sexta-feira, 15 de maio de 2026

“SEMPRE DISSEMOS QUE A CPI NÃO TINHA FUNDAMENTO”, AFIRMA DÉBORA ALMEIDA APÓS ARQUIVAMENTO DA CPI DA PUBLICIDADE NA ALEPE

A decisão da Assembleia Legislativa de Pernambuco de extinguir a chamada CPI da Publicidade repercutiu fortemente no cenário político estadual e foi comemorada pela deputada estadual Débora Almeida, uma das parlamentares que mais criticaram a criação da comissão desde o início das discussões na Alepe. Para a deputada, o arquivamento consolida o entendimento de que a investigação não possuía base legal consistente para avançar dentro do Legislativo pernambucano.

A extinção da CPI foi oficializada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, por meio de ato publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (14). A decisão teve como fundamento o artigo 143, inciso IV, do Regimento Interno da Casa, que prevê a extinção automática de comissões parlamentares que permaneçam paralisadas por mais de 30 dias após sua instalação.

Desde que a proposta da CPI da Publicidade surgiu no debate político estadual, Débora Almeida sustentava publicamente que não havia um fato determinado que justificasse a abertura da investigação — condição considerada indispensável para a criação de qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito. Segundo a parlamentar, a ausência de elementos concretos comprometeu desde o começo a viabilidade jurídica e política da comissão.

Ao comentar a decisão, a deputada afirmou que o arquivamento apenas confirma aquilo que ela e aliados defendiam há meses dentro e fora da Assembleia. “Sempre dissemos que a CPI não tinha fundamento. Não existia fato determinado que justificasse sua instalação. Entramos com ações na Justiça, nos posicionamos de forma firme e acompanhamos esse debate desde o início. Uma CPI precisa ter objetividade, sustentação legal e elementos concretos, e isso nunca foi apresentado”, declarou.

Outro ponto destacado pela parlamentar foi o fato de que os contratos de publicidade do Governo de Pernambuco já haviam sido analisados anteriormente pelo Tribunal de Contas do Estado, que autorizou a continuidade da execução contratual sem apontar irregularidades capazes de justificar uma comissão de investigação parlamentar.

Nos bastidores da Alepe, o encerramento da CPI é interpretado como mais um capítulo da intensa disputa política travada entre governistas e oposição na Casa de Joaquim Nabuco. A comissão vinha enfrentando dificuldades para avançar, além de questionamentos jurídicos e impasses internos que acabaram contribuindo para sua paralisação.

Débora Almeida também lembrou que protocolou pedido formal solicitando a extinção da comissão diante da falta de funcionamento efetivo do colegiado. Posteriormente, a discussão também chegou ao campo judicial, ampliando ainda mais o debate político e jurídico sobre a legalidade e a continuidade da CPI.

Com o arquivamento oficializado, aliados do Governo do Estado avaliam que o episódio fortalece o discurso de que houve tentativa de politização do tema sem sustentação técnica suficiente. Já setores da oposição defendem que o debate sobre contratos públicos deve continuar sendo acompanhado pelos órgãos de fiscalização e controle.

A decisão encerra, pelo menos dentro do âmbito legislativo estadual, uma das discussões políticas mais tensas dos últimos meses na Alepe e reposiciona o debate político em Pernambuco em torno das articulações para o segundo semestre legislativo.

JANJÃO ACELERA PELO AGRESTE E MOSTRA FORÇA POLÍTICA COM AGENDA EM VÁRIAS CIDADES E BASE CONSOLIDADA EM 105 MUNICÍPIOS

O ex-prefeito de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual Janjão inicia nesta sexta-feira uma ampla agenda política pelo Agreste Meridional, reforçando articulações, ampliando diálogos com lideranças e consolidando sua presença em uma das regiões mais estratégicas de Pernambuco. Com trânsito político crescente e uma base que já alcança 105 municípios pernambucanos, Janjão entra em uma nova etapa de movimentações presenciais, apostando no contato direto com a população, visitas políticas e encontros com aliados históricos.

A agenda começa por Bom Conselho, onde Janjão participa, às 12h, de uma entrevista na rádio Bom Conselho FM, no tradicional programa “Os Bastidores do Poder”, comandado pelo radialista Geninho Tavares. A expectativa é de que o pré-candidato apresente posições sobre o cenário político estadual, fortalecimento regional e os caminhos de sua pré-campanha, além de destacar propostas voltadas para interiorização do desenvolvimento, geração de empregos e fortalecimento das cidades do Agreste.

Nos bastidores políticos, a avaliação é de que Janjão vive um momento de forte expansão de sua pré-candidatura. Ex-prefeito reconhecido pela atuação administrativa em Bom Jardim, ele tem ampliado alianças em diferentes regiões do Estado, construindo uma rede política que avança do Agreste ao Sertão, passando pela Zona da Mata e Região Metropolitana. O crescimento de sua presença em 105 municípios demonstra capilaridade política e uma estratégia voltada para consolidar apoios regionais de forma contínua.

A maratona política continua neste sábado, quando Janjão cumpre uma extensa agenda de visitas em cidades importantes do Agreste Meridional. O roteiro inclui passagens por Garanhuns, Brejão, Bom Conselho, Paranatama, Saloá e Iati. Em cada município, o pré-candidato deverá se reunir com lideranças políticas, vereadores, apoiadores, representantes comunitários e grupos aliados que vêm fortalecendo seu projeto político.

O domingo também será marcado por intensa movimentação. Em Garanhuns, Janjão participa de um café da manhã com apoiadores e lideranças locais, reforçando o diálogo com a base política da cidade e da região. Em seguida, segue para Angelim, mantendo encontros políticos e ampliando articulações municipais.

A agenda dominical continua em Jupi, onde Janjão participa de uma tradicional cavalgada, evento que reúne grande participação popular e simboliza a forte ligação cultural do Agreste com as tradições nordestinas. O pré-candidato ainda encerra o fim de semana com visitas a lideranças aliadas nos municípios de Lajedo, Alagoinha e Venturosa, consolidando apoios e fortalecendo alianças políticas estratégicas.

Aliados próximos afirmam que a extensa agenda demonstra disposição, capilaridade e presença política constante nas regiões do interior. A estratégia de Janjão tem sido justamente intensificar o contato direto com a população e manter uma atuação próxima das lideranças municipais, valorizando os municípios do interior e ouvindo demandas locais de perto.

Com uma presença cada vez mais ampliada em Pernambuco, Janjão vem se consolidando como um dos nomes em ascensão no cenário político estadual. A forte agenda deste fim de semana no Agreste Meridional reforça não apenas sua articulação regional, mas também o tamanho do projeto político que vem sendo construído em diferentes regiões do Estado.

KASSAB APONTA “DESGASTE MUITO GRANDE” PARA FLÁVIO BOLSONARO APÓS ESCÂNDALO COM DONO DO BANCO MASTER

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, elevou o tom nesta quinta-feira ao comentar o impacto político das revelações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Kassab, o episódio representa um “desgaste muito grande” para a pré-campanha presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e deve provocar queda nas próximas pesquisas de intenção de voto.

As declarações foram dadas durante entrevista ao portal TMC, em meio à repercussão nacional dos áudios e mensagens divulgados pelo “Intercept Brasil”, que apontam uma relação próxima entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O material revelado mostra o senador tratando o empresário como “irmão” e solicitando recursos financeiros para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões a Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal investiga se parte desses recursos também teria sido utilizada para custear despesas ligadas à permanência do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele mantém atividades políticas e articulações internacionais.

Ao comentar o caso, Kassab destacou que o escândalo ganhou proporções ainda maiores devido à contradição entre o conteúdo revelado e as declarações públicas de Flávio ao longo da semana. “Tudo que envolve Master é polêmico, é impactante. É evidente que teve um impacto muito grande, até por conta do posicionamento do Flávio Bolsonaro, que passou a semana dizendo que não tinha contato com Daniel Vorcaro. Realmente, trouxe um desgaste muito grande, isso é público”, afirmou o dirigente do PSD.

A fala de Kassab tem peso relevante no cenário político nacional. Além de comandar o PSD, uma das maiores siglas do país, ele é reconhecido como um dos principais articuladores políticos do Brasil e atua diretamente na construção da candidatura presidencial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Nos bastidores, Kassab também era visto como entusiasta de uma possível candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nome considerado forte dentro do campo da centro-direita.

A avaliação feita pelo presidente do PSD reforça a percepção crescente em Brasília de que o caso envolvendo o Banco Master poderá provocar efeitos profundos no tabuleiro eleitoral de 2026. O episódio atinge diretamente a imagem de Flávio Bolsonaro em um momento estratégico, justamente quando setores da direita discutem nomes viáveis para disputar o Palácio do Planalto e consolidar a herança política do bolsonarismo.

Nos bastidores, aliados avaliam que a repercussão dos áudios compromete um dos principais discursos utilizados pelo grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro: o de distanciamento de figuras associadas a escândalos financeiros. O caso também reacende debates sobre transparência, financiamento político e influência empresarial em projetos ligados à família Bolsonaro.

Kassab foi ainda mais direto ao analisar os possíveis reflexos eleitorais do episódio. “A tendência de que caia é evidente”, declarou, referindo-se ao desempenho de Flávio Bolsonaro nas próximas sondagens eleitorais.

A crise surge em um momento delicado para a direita brasileira, que enfrenta disputas internas pela liderança do campo conservador. Enquanto aliados tentam minimizar os danos, adversários políticos enxergam no episódio uma oportunidade de enfraquecer o capital político da família Bolsonaro às vésperas da corrida presidencial.

LULA DA FONTE DESTINA R$ 1,5 MILHÕES PARA CUSTEIO DA SAÚDE DE CRIANÇAS AUTISTAS NO CABO DE SANTO AGOSTINHO

O deputado federal Lula da Fonte participou, nesta quinta-feira (14), de uma reunião com o prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, para anunciar a destinação de R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares voltadas ao custeio da saúde pública do município, com foco no atendimento e no incremento dos cuidados especializados para as crianças autistas.

O encontro contou também com a presença do vice-prefeito Jamerson Batera e dos vereadores, Gisele de Dudinha, Aziel Almeida e Paulo Farias. Segundo Lula da Fonte, o investimento busca fortalecer o atendimento especializado e ampliar o suporte oferecido às famílias atípicas do município.

“Cuidar das nossas crianças é uma prioridade. Esse recurso chega para reforçar o atendimento na saúde pública e garantir mais acolhimento e assistência para crianças autistas e suas famílias. O Cabo de Santo Agostinho sempre me acolheu, e sempre serei grato por toda confiança que tive ao lado do deputado federal Eduardo da Fonte ao longo da nossa trajetória, sendo uma obrigação destinarmos recursos para melhorar a qualidade de vida do nosso município.”, afirmou o deputado.

GOVERNO DE PERNAMBUCO LANÇA EDITAL PARA AQUISIÇÃO DE 100 ÔNIBUS ELÉTRICOS PARA A REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE

O Governo de Pernambuco lançou, nesta sexta-feira (15), o edital de licitação para a aquisição de 100 ônibus elétricos destinados ao Sistema de Transporte Metropolitano do Recife (RMR). Com investimento de R$ 310 milhões, viabilizado por meio do Termo de Compromisso firmado com o governo federal, os novos veículos representam um avanço importante na modernização do transporte público metropolitano, promovendo a renovação da frota com tecnologia sustentável, mais eficiência operacional e maior conforto para os usuários.

“A modernização do transporte público da Região Metropolitana do Recife é um compromisso do nosso governo com a população pernambucana. Estamos investindo em uma frota mais sustentável, confortável e eficiente, garantindo mais dignidade para as pessoas que utilizam diariamente”, destacou a governadora Raquel Lyra.

A publicação do edital marca mais uma etapa das ações planejadas para a qualificação do sistema de transporte da RMR. Além da aquisição dos ônibus elétricos, o pacote de investimentos também contempla a reforma de estações e a requalificação de trilhos, ampliando a capacidade de atendimento e proporcionando mais agilidade, segurança e confiabilidade ao serviço prestado à população.

O secretário de Mobilidade e Infraestrutura, Pedro Neves, pontuou que a frota renovada trará sustentabilidade, conforto, ar-condicionado, tomadas USB e melhores condições para o transporte. “Inicialmente, estamos conduzindo o processo licitatório, que deve se estender até o início do segundo semestre. Em seguida, ocorrerá a aquisição dos ônibus, com a subsequente inserção imediata na Região Metropolitana. Esperamos que esses veículos estejam em circulação ainda este ano”, frisou o titular da pasta.

Os ônibus elétricos representam um avanço no processo de eletrificação da frota da Região Metropolitana do Recife, eliminando a emissão de poluentes e promovendo a renovação tecnológica do sistema.

“Estamos investindo na inovação da frota e no uso de novas tecnologias para oferecer um melhor serviço de transporte público aos passageiros. Nosso objetivo é tornar o sistema mais moderno, eficiente e acessível, garantindo mais comodidade e confiança para quem utiliza diariamente os serviços do Grande Recife”, afirmou o diretor-presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte, Matheus Freitas.

Fotos: Yacy Ribeiro/Secom

AGORA - EX- GOVERNADOR É ALVO DE OPERAÇÃO DA PF

O Globo

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraude no setor de combustíveis. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em seu endereço em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

A ação também mira no empresário Ricardo Magro, que comanda o grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele é alvo de mandado prisão preventiva nesta sexta-feira e foi determinada a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.

Segundo a PF, a Operação Sem Refino apura a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis por suspeita de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da chamada ADPF das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.

Castro, que pretende disputar um cargo no Senado neste ano, deixou o comando do estado no final de março deste ano, na véspera da conclusão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível. Desde então, quem governa o estado é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto.

RAQUEL LYRA DEFENDE FOCO NA GESTÃO, REFORÇA ALINHAMENTO COM LULA E CRITICA CLIMA DE PRÉ-CAMPANHA EM PERNAMBUCO

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, voltou a adotar um discurso centrado na gestão pública e na responsabilidade administrativa ao comentar o cenário político de 2026, ano marcado pela disputa presidencial e também pela corrida ao Governo do Estado. Em entrevista concedida à Rádio Pajeú e repercutida nesta terça-feira, a chefe do Executivo estadual reforçou a proximidade institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou o que classificou como antecipação do processo eleitoral por parte de adversários políticos.

Ao falar sobre a relação com o governo federal, Raquel destacou que o presidente Lula tem demonstrado disposição para governar de forma ampla e sem distinções partidárias, postura que, segundo ela, também vem sendo adotada em Pernambuco. A declaração reforça o movimento de aproximação política e administrativa entre o Palácio do Campo das Princesas e o Palácio do Planalto, especialmente em um momento em que obras estruturadoras, investimentos em infraestrutura, saúde e programas sociais dependem diretamente da articulação entre os dois governos.

“Tudo que a gente tem ouvido dele, é que ele vai governar para todos, que é o que a gente está fazendo aqui em Pernambuco”, afirmou a governadora, deixando clara a defesa de uma atuação voltada para resultados administrativos e não apenas para o debate eleitoral.

As declarações acontecem em meio ao aquecimento da disputa política no Estado. Enquanto Raquel mantém a narrativa de que permanece concentrada na administração estadual e na entrega de obras, o cenário político pernambucano já vive movimentações intensas de pré-campanha. O principal nome da oposição, o ex-prefeito do Recife João Campos, tem ampliado agendas pelo interior pernambucano após deixar a Prefeitura do Recife, intensificando articulações políticas e ampliando presença em diferentes regiões do Estado.

Sem citar diretamente adversários, Raquel demonstrou incômodo com o ambiente político antecipado e afirmou que muitos atores públicos estariam priorizando a campanha antes mesmo do início oficial do processo eleitoral. Segundo ela, essa postura não corresponde à responsabilidade de quem ocupa funções públicas.

“O que eu tenho visto é muita gente que tá fazendo só campanha, pré-campanha, no caso. Esse não é o trabalho de quem governa”, declarou.

A fala evidencia uma estratégia política cada vez mais clara da governadora: diferenciar sua postura administrativa da movimentação eleitoral dos opositores. Desde o início do ano, Raquel tem intensificado agendas de entregas, inaugurações e anúncios de investimentos, buscando consolidar a imagem de uma gestora focada em resultados e obras estruturadoras.

Ao justificar por que evita entrar diretamente no debate eleitoral, a governadora reforçou que o exercício do cargo exige prioridade absoluta na administração pública. “Por isso que eu falo muito menos sobre campanha, porque eu tô no governo”, pontuou.

Outro tema abordado pela governadora durante a entrevista foi a discussão em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA), pauta que vem mobilizando o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Raquel ressaltou a necessidade de garantir segurança jurídica, responsabilidade fiscal e estabilidade administrativa para assegurar o andamento de obras e serviços essenciais em todo o território pernambucano.

A governadora destacou que o Executivo estadual acompanha atentamente os debates sobre o percentual de remanejamento orçamentário e as reivindicações apresentadas pelos municípios e parlamentares estaduais. Segundo ela, a prioridade do governo é garantir condições para manter investimentos em áreas estratégicas sem comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.

Nos bastidores políticos, a discussão sobre a LOA tem sido observada como uma das pautas mais sensíveis do atual momento administrativo, já que envolve diretamente a capacidade de execução do governo em ano pré-eleitoral. O tema ganhou relevância diante da necessidade de assegurar recursos para obras em andamento, ações na saúde, educação, infraestrutura hídrica e programas sociais considerados prioritários pela gestão estadual.

As declarações de Raquel Lyra também demonstram uma tentativa de consolidar um discurso institucional em meio ao acirramento político que começa a ganhar força em Pernambuco. Enquanto o ambiente eleitoral se intensifica nos bastidores, a governadora procura reforçar a narrativa de estabilidade administrativa, responsabilidade fiscal e alinhamento estratégico com o governo federal, apostando na entrega de resultados como principal ativo para enfrentar a disputa que se aproxima.

RAQUEL LYRA DEFENDE FOCO NA GESTÃO, REFORÇA ALINHAMENTO COM LULA E CRITICA CLIMA DE PRÉ-CAMPANHA EM PERNAMBUCO

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, voltou a adotar um discurso centrado na gestão pública e na responsabilidade administrativa ao comentar o cenário político de 2026, ano marcado pela disputa presidencial e também pela corrida ao Governo do Estado. Em entrevista concedida à Rádio Pajeú e repercutida nesta terça-feira, a chefe do Executivo estadual reforçou a proximidade institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou o que classificou como antecipação do processo eleitoral por parte de adversários políticos.

Ao falar sobre a relação com o governo federal, Raquel destacou que o presidente Lula tem demonstrado disposição para governar de forma ampla e sem distinções partidárias, postura que, segundo ela, também vem sendo adotada em Pernambuco. A declaração reforça o movimento de aproximação política e administrativa entre o Palácio do Campo das Princesas e o Palácio do Planalto, especialmente em um momento em que obras estruturadoras, investimentos em infraestrutura, saúde e programas sociais dependem diretamente da articulação entre os dois governos.

“Tudo que a gente tem ouvido dele, é que ele vai governar para todos, que é o que a gente está fazendo aqui em Pernambuco”, afirmou a governadora, deixando clara a defesa de uma atuação voltada para resultados administrativos e não apenas para o debate eleitoral.

As declarações acontecem em meio ao aquecimento da disputa política no Estado. Enquanto Raquel mantém a narrativa de que permanece concentrada na administração estadual e na entrega de obras, o cenário político pernambucano já vive movimentações intensas de pré-campanha. O principal nome da oposição, o ex-prefeito do Recife João Campos, tem ampliado agendas pelo interior pernambucano após deixar a Prefeitura do Recife, intensificando articulações políticas e ampliando presença em diferentes regiões do Estado.

Sem citar diretamente adversários, Raquel demonstrou incômodo com o ambiente político antecipado e afirmou que muitos atores públicos estariam priorizando a campanha antes mesmo do início oficial do processo eleitoral. Segundo ela, essa postura não corresponde à responsabilidade de quem ocupa funções públicas.

“O que eu tenho visto é muita gente que tá fazendo só campanha, pré-campanha, no caso. Esse não é o trabalho de quem governa”, declarou.

A fala evidencia uma estratégia política cada vez mais clara da governadora: diferenciar sua postura administrativa da movimentação eleitoral dos opositores. Desde o início do ano, Raquel tem intensificado agendas de entregas, inaugurações e anúncios de investimentos, buscando consolidar a imagem de uma gestora focada em resultados e obras estruturadoras.

Ao justificar por que evita entrar diretamente no debate eleitoral, a governadora reforçou que o exercício do cargo exige prioridade absoluta na administração pública. “Por isso que eu falo muito menos sobre campanha, porque eu tô no governo”, pontuou.

Outro tema abordado pela governadora durante a entrevista foi a discussão em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA), pauta que vem mobilizando o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Raquel ressaltou a necessidade de garantir segurança jurídica, responsabilidade fiscal e estabilidade administrativa para assegurar o andamento de obras e serviços essenciais em todo o território pernambucano.

A governadora destacou que o Executivo estadual acompanha atentamente os debates sobre o percentual de remanejamento orçamentário e as reivindicações apresentadas pelos municípios e parlamentares estaduais. Segundo ela, a prioridade do governo é garantir condições para manter investimentos em áreas estratégicas sem comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.

Nos bastidores políticos, a discussão sobre a LOA tem sido observada como uma das pautas mais sensíveis do atual momento administrativo, já que envolve diretamente a capacidade de execução do governo em ano pré-eleitoral. O tema ganhou relevância diante da necessidade de assegurar recursos para obras em andamento, ações na saúde, educação, infraestrutura hídrica e programas sociais considerados prioritários pela gestão estadual.

As declarações de Raquel Lyra também demonstram uma tentativa de consolidar um discurso institucional em meio ao acirramento político que começa a ganhar força em Pernambuco. Enquanto o ambiente eleitoral se intensifica nos bastidores, a governadora procura reforçar a narrativa de estabilidade administrativa, responsabilidade fiscal e alinhamento estratégico com o governo federal, apostando na entrega de resultados como principal ativo para enfrentar a disputa que se aproxima.