sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VISITA DE LULA DA FONTE E EDUARDO DA FONTE MARCA AVANÇO DAS OBRAS DO HOSPITAL DE AMOR EM GARANHUNS

A movimentação desta sexta-feira (30) em Garanhuns colocou a saúde do interior de Pernambuco no centro das atenções. Os deputados federais Lula da Fonte e Eduardo da Fonte estiveram pessoalmente nas obras da futura unidade do Hospital de Amor, reforçando, in loco, o compromisso com a interiorização do tratamento oncológico e com a ampliação do acesso da população a serviços especializados contra o câncer.

A visita teve como foco principal acompanhar o andamento da implantação da unidade, que está sendo estruturada para se tornar referência no atendimento oncológico no Agreste. A presença dos parlamentares no canteiro de obras simboliza não apenas apoio institucional, mas também a fiscalização direta de um projeto considerado estratégico para descentralizar a saúde de alta complexidade em Pernambuco.

Durante a agenda, Lula da Fonte e Eduardo da Fonte conversaram sobre a importância de acelerar a entrega do equipamento, que vai reduzir a necessidade de longos deslocamentos de pacientes para a capital. A proposta é garantir que diagnóstico, prevenção e tratamento estejam mais próximos de quem vive no interior, diminuindo custos, desgaste físico e o sofrimento de famílias que enfrentam a batalha contra o câncer.

A comitiva contou ainda com a presença do médico Henrique Prata, diretor-presidente do Hospital de Amor e filho do fundador da instituição. Ele apresentou detalhes do modelo que será adotado em Garanhuns, baseado na experiência de uma rede que hoje é referência nacional em atendimento humanizado e gestão eficiente, com serviços oferecidos integralmente pelo SUS.

Atualmente, o Hospital de Amor realiza cerca de 170 mil atendimentos por mês em diversas unidades espalhadas pelo país. A estrutura que está sendo levada para o Agreste segue esse mesmo padrão, com foco em tecnologia, acolhimento e organização dos serviços, pilares que tornaram a instituição um dos maiores símbolos de enfrentamento ao câncer no Brasil.

Ao destacar a visita desta sexta como um momento decisivo, Eduardo da Fonte reforçou que a obra representa uma luta antiga em defesa da interiorização da saúde. Já Lula da Fonte ressaltou que acompanhar de perto o avanço do hospital é uma forma de garantir que o projeto saia do papel e se transforme em atendimento real para a população.

A passagem dos dois deputados pelas obras transforma o Hospital de Amor de Garanhuns em mais do que um projeto futuro: consolida a iniciativa como prioridade política e como um marco na construção de uma rede de saúde mais próxima, mais humana e mais acessível para o interior pernambucano.

FERNANDO RODOLFO SE ARTICULA PARA 2026 EM MEIO À DISPUTA ACIRRADA DENTRO DO PRÓPRIO PL EM CARUARU

De olho em um terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, o deputado federal Fernando Rodolfo (PL) já iniciou os movimentos estratégicos para 2026 em um cenário que promete ser bem mais competitivo do que nas eleições anteriores. Consolidado como um dos principais nomes da direita em Caruaru, o parlamentar agora enfrenta um novo desafio: a ampliação da presença do próprio Partido Liberal no município, que elevou o número de lideranças e pré-candidaturas, redesenhando o tabuleiro político local.

O crescimento do PL em Caruaru, que à primeira vista fortalece o campo conservador, também acirra a disputa interna por bases eleitorais, apoios e protagonismo. Um dos elementos que mais mexem com esse equilíbrio é a filiação de Raffiê Dellon à legenda. Ele deverá disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco em dobradinha com o deputado federal André Ferreira, que passa a atuar diretamente na cidade. A presença de Ferreira no município insere um novo peso na balança política local e amplia a concorrência por lideranças, estruturas e redutos eleitorais historicamente disputados.

Como se não bastasse, o vereador Silvio Nascimento também oficializou sua pré-candidatura a deputado federal pelo PL, aumentando o número de postulantes à Câmara dentro do mesmo partido. O movimento reforça a pulverização de candidaturas na legenda e pode provocar uma disputa intensa pelo eleitorado conservador de Caruaru, tradicionalmente decisivo nas eleições proporcionais.

Mesmo diante desse ambiente mais congestionado, Fernando Rodolfo adota um discurso de cautela e articulação. O deputado afirma manter diálogo aberto com pré-candidatos a deputado estadual já colocados na cidade, mas não descarta a possibilidade de lançar um nome novo para compor a chapa proporcional em dobradinha. Segundo ele, ainda é cedo para bater o martelo sobre a melhor estratégia eleitoral, sinalizando que o desenho final dependerá de cálculos políticos, alianças e viabilidade eleitoral.

Outro ponto que permanece em aberto é sua permanência no PL. Sem cravar uma decisão, Fernando condiciona o futuro partidário à formação da chapa que a legenda apresentará em 2026. Ele deixou claro, no entanto, que qualquer definição passará por conversas com as principais lideranças nacionais do partido. O deputado citou diretamente o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, presidente de honra da sigla, destacando o respeito e a gratidão pelo apoio recebido na disputa pela Prefeitura de Caruaru em 2024.

Enquanto o cenário eleitoral se desenha, Fernando Rodolfo procura reforçar a imagem de parlamentar atuante, apostando nas entregas do mandato como principal vitrine política. Entre as ações destacadas por ele estão a viabilização de 30 leitos de UTI no Hospital Memorial, a perfuração de poços artesianos para comunidades da zona rural, o início das obras das passarelas na BR-104 e a construção de uma quadra poliesportiva no IFPE. O conjunto de iniciativas busca dialogar tanto com a população urbana quanto com moradores da zona rural, ampliando seu alcance eleitoral.

Atualmente em seu segundo mandato como deputado federal, Fernando carrega ainda o capital político da disputa pela Prefeitura de Caruaru em 2024, quando terminou em terceiro lugar, mas manteve forte visibilidade e consolidou seu nome como uma das principais lideranças conservadoras da cidade. Para 2026, o desafio será transformar essa visibilidade em votos suficientes para se manter competitivo em um partido maior, mais estruturado — e também mais concorrido.

Nos bastidores, a avaliação é de que a eleição proporcional em Caruaru será uma das mais disputadas dos últimos anos, com o PL ocupando posição central nesse embate. Nesse contexto, a capacidade de articulação, a força das alianças e o peso das entregas do mandato devem ser determinantes para definir quem conseguirá atravessar a turbulência interna e chegar fortalecido às urnas.

TROCAS EM PASTAS SENSÍVEIS EXPÕEM FRAGILIDADE POLÍTICA E FALTA DE RESULTADOS EM BOM CONSELHO

A recente reforma promovida pelo prefeito de Bom Conselho, Dr. Edézio Ferreira, está longe de ser interpretada apenas como um “ajuste natural de gestão”. As mudanças nas secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Trabalho e Cidadania acenderam o alerta nos bastidores políticos e reforçaram a percepção de que a administração municipal ainda não encontrou rumo, ritmo e base política sólida para governar com estabilidade.

A saída do médico Dr. Zenício dos Santos da Secretaria de Saúde e a nomeação da fisioterapeuta Ana Nery Rabêlo ocorrem em um momento em que a população segue cobrando melhorias concretas no atendimento, redução de filas e melhor estrutura nas unidades. A troca, em vez de transmitir segurança, gera questionamentos: se a pasta estivesse alcançando resultados satisfatórios, por que a mudança agora?

Na mesma linha, a substituição de Elanially Correia por Jamylle Caroline Mendonça no Desenvolvimento Social também levanta dúvidas. A área, que deveria ser prioridade diante das demandas das famílias em situação de vulnerabilidade, não apresentou até agora ações de grande impacto ou ampliação visível de políticas públicas estruturantes. A sensação é de que mudam os nomes, mas os problemas permanecem.

MOVIMENTO POLÍTICO PROVOCA DESCONFORTO NA BASE

Além das questões administrativas, um fator político deu ainda mais peso às mudanças. Comentários que circulam nos bastidores apontam que a nova configuração do governo teria aberto espaço para um nome ligado a um grupo político adversário ao do ex-prefeito Dannilo Godoy, enquanto aliados históricos da base de sustentação de Dr. Edézio teriam ficado sem o mesmo reconhecimento.

A leitura entre integrantes insatisfeitos do próprio grupo governista é de que faltou prestígio para quem caminhou junto no projeto político, enquanto houve espaço para rearranjos considerados inesperados. O episódio ampliou ruídos internos e reforçou a impressão de que a gestão enfrenta dificuldades até mesmo para manter a coesão do seu núcleo de apoio.

PREFEITO ISOLADO E SEM MAIORIA CONSOLIDADA

No campo legislativo, a situação também não é confortável. O prefeito não construiu uma maioria estável na Câmara Municipal, enfrenta resistência frequente e vê a oposição ganhar espaço no debate público. Sem base firme, a gestão encontra obstáculos para aprovar projetos e consolidar ações de médio e longo prazo.

Esse cenário alimenta a avaliação de que o governo está politicamente isolado, dependendo mais de articulações pontuais do que de uma sustentação sólida e duradoura.

ENTRE VÍDEOS E A REALIDADE

Enquanto isso, nas redes sociais, o prefeito mantém forte presença em vídeos curtos, com discursos otimistas e tom de autoconfiança. A estratégia digital, porém, não tem sido suficiente para afastar as críticas de quem aponta que a imagem virtual não acompanha a realidade vivida pela população em áreas essenciais como saúde, assistência social e infraestrutura.

Para analistas locais, a comunicação tenta transmitir a ideia de uma gestão em pleno funcionamento, mas os indicadores e a percepção popular ainda não confirmam essa narrativa.

GESTÃO AINDA NÃO DEIXOU SUA MARCA

Passada boa parte do mandato, a administração de Dr. Edézio ainda não conseguiu apresentar uma marca forte, seja em grandes obras, programas estruturantes ou avanços significativos nos serviços básicos. As recentes trocas no primeiro escalão, em vez de simbolizarem renovação, soam como tentativas de corrigir uma engrenagem que não encaixou como o esperado.

Com desgaste interno, base política instável e cobranças crescentes da população, a gestão entra em um momento decisivo. Mais do que mudanças de nomes, Bom Conselho espera resultados concretos, presença efetiva do poder público e respostas reais para os problemas do dia a dia.

O tempo político corre — e a paciência da população também.

PT DE PERNAMBUCO IMPÕE CONDIÇÕES E BARRA MIGUEL COELHO EM POSSÍVEL CHAPA COM JOÃO CAMPOS PARA 2026

O tabuleiro político de Pernambuco para as eleições de 2026 começou a se movimentar mais cedo e com recados diretos. O Partido dos Trabalhadores no estado decidiu mudar a postura que adotou em disputas anteriores e agora deixa claro que não pretende apenas compor alianças de forma automática, mas influenciar ativamente na formação das chapas majoritárias. O recado tem endereço certo: o prefeito do Recife, João Campos (PSB), visto como nome natural para a disputa ao Governo do Estado, mas que precisará dialogar com as exigências petistas se quiser contar com o apoio formal da legenda.

A nova posição foi externada pelo presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, ao afirmar que o partido quer estar alinhado não apenas com o cabeça de chapa, mas também com o candidato a vice-governador e com o segundo nome ao Senado que venha a dividir o palanque com o senador Humberto Costa, prioridade absoluta da sigla na corrida pela reeleição. Segundo Veras, não basta que o postulante ao governo declare apoio ao presidente Lula; é necessário que toda a composição da chapa esteja comprometida com o projeto nacional petista, tanto durante a campanha quanto em um eventual governo.

A fala reforça uma resistência que já circulava nos bastidores: o desconforto do PT com a possibilidade de o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho integrar a chapa majoritária ao lado de João Campos. Para setores do partido, a ligação histórica da família Coelho com o bolsonarismo pesa negativamente e dificulta a construção de um discurso unificado em defesa do governo Lula. A leitura interna é de que uma aliança desse tipo criaria ruídos na militância e enfraqueceria o palanque presidencial em Pernambuco, estado estratégico para o PT.

Esse movimento de restrição abriu espaço para que outros nomes buscassem se apresentar como mais alinhados ao Planalto. Foi nesse contexto que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, passou a se posicionar de forma mais explícita como opção ao Senado dentro de uma futura chapa liderada por João Campos. Em entrevistas recentes, ele se autodefiniu como “senador de Lula”, enfatizando que sua candidatura estaria em sintonia direta com o presidente e que o prefeito do Recife tem ciência desse alinhamento. A sinalização foi interpretada nos meios políticos como uma tentativa de ocupar o espaço que o PT considera mais confortável ideologicamente dentro da composição.

A discussão sobre a vaga de vice também carrega um histórico de insatisfação. Ainda permanece viva entre lideranças petistas a lembrança da eleição municipal de 2024 no Recife, quando o partido apresentou ao prefeito o nome do médico Mozart Sales, ex-vereador da capital, para compor a chapa majoritária. A sugestão não foi acatada. João Campos optou por desincompatibilizar quatro secretários municipais, anunciou que escolheria o vice entre eles e acabou indicando Victor Marques, amigo de infância e de colégio, que se filiou ao PCdoB às vésperas da decisão. Para o PT, o episódio simbolizou a falta de protagonismo da legenda nas decisões estratégicas, mesmo sendo aliada histórica do PSB em nível nacional.

Agora, com a sucessão estadual no horizonte e o peso da reeleição de Lula no centro da estratégia petista, o partido tenta reposicionar sua influência e deixar claro que apoio não virá sem participação efetiva nas definições. A mensagem enviada a João Campos é de que a aliança é possível, mas condicionada a uma chapa que represente, do começo ao fim, o mesmo campo político do presidente da República, sem ambiguidades nem pontes com adversários do projeto petista.

LULA INAUGURA HOSPITAL DE AMOR “DONA LINDÚ” EM GARANHUNS DURANTE A PASSAGEM PELO GALO DA MADRUGADA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitará sua agenda em Pernambuco neste sábado para realizar um feito com forte impacto na saúde pública do Agreste: a inauguração do Hospital de Amor em Garanhuns, que passará a se chamar Hospital de Amor “Dona Lindú”, em homenagem à mãe do presidente. A informação foi confirmada pela senadora Teresa Leitão (PT), que detalhou que, além de participar do tradicional desfile do Galo da Madrugada no Recife — considerado um dos maiores blocos de carnaval do mundo — Lula incluirá na sua programação oficial essa entrega de grande significado social e sanitário.

A construção da unidade oncológica em Garanhuns é fruto de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, que doou um terreno de 25 mil metros quadrados, e o Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e representa um novo marco no combate ao câncer no interior de Pernambuco. A inauguração da unidade — que passa a integrar a rede de atenção à saúde com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer — foi confirmada após convite do prefeito João Campos ao presidente, e reforça o compromisso do governo federal com a interiorização de serviços de alta complexidade para além dos grandes centros urbanos.

Segundo a senadora Teresa Leitão, Lula ajustou sua agenda para que, no mesmo fim de semana em que prestigia o Galo da Madrugada, ele participe também da entrega dessa importante obra de saúde no Agreste. A obra é vista por lideranças políticas e sociais locais como um divisor de águas na oferta de atendimento especializado à população de Garanhuns e municípios vizinhos, reduzindo significativamente a necessidade de deslocamentos para outras cidades ou estados em busca de tratamento oncológico.

A escolha de batizar o hospital como “Dona Lindú” carrega um forte caráter simbólico, ressaltando a trajetória de vida da mãe do presidente Lula e traduzindo um compromisso com cuidado humanizado e atenção digna a pessoas que enfrentam a doença. A nova unidade já nasce com a expectativa de se tornar referência para todo o Agreste, oferecendo serviços que antes só eram acessíveis com longas viagens e esforços de pacientes e familiares. A inauguração, portanto, além de marcar a presença presidencial no estado, projeta uma nova realidade de acesso à saúde de qualidade para milhares de pernambucanos.

CÉSAR RAMOS BRILHA NO TOP 25 E CONSOLIDA PROTAGONISMO NA GESTÃO DE IGARASSU

A noite da última quarta-feira (28) foi de reconhecimento, aplausos e valorização de quem impulsiona o desenvolvimento regional por meio do turismo e da gestão pública. Durante a 7ª edição do Prêmio TOP 25, realizada na tradicional Casa de Recepções Apipucos, no Recife, o secretário de Governo de Igarassu, César Ramos, despontou como um dos grandes nomes da premiação ao ser agraciado com o título de Revelação da Gestão Municipal.

O evento, que este ano trouxe como tema o fortalecimento do turismo no Litoral Norte de Pernambuco, reuniu lideranças públicas, empresários e profissionais do setor para celebrar iniciativas que conectam negócios, cultura, inovação e políticas públicas. Em meio a esse cenário de destaque, o nome de César Ramos ganhou evidência pelo trabalho estratégico e articulador que vem desenvolvendo dentro da administração municipal.

Reconhecido pela habilidade política, capacidade de diálogo e contribuição direta para o fortalecimento da gestão, o secretário tem sido peça-chave na articulação entre secretarias, no apoio às ações estruturadoras da prefeitura e na modernização de processos administrativos. A homenagem reforça a imagem de um gestor em ascensão, com perfil técnico e político alinhado às novas demandas da administração pública.

Em seu pronunciamento, César Ramos destacou o papel da confiança e da abertura para inovar dentro da gestão municipal. “Com muita alegria recebo a premiação TOP 25 e agradeço a confiança da prefeita Elcione, que permitiu inovar na gestão. Reafirmo meu compromisso de fazer, sempre, a boa política”, afirmou, sendo bastante aplaudido pelos presentes.

A premiação também evidenciou o bom momento vivido por Igarassu no cenário institucional. O município voltou a se destacar e manteve forte representatividade, mostrando que o trabalho integrado entre gestão pública e setor produtivo tem gerado resultados concretos. Outro nome homenageado foi o secretário de Patrimônio Histórico, Cultura e Turismo, Ricardo Góis, reconhecido pelo fortalecimento das políticas públicas e pelo impulso dado ao setor turístico da cidade.

Além do poder público, o setor privado de Igarassu também marcou presença de forma expressiva. O Hub Canoa Grande, liderado pela CEO Verônica Ribeiro, conquistou a categoria Inovação e Empreendedorismo, reforçando o papel do município como polo de criatividade e novos negócios. Empresas como Ressaire, Clube do Barbeiro, Sítio Paradise, FG Services, Moises Eurico Restaurante, Conecta Assessoria Empresarial, Grupo BC Serviços e WB Perfurações também foram destaque, mostrando a diversidade e a força do empreendedorismo local.

A cerimônia do TOP 25 consolidou não apenas nomes, mas uma tendência: Igarassu vem construindo uma imagem de cidade que valoriza gestão eficiente, inovação e desenvolvimento sustentável. E, dentro desse novo momento, a ascensão de César Ramos simboliza uma geração de gestores públicos que alia articulação política, visão moderna e compromisso com resultados.

CHAMAS AVANÇAM NA SERRA DE SÃO SEVERINO E MOBILIZAM MORADORES EM PALMEIRINA EM CENÁRIO DE DESESPERO E SECA EXTREMA

Um incêndio de grandes proporções atinge a Serra de São Severino, no município de Palmeirina, no Agreste pernambucano, e provoca apreensão entre moradores da região. As chamas se espalham rapidamente pela vegetação seca, formando uma cortina de fumaça que pode ser vista a quilômetros de distância e transformando a paisagem verde da serra em um cenário de cinzas, calor intenso e preocupação.

De acordo com informações repassadas por moradores e registradas em relatos enviados ao blog, populares tentam conter o avanço do fogo de forma improvisada, utilizando galhos, baldes d’água e abafadores artesanais. A mobilização é marcada por esforço e tensão, já que o terreno acidentado e a vegetação ressecada dificultam o controle das chamas. O clima seco dos últimos dias tem sido um dos principais agravantes, criando condições ideais para que o fogo se alastre com rapidez.

Um dos relatos mais comoventes veio acompanhado da imagem de um bicho-preguiça encontrado em meio à área afetada. O animal silvestre, símbolo da fauna local, representa o impacto silencioso que o incêndio provoca não apenas na vegetação, mas também na vida dos animais que habitam a serra. A presença do bicho-preguiça em meio ao desastre reforça o alerta sobre os danos ambientais causados pelas queimadas, que destroem abrigos naturais e ameaçam a sobrevivência de diversas espécies.

As informações foram compartilhadas pelo ex-prefeito Eudson Catão, que descreveu a situação como triste e preocupante, destacando o esforço das pessoas da comunidade que, mesmo sem estrutura adequada, tentam evitar que o fogo avance para áreas ainda preservadas. O relato evidencia um sentimento coletivo de impotência diante da força das chamas, mas também de solidariedade entre os moradores que se unem para proteger o que resta da vegetação.

Além dos prejuízos ambientais, há temor de que o incêndio se aproxime de propriedades rurais, colocando em risco plantações, cercas e até residências mais isoladas. A fumaça densa também pode afetar a saúde de quem vive nas proximidades, principalmente crianças e idosos, mais sensíveis a problemas respiratórios.

O caso acende um novo alerta sobre o perigo das queimadas durante períodos de estiagem no Agreste. Com o solo seco, ventos e vegetação altamente inflamável, qualquer foco de fogo pode ganhar proporções incontroláveis em pouco tempo. A situação na Serra de São Severino expõe a vulnerabilidade das áreas de mata e a necessidade de ações rápidas das autoridades ambientais e equipes de combate a incêndio para evitar que o dano se torne ainda maior.

Enquanto o fogo avança, a cena na serra é de luta contra o tempo, com moradores tentando salvar a natureza local das chamas que consomem a vegetação e deixam um rastro de destruição em um dos cenários naturais mais simbólicos de Palmeirina.

RAQUEL LYR APOSTA EM COMPARAÇÃO COM O PASSADO, AMPLIA ALIANÇAS E AQUECE O TABULEIRO POLÍTICO do

A visita da governadora Raquel Lyra (PSD) a Serrita, no Sertão pernambucano, nesta semana, foi muito além do anúncio administrativo de R$ 4,8 milhões em investimentos para o município. O ato acabou se transformando em um palanque político simbólico, onde discursos, gestos e presenças revelaram o tom que deve marcar a disputa estadual nos próximos meses: a comparação direta entre a atual gestão e o governo do ex-governador Paulo Câmara, além da formação de uma base ampla e heterogênea em torno da reeleição da gestora.

O momento que mais chamou atenção veio do deputado estadual Aglailson Victor (ainda no PSB, mas politicamente afastado da sigla). Em um discurso carregado de recado político, ele fez questão de estabelecer um contraste explícito entre os dois períodos administrativos que vivenciou como parlamentar. Ao afirmar que “a diferença é enorme”, Aglailson não deixou dúvida de que seu elogio à atual governadora vinha acompanhado de uma crítica direta à gestão anterior.

Segundo o deputado, durante o governo Paulo Câmara havia dificuldade para que promessas de emendas parlamentares destinadas aos municípios se concretizassem. Ele relatou que acordos firmados com prefeitos frequentemente ficavam apenas na conversa, algo que, na avaliação dele, mudou sob a condução de Raquel Lyra. A fala não foi casual nem isolada: ela reforça uma narrativa que vem sendo construída por aliados da governadora, de que a atual gestão tem perfil mais municipalista e aberto ao diálogo com parlamentares.

A posição de Aglailson carrega também um forte componente local. Derrotado na disputa pela Prefeitura de Vitória de Santo Antão em 2024, ele rompeu politicamente com o PSB ainda durante o processo eleitoral municipal. Nos bastidores, analistas enxergam na aproximação com Raquel Lyra uma mistura de reposicionamento estratégico e reação às derrotas recentes, especialmente diante do fortalecimento do grupo do prefeito Paulo Roberto (MDB), aliado do prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Esse pano de fundo ajuda a explicar o tom mais ácido das comparações feitas no palanque de Serrita. Para observadores da cena política, há um claro sentimento de revanche em curso. A derrota acachapante em 2024 ainda pesa sobre o grupo de Aglailson, que viu seu capital político encolher justamente em sua principal base eleitoral. A mudança de discurso e de alianças, portanto, não é vista apenas como ideológica, mas também como parte de uma reconfiguração de sobrevivência política.

A estratégia de contraste com o passado também apareceu na fala do secretário de Meio Ambiente e Fernando de Noronha, Daniel Coelho. Em entrevistas recentes, ele tem reforçado a ideia de que o modelo de gestão atual difere do que foi praticado pelo PSB no Palácio do Campo das Princesas. Daniel foi além e inseriu o prefeito do Recife, João Campos, nessa equação, ao lembrar que ele integrou a equipe de Paulo Câmara antes de se eleger deputado federal.

A menção não é despretensiosa. João Campos é apontado como o principal nome da oposição para enfrentar Raquel Lyra numa disputa estadual, e a vinculação dele ao governo passado deve se tornar uma das linhas centrais do embate político. Ao associar o prefeito recifense às decisões da gestão anterior, aliados da governadora tentam antecipar o debate eleitoral e colar em João a imagem de continuidade de um modelo que eles classificam como distante dos municípios.

Daniel Coelho, por sua vez, também tem interesses próprios nesse tabuleiro. Ex-deputado federal, ele ficou de fora da Câmara em 2022, apesar de ter obtido votação expressiva. Agora, trabalha nos bastidores para viabilizar um retorno à Câmara dos Deputados, em uma chapa alinhada à governadora. Sua presença constante em agendas e a defesa enfática da gestão indicam que ele pretende fazer campanha “colado” em Raquel Lyra, apostando na força da máquina estadual e na polarização com o grupo de João Campos.

Se os discursos já apontavam para o clima pré-eleitoral, a composição do palanque em Serrita escancarou o movimento de ampliação de alianças. Ao redor da governadora estavam nomes de partidos ideologicamente distintos, como PT, PL e PSB. Oficialmente, todos estavam ali para prestigiar o anúncio de recursos para o município, mas, politicamente, a imagem foi poderosa: Raquel Lyra demonstrando capacidade de dialogar com campos opostos e atrair apoios que ultrapassam fronteiras partidárias tradicionais.

A presença de Anderson Ferreira, do PL, pré-candidato ao Senado e que já se colocou como possível nome “avulso” na disputa majoritária, reforçou essa leitura. Mesmo com projetos próprios, ele dividiu espaço no evento, sinalizando que, ao menos no plano local e administrativo, há convergência de interesses. Para a governadora, esse tipo de cena ajuda a consolidar a imagem de liderança capaz de montar uma frente ampla em torno da reeleição.

Assim, o que parecia ser apenas mais uma agenda de entregas no interior acabou servindo como vitrine de um novo momento político em Pernambuco. Entre elogios estratégicos, críticas ao passado e alianças improváveis dividindo o mesmo palanque, Serrita virou palco de um ensaio claro do discurso e das articulações que devem dominar a próxima campanha estadual.