sábado, 24 de outubro de 2026
AO LADO DE LULA, MARÍLIA ARRAES PARTICIPOU DE GRANDE CAMINHADA QUE MARCOU O ÚLTIMO ATO DA CAMPANHA À REELEIÇÃO DO PETISTA EM PE E NA BA
MINHA POSIÇÃO É PELA DEMOCRACIA: AMANHÃ VOU DE 13
BOM JARDIM TROCA O LARANJA PELO VERMELHO, TOMA AS RUAS E PROTAGONIZA GRANDE MOBILIZAÇÃO EM APOIO A LULA
Caminhada reuniu milhares de pessoas na véspera da eleição presidencial, destacou a capacidade de organização dos movimentos populares e reforçou a sintonia política de Bom Jardim com o presidente Lula, o deputado Janjão e o senador Humberto Costa
Bom Jardim mostrou, na noite desta sexta-feira (23), que quando o povo decide ocupar as ruas, nenhum movimento pode ser medido apenas pelo tamanho de um palanque. Milhares de pessoas participaram de uma grande caminhada em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), transformando as principais vias da cidade, no Agreste pernambucano, em um verdadeiro mar vermelho. A cena chamou atenção pela dimensão da participação popular, pela energia dos participantes e, sobretudo, pela organização de uma mobilização que ganhou proporções expressivas justamente na reta final do segundo turno presidencial.
A cidade, que ficou conhecida nos últimos meses pela força das mobilizações identificadas com o tom laranja do grupo político de Janjão, apresentou uma nova fotografia nas ruas. Desta vez, o vermelho tomou conta do cenário, carregando bandeiras, camisas, faixas e a disposição de uma multidão que foi às ruas defender a continuidade do projeto político liderado por Lula. A mudança de cor não apagou a história política recente do município. Pelo contrário: evidenciou que Bom Jardim tem capacidade de reunir pessoas em torno de diferentes disputas e de transformar mobilização em presença popular.
O que se viu foi muito mais do que uma simples caminhada de campanha. Foi uma demonstração de envolvimento coletivo em um momento decisivo para o país, com moradores, militantes, trabalhadores, estudantes e apoiadores ocupando o espaço público e dando visibilidade a uma manifestação que ganhou força ao longo de sua organização.
UM MOVIMENTO QUE CRESCEU COM A FORÇA DO POVO
Um dos aspectos mais importantes da mobilização foi a maneira como a iniciativa se desenvolveu. A proposta nasceu com caráter suprapartidário, apostando na participação da sociedade civil e na união de pessoas dispostas a defender Lula, sem transformar a caminhada em um ato restrito à presença de dirigentes ou à estrutura tradicional de uma campanha. A convocação divulgada anteriormente apontava professores, estudantes, trabalhadores e movimentos sociais como protagonistas da iniciativa.
A concentração foi marcada para as 18h, no Posto Bione, na região do Catolé. A partir dali, a mobilização ganhou as ruas e se transformou em uma manifestação de grande repercussão local. A agenda também integrou a série de atos pró-Lula realizados em diferentes municípios pernambucanos na última semana antes da votação de 25 de outubro.
A capacidade de organização merece destaque. Colocar milhares de pessoas nas ruas exige articulação, comunicação, planejamento e, principalmente, disposição de quem aceita participar. Em Bom Jardim, a adesão popular deu dimensão ao movimento e fez a caminhada ultrapassar a imagem de uma atividade eleitoral convencional. O protagonismo dos participantes foi justamente um dos elementos que mais marcaram a iniciativa.
A força de um ato dessa natureza não está apenas nas imagens de uma avenida ocupada ou no número de bandeiras que aparecem nas fotografias. Está na capacidade de reunir diferentes segmentos da população em torno de uma mensagem comum e de fazer com que essa mensagem alcance outras cidades e o debate político estadual.
E foi exatamente isso que Bom Jardim colocou em evidência.
A FORÇA POLÍTICA DE BOM JARDIM E A CONEXÃO COM JANJÃO E HUMBERTO COSTA
A caminhada também ganha significado quando observada à luz da trajetória política recente de Bom Jardim. O município foi palco de grandes mobilizações ligadas a Janjão, ex-prefeito e liderança política que construiu uma presença expressiva na cidade e ampliou sua atuação para outras regiões de Pernambuco. Em setembro, o chamado Foguete Folia já havia demonstrado a capacidade de mobilização do grupo, com uma multidão ocupando as ruas em defesa da candidatura de Raquel Lyra.
Agora, o cenário é outro, a cor predominante mudou e o objetivo eleitoral está concentrado na disputa presidencial. Mas a cidade volta a apresentar uma característica que chama a atenção de quem acompanha a política pernambucana: a capacidade de mobilização popular.
A presença de Janjão no contexto político local e a sintonia com o senador Humberto Costa ajudam a compreender as conexões que atravessam esse movimento. A defesa da candidatura de Lula se insere em uma articulação política mais ampla, que reúne apoiadores do presidente e setores da sociedade identificados com suas propostas. A parceria política, nesse cenário, representa uma possibilidade de continuidade do diálogo entre lideranças e grupos que compartilham objetivos eleitorais.
O ponto central, entretanto, é que a caminhada não deve ser resumida à atuação de uma liderança isolada. A dimensão alcançada pelo ato colocou em evidência a participação de pessoas que decidiram sair de casa, caminhar pelas ruas e expressar publicamente sua posição política. É essa participação que dá sentido à imagem de uma cidade vestida de vermelho.
UMA DAS GRANDES IMAGENS POLÍTICAS DO SEGUNDO TURNO EM PERNAMBUCO
Na véspera da votação, as fotografias da caminhada passam a ter importância especial. Elas registram o ambiente da mobilização, a extensão da participação popular e a disposição dos organizadores para transformar uma convocação em um acontecimento de repercussão política.
As imagens também ajudam a contar uma história que vai além dos discursos: a de uma cidade que conhece a força das grandes caminhadas e que, desta vez, levou às ruas uma manifestação identificada com a candidatura de Lula.
Embora não exista, até o momento, uma contagem independente que permita estabelecer com precisão o público presente ou comparar numericamente o ato com todas as manifestações realizadas em Pernambuco neste segundo turno, a mobilização foi descrita por seus participantes como uma das grandes demonstrações de força política da reta final da eleição no estado.
O resultado visual, a adesão popular e a organização do percurso deram à caminhada um lugar de destaque no debate político local. Para os apoiadores de Lula, o ato representou uma demonstração de entusiasmo e uma oportunidade de reforçar a campanha a poucas horas da decisão nas urnas.
AGORA, A RESPOSTA SERÁ DADA NAS URNAS
A eleição presidencial entra em sua fase decisiva neste domingo (25), e a caminhada de Bom Jardim deixa uma imagem importante para a história política recente do município. O vermelho ocupou o espaço antes associado às grandes mobilizações laranjas, mostrando que a cidade continua sendo um território de intensa participação política.
A mobilização fortalece a visibilidade dos apoiadores de Lula, valoriza o trabalho de organização realizado pelos participantes e evidencia a importância dos municípios do interior na disputa nacional. Em uma eleição marcada pela polarização, cada manifestação pública ganha significado, mas é necessário distinguir a força demonstrada nas ruas do resultado efetivo da votação.
Bom Jardim fez sua manifestação. O povo caminhou, as bandeiras foram erguidas e a cidade ganhou as cores de uma disputa que movimenta todo o país. A organização colocou o ato nas ruas; agora, a decisão eleitoral caberá aos eleitores diante das urnas.
O QUE FICOU DESTA SEXTA-FEIRA FOI A IMAGEM DE BOM JARDIM EM MOVIMENTO. Uma cidade que já mostrou sua força com o laranja e que, desta vez, vestiu o vermelho para defender Lula. A caminhada deixa registrada a capacidade de mobilização dos participantes e a presença de Bom Jardim em um dos momentos mais decisivos da política brasileira em 2026.
BLOG DO EDNEY — A NOTÍCIA VERDADE
Edney Souto | Equipe Blog do Edney
NA LUPA 🔎- NA VÉSPERA DA ELEIÇÃO, DEBATE DA GLOBO DEIXA FLÁVIO SOB PRESSÃO: “NOVE DEDOS”, CHECAGENS E O TESTE DOS INDECISOS
Último confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro expôs o limite entre crítica política e ataque pessoal. Declarações contestadas por checadores e a repercussão da provocação contra o presidente colocam o comportamento dos candidatos no centro das discussões antes da votação deste domingo.
A campanha presidencial chega à reta final com uma pergunta que vai além das promessas feitas diante das câmeras: na hora de escolher quem comandará o Brasil, o eleitor vai pesar mais os argumentos, os resultados apresentados ou a maneira como cada candidato trata o adversário?O debate da TV Globo, realizado na noite da sexta-feira (23), colocou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) frente a frente pela última vez antes do segundo turno de 25 de outubro. O confronto começou com discussões sobre propostas para o país, mas terminou marcado por acusações, provocações e episódios que dominaram a repercussão política deste sábado.
Entre os momentos mais comentados esteve a referência de Flávio aos “nove dedos” de Lula. A declaração provocou reação imediata do presidente e obrigou o senador a pedir desculpas no decorrer do programa. Outro ponto de atenção foram as verificações das declarações dos dois candidatos, com informações classificadas como falsas, imprecisas, exageradas ou dependentes de contexto.
Na véspera da eleição, o debate deixou uma mensagem importante: em uma disputa presidencial, não basta falar com convicção. É preciso sustentar o que se diz.
FLÁVIO PASSOU DO PONTO AO USAR A MÃO DE LULA COMO PROVOCAÇÃO?
O episódio aconteceu quando Flávio criticou a proposta de tarifa zero nos ônibus aos fins de semana e afirmou que Lula dava com uma mão e tirava com “os nove dedos”, em referência à perda de um dedo do presidente em um acidente de trabalho.
Lula reagiu e lembrou que perdeu o dedo aos 17 anos, quando trabalhava como metalúrgico. O presidente afirmou que não aceitaria ser tratado daquela maneira e cobrou uma reparação do adversário.
Flávio pediu desculpas caso tivesse ofendido Lula, mas aproveitou a resposta para cobrar do presidente desculpas por problemas que, segundo ele, atingem a população brasileira.
O pedido de desculpas encerrou formalmente aquele momento, mas não eliminou a discussão sobre o limite da provocação política.
A crítica a um presidente é legítima e necessária. O governante deve ser cobrado pela inflação, pelo custo de vida, pela segurança pública, pelos impostos, pela saúde e pelos resultados de sua administração. O que merece questionamento é transformar uma sequela física decorrente de acidente de trabalho em instrumento de ironia.
Lula tem 81 anos e está sujeito ao julgamento dos eleitores como qualquer outro candidato. Sua idade não o torna imune a críticas, mas tampouco transforma características físicas ou marcas de sua trajetória profissional em argumentos políticos.
Aos olhos de parte do público, a cena pode ter sido interpretada como uma provocação comum de campanha. Para outros, pode ter transmitido uma imagem de arrogância e falta de respeito. O impacto real sobre os votos, entretanto, só pode ser avaliado com dados confiáveis.
A repercussão foi registrada pela cobertura do UOL. O colunista Leonardo Sakamoto avaliou que a provocação poderia pegar mal entre indecisos, mencionando impressões de grupos de controle de um instituto de pesquisa. Trata-se de uma análise atribuída ao comentarista, e não de uma comprovação de que os eleitores mudaram de candidato por causa do episódio.
O PLACAR DAS CHECAGENS: DECLARAÇÕES FALSAS E ENGANOSAS ENTRARAM NA DISCUSSÃO
Se o comportamento dos candidatos chamou atenção, o conteúdo das declarações também merece ser examinado.
O UOL Confere publicou, na madrugada deste sábado (24), uma checagem das falas de Lula e Flávio no debate. Entre os pontos destacados estão declarações do candidato do PL sobre obras públicas, segurança e o uso da expressão “cervejinha” em referência a uma suposta fala do presidente sobre roubo de celulares.
Ao afirmar que Lula teria dito que criminosos roubam celulares para tomar cerveja, Flávio reproduziu uma narrativa que o UOL classificou como falsa. Segundo a verificação, a gravação completa da fala do presidente tratava da rivalidade entre torcedores de futebol, que podem ser adversários durante uma partida e depois se encontrar para beber uma cerveja juntos. O contexto original não sustentava a interpretação apresentada pelo senador.
Outro exemplo envolveu as obras paralisadas. Flávio afirmou que um relatório recente do Tribunal de Contas da União apontava mais de 11,5 mil obras interrompidas no governo atual. O UOL Confere classificou a declaração como falsa: o painel do TCU atualizado em julho de 2026 registrava 4.215 obras paralisadas.
A diferença não é pequena. Quando um candidato apresenta um número para demonstrar o fracasso de uma administração, a atualização da informação e a origem dos dados fazem toda a diferença para a compreensão do eleitor.
A checagem também contestou a declaração de Flávio sobre a redução das embalagens de produtos, como ovos, sabão em pó, chocolate e papel higiênico. O senador atribuiu o fenômeno ao atual governo, mas o UOL apontou que a chamada reduflação já era registrada antes do terceiro mandato de Lula, inclusive em reportagens de 2021.
No debate, também houve controvérsia sobre o agronegócio e a transposição do Rio São Francisco. São temas em que o histórico das obras, o contexto das declarações e a participação de diferentes governos precisam ser considerados antes de se atribuir todo o resultado a uma única administração.
O cuidado jornalístico é importante: uma afirmação classificada como falsa não prova, por si só, que houve intenção deliberada de enganar. O que a checagem demonstra é que a declaração não corresponde às evidências disponíveis ou não se sustenta na forma em que foi apresentada.
LULA TAMBÉM TEVE DECLARAÇÕES QUESTIONADAS
A análise não pode ignorar as afirmações do presidente. A mesma checagem registrou informações de Lula que precisaram de correção ou contextualização.
Ao falar sobre obras paralisadas, o presidente afirmou ter herdado cerca de 6 mil empreendimentos interrompidos. O levantamento do TCU citado na análise indicava 8.603 obras paradas em abril de 2023.
Lula também afirmou que os investimentos em infraestrutura de seu governo teriam sido três ou quatro vezes maiores que os da administração de Jair Bolsonaro. A análise do Aos Fatos, reproduzida em levantamento posterior, apontou que os investimentos cresceram, mas que a multiplicação apresentada pelo presidente era excessiva.
Esses pontos precisam entrar na conta porque a função da checagem é avaliar os dois lados. Não existe compromisso com a verdade quando se cobra rigor de um candidato e se ignora a imprecisão do outro.
O eleitor deve exigir explicações de Lula sobre os resultados de sua administração e cobrar de Flávio a sustentação factual de suas acusações. A mesma régua precisa valer para os dois.
O que diferencia uma crítica consistente de uma narrativa eleitoral é a possibilidade de conferir os dados, consultar documentos e comparar o que foi prometido com o que efetivamente aconteceu.
ARROGÂNCIA, TOM DE VOZ E RESPEITO PODEM PESAR ENTRE OS INDECISOS
Debates presidenciais não são apenas uma sequência de perguntas e respostas. São também uma oportunidade para o público observar como os candidatos reagem à pressão, enfrentam questionamentos e tratam quem está do outro lado.
A provocação dos “nove dedos” ganhou força justamente porque desviou a discussão de uma proposta de transporte público para uma característica física do adversário. Em vez de manter o foco no financiamento da tarifa zero e nos efeitos da medida sobre os contribuintes, o confronto passou a girar em torno da frase e do pedido de desculpas.
A repercussão pode ter efeitos diferentes entre os eleitores. Quem já apoia Flávio pode enxergar o episódio como uma provocação política sem maior importância. Quem rejeita Lula pode considerar que o pedido de desculpas encerrou a questão. Já quem ainda não decidiu o voto pode observar o comportamento dos candidatos como parte de sua avaliação.
Mas há uma diferença entre identificar um possível desgaste de imagem e afirmar que ele mudou o resultado da eleição. Até o momento da publicação desta análise, não há evidência independente suficiente para atribuir uma alteração mensurável nas intenções de voto especificamente ao episódio.
O debate, portanto, não autoriza decretar que os indecisos migraram para Lula ou para Flávio. Autoriza, sim, discutir os riscos políticos de uma estratégia baseada em provocações pessoais, assim como os efeitos de declarações que não resistem à verificação dos fatos.
A ÚLTIMA PALAVRA SERÁ DO ELEITOR
Neste domingo (25), os brasileiros irão às urnas para escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro. O debate da Globo será um dos últimos registros da campanha a que muitos eleitores recorrerão para avaliar os dois candidatos.
A disputa envolve temas concretos: preço dos alimentos, endividamento das famílias, segurança pública, impostos, saúde, infraestrutura, programas sociais e geração de empregos. É sobre esses assuntos que os candidatos precisam apresentar propostas claras e demonstrar como pretendem executá-las.
O eleitor também pode avaliar a postura de cada um. Reconhecer um erro, apresentar uma fonte, responder diretamente a uma pergunta e respeitar o adversário são atitudes que ajudam a qualificar o debate público. Ataques pessoais e números sem contexto, por outro lado, podem desviar a discussão do que realmente importa.
A provocação de Flávio contra Lula e as declarações contestadas dos dois candidatos deixam uma lição para a reta final: discurso forte não é sinônimo de argumento correto, assim como uma frase de efeito não substitui uma proposta viável.
Na véspera da eleição, não cabe antecipar o comportamento das urnas com base em impressões de comentaristas ou na repercussão das redes sociais. A resposta virá dos votos depositados neste domingo.
Flávio passou do ponto? Para parte dos observadores, a provocação ultrapassou o limite da crítica política. Lula também precisa responder pelas imprecisões apontadas em suas falas. Agora, a decisão cabe ao eleitor, que terá a oportunidade de comparar propostas, conferir os fatos e fazer sua escolha.
Amanhã, as urnas vão falar. E o resultado será a expressão da decisão dos brasileiros.
Edney Souto | Blog do Edney — a notícia verdade. Você atualizado o tempo todo
PREFEITURA DE ARCOVERDE GARANTE TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO NO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
GABRIEL PORTO ACOMPANHA EMBARQUE DO PRIMEIRO CONTÊINER DE CARNE da MASTERBOI DE CANHOTINHO PARA A CHINA
TSE IMPEDE NOVA SUSPENSÃO DO CANAL “EXÉRCITO DO LULA” POR DECISÃO ADMINISTRATIVA E LEVA DISPUTA AO PLENÁRIO
O canal, associado à mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se alvo de questionamentos judiciais durante a reta final da campanha. A ofensiva ocorre em meio à disputa pelo alcance das mensagens políticas distribuídas pelas plataformas digitais e às acusações sobre a circulação de conteúdos considerados irregulares.
A controvérsia ganhou força depois de medidas anteriores envolvendo o funcionamento do canal e pedidos de informações direcionados à Meta, empresa responsável pelo WhatsApp. Com a proximidade da votação de domingo (25), qualquer decisão capaz de limitar a comunicação de uma das campanhas passou a ter repercussão política imediata.
Ao determinar que uma eventual nova restrição seja submetida ao colegiado, Floriano de Azevedo Marques estabelece um freio à possibilidade de interrupção administrativa do canal sem deliberação dos ministros. A medida, porém, não significa uma autorização irrestrita para a divulgação de conteúdos nem impede que a Justiça Eleitoral examine eventuais ilegalidades.
O episódio evidencia como a disputa presidencial ultrapassou os palanques e passou a envolver também o controle da comunicação política na internet. Enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro questiona práticas e conteúdos associados à mobilização digital adversária, o grupo ligado a Lula busca evitar novas medidas que possam comprometer seu alcance nas plataformas.
A poucos dias da decisão dos eleitores, o embate coloca o TSE diante de um desafio delicado: garantir o cumprimento das regras eleitorais sem transformar decisões sobre ferramentas de comunicação em mais um foco de conflito entre os dois lados.
A disputa agora não envolve apenas o conteúdo das mensagens, mas também quem tem competência para determinar eventuais restrições e qual procedimento deve ser seguido. Com o plenário no centro da próxima etapa, o caso do “Exército do Lula” reforça que, nesta eleição, a batalha pelo voto também está sendo travada nos tribunais e nas redes sociais.
Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.
JOÃO CAMPOS DEVOLVE PROVOCAÇÃO A NIKOLAS FERREIRA E DISPARA: “QUEM NUNCA TRABALHOU NA VIDA”
A provocação aconteceu durante o ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, nesta quinta-feira (22). Diante dos apoiadores, Nikolas resgatou uma declaração antiga de João Campos, segundo a qual “em Pernambuco, bolsonarista não se cria”, e puxou um coro de “desempregado” contra o socialista.
A ironia tinha endereço certo: a derrota de João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco, depois de deixar a Prefeitura do Recife. O resultado colocou a governadora Raquel Lyra (PSD) no centro da vitória eleitoral e deixou o ex-prefeito diante de uma nova realidade política, justamente quando muitos já davam sua chegada ao Palácio do Campo das Princesas como certa.
“Recife e Pernambuco, dê um tchau pra João Campos”, provocou Nikolas, diante da militância bolsonarista.
Mas João não deixou barato. Em vídeo publicado nas redes sociais, devolveu a provocação questionando a trajetória profissional do deputado mineiro e acusando-o de vir ao Nordeste apenas em períodos eleitorais para disseminar discursos de ódio e desinformação.
“Nikolas Ferreira, profissão: não declarada. Quem nunca trabalhou na vida resolveu vir passear aqui no Nordeste e desrespeitar a nossa gente, a nossa região”, disparou João Campos.
O ex-prefeito foi além e aproveitou para defender a identidade nordestina, criticando o que classificou como visitas de jatinho de quatro em quatro anos, acompanhadas de discursos que, segundo ele, não contribuem para a população da região.
E ainda deixou um convite com endereço e data: o Carnaval do Recife.
“Se tu quiser conhecer um bloco de verdade aqui no Nordeste, vem pro Galo da Madrugada no Carnaval que tu vai ver a força do Nordeste!”, provocou.
NA LUPA — A CAMPANHA ACABOU, MAS A TROCA DE FARPAS CONTINUA
A disputa pelo Governo de Pernambuco ficou para trás nas urnas, mas seus efeitos seguem vivos no discurso dos adversários. Nikolas aproveitou a derrota de João Campos para transformá-la em munição política diante de uma plateia bolsonarista. João, por sua vez, respondeu atacando a experiência profissional do deputado e acusando a direita de desrespeitar os nordestinos.
No fim das contas, o episódio mostra que a temperatura política continua elevada às vésperas do segundo turno presidencial. De um lado, a direita tenta explorar a derrota do ex-prefeito; do outro, João Campos transforma a provocação em discurso de defesa do Nordeste.
E fica a pergunta: foi apenas uma provocação de campanha ou um sinal de que a disputa política em Pernambuco continuará rendendo capítulos apimentados mesmo depois da eleição estadual?
Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.