domingo, 16 de agosto de 2026

ÁLVARO PORTO E GABRIEL PORTO DÃO LARGADA À CAMPANHA COM ONDA AMARELA E FORTE MOBILIZAÇÃO NO AGRESTE

LARGADA — A campanha eleitoral começou com as ruas tomadas pela tradicional onda amarela em Canhotinho. O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), candidato à reeleição, e o candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB) deram a largada oficial na disputa neste domingo (16) com um grande adesivaço que movimentou o centro da cidade.

A mobilização começou ainda nos primeiros minutos do dia, a partir de 0h15, quando apoiadores foram às ruas para demonstrar força política e marcar o início da caminhada eleitoral. A cor amarela, que acompanha o grupo político desde a primeira eleição de Álvaro Porto para prefeito de Canhotinho, em 2004, voltou a dominar carros, motos, fachadas e as próprias ruas do município.

Adesivos, bottons, praguinhas e painéis foram espalhados durante o ato, que também reuniu milhares de pessoas em apoio às candidaturas de Álvaro Porto e Gabriel Porto e à candidatura do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco.

O material de campanha também trouxe a imagem da prefeita Sandra Paes, que participou da mobilização e aparece como uma das principais forças políticas do grupo no município.

Para Álvaro Porto, o início da campanha representa o momento de intensificar a presença nas ruas e ampliar o diálogo com a população.

“Demos a largada a uma campanha que promete ser disputada, o que vai exigir muito trabalho e mobilização de todo mundo. Estamos de ânimo renovado para cair na estrada”, afirmou o deputado.

Segundo ele, a estratégia será percorrer municípios, conversar diretamente com os eleitores e apresentar o trabalho realizado e as propostas para o futuro de Pernambuco.

Gabriel Porto também destacou o início da caminhada eleitoral e afirmou que pretende ampliar sua presença nos municípios pernambucanos.

“Chegou a hora de botar o bloco na rua, dialogar e convocar as pessoas nas cidades e no campo”, declarou.

CAMPANHA PÉ NA ESTRADA

Depois da largada em Canhotinho, a agenda de Gabriel Porto seguiu para outras regiões do estado.

Em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, o candidato participou de atos ao lado do prefeito Carlos Santana (Republicanos), da deputada estadual Simone Santana (PSB) e de Lara Santana (PV), candidata à Assembleia Legislativa com quem faz dobradinha no município.

O compromisso contou com adesivaço e corpo a corpo com eleitores, reforçando a estratégia de ocupar as ruas já nos primeiros dias da campanha.

Na sequência, Gabriel esteve em Ribeirão, na Mata Sul, onde participou da 6ª Cavalgada Senhora Sant’Ana. O evento também serviu como momento de encontro com lideranças políticas que integram a base de apoio de Álvaro Porto no município.

Álvaro conta em Ribeirão com o apoio da prefeita Jordão (PSD) e do ex-prefeito Marcello Maranhão (PSB). Os dois candidatos participaram do cortejo, unindo a agenda política à tradicional manifestação de fé e cultura do município.

Já em Vertentes, no Agreste, a movimentação também ganhou as ruas. O prefeito Rael Ferreira (PSDB) comandou um adesivaço em apoio a Álvaro Porto, reforçando a presença do deputado em mais uma de suas bases eleitorais.

A primeira agenda de campanha deixou clara a estratégia do grupo: rua, mobilização e presença nos municípios. De Canhotinho à Mata Sul, passando pela Região Metropolitana e pelo Agreste, Álvaro e Gabriel Porto iniciaram a disputa apostando na força das bases políticas construídas ao longo dos últimos anos.

A chamada onda amarela, que marcou a trajetória eleitoral de Álvaro Porto desde 2004, voltou a tomar as ruas e agora ganha uma nova missão: impulsionar a reeleição do presidente da Alepe e abrir caminho para a chegada de Gabriel Porto à Câmara dos Deputados.

Fotos: Peu Ricardo e Alexandre Aroeira.

EDUARDO DA FONTE MOSTRA FORÇA AO LADO DE RAQUEL E ABRE CAMPANHA AO SENADO COM MEGAADESIVAÇO NO RECIFE

BRAÇO FORTE DE RAQUEL — O deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) deu, neste domingo (16), uma demonstração de força política ao lado da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), durante a abertura oficial da campanha ao Senado no Recife. O movimento teve como cenário dois grandes atos de rua e reuniu uma multidão de apoiadores, lideranças e militantes da coligação Pernambuco de Coração.

O primeiro compromisso aconteceu às 8h55, no comitê do Pina, na Avenida Herculano Bandeira, na Zona Sul do Recife, com um megaadesivaço que marcou o início da caminhada de Eduardo rumo ao Senado. Na sequência, às 10h55, a mobilização chegou ao comitê da Avenida João de Barros, na área central da capital.

Ao lado de Raquel Lyra, da vice-governadora e candidata à reeleição Priscila Krause (PSD) e do também candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD), Eduardo da Fonte ocupou espaço de destaque na arrancada da campanha. Também participaram da agenda o candidato a deputado federal Daniel Coelho e o candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, Antônio Moraes.

A presença de Eduardo ao lado de Raquel reforça uma das principais marcas da sua campanha: a atuação como um dos principais aliados da governadora na composição política que busca garantir a continuidade do projeto do atual governo.

Durante o ato, Eduardo apostou no discurso de unidade e apresentou sua candidatura ao Senado como uma extensão da articulação política que pretende construir em Brasília em favor de Pernambuco.

“Começar nossa campanha oficial de rua no Recife, ao lado de Raquel, Priscila, Túlio e de uma multidão de amigos e apoiadores, é motivo de muita emoção e renova ainda mais a nossa disposição para esse grande desafio”, afirmou.

O candidato também destacou que pretende transformar a experiência acumulada na Câmara Federal em força de articulação no Senado, citando áreas como saúde, segurança, infraestrutura, emprego e oportunidades.

“Quero chegar ao Senado para ampliar nossa capacidade de articulação em Brasília, garantir mais investimentos e continuar trabalhando por saúde, segurança, infraestrutura, emprego e oportunidades para o nosso povo”, declarou.

A agenda deste domingo funcionou, ainda, como uma espécie de fotografia política da chapa de Raquel Lyra no início da disputa. Com Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha concorrendo às duas vagas de Pernambuco no Senado, o grupo colocou nas ruas uma estrutura que busca demonstrar unidade e capacidade de mobilização já nos primeiros movimentos da campanha.

A leitura política do ato é direta: Eduardo da Fonte quer se apresentar como um braço forte da governadora Raquel Lyra no Congresso Nacional e transformar essa proximidade política em uma das principais credenciais da sua candidatura ao Senado.

Foto: Igor Toscano.

RAQUEL LYRA REFORÇA DISCURSO DE QUE PERNAMBUCO NÃO TEM DONO DURANTE ATO NO RECIFE

EM TOM DE CAMPANHA — A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), voltou a apostar em um discurso de independência política durante um ato realizado no Recife. Em agenda no comitê do Espinheiro, na Zona Norte da capital, a candidata afirmou que “Pernambuco não tem dono” e destacou que o Estado pertence ao seu povo.

Durante o adesivaço, que marcou a última agenda de Raquel no Recife antes de compromissos de campanha em Caruaru e Petrolina, a governadora procurou reforçar a mensagem de que sua caminhada eleitoral está baseada no trabalho e na continuidade das ações realizadas à frente do Governo de Pernambuco.

“Quem é dono de Pernambuco é o seu povo. A gente tem força, coragem, perseverança, e o coração colocado no trabalho”, afirmou Raquel diante de apoiadores.

A declaração ocorre em meio à disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, marcada por uma forte movimentação política e pela busca dos candidatos por ampliar suas bases eleitorais em diferentes regiões do Estado.

Raquel também voltou a defender uma agenda de crescimento econômico e social com foco na redução das desigualdades. Segundo a candidata, o objetivo é fazer Pernambuco avançar sem deixar parcelas da população para trás.

“O mais importante é fazer o nosso Estado crescer sem deixar ninguém para trás”, reafirmou.

O ato no Espinheiro reuniu militantes e apoiadores da campanha e serviu como uma espécie de aquecimento para a sequência da agenda da candidata pelo interior. Caruaru e Petrolina estão entre os próximos destinos de Raquel, que busca consolidar sua presença eleitoral fora da Região Metropolitana.

A fala sobre um Pernambuco “sem dono” também adiciona um componente político ao discurso da candidata, ao apresentar sua campanha como um projeto que pretende dialogar diretamente com a população e não ficar subordinado a interesses individuais ou grupos políticos.

Nos próximos dias, a tendência é que esse discurso ganhe ainda mais espaço nas agendas de rua, principalmente durante a interiorização da campanha. Para Raquel, a estratégia passa por transformar a imagem de gestão em uma mensagem eleitoral capaz de alcançar diferentes segmentos do eleitorado pernambucano.

RAQUEL ARRASTA MULTIDÃO NO RECIFE ABRINDO AGENDA DO LITORAL AO SERTÃO NO PRIMEIRO DIA DA CAMPANHA ELEITORAL

Na manhã deste domingo (16), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), deu o primeiro grande passo na campanha do time que continuará a transformação de Pernambuco do Litoral ao Sertão, em recepção carinhosa de milhares de apoiadores e lideranças políticas. No início da manhã, Raquel chegou ao comitê do bairro do Pina, Zona Sul do Recife, onde participou do ato público de estreia da corrida eleitoral que se iniciou hoje. Em seguida, foi recebida por multidão no Espinheiro, Zona Norte da capital pernambucana, finalizando os atos no Recife neste primeiro dia. À tarde, Raquel realiza ato em Caruaru e, depois, em Petrolina.

"A gente rodou todo esse Estado olhando as pessoas nos olhos, e vamos continuar assim nos próximos dias. Pernambuco resgatou a sua autoestima e as pessoas têm orgulho de vestir nossa bandeira, que vai se misturar com o roxo do nosso time nas ruas. Não vamos descansar um segundo sequer. Eu vou para as ruas, conversar com as pessoas e mostrar nosso Pernambuco, que voltou a crescer", afirmou Raquel.

A vice-governadora Priscila Krause (PSD), que compõe a chapa majoritária, defendeu continuidade da gestão para que as obras e entregas continuem chegando para a população. "Vamos continuar ouvindo as pessoas, porque é escutando e abraçando que continuaremos o trabalho de transformação na saúde, segurança e educação. É com a liderança de Raquel que a gente vai caminhar rumo à vitória que o povo de Pernambuco merece", frisou. 

Túlio Gadêlha (PSD), candidato ao Senado na chapa, comentou a respeito da largada da campanha. "Esse time aqui representa a transformação de Pernambuco,  tenho certeza de que Raquel vai ser ainda mais votada do que se imagina", opinou. Já Eduardo da Fonte (PP), que também compõe a chapa majoritária para o Senado, disse que o momento é de ocupar as ruas. “É muita emoção percorrer as agendas com nossa governadora e candidata Raquel Lyra, e vamos andar pelas ruas do Litoral ao Sertão em uma linda campanha”, completou. 
Acompanharam os dois eventos milhares de apoiadores e candidatos a deputado estadual e federal do PSD e de partidos da Coligação Pernambuco de Coração.

IVAN MORAES SOBE O TOM CONTRA JOÃO CAMPOS: “PROJETO INDIVIDUAL DE UM HERDEIRO”


POR EDNEY SOUTO | BLOG DO EDNEY

O candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSOL, Ivan Moraes, subiu o tom contra o PSB e, especialmente, contra o candidato João Campos, durante coletiva realizada na noite deste sábado (15). Em seu primeiro pronunciamento após a confirmação de sua candidatura, o psolista criticou duramente as movimentações que, segundo ele, buscaram retirar seu nome da disputa estadual.

Ivan afirmou que a direção estadual do PSOL resistiu às pressões e classificou o episódio como uma demonstração de que Pernambuco não se curva a ameaças políticas.

“Resistiu e mostrou para todo mundo que aqui em Pernambuco é diferente. Aqui em Pernambuco a gente sabe que o bolsonarismo não se cria. Aqui em Pernambuco a gente sabe que o autoritarismo não terá vez”, disparou.

Na sequência, o candidato direcionou suas críticas ao presidente nacional do PSB e também candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos. Sem citar o nome do socialista em todos os momentos, Ivan afirmou que interesses eleitorais individuais teriam sido colocados acima do projeto nacional de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Ivan, o que está em jogo em 2026 vai muito além da eleição estadual. O candidato afirmou que alianças consideradas importantes para Lula não poderiam ser colocadas em risco por projetos pessoais.

“Para quem diz que é soldado de Lula, mas em vários estados do País, em que há coligações robustas, importantes, necessárias e possivelmente vitoriosas para Lula, colocaram em risco essas articulações, entendendo que um projeto individual de um herdeiro era mais importante do que o projeto imprescindível que todos nós temos aqui”, afirmou.

A declaração foi uma das mais contundentes do pronunciamento e coloca João Campos no centro da reação de Ivan Moraes às articulações que ocorreram nos bastidores nos últimos dias.

PSOL vê PSB como partido que muda conforme o cenário

Ivan também fez uma avaliação sobre o posicionamento histórico do PSB. Na visão dele, a legenda transita entre a esquerda e o centro dependendo do cenário eleitoral.

O candidato citou as eleições municipais de 2020 no Recife para lembrar que, segundo sua interpretação, o PSB chegou a dialogar com setores da direita e da extrema-direita.

“O PSB de hoje é diferente e eu não acho ruim, acho bom”, disse Ivan, fazendo uma comparação entre o comportamento da legenda em diferentes momentos eleitorais.

O discurso também alcançou a governadora Raquel Lyra. Ivan afirmou que gostaria de vê-la declarando publicamente apoio a Lula, embora avalie que, eleitoralmente, ela evite assumir essa posição de maneira explícita para não perder votos entre eleitores ligados ao bolsonarismo.

Na avaliação do candidato, a disputa estadual não deveria tirar o foco da eleição presidencial.

“Não quero explodir nenhuma ponte

Apesar da dureza das críticas, Ivan Moraes adotou um tom mais conciliador quando questionado sobre um eventual segundo turno.

O candidato afirmou que está “muito triste” com os acontecimentos recentes, por ter sido diretamente afetado pelas articulações, mas disse que pretende manter os canais políticos abertos com seus adversários.

“Eu não quero explodir nenhuma ponte, nem com o ex-prefeito da Capital, nem com a atual governadora”, afirmou, referindo-se a João Campos e Raquel Lyra.

Ivan reconheceu que uma vitória no primeiro turno é improvável e projetou uma disputa que pode avançar para uma segunda etapa.

“Eu acho muito difícil mesmo ganhar essa eleição no primeiro turno. Eu acho que não vai ser fácil. Acho que vai ser muito difícil. Então, provavelmente, vou para o segundo turno”, declarou.

A estratégia, portanto, é não transformar as críticas deste momento em rompimentos definitivos. Ivan deixou claro que, caso avance para a segunda etapa, pretende conversar com os adversários que ficarem pelo caminho.

“Quem não for para o segundo turno comigo, eu vou chamar para conversar”, enfatizou.

O recado está dado

A confirmação da candidatura de Ivan Moraes muda novamente o cenário da eleição para o Governo de Pernambuco. Depois de dias de tensão nos bastidores e de pressão para que o PSOL retirasse sua candidatura, o partido decidiu manter o nome na corrida.

E Ivan aproveitou sua primeira grande fala pública para deixar um recado claro: não pretende entrar na disputa apenas para cumprir tabela.

Ao mirar João Campos, criticar o PSB e defender que o projeto de reeleição de Lula não seja colocado em segundo plano por interesses estaduais, o candidato do PSOL também sinaliza que sua campanha deverá adotar uma postura de enfrentamento político, mas sem fechar completamente as portas para uma eventual composição no segundo turno.

A eleição de Pernambuco, que já vinha sendo marcada pela polarização entre João Campos e Raquel Lyra, ganha agora um novo ingrediente: a presença de Ivan Moraes como uma candidatura que promete disputar espaço no campo progressista e cobrar coerência daqueles que se apresentam como aliados do presidente Lula.

IVAN MORAES CONFIRMA CANDIDATURA AO GOVERNO DE PERNAMBUCO E DESAFIA PRESSÃO POLÍTICA

MOVIMENTO — O comunicador Ivan Moraes confirmou, na noite deste sábado (15), sua candidatura ao Governo de Pernambuco pela Frente Pernambuco de Luta. A confirmação aconteceu durante uma coletiva de imprensa realizada na Casa Marielle Franco, sede estadual do PSOL, encerrando uma série de especulações sobre o futuro da candidatura.

Nos bastidores, a possibilidade de retirada da candidatura vinha sendo discutida diante de pressões políticas. A Executiva Nacional do PSOL chegou a ser acionada para uma reunião que poderia tratar do assunto, mas o encontro não aconteceu. Com isso, a candidatura de Ivan Moraes foi mantida e ganhou um novo capítulo na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

Segundo Ivan, o prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, teria pressionado o PSOL para retirar sua candidatura, inclusive com ameaças de prejuízos a candidaturas do partido que apoiam o presidente Lula em outros estados. A declaração coloca o episódio no centro da disputa política e evidencia a tensão existente entre os diferentes campos da esquerda na eleição pernambucana.

Durante a coletiva, Ivan adotou um discurso de resistência e afirmou que o PSOL não teria cedido às pressões externas.

“Pernambuco me ensinou a resistir. E conseguimos. O PSOL é um partido independente, que não se rende à pressão dos poderosos”, afirmou o candidato.

Ivan também destacou que a decisão representa, segundo ele, o fortalecimento da unidade interna da legenda. “Estamos unidos, ainda mais fortes e prontos para colocar o bloco na rua”, completou.

Ao lado do candidato estiveram Alice Gabino, que disputa a vice-governadoria; Samuel Herculano, presidente do PSOL Pernambuco; e Jerônimo Galvão, presidente da Federação PSOL/Rede. As lideranças reforçaram durante o encontro a manutenção da candidatura e defenderam a unidade partidária em torno do projeto apresentado pela Frente Pernambuco de Luta.

A confirmação de Ivan Moraes acrescenta mais um elemento ao cenário eleitoral de Pernambuco, que entra em uma fase de intensa movimentação política. Com a candidatura mantida, o PSOL deverá agora concentrar esforços na organização da campanha e na ampliação do espaço de Ivan na corrida pelo Governo do Estado.

NA LUPA — A permanência de Ivan Moraes também representa um recado político: o PSOL decidiu manter seu projeto próprio em Pernambuco mesmo diante das articulações envolvendo as principais forças da esquerda. A partir de agora, a campanha terá o desafio de transformar a decisão partidária em presença nas ruas e votos nas urnas.

JOÃO CAMPOS ANUNCIA MEGA-HOSPITAL. MAS FICA A PERGUNTA: QUEM VAI GOVERNAR PARA CONSTRUIR?


Por trás do anúncio do maior hospital público do Nordeste, uma pergunta básica precisa ser feita: João Campos já é governador de Pernambuco?

O primeiro dia oficial da campanha eleitoral começou com um anúncio de peso feito por João Campos (PSB): quatro novos hospitais para Pernambuco, incluindo o chamado Hospital Geral Metropolitano, projetado para ter 900 leitos, cinco mil profissionais e investimento estimado em R$ 750 milhões, em parceria com o Governo Federal. 

A proposta é grandiosa. O problema não está em querer construir hospitais. Pernambuco precisa, sim, ampliar sua rede de saúde, abrir leitos, reduzir filas e descentralizar atendimentos. A questão é outra — e ninguém deveria ter medo de fazê-la:

João Campos não é governador de Pernambuco. Ainda não foi eleito. Não tem mandato estadual. Então, quem vai construir?

É importante colocar os pingos nos “is”.

O que foi apresentado neste domingo é uma proposta de campanha, não uma obra em execução. Não há, neste momento, governador João Campos assinando ordem de serviço, lançando licitação ou colocando máquinas no terreno. Ele está apresentando aquilo que pretende fazer caso o eleitor pernambucano lhe entregue o comando do Estado.

E essa diferença não é pequena.

Uma coisa é anunciar uma intenção. Outra, completamente diferente, é transformar uma promessa em obra pública.

Entre o discurso e a inauguração existe um caminho longo: projeto executivo, estudos técnicos, definição da área, licenciamento, orçamento, fonte de recursos, licitação, contratação, execução e, finalmente, funcionamento da unidade.

E quando se fala em um hospital de 900 leitos e R$ 750 milhões, não estamos falando de pintar uma praça ou construir uma pequena unidade de saúde.

Estamos falando de um empreendimento gigantesco.

O próprio material divulgado pela campanha coloca o Hospital Geral Metropolitano como uma unidade que deverá superar, em capacidade instalada, o Hospital da Restauração. A promessa é de centro de trauma, UTIs, centro cirúrgico de alta capacidade, diagnóstico por imagem e atendimento de alta complexidade. 

Tudo muito bonito no papel.

Mas campanha eleitoral é justamente o momento em que o eleitor precisa perguntar: como será feito? Quando será feito? Com qual dinheiro? Em quanto tempo? E quem vai pagar a conta?

João Campos também apresentou propostas para Caruaru, Araripina e Petrolina, com mais 500 leitos no interior e investimento anunciado de R$ 500 milhões. Em Caruaru, também falou em reformar e reabrir o Hospital Jesus Nazareno e reestruturar o Hospital Geral do Agreste. 

São compromissos eleitorais relevantes.

Mas continuam sendo compromissos eleitorais.

E talvez seja justamente aí que esteja o ponto político mais interessante desse anúncio.

João Campos começou sua campanha apresentando o Pernambuco que pretende construir caso seja eleito.

Não é errado.

Mas também não pode ser vendido ao eleitor como se as obras já estivessem contratadas ou como se ele tivesse atualmente a caneta do Palácio do Campo das Princesas.

Não tem.

A caneta, hoje, pertence à governadora Raquel Lyra.

João Campos deixou a Prefeitura do Recife para disputar o Governo de Pernambuco e agora começa oficialmente uma corrida eleitoral que só será decidida pelo eleitor. Portanto, antes de apresentar grandes obras como futuro gestor, terá primeiro que conquistar o direito de executá-las.

E esse detalhe parece pequeno, mas é fundamental.

Porque Pernambuco já conhece muito bem o discurso de grandes anúncios.

O eleitor precisa aprender a diferenciar anúncio de campanha, promessa de governo, projeto pronto, obra licitada e obra entregue.

São cinco coisas completamente diferentes.

O anúncio de João Campos pode ser politicamente forte, pode render manchetes e pode estabelecer uma agenda para a campanha. Mas a pergunta que fica para o candidato é simples e direta:

João, se o senhor ainda não é governador, por que anunciar como se já estivesse governando?

A resposta provavelmente virá na forma de uma frase: “é o que faremos se o povo nos der a oportunidade”.

E essa é justamente a resposta correta.

Porque, até outubro, hospital não será construído.

Até outubro, não haverá 900 leitos novos.

Até outubro, não haverá cinco mil profissionais contratados para esse hospital.

Até outubro, não haverá R$ 750 milhões aplicados nessa obra.

Haverá uma eleição.

E somente depois dela é que o vencedor terá a responsabilidade de transformar discurso em realidade.

O eleitor pernambucano, portanto, não precisa rejeitar a proposta. Também não precisa aceitá-la de olhos fechados.

Precisa apenas fazer aquilo que deveria fazer diante de qualquer candidato:

perguntar de onde vem o dinheiro, qual é o cronograma, qual é o projeto e quando a promessa deixa de ser promessa para virar obra.

Porque anunciar hospital durante uma campanha é fácil.

Difícil mesmo é entregar hospital funcionando.

E Pernambuco não precisa apenas de quem saiba anunciar um novo hospital.

Precisa de quem consiga construí-lo, equipá-lo, contratar profissionais e fazê-lo funcionar, não deixar por décadas as moscas e abandono.

Essa é a diferença entre uma promessa de campanha e uma obra de governo.

JANJÃO GANHA AS RUAS DE VERTENTE DO LÉRIO AO LADO DE HISTENIO SALES E IZA ARRUDA

Da REDAÇÃO

O candidato a deputado estadual Janjão (PSD) esteve em Vertente do Lério, na noite da última sexta-feira (14), onde participou da tradicional Festa da Padroeira de Nossa Senhora das Victórias. A agenda reuniu política, cultura e, principalmente, contato direto com a população em um dos momentos mais tradicionais do calendário do município.

Recebido pelo prefeito Histenio Sales (PSD), Janjão circulou pelo centro da cidade ao lado do gestor e de lideranças políticas locais. A deputada federal Iza Arruda (MDB), que também disputa a reeleição, esteve presente na agenda, reforçando a sintonia do grupo político durante a noite de celebração.

Com as ruas movimentadas, Janjão fez questão de caminhar no meio do público, cumprimentar moradores, conversar com eleitores e posar para fotografias. O candidato também acompanhou a movimentação dos artistas e esteve próximo da população durante a programação festiva.

A noite contou com apresentações de Theuzinho, Forrozão das Antigas e Gigantes do Brasil, levando moradores e visitantes ao centro de Vertente do Lério. Em meio à festa, a presença de Janjão também serviu para estreitar ainda mais a relação com a população do município e mostrar que sua pré-campanha vem avançando para além dos palanques tradicionais.

Nas redes sociais, Janjão destacou a recepção que recebeu e o contato com os moradores. “Obrigado pela recepção, Vertente do Lério! Estive ao lado do prefeito Histenio Sales e de Iza Arruda prestigiando a Festa da Padroeira de Nossa Senhora das Victórias da melhor forma: no meio do povo, celebrando a nossa cultura e acompanhando os shows”, afirmou.

A passagem por Vertente do Lério acontece em um momento de intensificação da agenda de Janjão, que tem ampliado sua presença em diferentes municípios e apostado no contato direto com a população para fortalecer seu projeto rumo à Assembleia Legislativa de Pernambuco.