quinta-feira, 21 de maio de 2026

ÁGUAS DE PERNAMBUCO: GOVERNADORA RAQUEL LYRA AUTORIZA CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM ENGENHO PEREIRA E ASSINA PACOTE DE R$ 3 BILHÕES EM OBRAS HÍDRICAS PARA A RMR

Investimentos vão garantir proteção contra enchentes, abastecimento de água e esgotamento sanitário para o Recife e outras oito cidades
A governadora Raquel Lyra assinou, nesta quinta-feira (21), um pacote de ordens de serviço e autorizações de licitação somando R$ 3 bilhões de investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário na Região Metropolitana do Recife (RMR) dentro do programa Águas de Pernambuco. O principal destaque foi a autorização para o início das obras da Barragem Engenho Pereira, intervenção aguardada há décadas pela população de Jaboatão dos Guararapes e Moreno e considerada estratégica para auxiliar na contenção de enchentes e abastecimento de água na região.
"Temos aqui um investimento que é divisor de águas na história de Pernambuco. Além das ordens de serviço de hoje, também já entregamos obras, entre Região Metropolitana e Fernando Noronha, de R$ 270 milhões. Estamos em andamento com R$ 1,3 bilhão para esgotamento sanitário e ampliação do acesso à água. Autorizamos hoje novas obras, como a Barragem Engenho Pereira e perfuração de novos poços. Esses recursos só são possíveis porque colocamos a questão da água e do esgotamento sanitário como prioridade no nosso governo. Deixamos o discurso fácil de lado, arrumamos a casa, enfrentamos desafios importantes, para que esses investimentos virassem realidade”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
A Barragem Engenho Pereira será construída no Rio Jaboatão, com investimento de R$ 140 milhões. O reservatório terá capacidade para armazenar 25,67 milhões de metros cúbicos de água em uma área de 242 hectares. A estrutura terá uso múltiplo, servindo tanto para a contenção de cheias quanto para o abastecimento humano, com vazão projetada de até 750 litros por segundo. A previsão é de que as obras sejam concluídas até agosto de 2027.
A vice-governadora Priscila Krause ressaltou o ritmo de entregas da gestão. "Essa obra do Engenho Pereira já começou, e ela terá meio e fim, porque nesse governo só se começa algo com os recursos e a certeza de que tudo será entregue", afirmou a vice-governadora Priscila Krause.
O pacote também contempla a entrega de sete obras, assinatura de 12 ordens de serviço e publicação de 13 editais de licitação na RMR até junho deste ano. O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, destacou que o conjunto de ações representa um avanço importante para a infraestrutura hídrica da Região Metropolitana. "Não consigo contar quantas vezes recebemos comunidades, prefeitos e movimentos sociais pedindo pela Barragem Engenho Pereira. Nós dizíamos com sinceridade que o Governo estava em uma luta grande para levantar recursos. Essa luta continuou, o dinheiro não faltou e hoje chega o grande momento de deflagrar a construção dessa obra tão ansiada pela população de Moreno e de Jaboatão”, afirmou o titular da pasta.
O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, ressaltou que os investimentos fortalecem a capacidade operacional do sistema hídrico e ampliam a segurança no abastecimento da Região Metropolitana. "Só na Região Metropolitana mais de 1,5 milhão de pessoas vão ser beneficiadas. São mais de 40 obras, R$ 3 bilhões de investimentos, tanto em água quanto esgotamento sanitário. Todas as obras são importantes para cada região, mas a Barragem Engenho Pereira é uma obra emblemática, porque estava paralisada há muito tempo e vai ajudar no abastecimento e na segurança hídrica”, explicou.
Com a retomada da obra, que estava parada há mais de 12 anos, o sentimento entre os municípios é de alívio. "Sabemos da responsabilidade e compromisso do Governo do Estado e só temos a agradecer pelo trabalho que vem sendo feito, não só em Moreno, mas em todo Pernambuco”, comemorou o prefeito de Moreno, Edmilson Cupertino. Por sua vez, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, destacou o tempo de espera da população. "Uma obra tão desejada, tão sonhada por todos os jaboatonenses. Toda a população ribeirinha que mora ali, às margens do Rio Jaboatão, vai ser beneficiada”, afirmou.
O senador Fernando Dueire ressaltou as entregas da gestão estadual. “Sem a equipe do Governo de Pernambuco, nada disso seria possível. Acompanho em todos os Sertões, os Agrestes, a Zona da Mata, e chega comida para quem tem fome, chega ônibus escolar, estrada e, agora, água para quem mais precisa”, apontou. Já o deputado federal Túlio Gadêlha também fez referências aos resultados alcançados pelo Governo. "As políticas públicas que o Governo de Pernambuco desenvolveu nos últimos anos estão mudando a vida das pessoas, fazendo o que nunca se fez. Basta olhar o Hospital da Restauração, as estradas e o ambiente do nosso Estado", acrescentou.
Presente na cerimônia, o deputado estadual Nino de Enoque também comemorou o anúncio. “Hoje é a prova que o Governo de Pernambuco faz. Estão de parabéns e sei que ainda vão fazer muito pelo Estado. Esse é o sonho da população de Moreno e Jaboatão”, disse. Já o deputado Romero Sales Filho ressaltou os outros investimentos feitos pela segurança hídrica. “O dinheiro da concessão da Compesa está indo para a questão da água, o que é muito importante. É um serviço feito como nunca antes”, pontuou.
ÁGUA - Na área de abastecimento de água, o pacote contempla as ordens de serviço para a implantação de novos poços em Olinda e Paulista; a implantação de ETA de ultrafiltração e requalificação da ETA de Moreno; a implantação da ETA e do sistema adutor de Navarro/Botafogo, em Olinda; além da requalificação da elevatória de Pirapama, no Recife, e da ETA Várzea do Una, em São Lourenço da Mata.
Entre os editais de licitação previstos, estão o Sistema de Abastecimento de Água (SAA) da nova Escola de Sargentos, em Camaragibe; ampliação do SAA dos Curados e Manassu, em Jaboatão; reabilitação eletromecânica da ETA Botafogo, em Olinda; aquisição de eletrocentro para o Sistema Pirapama; requalificação da ETA Alto do Céu e Caixa D’Água e do Sistema Produtor Tapacurá, no Recife; além da ETA de ultrafiltração Parque Capibaribe e ampliação das elevatórias das ETAs Várzea do Una e Tapacurá, em São Lourenço da Mata.
Na área de abastecimento de água, os investimentos anunciados somam R$ 1,1 bilhão. Entre as entregas, estão a Adutora de Tabatinga, em Camaragibe, e um conjunto de poços, em Olinda e no Recife.
SANEAMENTO - Na área de esgotamento sanitário, foram assinadas ordens de serviço para implantação de sistema de esgotamento sanitário em bairros de Olinda e para ampliação das obras de esgoto do Recife, contemplando os bairros do Bongi, Mustardinha e os morros da Zona Norte. Já os editais de licitação liberados incluem o Sistema de Esgotamento Sanitário da nova Escola de Sargentos, em Camaragibe; ampliação do sistema de esgoto de Paulista, beneficiando também bairros de Olinda, como Fragoso, Jardim Atlântico, Rio Doce, Tabajara e Torres Galvão; além da continuidade das obras de ampliação da cobertura de esgoto no Recife, alcançando áreas de Setúbal, Cordeiro, Imbiribeira e Dois Unidos.
Ao todo, os investimentos previstos chegam a R$ 1,9 bilhão. Entre as obras que foram entregues, estão a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário do Cabo de Santo Agostinho, que contempla os bairros de Charnequinha, Cohab, São Judas Tadeu e Centro; ampliação do SES Fernando de Noronha; ampliação do esgotamento sanitário de Jaboatão, que contempla os bairros de Barra de Jangada, Cajueiro Seco, Candeias, Piedade e Prazeres; além da ampliação da rede de esgotamento sanitário do Recife, em atenção aos bairros do Pina, Mustardinha, Afogados, San Martin e Prado.
Estiveram presentes também os deputados estaduais France Hacker e Henrique Queiroz Filho; os prefeitos Paulo Galvão (Ilha de Itamaracá), Fátima Borba (Cortês), Joel Gonzaga (Feira Nova), e o prefeito em exercício Chiquinho (Olinda); além de vereadores do Recife e outros municípios da região.

Ainda acompanharam a agenda os secretários estaduais Fabrício Marques (Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional), João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), Ivete Lacerda (Esportes), Nathalie Mendonça (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha).

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

ÁGUAS DE PERNAMBUCO: GOVERNADORA RAQUEL LYRA AUTORIZA CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM ENGENHO PEREIRA E ASSINA PACOTE DE R$ 3 BILHÕES EM OBRAS HÍDRICAS PARA A RMR

Investimentos vão garantir proteção contra enchentes, abastecimento de água e esgotamento sanitário para o Recife e outras oito cidades
A governadora Raquel Lyra assinou, nesta quinta-feira (21), um pacote de ordens de serviço e autorizações de licitação somando R$ 3 bilhões de investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário na Região Metropolitana do Recife (RMR) dentro do programa Águas de Pernambuco. O principal destaque foi a autorização para o início das obras da Barragem Engenho Pereira, intervenção aguardada há décadas pela população de Jaboatão dos Guararapes e Moreno e considerada estratégica para auxiliar na contenção de enchentes e abastecimento de água na região.
"Temos aqui um investimento que é divisor de águas na história de Pernambuco. Além das ordens de serviço de hoje, também já entregamos obras, entre Região Metropolitana e Fernando Noronha, de R$ 270 milhões. Estamos em andamento com R$ 1,3 bilhão para esgotamento sanitário e ampliação do acesso à água. Autorizamos hoje novas obras, como a Barragem Engenho Pereira e perfuração de novos poços. Esses recursos só são possíveis porque colocamos a questão da água e do esgotamento sanitário como prioridade no nosso governo. Deixamos o discurso fácil de lado, arrumamos a casa, enfrentamos desafios importantes, para que esses investimentos virassem realidade”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
A Barragem Engenho Pereira será construída no Rio Jaboatão, com investimento de R$ 140 milhões. O reservatório terá capacidade para armazenar 25,67 milhões de metros cúbicos de água em uma área de 242 hectares. A estrutura terá uso múltiplo, servindo tanto para a contenção de cheias quanto para o abastecimento humano, com vazão projetada de até 750 litros por segundo. A previsão é de que as obras sejam concluídas até agosto de 2027.
A vice-governadora Priscila Krause ressaltou o ritmo de entregas da gestão. "Essa obra do Engenho Pereira já começou, e ela terá meio e fim, porque nesse governo só se começa algo com os recursos e a certeza de que tudo será entregue", afirmou a vice-governadora Priscila Krause.
O pacote também contempla a entrega de sete obras, assinatura de 12 ordens de serviço e publicação de 13 editais de licitação na RMR até junho deste ano. O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, destacou que o conjunto de ações representa um avanço importante para a infraestrutura hídrica da Região Metropolitana. "Não consigo contar quantas vezes recebemos comunidades, prefeitos e movimentos sociais pedindo pela Barragem Engenho Pereira. Nós dizíamos com sinceridade que o Governo estava em uma luta grande para levantar recursos. Essa luta continuou, o dinheiro não faltou e hoje chega o grande momento de deflagrar a construção dessa obra tão ansiada pela população de Moreno e de Jaboatão”, afirmou o titular da pasta.
O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, ressaltou que os investimentos fortalecem a capacidade operacional do sistema hídrico e ampliam a segurança no abastecimento da Região Metropolitana. "Só na Região Metropolitana mais de 1,5 milhão de pessoas vão ser beneficiadas. São mais de 40 obras, R$ 3 bilhões de investimentos, tanto em água quanto esgotamento sanitário. Todas as obras são importantes para cada região, mas a Barragem Engenho Pereira é uma obra emblemática, porque estava paralisada há muito tempo e vai ajudar no abastecimento e na segurança hídrica”, explicou.
Com a retomada da obra, que estava parada há mais de 12 anos, o sentimento entre os municípios é de alívio. "Sabemos da responsabilidade e compromisso do Governo do Estado e só temos a agradecer pelo trabalho que vem sendo feito, não só em Moreno, mas em todo Pernambuco”, comemorou o prefeito de Moreno, Edmilson Cupertino. Por sua vez, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, destacou o tempo de espera da população. "Uma obra tão desejada, tão sonhada por todos os jaboatonenses. Toda a população ribeirinha que mora ali, às margens do Rio Jaboatão, vai ser beneficiada”, afirmou.
O senador Fernando Dueire ressaltou as entregas da gestão estadual. “Sem a equipe do Governo de Pernambuco, nada disso seria possível. Acompanho em todos os Sertões, os Agrestes, a Zona da Mata, e chega comida para quem tem fome, chega ônibus escolar, estrada e, agora, água para quem mais precisa”, apontou. Já o deputado federal Túlio Gadêlha também fez referências aos resultados alcançados pelo Governo. "As políticas públicas que o Governo de Pernambuco desenvolveu nos últimos anos estão mudando a vida das pessoas, fazendo o que nunca se fez. Basta olhar o Hospital da Restauração, as estradas e o ambiente do nosso Estado", acrescentou.
Presente na cerimônia, o deputado estadual Nino de Enoque também comemorou o anúncio. “Hoje é a prova que o Governo de Pernambuco faz. Estão de parabéns e sei que ainda vão fazer muito pelo Estado. Esse é o sonho da população de Moreno e Jaboatão”, disse. Já o deputado Romero Sales Filho ressaltou os outros investimentos feitos pela segurança hídrica. “O dinheiro da concessão da Compesa está indo para a questão da água, o que é muito importante. É um serviço feito como nunca antes”, pontuou.
ÁGUA - Na área de abastecimento de água, o pacote contempla as ordens de serviço para a implantação de novos poços em Olinda e Paulista; a implantação de ETA de ultrafiltração e requalificação da ETA de Moreno; a implantação da ETA e do sistema adutor de Navarro/Botafogo, em Olinda; além da requalificação da elevatória de Pirapama, no Recife, e da ETA Várzea do Una, em São Lourenço da Mata.
Entre os editais de licitação previstos, estão o Sistema de Abastecimento de Água (SAA) da nova Escola de Sargentos, em Camaragibe; ampliação do SAA dos Curados e Manassu, em Jaboatão; reabilitação eletromecânica da ETA Botafogo, em Olinda; aquisição de eletrocentro para o Sistema Pirapama; requalificação da ETA Alto do Céu e Caixa D’Água e do Sistema Produtor Tapacurá, no Recife; além da ETA de ultrafiltração Parque Capibaribe e ampliação das elevatórias das ETAs Várzea do Una e Tapacurá, em São Lourenço da Mata.
Na área de abastecimento de água, os investimentos anunciados somam R$ 1,1 bilhão. Entre as entregas, estão a Adutora de Tabatinga, em Camaragibe, e um conjunto de poços, em Olinda e no Recife.
SANEAMENTO - Na área de esgotamento sanitário, foram assinadas ordens de serviço para implantação de sistema de esgotamento sanitário em bairros de Olinda e para ampliação das obras de esgoto do Recife, contemplando os bairros do Bongi, Mustardinha e os morros da Zona Norte. Já os editais de licitação liberados incluem o Sistema de Esgotamento Sanitário da nova Escola de Sargentos, em Camaragibe; ampliação do sistema de esgoto de Paulista, beneficiando também bairros de Olinda, como Fragoso, Jardim Atlântico, Rio Doce, Tabajara e Torres Galvão; além da continuidade das obras de ampliação da cobertura de esgoto no Recife, alcançando áreas de Setúbal, Cordeiro, Imbiribeira e Dois Unidos.
Ao todo, os investimentos previstos chegam a R$ 1,9 bilhão. Entre as obras que foram entregues, estão a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário do Cabo de Santo Agostinho, que contempla os bairros de Charnequinha, Cohab, São Judas Tadeu e Centro; ampliação do SES Fernando de Noronha; ampliação do esgotamento sanitário de Jaboatão, que contempla os bairros de Barra de Jangada, Cajueiro Seco, Candeias, Piedade e Prazeres; além da ampliação da rede de esgotamento sanitário do Recife, em atenção aos bairros do Pina, Mustardinha, Afogados, San Martin e Prado.
Estiveram presentes também os deputados estaduais France Hacker e Henrique Queiroz Filho; os prefeitos Paulo Galvão (Ilha de Itamaracá), Fátima Borba (Cortês), Joel Gonzaga (Feira Nova), e o prefeito em exercício Chiquinho (Olinda); além de vereadores do Recife e outros municípios da região.

Ainda acompanharam a agenda os secretários estaduais Fabrício Marques (Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional), João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), Ivete Lacerda (Esportes), Nathalie Mendonça (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha).

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

EDUARDO DA FONTE RECEBE O SINDICATO DOS MÉDICOS E DEFENDE A VALORIZAÇÃO DA CATEGORIA

O deputado federal Eduardo da Fonte recebeu, em Brasília, a presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Carol Tabosa, e representantes da categoria para discutir o apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 1.365/2022, que atualiza o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas e reajusta os adicionais de hora extra e trabalho noturno.

Durante o encontro, os representantes destacaram a importância da proposta para a valorização profissional da categoria, diante da defasagem histórica da remuneração mínima prevista na Lei nº 3.999, de 15 de dezembro de 1961.

O PL nº 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro, fixa o salário-mínimo profissional em R$ 10.991,19 para uma jornada de 20 horas semanais e estabelece que a remuneração da hora suplementar e do adicional noturno não poderá ser inferior a 50% sobre o valor da hora normal.

Na reunião, a comitiva pernambucana solicitou o empenho do parlamentar na articulação política em favor da matéria no Congresso Nacional, ressaltando que a proposta representa um avanço importante na defesa de condições mais justas de remuneração para profissionais essenciais ao funcionamento do sistema de saúde.

A mobilização reforça o compromisso das entidades médicas com a valorização da carreira, a dignidade do exercício profissional e o fortalecimento da assistência prestada à população.

JOÃO CAMPOS REAGE À POLÊMICA SOBRE “MINISTRO DA EUCARISTIA” E ACUSA ADVERSÁRIOS DE DISTORCEREM FALA

O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, entrou no centro de uma nova turbulência política e religiosa após a repercussão de um vídeo gravado durante uma agenda no município de Jupi, no Agreste pernambucano. A declaração feita em tom descontraído — “se nada der certo, a gente vira ministro da eucaristia” — rapidamente ultrapassou os limites do encontro político e incendiou as redes sociais, provocando críticas de integrantes da comunidade católica, adversários políticos e lideranças conservadoras.

O episódio acontece justamente no momento em que João intensifica suas movimentações pelo interior do Estado, ampliando articulações e consolidando apoios para a disputa estadual de 2026. Em um ambiente político já marcado por forte polarização, a fala abriu espaço para um novo embate envolvendo religião, simbolismo e narrativa eleitoral.

O trecho viralizado mostra João conversando informalmente com aliados ao final de uma visita política. A frase, dita em clima leve, acabou sendo interpretada por críticos como uma banalização de uma função religiosa importante dentro da Igreja Católica. O cargo de ministro extraordinário da sagrada comunhão é exercido por fiéis que auxiliam na distribuição da eucaristia e também desempenham papel de assistência espiritual a enfermos, idosos e pessoas impossibilitadas de frequentar missas.

Diante da repercussão negativa, João decidiu reagir publicamente. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (20), o socialista afirmou que sua fala foi retirada de contexto e transformada em arma política por adversários.

Segundo ele, a declaração fazia parte de um “causo político” contado frequentemente por ele e pelo pai, o ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014.

“Agora, tentam me atacar tirando uma história de contexto, um causo político que eu contava, que inclusive meu pai gostava muito de contar. Pegam um trecho para desvirtuar”, afirmou.

Na gravação, João reforçou publicamente sua ligação com a fé católica e disse enxergar uma tentativa deliberada de desgastá-lo politicamente em meio ao crescimento de sua pré-campanha no interior pernambucano.

“Eu sou católico, eu sou cristão e tenho um orgulho arretado disso. E respeito todo mundo, respeito todas as igrejas, denominações religiosas”, declarou.

Sem mencionar diretamente nomes, João também afirmou que uma “parte minoritária da oposição” estaria tentando atacá-lo “a qualquer custo”, usando temas religiosos como instrumento de enfrentamento político.

“Não vale tudo na política. Eu vou seguir fazendo a minha parte e levando a vida com leveza”, disse.

O socialista aproveitou ainda para lembrar outra polêmica recente envolvendo símbolos religiosos usados por ele. O episódio ocorreu após adversários questionarem um momento em que João retirou uma corrente do pescoço antes de uma caminhada política.

Na nova gravação, ele revelou o significado pessoal das medalhas religiosas que carrega. Segundo João, os objetos foram encontrados após o acidente aéreo que matou seu pai e possuem profundo valor afetivo e espiritual para sua família.

“Primeiro tentaram me atacar com as medalhinhas que eu carrego com muita fé e muito orgulho”, afirmou.

Ao encerrar o vídeo, João procurou transmitir serenidade e reafirmou que continuará conduzindo sua pré-campanha com tranquilidade.

“Eu amo meu estado e respeito a fé das pessoas. Fé em Deus sempre”, concluiu.

A reação da oposição, no entanto, continuou intensa. O líder da oposição na Câmara do Recife, Felipe Alecrim, criticou o comentário de João e afirmou que determinadas funções religiosas não devem ser tratadas como piada ou alternativa casual.

“Tem coisa que a gente não transforma em piada. Ser ministro extraordinário da sagrada comunhão não é um plano B de carreira”, declarou.

Felipe ressaltou ainda que a missão exercida pelos ministros da eucaristia envolve “fé, serviço e respeito ao corpo de Cristo”, destacando a importância espiritual da função dentro da Igreja Católica.

Outro nome que entrou no debate foi o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Gilson criticou duramente a declaração do socialista e questionou o tratamento dado ao tema religioso.

“Virar ministro da eucaristia virou piada?”, perguntou.

Em tom mais contundente, Gilson afirmou que ministros extraordinários exercem papel fundamental junto aos mais vulneráveis e acusou João de tratar um assunto sagrado “com blasfêmia e ignorância”.

Nos bastidores políticos, aliados de João avaliam que a polêmica faz parte de uma estratégia de desgaste promovida por setores conservadores para atingir sua imagem junto ao eleitorado cristão. Já opositores enxergam no episódio um erro político cometido em um tema extremamente sensível para parcela significativa da população pernambucana.

A controvérsia expõe mais uma vez como religião e política seguem profundamente conectadas no cenário eleitoral brasileiro. Em Pernambuco, onde a fé possui forte presença cultural e social, declarações envolvendo símbolos religiosos rapidamente ganham dimensão política e repercussão pública.

Enquanto aliados tentam reduzir o impacto do episódio classificando a fala como descontraída e descontextualizada, adversários seguem explorando o caso nas redes sociais e no debate político, transformando um comentário informal em mais um capítulo da disputa antecipada pelo Palácio do Campo das Princesas.

QUANTO “DARK HORSE” PRECISARIA FATURAR PARA JUSTIFICAR O MEGAAPORTE ATRIBUÍDO A VORCARO?

BBC
O filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, precisaria arrecadar ao menos R$ 300 milhões nos cinemas para que Daniel Vorcaro, do Banco Master, recuperasse os R$ 134 milhões que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lhe pediu para custear a produção.

Isso equivaleria a 40% a mais do que todos os longa-metragens brasileiros lançados no ano passado conseguiram arrecadar juntos (aproximadamente R$ 215 milhões) ou o dobro do filme nacional mais bem-sucedido da história, Minha Mãe É uma Peça 3, do comediante Paulo Gustavo, que arrecadou R$ 143,8 milhões.

Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido milhões a Vorcaro para a produção de Dark Horse (Azarão, em tradução livre), mas a produtora do filme, a Go Up Entertainment, e o roteirista da obra, o deputado Mario Frias (PL-SP), negam que tenham tido acesso a qualquer verba do banqueiro.

Os pronunciamentos da família Bolsonaro e da equipe do filme têm entrado em conflito. O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por exemplo, primeiro disse que não exerceu qualquer posição nos bastidores além de ceder os direitos de uso da própria imagem, mas um dia depois admitiu ter assinado um contrato para gerir financeiramente a produção. Vorcaro, que está preso, não comentou o caso.

Flávio afirmou, em entrevista à emissora GloboNews, que Vorcaro era um investidor do filme e buscava retorno financeiro. Para que isso acontecesse, no entanto, o longa-metragem precisaria ter uma trajetória nas bilheterias completamente fora da curva.
Isso considerando que só Vorcaro teria investido no filme, o que pode ser improvável, visto que a produtora Go Up afirmou, em nota à imprensa, que houve outros investidores no longa-metragem, apesar de não ter revelado o nome de nenhum deles, acrescentando que, caso o fizesse, quebraria os contratos de confidencialidade envolvendo a produção.

Segundo o site The Intercept Brasil, parte da verba do banqueiro teria sido transferida para um fundo de investimentos no Texas gerido pelo advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve seu mandato de deputado federal cassado e hoje vive nos Estados Unidos.

A BBC News Brasil questionou a produtora sobre o financiamento e os bastidores da produção de Dark Horse, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Não se sabe, até agora, qual foi o orçamento total do longa-metragem nem quem o patrocionou.
 
É uma máxima mundial, na indústria cinematográfica, que metade da arrecadação de um filme fique com os cinemas, enquanto a outra metade vá para a equipe por trás da produção.

Mas, desses 50%, em geral de 20% a 30% vão para a distribuidora, de forma que, no fim das contas, os produtores podem ficar com uma porcentagem até menor do que 25% da arrecadação nos cinemas.

Enquanto os produtores são responsáveis por entregar o filme pronto, a distribuidora tem o papel não só de levar as cópias da obra aos cinemas, mas também de cuidar da divulgação.

Esse trabalho envolve desde cartazes para fixar nas salas e campanhas de marketing nas redes sociais até eventos de lançamento, sessões de imprensa para que críticos e jornalistas assistam ao longa antes da estreia e viagens para que os atores encontrem o público e promovam a produção.

A porcentagem da bilheteria cobrada pela distribuidora varia de acordo com o quanto ela vai investir em marketing. Não é raro que essa verba se iguale ou até supere o valor gasto na produção dos longa-metragens. Ela é essencial, afinal, para que a obra seja vista e o investimento se pague.
Esses são padrões da indústria do cinema, mas as porcentagens foram confirmadas à BBC News Brasil por produtores, diretores e empresários ligados a distribuidoras e redes exibidoras brasileiras, muitos dos quais agora estão no Festival de Cannes, na França, justamente para angariar fundos e vender projetos ao mercado ou comprar os direitos de exibição de produções estrangeiras no Brasil.

São profissionais com currículos extensos de sucessos não só nacionais, mas também internacionais, que já trabalharam com talentos do primeiro escalão de Hollywood e que conquistaram indicações e premiações no Oscar. Eles pediram anonimato para fugir de conflitos com parte do empresariado do setor que tem alguma simpatia com Bolsonaro e evitar processos judiciais.

Em um cálculo que esses profissionais consideram generoso, no qual Dark Horse se venderia mais no boca a boca do que em marketing pago, de forma que a distribuidora fique com apenas 15% da bilheteria — um custo apenas operacional —, o filme precisaria arrecadar mais de R$ 300 milhões apenas para que Vorcaro recupere seu investimento, caso tenha desembolsado os R$ 134 milhões pedidos por Flávio.

Mas essa conta ainda não leva em consideração o custo de produção da película, que envolve o pagamento dos atores, roteiristas, diretor, editores e das centenas de figurantes envolvidos nos bastidores.

Caso isso seja adicionado à conta, dizem os especialistas, o filme de Bolsonaro precisaria arrecadar até mais do que a produção que mais vendeu ingressos na história do Brasil, Divertida Mente 2, que conquistou mais de R$ 400 milhões ao transformar as emoções humanas em personagens de uma animação.


Por que o Dark Horse é considerado um negócio fracassado
Para os profissionais do setor consultados pela BBC News Brasil, Dark Horse, caso tenha custado mais de R$ 100 milhões, é um negócio falho do ponto de vista comercial.

Este, aliás, não é um cenário incomum no cinema. Muitas vezes, empresários e magnatas investem em um longa-metragem não porque visam lucro.

Seus objetivos podem ser inúmeros, indo desde a vaidade — o universo do cinema e os tapetes vermelhos regados a champanhe, afinal, são glamourosos — até o apoio a causas específicas — neste caso, a Jair Bolsonaro e, em última análise, à candidatura de seu filho, Flávio, à Presidência da República.

Embora o filme tenha sido gravado em inglês e seja protagonizado por um americano — Jim Caviezel, que interpretou Jesus em A Paixão de Cristo —, um lançamento no exterior, que poderia render uma bilheteria significativa devido à conversão de moedas mais fortes para o real, é descartado pela indústria.

Ainda que reconheçam que Dark Horse possa ter alguma exibição internacional, principalmente nos Estados Unidos, os profissionais ouvidos pela BBC afirmam que a projeção não deve ser ampla o suficiente para ter impacto significativo nas contas finais e que, a julgar por um suposto roteiro da produção vazado na última semana, a obra não se encaixa no perfil buscado por festivais e mostras internacionais.

Por isso, o cálculo de bilheteria leva em consideração apenas o Brasil, onde o preço médio por ingresso pago por filmes nacionais é de R$ 19,88, segundo o Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, um painel interativo atualizado semanalmente e gerido pela Ancine, a Agência Nacional do Cinema.

Pensando nisso, para gerar R$ 300 milhões, Dark Horse precisaria levar 15,1 milhões de pessoas aos cinemas. É possível: para efeito de comparação, Divertida Mente 2 levou 22 milhões de pessoas às salas de exibição.

Mas é um número improvável de ser atingido, segundo os produtores ouvidos pela BBC. Somente cinco filmes conseguiram esse feito na história do cinema no Brasil: Vingadores: Ultimato, Titanic, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e o remake de O Rei Leão.

Isso porque, para alcançar esses números, um filme precisa ter uma campanha de divulgação agressiva, não apenas com comerciais na televisão, no rádio e anúncios nas redes sociais, mas também parcerias com marcas para que produtos vendidos em massa se transformem em meios de propaganda.

No caso de Divertida Mente 2, a Disney, o estúdio de cinema mais poderoso do mundo, conseguiu estampar o filme em perfumes d'O Boticário, esmaltes da Colorama, chinelos da Havaianas e até em máquinas de lava e seca da Samsung, além de peças da C&A, da Riachuelo e da Pernambucanas, algumas das maiores lojas de roupa do país.

Em outras palavras, era como se, meses antes da estreia, durante todo o período em cartaz e até algumas semanas após sair dos cinemas, fosse impossível para boa parte dos brasileiros entrar em uma loja popular sem se deparar com alguma propaganda de Divertida Mente 2.

A campanha também precisa levar em conta quais são os concorrentes em cartaz: lançar uma produção dessas ao mesmo tempo que um sucesso de grandes estúdios de Hollywood significaria concorrer com empresas que já são parceiras de longa data dos cinemas e têm contratos para que seus títulos ocupem a maior parte das salas.

Também há outros fatores que os estúdios levam em conta ao definir suas estreias. Não costuma ser uma boa alternativa, por exemplo, lançar um grande investimento durante eventos como a Copa do Mundo, já que boa parte do público estará em casa ou nos bares assistindo às partidas de futebol.

É por isso que, em geral, produções do porte do investimento que Vorcaro teria feito no filme de Bolsonaro têm suas datas de estreia definidas com anos de antecedência.

Mas Dark Horse, até agora, nem sequer tem previsão de lançamento ou registro na Ancine, responsável por autorizar a exibição, nem no Ministério da Justiça, encarregado de avaliar e atribuir a classificação indicativa da obra.

Mesmo interessado, público pode não ter onde assistir ao filme
Diferentemente do que acontece na televisão ou no streaming, para ser exibido no cinema, um filme precisa disputar espaço. Hoje, o Brasil tem cerca de 890 cinemas, com 3.553 salas de exibição.

A maioria delas, no entanto, está concentrada no Sul e no Sudeste, de modo que, mesmo que haja interesse do público pelo filme de Bolsonaro em várias regiões do país, sobretudo entre seus eleitores, uma parcela considerável da população talvez nem consiga assistir à produção, haja vista que somente 419 das 5.570 cidades brasileiras têm uma sala de cinema.

Para se ter ideia, não há sequer uma sala de cinema em nenhuma das dez cidades onde Bolsonaro obteve proporcionalmente seu melhor desempenho no segundo turno da eleição de 2022, em uma análise feita a partir do cruzamento de dados da Justiça Eleitoral e da Ancine.

Na avaliação dos Estados em que o ex-presidente teve maior porcentagem de votos, a situação é ainda mais desfavorável. Em Roraima, unidade da federação que mais votou nele, há apenas três cinemas em funcionamento; em Rondônia, o segundo Estado mais bolsonarista, há nove complexos; e no Acre, o terceiro ente federativo em que ele teve melhor desempenho, há apenas duas salas.

Essa comparação é importante, na visão dos diretores e produtores ouvidos pela BBC, para mostrar que não basta Bolsonaro ser uma figura capaz de atrair multidões para que o filme tenha sucesso, já que, na indústria cinematográfica, isso depende de fatores externos que vão além da popularidade do tema e do interesse do público em assisti-lo.

Streaming pode ser alternativa, mas ainda é difícil de fechar a conta
A alternativa seria um lançamento em plataformas de streaming ou na internet. Mas, segundo os filhos de Bolsonaro e o roteirista Mario Frias, em entrevistas e notas à imprensa, Dark Horse é uma produção de grande porte, feita aos moldes de Hollywood e pensada para ser vista na tela grande.

Mesmo assim, é difícil que o investimento se pague, na visão dos produtores ouvidos pela BBC. Caso opte por um lançamento em uma plataforma gratuita, como o YouTube, a receita gerada por anúncios exibidos antes e durante o filme é muito menor do que o valor cobrado por um ingresso — cada visualização rende centavos.

Já em plataformas pagas, as empresas pagam um valor fixo pelos direitos de exibição, e não uma quantia por visualização, já que seu negócio, diferentemente do cinema, é baseado em assinaturas que dão acesso ao catálogo completo, e não a uma obra específica. Ainda assim, os valores pagos por esses direitos costumam ficar bem abaixo do que é praticado no circuito cinematográfico.

Para fechar a conta, seria preciso contar com o streaming mais como uma segunda janela de exibição do que como plataforma de estreia, assim como com o eventual lançamento em DVDs — que se tornaram mais objetos de colecionador e de fãs do que um formato prático — e com licenciamentos para exibições em telas menores, de canais de TV a sistemas de entretenimento de bordo de aviões.

Nas palavras dos produtores consultados pela reportagem, o conflito se resume ao fato de que fazer um filme ser visto por tantos milhões de pessoas não é tão simples quanto fazer um vídeo curto viralizar nas redes sociais — nem mesmo para quem consegue levar milhões de eleitores às urnas.


RECEITA ÍNTIMA EM UBS VIRA ESCÂNDALO EM ALAGOINHA E EXPÕE FALHAS NO CONTROLE DE DOCUMENTOS PÚBLICOS

Um episódio inusitado e constrangedor acabou colocando a rede municipal de saúde de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, no centro de uma forte repercussão nas redes sociais e nos bastidores administrativos da cidade. A polêmica envolve uma receita médica com uma suposta prescrição de “três horas de relações sexuais”, documento que viralizou rapidamente na internet e provocou questionamentos sobre a utilização indevida de materiais oficiais dentro de uma unidade de saúde pública.

Após a ampla repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a receita foi produzida por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem durante uma “brincadeira” realizada dentro da Unidade Mista Maria Elizária Paes. Segundo a pasta, o documento foi confeccionado sem autorização da profissional cujo carimbo aparecia na receita e também sem assinatura válida, o que reforçou a constatação de irregularidade no uso do material.

De acordo com a investigação interna instaurada pela prefeitura, as estudantes utilizaram folhas de receituário oficial contendo a marca d’água da Prefeitura de Alagoinha e acessaram o carimbo funcional de uma técnica de enfermagem sem que ela tivesse conhecimento da situação. O caso ganhou contornos ainda mais delicados porque a circulação da imagem acabou atingindo diretamente a credibilidade da profissional envolvida, que inicialmente foi afastada de maneira cautelar até a conclusão da sindicância administrativa.

A Secretaria de Saúde informou que, durante os depoimentos, as estagiárias admitiram que tudo ocorreu em tom de brincadeira, sem imaginar a proporção que o caso tomaria após a divulgação da receita nas redes sociais. Mesmo assim, a gestão municipal considerou a conduta grave, principalmente pelo uso indevido de documentos públicos e instrumentos funcionais vinculados ao sistema municipal de saúde.

Como consequência imediata, as duas estudantes foram desligadas do campo de estágio. Já a técnica de enfermagem, após a conclusão das apurações, foi inocentada oficialmente e reintegrada às suas funções. Segundo a secretaria, não houve qualquer elemento que apontasse participação, autorização ou anuência da servidora na produção do documento.

A repercussão do episódio reacendeu discussões sobre o controle de acesso a receituários, carimbos profissionais e documentos oficiais dentro das unidades públicas de saúde. Especialistas na área administrativa lembram que receituários possuem valor institucional e não podem ser utilizados de forma recreativa ou fora de contexto profissional, justamente para evitar fraudes, constrangimentos e danos à imagem de servidores e órgãos públicos.

Embora tratado inicialmente como uma brincadeira entre estudantes, o caso acabou expondo fragilidades no ambiente interno da unidade de saúde e gerou desgaste para a administração municipal, que precisou agir rapidamente para conter os impactos negativos da situação.

Nas redes sociais, o episódio dividiu opiniões. Enquanto algumas pessoas trataram o caso com humor, outras criticaram duramente a falta de responsabilidade no manuseio de documentos públicos e alertaram para os riscos envolvendo falsificação e uso indevido de identificação funcional em ambientes da saúde pública.

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou que adotou todas as medidas administrativas cabíveis e destacou que a sindicância foi fundamental para esclarecer os fatos e preservar a imagem da profissional inicialmente envolvida.

LULA RECEBE PEDRO FREITAS NO PLANALTO E MUNICIPALISMO GANHA FORÇA EM MEIO À PRESSÃO DAS “PAUTAS BOMBA”

Em meio à intensa programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abriu as portas do Palácio do Planalto para ouvir diretamente os prefeitos e representantes do movimento municipalista de todo o país. Entre os participantes do encontro realizado nesta terça-feira (20), esteve o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, que acompanhou de perto as discussões sobre os desafios financeiros enfrentados pelos municípios brasileiros.

A reunião reuniu também o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, além de dirigentes das entidades municipalistas estaduais. O clima foi de preocupação, mas também de articulação política, diante das chamadas “pautas bomba” que vêm causando apreensão entre prefeitos de todas as regiões do país. Os temas debatidos envolvem propostas e medidas que podem ampliar despesas das prefeituras ou reduzir a capacidade financeira das administrações locais, afetando diretamente áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

No centro da discussão esteve a necessidade de construção de soluções conjuntas entre União e municípios para evitar um colapso financeiro nas cidades, especialmente nas de pequeno e médio porte, que dependem fortemente de repasses federais. Como encaminhamento do encontro, ficou definida a criação de um grupo de trabalho formado por representantes do Governo Federal e da CNM. A missão será aprofundar os debates técnicos e políticos sobre os impactos das pautas em tramitação e buscar alternativas que preservem o equilíbrio das contas públicas municipais.

Para Pedro Freitas, o encontro representou um gesto importante de aproximação institucional e reconhecimento do papel estratégico dos municípios na execução das políticas públicas. Segundo ele, o diálogo franco entre prefeitos e Governo Federal é fundamental para garantir avanços concretos para a população.

“Foi uma conversa positiva, com espaço para diálogo e construção conjunta. Os municípios precisam ser ouvidos e fortalecidos, porque é nas cidades que as políticas públicas acontecem de fato. Acreditamos na força do municipalismo e na parceria com o Governo Federal para avançar nas pautas que impactam diretamente a população”, destacou o presidente da Amupe.

O dirigente pernambucano também ressaltou que programas federais têm exercido papel importante no fortalecimento das administrações municipais e na melhoria da qualidade de vida da população. Entre as iniciativas citadas por ele estão o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos e o PAC Seleções, apontados como instrumentos que vêm permitindo a chegada de investimentos diretos aos municípios.

Na avaliação de Pedro Freitas, a cooperação entre os entes federativos é decisiva para garantir desenvolvimento regional e ampliar a capacidade de resposta das prefeituras diante das demandas da população. “Também é importante reconhecer o papel do Governo Federal no fortalecimento dos municípios brasileiros, através de programas e investimentos que já estão chegando na ponta. Quando União e municípios trabalham juntos, quem ganha é a população”, afirmou.

A participação da Amupe nas discussões em Brasília reforça o protagonismo de Pernambuco dentro do debate nacional sobre o municipalismo. Em um momento de forte pressão fiscal sobre as prefeituras, a atuação das entidades representativas ganha ainda mais relevância na defesa de medidas que assegurem sustentabilidade financeira às cidades e mantenham o funcionamento dos serviços públicos essenciais.

CAYO ALBINO CONSOLIDA SUA FORÇA EM BONITO E BUSCA VAGA NA ALEPE COM APOIO DO PREFEITO DR. RUY BARBOSA

Com apoio de 4 prefeitos, 8 ex-prefeitos, quase 60 vereadores, e lideranças em diversos municípios, socialista pavimenta reeleição, que deve ser histórica
As urnas em outubro têm tudo para consolidar um jovem nome dentre os eleitos para Assembleia Legislativa de Pernambuco. Cayo Albino (PSB), que aproveitou muito bem sua passagem pela ALEPE com muitos projetos e atuação política, chegando à vice-liderança do PSB e sendo líder da oposição ao governo Raquel Lyra, vem demonstrando habilidade de diálogo e agregando mais lideranças ao seu grupo. Já são diversos prefeitos e ex-prefeitos, vereadores e ex-vereadores, empresários, representantes sociais, entre outras lideranças, que devem ajudar no processo eleitoral, fazendo com que Cayo Albino tenha uma votação histórica e garanta seu nome dentre os mais votados e eleitos em Pernambuco.

Dr. Ruy Barbosa (PSB), prefeito de Bonito, é mais um nome de peso que vem se juntar a Cayo Albino. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20), e marca o retorno do parlamentar ao município, onde foi muito bem votado em 2022, com quase seis mil votos. O apoio de Dr. Ruy a Cayo contou com a aprovação de João Campos, ex-prefeito do Recife, e pré-candidato a governador.

Além de Dr. Ruy, Cayo Albino também conta com o apoio do prefeito de Correntes, Edimilson da Bahia, de Paranatama, Henrique Gois, e de Garanhuns, Sivaldo Albino, seu pai. Em sua cidade natal Cayo Albino deve ter votação consagradora, a maior da história para Deputado Estadual, fruto de muito trabalho e entregas do grupo político liderado por seu pai, Sivaldo. Além disso, Cayo tem estado presente nos municípios onde tem apoios, com ações importantes, que levaram aos prefeitos anunciarem apoios ao parlamentar.
Além dos prefeitos, muitos ex-prefeitos de cidades do Agreste estão com Cayo: Joseraldo Rodrigues, Sandoval e Beta Cadengue (Brejão), Genaldi Zumba (São João), Mário Mota (Riacho das Almas), Gustavo Adolfo (Bonito), José Teixeira (Paranatama), e Silvino Duarte (Garanhuns), atual secretário do governo Sivaldo Albino. Cayo Albino ainda conta quase 60 vereadores em todo o estado, além de centenas de lideranças políticas e comunitárias.

"A chegada de Dr. Ruy Barbosa é muito importante e significativa especialmente para mim. Consolida ainda mais nosso projeto, mas também nos leva a trabalhar ainda mais pelo município de Bonito e esta gente acolhedora que nos recebeu tão bem desde o início. Vamos juntos fazer muito mais por Bonito!" - Afirmou Cayo Albino.

Em 2022, Cayo Albino somou mais de 32.500 votos, tornando-se suplente e assumindo mandato já em sua primeira campanha eleitoral. Para 2026, a expectiva é que agora esteja entre os mais votados do estado, garantindo seu retorno à ALEPE.

foto: Thomas Ravelly