terça-feira, 8 de setembro de 2026
CRISTIANE MONETA PERCORRE RUAS DE ABREU E LIMA E REFORÇA COMPROMISSO COM O MUNICÍPIO
HUMBERTO COSTA ENGROSSA FILEIRAS NO LITORAL NORTE E AMPLIA REDE DE APOIOS PARA O SENADO
Senador petista avança na articulação política da região e reúne prefeitos, vereadores e presidentes de Câmaras em movimento que reforça sua estratégia para a disputa de outubro
A disputa pelas duas cadeiras de Pernambuco no Senado Federal começa a ganhar contornos cada vez mais claros nos bastidores. E, enquanto os candidatos aceleram o corpo a corpo pelo Estado, o senador Humberto Costa (PT) segue ampliando sua rede de apoios políticos e, nesta segunda-feira (7), voltou suas atenções para o Litoral Norte.
Em um encontro realizado na Ilha de Itamaracá, Humberto reuniu prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região e recebeu novos sinais de força para sua campanha à reeleição. Os prefeitos de Itapissuma, Júnior de Irmã Têca (PSD), e de Araçoiaba, Jogli Uchôa (PSD), reafirmaram apoio ao parlamentar na corrida pelo Senado.
O movimento, porém, ganhou um peso político ainda maior com a adesão de representantes dos Legislativos municipais.
Na Ilha de Itamaracá, nove dos 11 vereadores declararam apoio a Humberto Costa. Entre eles está o presidente da Câmara Municipal, Amigo Zero (Republicanos), demonstrando que a articulação do senador não está restrita aos prefeitos e começa a avançar também sobre as bases legislativas municipais.
Outro apoio de peso veio de Igarassu. O presidente da Câmara Municipal, Maguila (PSD), também anunciou que estará ao lado de Humberto na eleição. Na prática, o senador amplia sua presença em uma área estratégica do Grande Recife, onde a força das lideranças municipais pode fazer diferença na construção de uma votação competitiva.
A movimentação revela uma estratégia conhecida da política pernambucana: fortalecer a candidatura a partir dos municípios, somando prefeitos, vereadores, presidentes de Câmaras e lideranças locais capazes de levar o nome do candidato diretamente às bases eleitorais.
Humberto Costa aproveitou o encontro para agradecer os apoios e destacar a importância política e econômica do Litoral Norte.
“Fico muito honrado com a confiança dessas lideranças e sei da responsabilidade que carrego, porque são pessoas que conhecem de perto a realidade da sua gente e sabem o tamanho do compromisso que temos com o Litoral Norte”, afirmou o senador.
Humberto também ressaltou setores importantes para a economia da região, como turismo, pesca e geração de empregos, defendendo a manutenção de uma representação política forte de Pernambuco no Senado.
O movimento no Litoral Norte acontece em um momento de intensa disputa pelas duas vagas que estarão em jogo na eleição de outubro. Com vários nomes buscando espaço, cada apoio municipal passou a ter valor estratégico e pode representar votos importantes na composição final da disputa.
GRITO DOS EXCLUÍDOS
Antes de seguir para a agenda política no Litoral Norte, Humberto Costa participou, no Recife, da 32ª edição do Grito dos Excluídos, tradicional mobilização realizada no Dia da Independência.
O ato reuniu movimentos sociais e entidades como CUT, MST, Central de Movimentos Populares e outros grupos ligados a pautas sociais e trabalhistas.
Durante a caminhada, o senador defendeu uma visão de independência associada à soberania nacional, à defesa dos direitos dos trabalhadores e ao enfrentamento das pressões externas.
Entre a mobilização social no Recife e a articulação política no Litoral Norte, Humberto aproveitou o 7 de Setembro para fazer aquilo que a eleição exige dos candidatos ao Senado: ocupar território, fortalecer alianças e transformar apoio político em presença eleitoral nos municípios.
JANJÃO ACELERA O PASSO, OCUPA AS RUAS E REFORÇA PRESENÇA NA RMR EM RITMO FORTE DE CAMPANHA
Candidato a deputado estadual pelo PSD intensifica agenda, aposta no corpo a corpo e amplia presença política na Região Metropolitana do Recife
A campanha de Janjão (PSD) entrou em ritmo acelerado. De olho em uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o candidato vem ampliando a presença nas ruas e concentrando parte importante de sua agenda na Região Metropolitana do Recife, onde busca fortalecer alianças, ampliar sua rede de apoios e, principalmente, conversar diretamente com o eleitor.
No último fim de semana, o destino foi a tradicional Feira de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes. Longe de uma agenda protocolar, Janjão circulou entre os boxes, cumprimentou feirantes, conversou com comerciantes e moradores e aproveitou o contato direto para apresentar suas propostas e reforçar a mensagem de que pretende construir sua candidatura a partir da presença nos municípios.
A movimentação chama atenção pelo ritmo. Janjão tem apostado em uma campanha de rua, com visitas, encontros e conversas olho no olho, estratégia que busca transformar sua trajetória política em capital eleitoral para a disputa estadual.
Em Prazeres, o candidato destacou justamente a força do comércio popular e a disposição dos trabalhadores que movimentam diariamente a economia local.
“Prazeres tem feira cheia, comércio forte e gente que não espera acontecer: faz acontecer. E ocasião foi dia de encontrar essa turma em Jaboatão e levar nossa caminhada para mais um canto de Pernambuco. Simbora fazer mais”, afirmou.
TRAJETÓRIA COMO CARTÃO DE VISITA
Durante a passagem pela feira, Janjão também recorreu à própria história para estabelecer uma conexão com os trabalhadores. Feirante no passado, professor e ex-prefeito, ele procura apresentar sua trajetória como uma credencial para quem pretende ocupar uma cadeira no Legislativo estadual.
“Fui feirante, sou professor, fui prefeito e conheço nossa gente. Quero poder continuar trabalhando com coragem para fazer ainda mais por Pernambuco. E fiz questão de deixar essa mensagem para os amigos da Feira de Prazeres em Jaboatão”, declarou.
Politicamente, a estratégia é clara: ocupar território, conversar com diferentes segmentos e não deixar a campanha esfriar. A cada agenda, Janjão tenta ampliar sua circulação e transformar o contato com lideranças e eleitores em uma rede capaz de sustentar sua candidatura ao longo da disputa.
A presença na RMR também sinaliza que o candidato não pretende limitar sua atuação eleitoral à sua base tradicional. A campanha vem buscando dialogar com diferentes regiões e segmentos, numa movimentação que ganha importância à medida que a eleição se aproxima.
NA LUPA: Em uma disputa para deputado estadual marcada por dezenas de candidaturas e forte pulverização dos votos, quem conseguir combinar presença territorial, relacionamento político e contato direto com o eleitor larga em vantagem. Janjão parece ter entendido o recado e acelerou o passo. Agora, a questão é saber até onde esse ritmo de rua será capaz de transformar presença em votos.
PL TENTA TRANSFORMAR MOBILIZAÇÃO DA DIREITA EM FORÇA ELEITORAL EM PERNAMBUCO
Anderson Ferreira aposta na força das ruas, no bolsonarismo e na candidatura de Mendonça Filho ao Senado para reposicionar o PL no tabuleiro político estadual
A direita pernambucana decidiu sair da arquibancada e voltar a ocupar as ruas. E o movimento não acontece por acaso. Sob o comando do presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, o partido tenta transformar a mobilização política em uma estrutura eleitoral capaz de ampliar sua presença em Pernambuco nas eleições de 2026.
A movimentação ganhou força com atos realizados no Recife, especialmente na Avenida Boa Viagem, tradicional palco de manifestações políticas. A presença de apoiadores serviu como demonstração de que o eleitorado identificado com a direita continua disposto a ocupar espaços e participar ativamente do processo eleitoral.
Para Anderson Ferreira, que também disputa uma vaga na Câmara Federal, o momento representa uma oportunidade de reorganizar o campo conservador no estado e transformar a força das ruas em votos. O dirigente vem trabalhando para fortalecer o PL nos municípios e ampliar a bancada do partido tanto em Brasília quanto na Assembleia Legislativa.
O projeto também conta com um ingrediente de peso: o apoio de Flávio Bolsonaro. A presença do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro reforça a estratégia de nacionalizar parte da disputa e manter o eleitorado bolsonarista mobilizado em Pernambuco.
No tabuleiro estadual, a candidatura de Mendonça Filho ao Senado aparece como uma das principais apostas do PL. A intenção é construir uma chapa competitiva e aproveitar a força eleitoral da direita para tentar garantir representação no Senado Federal.
DIREITA QUER CONVERTER RUA EM VOTO
O grande desafio, entretanto, é transformar manifestação em estrutura eleitoral. Mobilização política chama atenção, produz imagens fortes e demonstra capacidade de organização, mas eleição se ganha com voto depositado na urna.
É justamente nesse ponto que entra a estratégia conduzida por Anderson Ferreira. O PL pretende ampliar sua capilaridade, fortalecer lideranças municipais e criar uma rede capaz de levar o discurso da direita para além dos grandes atos realizados na capital.
O deputado estadual André Ferreira resumiu o desafio ao defender que a demonstração de força precisa ser convertida em organização e votos.
A declaração traduz o momento vivido pelo partido: não basta mostrar força nas ruas; é preciso transformar essa força em resultado eleitoral.
O PESO DE BOLSONARO
Pernambuco é um estado historicamente marcado pela força da esquerda, mas também possui um eleitorado conservador expressivo. Nas últimas eleições, Bolsonaro conseguiu desempenhos relevantes em diferentes regiões, mostrando que existe uma fatia significativa do eleitorado pernambucano alinhada à direita.
Agora, o PL tenta transformar esse eleitorado em uma força política mais organizada e permanente.
A estratégia passa por fortalecer Anderson Ferreira na disputa proporcional, ampliar as bancadas do partido e, principalmente, trabalhar pela eleição de Mendonça Filho para o Senado.
Se conseguir executar esse plano, o PL poderá sair das eleições de 2026 maior e mais influente no cenário político pernambucano.
NA LUPA
O movimento do PL merece atenção porque coloca novamente a direita no centro do jogo político de Pernambuco. Anderson Ferreira sabe que existe um eleitorado conservador numeroso, mas também sabe que esse eleitorado precisa ser mobilizado, organizado e direcionado.
A eleição, porém, será decidida município por município, liderança por liderança e voto por voto.
O desafio do PL pernambucano está lançado: transformar a força das ruas em força nas urnas. E é aí que começa a verdadeira disputa.
EM REUNIÃO COM EMPRESÁRIOS EM SÃO CAETANO, RAQUEL REFORÇA COMPROMISSO COM AS OBRAS DA DUPLICAÇÃO DA BR-232 PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO
"Recuperamos mais de 1.600 quilômetros de estradas. Já são R$ 7 bilhões entre obras executadas, em execução, em projeto e em licitação. A duplicação da BR-232 é um sonho antigo dos pernambucanos. O trecho entre São Caetano até Belo Jardim já está em obras. Serão 28 quilômetros de extensão, com R$ 236 milhões de investimentos já garantidos. Estamos em ritmo acelerado para entregar essa demanda tão aguardada, levando mais desenvolvimento para nosso interior", disse a candidata da Coligação Pernambuco de Coração.
Presente na reunião, o empresário do ramo de móveis e colchões, conhecido como Narcizo Colchões, ressaltou a importância da duplicação da rodovia na atração de indústrias e na geração de emprego e renda na região, além de pontuar que desde a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcelos o Agreste não recebia investimento na infraestrutura viária.
"A nossa governadora Raquel Lyra tem um ponto muito positivo em ver esse desenvolvimento, que é essa duplicação da BR-232. Desde a época de Jarbas Vasconcelos que não tem investimento aqui. E agora, a nossa governadora Raquel vem com esse investimento, essa duplicação da BR-232, que vai trazer muita indústria, emprego e renda para essa região", afirmou o empresário.
Quando assumiu o Governo do Estado, em 2023, Raquel encontrou um cenário de completo abandono da BR-232, toda esburacada, pondo em risco quem trafegava por ela e comprometendo a fluidez do trânsito da principal ligação entre a Região Metropolitana do Recife (RMR) e o Agreste, além de aumentar o custo da logística das empresas, impactando a economia. A triplicação da rota de entrada e saída do Recife estava paralisada. Na gestão da governadora e candidata à reeleição, a triplicação do trecho inicial foi concluída, com investimento de R$ 195 milhões.
Hoje há uma manutenção permanente da BR-232, melhorando e recuperando o trecho entre Recife e São Caetano, cuja responsabilidade é do Governo de Pernambuco. A duplicação dos 28,8 quilômetros entre São Caetano e Belo Jardim conta com R$ 236 milhões custeados integralmente pelo Governo do Estado. A gestão estadual também entregou ao Governo Federal o projeto próprio para duplicar a rodovia até Serra Talhada, no Sertão, outro sonho antigo. No seu plano de governo, Raquel propõe viabilizar, junto com a gestão federal, a duplicação até Serra Talhada e levar a duplicação da BR-423 de São Caetano até Garanhuns, alavancando ainda mais a economia do Agreste.
Acompanharam Raquel na agenda o deputado estadual e candidato à reeleição, Edson Vieira; a candidata a deputada estadual, Professora Ana Lúcia, e o candidato a deputado federal, Jerlandy Macedo.
RAQUEL JOGA EM CAMPO ABERTO E MOSTRA QUE SABE CONVERSAR COM QUEM PENSA DIFERENTE
Por Edney Souto
A política pernambucana vive um momento em que muita gente prefere levantar muros. Raquel Lyra, ao contrário, parece ter escolhido construir pontes. E talvez esteja justamente aí uma das maiores forças da governadora nesta eleição.
A passagem pelo Assentamento Normandia, em Caruaru, não deve ser analisada apenas pela fotografia ou pela repercussão imediata. O gesto tem um significado político maior: Raquel demonstra que não tem medo de conversar com quem pensa diferente dela.
E isso, convenhamos, não é pouca coisa.
O Normandia é um território historicamente associado ao MST e à esquerda. Ainda assim, Raquel foi até lá, sentou para conversar, ouviu reivindicações, apresentou sua visão de governo e assumiu compromissos com pautas ligadas à agricultura familiar e à reforma agrária.
Não precisou mudar de lado para dialogar.
Esse talvez seja o ponto que mais merece ser colocado na lupa.
Raquel não está tentando ser uma política de uma única tribo. Está tentando se apresentar como governadora de Pernambuco — e governar Pernambuco significa conversar com quem vota nela, com quem não vota, com quem concorda e, principalmente, com quem discorda.
Há uma diferença enorme entre conviver com a divergência e ter medo dela.
Quem tem convicção não precisa transformar todo adversário ideológico em inimigo.
E Raquel parece ter entendido isso.
Enquanto parte da política brasileira continua presa à lógica de que conversar com determinado grupo significa automaticamente pertencer a ele, a governadora vem mostrando uma postura mais pragmática. Dialoga com empresários, prefeitos, movimentos sociais, trabalhadores, lideranças comunitárias e partidos de diferentes matizes.
Sua aliança eleitoral também é uma fotografia dessa estratégia.
Ao lado de nomes como Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha, Raquel apresenta uma composição que atravessa diferentes experiências e campos políticos. Não é uma aliança construída apenas em torno de uma identidade ideológica. É uma tentativa de reunir forças em torno de um projeto eleitoral.
E há uma questão ainda mais importante: Pernambuco não é uma bolha política.
O Estado tem direita, esquerda, centro, conservadores, progressistas, independentes, movimentos sociais, setor produtivo, trabalhadores rurais e urbanos. Todos esses grupos têm demandas e todos eles votam.
Uma governadora que pretende representar todo o Estado precisa estar disposta a conversar com todos.
É aí que Raquel leva vantagem política.
Sua capacidade de transitar por ambientes diferentes desmonta uma narrativa muito comum na política: a de que é preciso escolher um lado e permanecer permanentemente em guerra contra o outro.
Raquel parece ter escolhido outro caminho.
Pode discordar do MST e, ainda assim, conversar com o MST.
Pode disputar votos contra setores da esquerda e, ainda assim, sentar com lideranças desse campo.
Pode manter suas convicções e, simultaneamente, ouvir reivindicações de quem possui outra visão de mundo.
Isso não é fraqueza.
Isso é maturidade política.
E talvez seja justamente essa característica que explique parte da capacidade de articulação que a governadora vem apresentando nesta eleição.
A política pernambucana sempre foi conhecida pela capacidade de construir acordos improváveis. Grandes lideranças do Estado, ao longo da história, souberam conversar com adversários e construir entendimentos quando o interesse público estava acima da disputa partidária.
Raquel está tentando recuperar essa lógica.
Em uma eleição cada vez mais polarizada entre projetos políticos distintos, ela aposta na imagem de quem consegue atravessar a ponte e conversar com o outro lado.
E existe uma razão eleitoral para isso.
Quem está no centro da disputa precisa conquistar não apenas os votos dos convencidos. Precisa também chegar aos independentes, aos eleitores que não gostam de radicalismos e àqueles que podem até discordar da governadora em determinados pontos, mas reconhecem nela capacidade de diálogo.
É justamente nesse eleitorado que a postura de Raquel pode encontrar terreno fértil.
O encontro no Normandia mostrou uma governadora disposta a sair da zona de conforto. E política, no fundo, é exatamente isso: sair do lugar onde todos já concordam com você e tentar convencer quem ainda não está convencido.
A esquerda pode continuar tendo seus candidatos.
A direita pode continuar tendo os seus.
Os movimentos sociais podem continuar fazendo suas cobranças.
Mas o Governo do Estado precisa conversar com todos.
E é nesse ponto que Raquel vem construindo uma narrativa poderosa: não é necessário pensar igual para sentar à mesma mesa.
Na eleição de 2026, essa postura poderá pesar.
Porque Pernambuco não precisa de uma governadora de uma facção. Precisa de alguém capaz de governar um Estado plural, complexo e politicamente dividido.
Raquel está mostrando que sabe conversar com diferentes ideologias sem necessariamente abrir mão da própria identidade política.
E, na política, quem consegue conversar com quem pensa diferente costuma ter uma vantagem que não aparece necessariamente nas pesquisas: a capacidade de ampliar pontes quando chega a hora de governar.
Essa é a Raquel que está sendo apresentada nesta campanha.
Menos muros.
Mais diálogo.
E uma disposição cada vez maior para jogar em campo aberto.
JOÃO CAMPOS DEFENDE INCLUSÃO DA INFÂNCIA À VIDA ADULTA EM TODAS AS REGIÕES DE PERNAMBUCO
Em encontro com mais de 20 instituições, candidato reforçou proposta de Centros TEA nas 12 regiões do Estado e apresentou programa voltado à qualificação e ao emprego
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, participou, na tarde desta segunda-feira (7), do Encontro da Inclusão, no comitê central da Frente Popular, em Casa Forte, no Recife. A agenda reuniu representantes de mais de 20 instituições ligadas às pessoas com deficiência e neurodivergentes.
Durante o encontro, João apresentou propostas para ampliar a rede de atendimento no Estado e chamou atenção para uma etapa que, segundo ele, ainda precisa de mais cuidado: a vida adulta. A ideia é garantir formação profissional, acesso ao mercado de trabalho e mais autonomia.
“Os centros estaduais que vão atender pessoas com deficiência, com neurodivergência, também vão atender jovens e adultos. E a gente vai ter um programa específico para a empregabilidade, para ajudar a aproximação com o mercado de trabalho e garantir a formação e a presença dessas pessoas no mercado formal de trabalho”, afirmou.
A proposta prevê identificar, junto às empresas, quais profissionais e competências estão sendo demandados e, a partir disso, oferecer uma qualificação mais ligada às vagas existentes. O programa também pretende ajudar as empresas na adaptação dos postos de trabalho e na preparação das equipes para receber esses profissionais.
João defendeu ainda que a política de inclusão não pare na infância. O atendimento dos novos centros estaduais deverá alcançar crianças, adolescentes, jovens e adultos. “A gente não está aqui para fazer favor para ninguém. A gente está aqui para fazer o que é justo e o que é digno, o que todas as famílias merecem e não precisem ficar pedindo por isso. É uma obrigação nossa e nós vamos fazer”, disse.
Ao lembrar a experiência no Recife, o candidato citou a expansão da rede de atendimento durante os cinco anos e três meses em que esteve à frente da Prefeitura. A cidade saiu de uma média de cerca de 3 mil atendimentos por mês para quase 30 mil e passou a contar com oito Centros TEA/NDI.
Para Pernambuco, João assumiu o compromisso de implantar pelo menos uma grande unidade em cada uma das 12 regiões do Estado, com atendimento também voltado para jovens e adultos. “Eu garanto a vocês que, no mínimo, a gente vai ter um grande centro desse por região de Pernambuco. Para que todas as doze regiões de Pernambuco tenham. E a gente vai fazer ele com foco também no jovem e no adulto”, afirmou.
Além da expansão dos Centros TEA e do programa de empregabilidade, o conjunto de propostas prevê fortalecer os Centros Especializados em Reabilitação (CER) e criar o Mãe Coruja Atípica, voltado à identificação precoce e ao acompanhamento das crianças e de suas famílias.
No encerramento, João resumiu a ideia que pretende levar para o Governo do Estado. “Se a gente faz um Estado pensando para as crianças, para as mulheres, para os idosos e para as pessoas com deficiência, a gente fez um Estado melhor para todo mundo
NILDO DO SERÁFICO DEIXA TEOBALDO E REFORÇA JULIANA DE CHAPARRAL; DISPUTA PELO AGRESTE SETENTRIONAL GANHA OUTRA DIMENSÃO
Nildo do Seráfico, eleito com 1.197 votos, decidiu caminhar com Juliana de Chaparral (União Brasil) para deputada federal, mantendo, ao mesmo tempo, seu apoio a Janjão (PSD) para deputado estadual. A composição deixa claro que as lideranças municipais estão fazendo seus próprios arranjos eleitorais e separando, em muitos casos, as disputas estadual e federal. Mas, politicamente, a mudança de Nildo produz um efeito que ultrapassa os limites de uma simples declaração de apoio.
Limoeiro é uma das principais cidades do Agreste Setentrional e ocupa posição estratégica no mapa político da região. Por isso, quando um vereador com votação expressiva muda de lado em uma disputa para deputado federal, a movimentação naturalmente desperta atenção. Ainda mais quando a mudança acontece entre dois grupos que estão ampliando suas articulações justamente na mesma área do estado.
De um lado está o grupo de Juliana de Chaparral, que tem como principal articulador político o prefeito de Surubim, Cleber Chaparral. A estratégia parece cada vez mais clara: transformar a força política construída em Surubim em uma estrutura regional capaz de sustentar uma candidatura competitiva à Câmara Federal. Juliana vem ampliando sua presença e agregando lideranças em diferentes municípios, enquanto Chaparral trabalha para transformar alianças locais em uma rede política de maior alcance.
Do outro lado está Ricardo Teobaldo, político experiente e conhecedor profundo do Agreste Setentrional, com relações construídas ao longo de muitos anos. Teobaldo também sabe que uma eleição proporcional para deputado federal não se vence apenas com uma grande votação em determinado município. É preciso montar uma engrenagem política espalhada por várias cidades, com vereadores, prefeitos, ex-prefeitos, lideranças e grupos locais capazes de produzir votos.
É exatamente por isso que a movimentação de Nildo chama atenção.
A disputa entre os grupos de Chaparral e Teobaldo está deixando de ser uma simples corrida por apoios e começando a assumir características de uma disputa pela própria formação de novos territórios políticos no Agreste. Cada liderança que chega, cada grupo que muda de posição e cada município conquistado passa a ter um peso diferente dentro da estratégia eleitoral.
E há um detalhe importante: Chaparral e Teobaldo estão jogando alto.
O objetivo não é apenas garantir uma boa votação. Os dois lados sabem que uma eleição para deputado federal pode mudar completamente o tamanho de uma liderança política. Um mandato em Brasília representa estrutura, visibilidade, recursos, capacidade de articulação e, principalmente, força para as próximas eleições municipais e estaduais.
É por isso que a candidatura de Juliana precisa ser observada para além do nome da candidata. Ela representa também um projeto de expansão política de Chaparral. O que está em jogo é a capacidade de transformar uma liderança municipal forte em uma liderança regional com presença efetiva na Câmara dos Deputados.
A chegada de Nildo do Seráfico ao grupo de Juliana é mais um indicativo dessa movimentação. Nas redes sociais, Juliana comemorou a adesão e afirmou que o novo aliado chega para fortalecer sua caminhada pelo estado. Nildo, por sua vez, declarou que passa a integrar o grupo liderado por Cleber Chaparral e classificou Juliana como a melhor opção para representar Limoeiro e o Agreste.
A política, porém, ensina que nenhuma adesão deve ser analisada isoladamente. Uma mudança de lado pode ser apenas um episódio, mas também pode representar o início de uma sequência. E é justamente isso que os adversários e aliados estão observando neste momento.
No Agreste Setentrional, a movimentação dos grupos políticos está acelerada. A eleição ainda não chegou ao seu momento decisivo, mas as bases estão sendo construídas agora. Quem conseguir chegar mais forte à reta final terá não apenas uma candidatura, mas uma estrutura eleitoral consolidada.
Nildo do Seráfico, portanto, não é apenas mais um vereador anunciando apoio. Sua decisão é mais um sinal de que a disputa pelo voto federal no Agreste Setentrional entrou em uma fase diferente. Juliana de Chaparral quer crescer, ocupar espaços e transformar sua candidatura em um projeto regional. Teobaldo, por sua vez, sabe o peso de preservar seu território político e certamente acompanha cada movimentação com atenção.
O que está acontecendo no Agreste pode ser apenas o começo de uma disputa muito maior.
A eleição de 2026 vai colocar à prova a capacidade de articulação dos dois grupos. E, pelo ritmo das movimentações, está ficando cada vez mais evidente que Juliana de Chaparral e Ricardo Teobaldo não estão jogando para participar. Estão jogando alto pelo mandato de deputado federal e, principalmente, pelo controle de importantes espaços políticos no Agreste Setentrional.
A partida começou. E no Agreste, cada peça movimentada já começa a fazer diferença.