões, encontros e mobilizações.
Em Bom Conselho, a carreata mostrou força nas ruas.
Em Venturosa, a pauta da água aproximou os candidatos da comunidade.
Em Caetés, lideranças participaram de encontros.
Em Capoeiras, a Festa do Vaqueiro aproximou Janjão da cultura regional.
Em Garanhuns, novos nomes se somaram a um grupo já formado.
Em Palmeirina e São Bento do Una, novas estruturas políticas passaram a integrar o projeto.
A sensação transmitida pelos apoiadores é de uma candidatura que está crescendo sobre uma base que já vinha sendo construída
O ENCERRAMENTO FOI EM GARANHUNS, COM UM MOMENTO DE FÉ
Depois de São Bento do Una, Janjão retornou a Garanhuns.
O último compromisso do domingo foi um culto de bênçãos.
Depois de dois dias de estrada, nove municípios e uma agenda intensa de articulação política, o candidato encerrou o fim de semana em um momento de fé ao lado de apoiadores.
Foi um fechamento simbólico.
A estrada ficou para trás. A oração encerrou a maratona.
MIGUEL E JANJÃO: UMA DOBRADINHA QUE QUER CRESCER JUNTO
A parceria com Miguel Coelho também é parte importante dessa estratégia.
Miguel disputa uma vaga para deputado federal.
Janjão disputa a Assembleia Legislativa.
Ambos carregam dois mandatos como prefeitos.
Miguel em Petrolina.
Janjão em Bom Jardim.
Agora, apresentam a experiência administrativa como credencial para disputar um novo espaço político.
A lógica é complementar.
Miguel amplia sua presença no Agreste.
Janjão fortalece sua estrutura para a disputa estadual.
Um para Brasília. Outro para a Alepe. E os dois tentando transformar a parceria em votos.
NOVE CIDADES E UM RECADO POLÍTICO
A maratona terminou com uma sequência impressionante:
Venturosa, Caetés, Bom Conselho, Angelim, Lajedo, Garanhuns, Palmeirina, Capoeiras e São Bento do Una.
Mas o número de cidades não é o principal.
O principal é o que Janjão está deixando em cada uma delas.
Grupos já organizados. Novas lideranças. Novos apoios. Novos segmentos incorporados.
Essa é a diferença entre uma candidatura que simplesmente visita o interior e uma candidatura que tenta construir presença no interior.
Janjão está fazendo a segunda opção.
E a política sabe reconhecer a diferença.
Porque, no fim, eleição proporcional é matemática.
Grupo soma. Liderança soma. Comunidade soma. Voto soma.
E é justamente essa conta que Janjão começou a fazer pelo Agreste.
A candidatura ainda tem muita estrada pela frente.
Mas o recado deste fim de semana foi claro:
Janjão já tinha time. Agora está aumentando o time.
E quando uma candidatura consegue crescer sem abandonar as bases que já possui, mas incorporando novos grupos e lideranças, o movimento merece atenção.
A campanha está apenas começando.
E o Agreste já percebeu que Janjão veio para jogar.
A CONTA CHEGOU: ARCOVERDE SOBE 49 POSIÇÕES E DEIXA UM RECADO INCÔMODO PARA QUEM GOVERNOU ANTES
Ranking nacional coloca Arcoverde no 12º lugar de Pernambuco e dá a Zeca Cavalcanti munição para cobrar a conta política das últimas gestões
Tem número que vira estatística. Tem número que vira manchete. E tem número que, em política, vira munição.
O Ranking de Competitividade dos Municípios 2026 colocou Arcoverde diante de um desses números: 49 posições conquistadas no cenário nacional.
A cidade chegou ao 307º lugar entre os 423 municípios avaliados, avançou 26 posições no Nordeste e ganhou oito colocações dentro de Pernambuco, chegando ao 12º lugar estadual.
Para quem olha apenas a tabela, é um avanço.
Para quem conhece a política de Arcoverde, é muito mais do que isso.
É um resultado que inevitavelmente abre a velha gaveta das comparações: o que foi feito antes, o que deixou de ser feito e o que está sendo feito agora?
E é justamente aí que começa a ficar interessante.
A velha Arcoverde voltou a bater na porta
Zeca Cavalcanti reassumiu a Prefeitura depois de um período politicamente turbulento para o município.
Antes dele, Arcoverde passou pelo segundo ciclo de Madalena Britto e, posteriormente, pela gestão Wellington Maciel.
O eleitor fez sua escolha em 2024.
Agora, os indicadores começam a oferecer novos elementos para alimentar a discussão sobre os diferentes modelos de administração que passaram pelo Palácio Municipal.
E não estamos falando de uma pesquisa eleitoral ou de uma enquete de popularidade.
Estamos falando de um ranking que considera 65 indicadores em 13 pilares, analisando justamente aquilo que costuma separar uma prefeitura organizada de uma administração que vive apenas de discurso.
É aí que o resultado incomoda.
Porque quando uma cidade sobe 49 posições, alguém inevitavelmente precisa explicar por que estava atrás.
A gestão que terminou deixou uma conta política
Wellington Maciel não terminou seu ciclo administrativo carregando exatamente uma onda de popularidade.
Uma pesquisa divulgada em 2023 apontou que 51% dos entrevistados consideravam sua gestão pior que a de Madalena Britto. Na comparação com Zeca Cavalcanti, o percentual chegava a 59%.
O eleitor, portanto, já havia dado seu recado antes mesmo de 2024.
Depois veio a eleição.
E Zeca voltou.
Agora aparece um ranking nacional mostrando Arcoverde avançando em áreas estratégicas.
É claro que não se pode colocar toda a evolução na conta de uma única caneta. Indicadores públicos são resultado de processos que atravessam diferentes períodos.
Mas politicamente existe uma leitura impossível de esconder:
Zeca voltou dizendo que Arcoverde precisava voltar a andar. Agora tem números para mostrar que pelo menos alguns ponteiros começaram a se mexer.
E é na saúde que a pancada fica mais forte
O maior destaque do município foi justamente na saúde.
Arcoverde avançou 14 posições em Qualidade da Saúde, chegando ao 6º lugar em Pernambuco.
No Acesso à Saúde, ficou em 3º lugar estadual.
Na Cobertura Vacinal e no Atendimento Pré-Natal, alcançou o 2º lugar em Pernambuco.
Não é pouca coisa.
E esse é justamente o tipo de resultado que não fica restrito às planilhas de técnicos.
Saúde é porta de posto, consulta, vacina, pré-natal, atendimento e prevenção.
É o cidadão entrando na unidade de saúde e percebendo se o serviço funciona ou não.
Na educação, a medalha continua — mas existe um alerta
Arcoverde manteve uma posição de destaque na educação e aparece em 4º lugar em Qualidade da Educação em Pernambuco.
Mas aqui existe uma pequena pedra no sapato para quem quiser vender o resultado como perfeição.
No ranking anterior, o município ocupava o 1º lugar estadual nesse indicador.
Ou seja: continua entre os melhores, mas caiu.
E isso precisa ser dito.
Ranking não serve apenas para comemorar subida. Serve também para mostrar onde é preciso melhorar.
Para Zeca, o desafio agora é transformar o 4º lugar em passagem, e não em destino.
Onde a cidade deu um verdadeiro salto foi na conectividade
No indicador de Telecomunicações, Arcoverde saiu da 14ª para a 3ª colocação em Pernambuco.
Onze posições de avanço.
É um salto daqueles que chamam atenção.
Em uma economia cada vez mais digital, conectividade deixou de ser luxo. É infraestrutura.
Empresa precisa. Comércio precisa. Escola precisa. Profissional precisa. Prefeitura precisa.
Uma cidade desconectada perde competitividade antes mesmo de perceber.
Arcoverde, nesse quesito, avançou.
E a economia entrou no Top 5
Na dimensão Economia, outro resultado expressivo: Arcoverde saltou oito posições e chegou ao 5º lugar em Pernambuco.
Também aparece em 7º lugar em Inserção Econômica e em 6º em Capital Humano.
É justamente aqui que o discurso político de “retomada” começa a ganhar corpo.
Porque não adianta apenas inaugurar obra.
É preciso criar ambiente para quem produz, trabalha, empreende e investe.
A oposição vai dizer que é só ranking
E certamente haverá quem tente diminuir o resultado.
É natural.
Na política, quando o número ajuda, é “gestão”. Quando atrapalha, vira “apenas um ranking”.
Mas ninguém precisa transformar o levantamento em uma Bíblia administrativa.
Basta reconhecer o óbvio:
Arcoverde melhorou sua posição.
E melhorou de maneira significativa.
Quarenta e nove posições não aparecem por mágica.
A política de Arcoverde agora ganha um novo ingrediente
Zeca Cavalcanti já tinha história para contar.
Tinha dois mandatos anteriores.
Tinha grupo político.
Tinha memória administrativa.
Tinha uma eleição de retorno.
Agora ganhou outra coisa: indicadores para sustentar o discurso de recuperação.
E isso, para adversários que ainda tentam disputar a narrativa sobre qual grupo político representa o melhor modelo para Arcoverde, é um problema.
Porque memória é subjetiva.
Número, não.
Pelo menos não quando o número vem de um levantamento nacional com metodologia definida.
A fatura começou a ser apresentada
A grande questão política não é simplesmente saber se Arcoverde está em 307º, 200º ou 100º lugar.
A pergunta é outra:
Arcoverde está melhorando?
Os números apresentados pelo ranking apontam que sim em vários indicadores.
E, se essa tendência continuar, Zeca poderá transformar o resultado de 2026 em algo muito maior do que uma comemoração de gabinete.
Poderá transformá-lo em comparação política.
E comparação, como todo político experiente sabe, costuma ser uma arma poderosa.
Principalmente quando o eleitor começa a olhar para trás e perguntar:
“E por que isso não foi feito antes?”
Essa talvez seja a pergunta mais incômoda que o novo ranking coloca sobre a mesa.
Porque em política, uma hora a propaganda acaba.
O discurso perde força.
O palanque desmonta.
E aí chegam os números.
E quando os números chegam, a conta também pode chegar.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
NA LUPA: FESTIVAL VINHOS E QUEIJOS ESTREIA EM GARANHUNS, MOVIMENTA A PRAÇA MESTRE DOMINGUINHOS E ENTREGA TRÊS DIAS DE MÚSICA, SABORES E EXPERIÊNCIAS
Primeira edição reuniu grandes nomes da música, produtores, sommeliers, degustações e público em uma programação que colocou gastronomia e cultura no centro das atenções
Garanhuns fechou o mês de agosto com uma nova experiência no calendário de eventos da cidade. De sexta-feira (28) a domingo (30), a Praça Mestre Dominguinhos foi transformada em um grande ponto de encontro entre música, gastronomia, vinhos, queijos, produtores e público com a realização da primeira edição do Festival Vinhos e Queijos de Garanhuns.E, na lupa, o que chama atenção é justamente a proposta de sair do modelo tradicional de evento exclusivamente musical e apostar na combinação entre gastronomia, turismo, cultura e entretenimento.
Durante três dias, a cidade recebeu uma programação que misturou shows de artistas de diferentes gerações com degustações, encontros com produtores, experiências gastronômicas e Masterclasses comandadas por especialistas do setor.
SEXTA-FEIRA: A ESTREIA
A sexta-feira (28) marcou a abertura oficial do festival. A Praça Mestre Dominguinhos recebeu o público para a primeira noite de uma programação pensada para unir música e experiências gastronômicas.
No palco, a noite começou com Éberson Ávila, seguido por José Augusto e Vitor Fernandes.
A mistura de estilos já dava o tom do que seria o festival: diferentes públicos compartilhando o mesmo espaço e uma programação que não ficou presa a apenas um segmento musical.
Enquanto os artistas se revezavam no palco, os espaços gastronômicos e os estandes de produtores também movimentavam a praça, colocando vinhos, queijos e outros produtos selecionados no centro da experiência.
Foi o primeiro passo de uma programação que ainda teria mais dois dias pela frente.
SÁBADO: MÚSICA, EMOÇÃO E ENCONTROS
No sábado (29), o festival ganhou ainda mais força.
A programação musical começou com Pedrinho Pontes, que abriu a segunda noite levando sua musicalidade ao palco da Praça Mestre Dominguinhos.
Na sequência, foi a vez de Kell Smith. A cantora apresentou um repertório conhecido do público e protagonizou um dos momentos especiais da noite ao dividir o palco com Lili Novaes.
O encontro entre as artistas acrescentou um ingrediente especial à programação e reforçou uma das características que marcaram o festival: a valorização dos encontros.
Na sequência, veio um dos nomes mais conhecidos da noite.
Jorge Vercillo encerrou a programação musical do sábado levando ao palco sucessos que atravessam gerações. A apresentação fez a praça cantar junto e colocou um clima de nostalgia e emoção no encerramento da segunda noite.
Mas o sábado não foi apenas de música.
Ao longo do dia e da noite, o público também teve acesso às experiências gastronômicas e às atividades relacionadas ao universo dos vinhos.
CONHECIMENTO TAMBÉM ENTROU NA TAÇA
Um dos diferenciais do festival esteve justamente na programação de Masterclasses.
A proposta foi transformar o evento em mais do que um espaço para beber vinho e ouvir música. A ideia foi também apresentar ao público informações, histórias e características dos produtos e das regiões produtoras.
As atividades foram conduzidas pelos sommeliers Anna Costa e Gilvan Passos, que apresentaram diferentes experiências envolvendo vinhos nacionais e internacionais.
Anna Costa comandou encontros dedicados aos Vinhos do Brasil, Vinhos da Argentina, Vinhos do Chile, Vinícola Mello, Vinícola Vale das Colinas e La Pastina Importadora.
Já Gilvan Passos conduziu atividades relacionadas à World Wine Importadora, aos Vinhos da Itália e aos Vinhos do Vale do São Francisco.
Na prática, o público teve a oportunidade de conhecer diferentes rótulos, regiões e produtores, ampliando a experiência para além da degustação.
DOMINGO: O GRANDE ENCERRAMENTO
Chegou o domingo (30), último dia da primeira edição.
A programação musical começou com Mirelly Araújo, responsável por abrir a noite de encerramento.
Depois, o palco recebeu Nando Reis.
Com uma trajetória consolidada na música brasileira, o cantor e compositor apresentou um repertório marcado por canções conhecidas e por uma relação direta com o público. Foi um dos grandes momentos da noite e ajudou a dar ao encerramento um tom especial.
Para fechar a programação musical, entrou em cena Leo Foguete.
Com uma proposta mais contemporânea e muita energia no palco, o artista encerrou os shows da primeira edição do festival.
E assim, depois de três dias, a Praça Mestre Dominguinhos fechou as portas de uma programação que buscou combinar sabores, música e conhecimento.
NA LUPA: MAIS QUE UM EVENTO DE TRÊS DIAS
O ponto que merece ser observado é que o Festival Vinhos e Queijos não se limitou à contratação de artistas para movimentar a praça.
A proposta foi criar uma experiência diferente, aproximando produtores, expositores, sommeliers e consumidores.
Os estandes possibilitaram o contato direto do público com os produtos e com quem está por trás da produção. Vinhos, queijos e outros itens selecionados passaram a dividir espaço com os artistas e com a programação cultural.
Esse contato direto também ajuda a criar uma relação diferente com o produto. Em vez de simplesmente consumir, o visitante pode conhecer a origem, ouvir histórias e descobrir novos sabores.
Para Garanhuns, uma cidade que já possui forte vocação turística e cultural, a iniciativa também abre uma nova possibilidade de exploração do chamado turismo de experiência.
UMA NOVA EXPERIÊNCIA NO CALENDÁRIO DE GARANHUNS
A primeira edição terminou, mas deixa uma pergunta natural no ar: será que o Festival Vinhos e Queijos veio para ficar?
A julgar pela proposta, existe espaço para isso.
Garanhuns já possui uma marca consolidada quando o assunto é cultura, música e grandes eventos. Acrescentar a gastronomia e o universo dos vinhos a esse cardápio significa ampliar o leque de experiências oferecidas ao visitante.
Na primeira edição, a fórmula foi colocada à prova: música, gastronomia, conhecimento, produtores e público no mesmo ambiente.
De sexta a domingo, a Praça Mestre Dominguinhos foi palco dessa experiência.
E, na leitura da Na Lupa, o principal legado da estreia talvez esteja justamente aí: mostrar que Garanhuns pode continuar criando novos produtos turísticos e culturais sem abandonar aquilo que já faz parte da identidade da cidade.
Entre uma taça, uma degustação, uma Masterclass e um show, o festival fechou sua primeira edição deixando uma nova possibilidade no calendário de eventos do município.
Agora, resta saber se a primeira edição foi apenas uma estreia ou o começo de uma tradição.
Fotos: Ailton Vieira, Vinícius Vilela, Wedson Gonçalves, Jackson Fortunato e Hilton Marques (PMG).
Da redação | Blog do Edney