sexta-feira, 9 de outubro de 2026

MULHERES AVANÇAM EM PERNAMBUCO, DOBRAM BANCADA FEMININA E DEIXAM NOMES PESADOS FORA DA CÂMARA FEDERAL

Juliana de Chaparral lidera votação feminina no estado, enquanto Lucas Ramos, Renildo Calheiros e Miguel Coelho ficam na suplência

A eleição de 2026 em Pernambuco deixou um recado claro para a política tradicional: sobrenome conhecido, mandato anterior e experiência eleitoral já não são garantias de permanência no poder. Na disputa pelas 25 vagas da Câmara dos Deputados, as mulheres ampliaram seu espaço e ajudaram a redesenhar a representação política do estado em Brasília.

O destaque ficou para Juliana de Chaparral, do União Brasil, que conquistou 183.089 votos e se tornou a mulher mais votada de Pernambuco para deputada federal. Mas a mudança não parou por aí. Eliane Soares, Liana Cirne e Clarissa Tércio também tiveram papel decisivo na composição das bancadas de seus partidos e federações, enquanto nomes tradicionais terminaram a disputa fora da lista dos eleitos.

Entre os que ficaram pelo caminho estão Lucas Ramos, do PSB, Renildo Calheiros, do PCdoB, e Miguel Coelho, do União Brasil. Três trajetórias políticas consolidadas que agora terão de recalcular os próximos passos.

NO PSB, ELIANE SOARES SUPERA LUCAS RAMOS

A disputa dentro do PSB terminou com quatro representantes eleitos para a Câmara Federal. Pedro Campos obteve 261.555 votos, Felipe Carreras recebeu 148.971, Gabriel Porto alcançou 114.860 e Eliane Soares garantiu a última vaga da legenda, com 102.396 votos.

Lucas Ramos, que já havia exercido dois mandatos como deputado estadual e ocupava uma cadeira na Câmara Federal desde 2023, recebeu 71.964 votos. A diferença entre ele e Eliane foi de 30.432 votos, suficiente para deixar o parlamentar na suplência.

O resultado também representa uma redução na força parlamentar socialista. Em 2022, o PSB havia conquistado cinco cadeiras em Pernambuco. A partir de 2027, serão quatro deputados federais eleitos pela legenda.

LIANA CIRNE PASSA RENILDO CALHEIROS NA FEDERAÇÃO

Na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, a disputa também produziu uma mudança importante. Rosa Amorim foi eleita com 144.101 votos, seguida por Carlos Veras, com 133.118, Clodoaldo Magalhães, com 92.229, e Liana Cirne, que garantiu a quarta cadeira com 85.039 votos.

Renildo Calheiros, do PCdoB, recebeu 74.296 votos e ficou como suplente. Foram 10.743 votos a menos que Liana, que conseguiu ampliar significativamente seu desempenho eleitoral em comparação com 2022, quando havia recebido 57.284 votos.

Renildo também cresceu nas urnas, passando dos 59.686 votos da eleição anterior para 74.296 em 2026. Mesmo assim, o aumento não foi suficiente para assegurar a renovação do mandato. Na disputa proporcional, crescer em votação individual não significa necessariamente conquistar uma cadeira.

JULIANA DE CHAPARRAL FAZ HISTÓRIA, MAS CLARISSA TÉRCIO DEFINE A ÚLTIMA VAGA

Na Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, Juliana de Chaparral foi o grande nome da disputa. Com 183.089 votos, ela liderou a votação do grupo e se consolidou como a mulher mais votada de Pernambuco para a Câmara Federal.

A federação conquistou quatro cadeiras. Além de Juliana, foram eleitos Lula da Fonte, com 147.913 votos; Fernando Filho, com 124.147; e Clarissa Tércio, com 110.608 votos.

O resultado deixou Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, na primeira suplência, apesar dos 102.595 votos recebidos.

Juliana terminou com 80.494 votos a mais que Miguel. Entretanto, na disputa direta pela quarta e última cadeira da federação, o nome decisivo foi Clarissa Tércio, que superou Miguel por 8.013 votos.

A diferença é importante para entender o resultado: a votação expressiva de Juliana fortaleceu o desempenho da federação, mas foi Clarissa quem ficou imediatamente à frente de Miguel na definição das quatro vagas conquistadas pelo grupo.

BANCADA FEMININA PASSA DE TRÊS PARA SEIS DEPUTADAS

O avanço das mulheres aparece de forma ainda mais clara no resultado geral. Pernambuco saiu de três deputadas federais eleitas em 2022 para seis em 2026. A bancada feminina passou de 12% para 24% das 25 cadeiras destinadas ao estado.

As eleitas são Juliana de Chaparral, Rosa Amorim, Clarissa Tércio, Iza Arruda, Eliane Soares e Liana Cirne. Clarissa e Iza renovaram seus mandatos, enquanto as outras quatro passam a integrar a bancada federal a partir da próxima legislatura.

A mudança representa uma ampliação da presença feminina na política pernambucana e demonstra que candidaturas competitivas conseguiram conquistar espaço dentro de partidos e federações que também abrigavam parlamentares experientes.

A REGRA DO JOGO TAMBÉM EXPLICA O RESULTADO

É importante destacar que, na eleição proporcional, nenhum candidato conquista uma cadeira simplesmente por superar outro concorrente em uma disputa individual. O número de vagas de cada partido ou federação depende do resultado coletivo, conforme as regras eleitorais, e os candidatos ocupam essas cadeiras de acordo com a ordem de votação e os critérios legais aplicáveis.

Por isso, dizer que uma mulher diretamente tirou o mandato de um homem simplifica uma disputa mais complexa. O que os números mostram é que Eliane Soares terminou à frente de Lucas Ramos no PSB, Liana Cirne superou Renildo Calheiros na Federação Brasil da Esperança e Clarissa Tércio ficou à frente de Miguel Coelho na União Progressista.

O recado político, porém, é incontestável. Pernambuco terá uma bancada feminina maior em Brasília, enquanto nomes que já ocuparam espaços importantes na política estadual precisarão buscar novos caminhos.

Juliana de Chaparral sai das urnas como um dos grandes destaques da eleição, mas o fenômeno é mais amplo: as mulheres avançaram, conquistaram espaço nas chapas e mudaram a composição da representação pernambucana na Câmara Federal. Para quem ficou na suplência, a eleição de 2026 mostrou que tradição política ajuda, mas não resolve tudo quando chega a hora de contar os votos.

KASSAB APONTA RAQUEL LYRA COMO NOME NACIONAL DO PSD

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, esteve no Recife para cumprimentar pessoalmente a governadora Raquel Lyra pela vitória nas eleições deste ano. Mais do que celebrar o resultado das urnas, o dirigente fez questão de destacar o espaço que a pernambucana pode ocupar no cenário político nacional.

Kassab sinalizou que Raquel está no radar do partido para voos mais altos, incluindo uma eventual disputa presidencial no futuro. A declaração reforça a projeção nacional da governadora e coloca Pernambuco no centro das articulações do PSD para os próximos anos.

Reeleita, Raquel entra em uma nova fase política com o desafio de consolidar sua liderança em Pernambuco e ampliar sua influência para além das fronteiras do estado. O gesto de Kassab mostra que o partido enxerga na governadora um nome a ser considerado nas discussões nacionais.

FLÁVIO BOLSONARO PREPARA GIRO PELO NORDESTE E INCLUI PERNAMBUCO NA AGENDA

O Nordeste entrou no roteiro de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da disputa presidencial. De acordo com informações repassadas pela campanha do presidenciável, ele deverá visitar três estados da região: Bahia, Ceará e Pernambuco.

A passagem por Pernambuco coloca o estado na rota das articulações nacionais nesta etapa decisiva da eleição. A expectativa é de que a visita seja utilizada para fortalecer alianças e ampliar o diálogo com lideranças políticas locais.

Do outro lado, o presidente Lula (PT) não deverá retornar a Pernambuco neste segundo turno. O petista esteve recentemente no Recife, ainda durante a primeira etapa da campanha, quando participou de um ato político na capital pernambucana.

Com os dois candidatos mobilizando suas bases e buscando consolidar apoios regionais, a movimentação em Pernambuco passa a integrar a estratégia nacional das campanhas presidenciais.

BLOG DO EDNEY — A NOTÍCIA VERDADE

ALEPE TEM RENOVAÇÃO E DEIXA NOMES TRADICIONAIS DA POLÍTICA PERNAMBUCANA FORA DA PRÓXIMA LEGISLATURA

Deputados com até seis mandatos não conseguiram voltar à Assembleia Legislativa. Entre os que disputaram a Câmara Federal, Izaías Régis e Socorro Pimentel também ficaram sem mandato, enquanto Rosa Amorim garantiu uma vaga em Brasília.

A eleição de 2026 redesenhou a composição política de Pernambuco e deixou um recado importante para quem acompanha os bastidores do poder: ter mandato, experiência parlamentar e uma trajetória consolidada não é garantia de permanência na vida pública. A renovação das cadeiras da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) retirou da próxima legislatura nomes conhecidos, alguns deles com décadas de atuação política e presença em diferentes momentos da história recente do estado.

A lista reúne parlamentares de diferentes partidos, regiões e campos políticos. Há deputados que exerceram um mandato, outros que permaneceram por duas ou três legislaturas e nomes que construíram trajetórias mais longas dentro da Casa de Joaquim Nabuco. Entre os que não conseguiram renovar o mandato está o Pastor Cleiton Collins, que acumulava seis mandatos estaduais.

O resultado também alcançou parlamentares com atuação regional consolidada, representantes de segmentos religiosos, lideranças ligadas aos movimentos sindicais e políticos com bases eleitorais espalhadas pelo interior pernambucano. A disputa mostrou que a força de uma trajetória política precisa ser acompanhada de votos suficientes para garantir a continuidade no Legislativo.

QUEM FICA FORA DA PRÓXIMA LEGISLATURA

Entre os deputados estaduais que não conseguiram renovar seus mandatos estão Claudiano Martins Filho e Diogo Moraes, ambos com quatro mandatos; Edson Vieira, com três; e Doriel Barros, com dois.

Também não retornam à Alepe Gilmar Júnior, Júnior Matuto, Mário Ricardo, Nino de Enoque e Romero Sales Filho, que buscavam renovar o primeiro mandato. Henrique Queiroz Filho e Romero Albuquerque acumulavam duas legislaturas, enquanto Joel da Harpa e Simone Santana tinham três mandatos. William Brígido também não conseguiu a reeleição após duas legislaturas.

O grupo reúne perfis políticos bastante distintos. A relação inclui nomes ligados à política municipal, representantes de categorias profissionais, parlamentares com atuação em pautas religiosas e lideranças que construíram suas carreiras a partir de bases eleitorais específicas.

O dado mais significativo é a diversidade dos atingidos pelo resultado. Não se trata de uma mudança restrita a um único partido ou região. A saída desses parlamentares altera a distribuição de forças, abre espaço para novos representantes e obriga os grupos políticos a reorganizar suas estratégias para os próximos anos.

CLEITON COLLINS: SEIS MANDATOS E UMA SAÍDA DE PESO

Entre os nomes que deixam a Assembleia, Pastor Cleiton Collins chama atenção pelo tempo de permanência na Casa. Com seis mandatos estaduais, ele construiu uma trajetória vinculada principalmente ao eleitorado evangélico e às pautas defendidas por setores religiosos.

Sua ausência na próxima legislatura representa a saída de um parlamentar com experiência acumulada em sucessivas disputas eleitorais. O resultado também evidencia a importância de acompanhar como as bases eleitorais tradicionais se comportam diante de novas candidaturas e de mudanças no cenário político.

Claudiano Martins Filho e Diogo Moraes, ambos com quatro mandatos, também estão entre os nomes experientes que não conseguiram permanecer na Alepe. Edson Vieira, com três mandatos, e Joel da Harpa, igualmente com três, completam a relação de parlamentares que já haviam atravessado mais de uma disputa legislativa antes de ficarem fora da próxima composição.

IZAÍAS RÉGIS E SOCORRO PIMENTEL TAMBÉM FICAM SEM MANDATO

A renovação não se limitou aos deputados que disputaram a reeleição estadual. Izaías Régis e Socorro Pimentel tentaram conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas, sem a eleição para o novo cargo e sem a renovação do mandato estadual, ficaram fora dos mandatos eletivos para a próxima legislatura.

Izaías Régis acumulava quatro mandatos estaduais e possui trajetória política ligada a Garanhuns e ao Agreste Meridional. Ex-prefeito do município, construiu sua carreira com forte presença regional e participação em disputas estaduais. A tentativa de chegar à Câmara Federal representava uma mudança de espaço de atuação, mas o resultado o deixa sem mandato eletivo no próximo período.

Socorro Pimentel, por sua vez, acumulava dois mandatos estaduais e também buscou uma vaga na Câmara Federal. Sua ausência na próxima legislatura retira da Alepe uma parlamentar com atuação política própria e presença em debates estaduais.

Os dois casos mostram uma diferença importante: enquanto alguns deputados deixam a Assembleia depois de não conseguirem renovar o mandato, outros tentaram ampliar sua atuação para Brasília e acabaram sem cadeira no Legislativo estadual ou federal.

ROSA AMORIM MUDA DE CASA, MAS CONTINUA NA POLÍTICA

A situação de Rosa Amorim é diferente. Embora deixe a Assembleia Legislativa, ela não entra na lista dos políticos que ficaram sem mandato. Eleita deputada federal, seguirá para a Câmara dos Deputados, em Brasília.

A mudança representa uma transferência de espaço institucional: Rosa deixa a política legislativa estadual para integrar a bancada pernambucana no Congresso Nacional. Sua eleição também altera a composição da representação do estado na Câmara Federal e abre espaço para uma nova configuração na Alepe.

UMA NOVA COMPOSIÇÃO, NOVOS EQUILÍBRIOS

A renovação da Assembleia Legislativa tem consequências que vão além da substituição de nomes. A chegada de novos deputados pode modificar a formação de bancadas, a distribuição de espaços nas comissões e as articulações necessárias para aprovar projetos do governo estadual.

A experiência parlamentar dos que saem não desaparece da política pernambucana. Muitos continuam com capital político, relações partidárias e influência em seus municípios. Entretanto, ficar sem mandato altera a capacidade de participar diretamente das decisões legislativas, de ocupar posições institucionais e de utilizar a tribuna como espaço permanente de atuação.

Para os novos eleitos, o desafio será transformar a votação recebida em presença política efetiva. Para os grupos que perderam representantes, será necessário reorganizar lideranças, reconstruir bases e avaliar o desempenho nas urnas.

A eleição de 2026, portanto, marca uma mudança relevante no perfil da Alepe. A próxima legislatura começa com a ausência de parlamentares que fizeram parte da rotina da Casa por vários anos e com a expectativa de que os novos representantes estabeleçam seu próprio espaço na política estadual.

HUMBERTO COSTA PRESSIONA RAQUEL LYRA POR APOIO A LULA E ADMITE: “PACIÊNCIA, VAMOS TRABALHAR PARA VENCER ASSIM MESMO”

A neutralidade da governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa presidencial já começa a incomodar aliados do presidente Lula (PT). O senador Humberto Costa (PT) voltou a defender publicamente que a governadora pernambucana entre na campanha pela reeleição do petista, mas admitiu que o partido terá de seguir adiante mesmo se ela decidir não declarar apoio.

Em entrevista à Rádio CBN, nesta quinta-feira (8), Humberto afirmou que o alinhamento de Raquel com Lula seria importante para Pernambuco, principalmente pela continuidade de investimentos federais em obras de infraestrutura e programas sociais.

“E se a decisão não for a de marchar conosco, paciência, nós vamos trabalhar para vencer as eleições assim mesmo”, declarou o senador, numa sinalização de que o PT não pretende desistir da disputa caso a governadora mantenha sua posição.

A PRESSÃO PASSA PELOS INVESTIMENTOS

Humberto argumentou que Pernambuco recebeu recursos importantes do governo federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de transferências do Orçamento da União e de empréstimos destinados a obras rodoviárias e hídricas. Na avaliação do petista, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) poderia comprometer a continuidade desses investimentos.

O senador também criticou propostas atribuídas ao candidato do PL para reduzir despesas do orçamento federal. Segundo Humberto, eventuais cortes poderiam atingir obras públicas e políticas sociais nas áreas de saúde e educação, com consequências para os estados.

RAQUEL MANTÉM A COERÊNCIA

Desde o fim do primeiro turno, Raquel Lyra tem sinalizado que pretende preservar a postura de neutralidade adotada durante a campanha. A governadora evita se vincular antecipadamente a Lula ou a Flávio Bolsonaro, mantendo espaço político para conduzir sua própria estratégia.

A cobrança de Humberto coloca em evidência o desafio enfrentado pela governadora: administrar a relação institucional com o governo federal sem necessariamente assumir compromisso eleitoral com o presidente.

O RECADO DO PT

Ao dizer que o partido seguirá trabalhando para vencer mesmo sem o apoio de Raquel, Humberto tenta demonstrar confiança na campanha de Lula, mas deixa claro que a governadora continua sendo alvo de pressão política.

Com a disputa presidencial entrando em uma nova fase, a decisão de Raquel ganha peso no tabuleiro pernambucano. Resta saber se ela manterá a neutralidade até o fim ou se as cobranças dos dois campos políticos vão produzir alguma mudança de posição.

Edney Souto | Blog do Edney

NÚCLEO DURO DE JOÃO CAMPOS APONTA CORPO MOLE DE VEREADORES DO RECIFE NA CAMPANHA QUE LEVOU O EX-PREFEITO A DERROTA

A derrota de João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco continua provocando avaliações e cobranças dentro do próprio grupo socialista. Nos bastidores, integrantes do núcleo duro da campanha apontam que parte dos vereadores aliados no Recife não teria se empenhado como deveria para fortalecer o projeto eleitoral do então prefeito da capital.

Segundo um observador ligado ao PSB, o desempenho de João no Recife, onde terminou com uma vantagem de apenas três pontos percentuais, ficou abaixo das expectativas de setores da campanha. Na avaliação desse aliado, poucos vereadores entraram de fato na disputa, enquanto outros teriam feito apenas o necessário.

Entre os nomes citados como mais empenhados estão Romerinho Jatobá (PSB), Rinaldo Júnior (PSB) e Liana Cirne (PT), que também disputaram vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. O quarto nome é o de Zé Neto (PSB), que, além de trabalhar pela eleição de João Campos, tinha interesse direto no fortalecimento de Romerinho, de olho na presidência da Câmara Municipal do Recife.

A leitura que circula entre aliados é que interesses eleitorais próprios teriam pesado mais do que o esforço coletivo em torno da candidatura socialista. A avaliação, porém, parte de interlocutores do próprio grupo e não representa, necessariamente, uma posição oficial do PSB.

A derrota de João Campos agora abre espaço para uma revisão de estratégias e, principalmente, para cobranças internas. Quando o resultado fica aquém do esperado até mesmo no principal reduto eleitoral, a tendência é que os bastidores fiquem mais movimentados e a fidelidade de alguns aliados passe a ser questionada.

PRESSÃO AUMENTA: GILSON FILHO COBRA POSIÇÃO DE RAQUEL LYRA E DEFENDE FLÁVIO BOLSONARO

A pressão sobre a governadora Raquel Lyra (PSD) para se posicionar na disputa presidencial do segundo turno começa a ganhar novos capítulos. Depois das cobranças de aliados do presidente Lula (PT), agora são os bolsonaristas que entram em campo para tentar atrair a governadora para o palanque de Flávio Bolsonaro (PL).

Durante pronunciamento no Plenário da Câmara Municipal do Recife, o vereador e deputado estadual eleito Gilson Filho (PL) defendeu publicamente que Raquel declare apoio a Flávio Bolsonaro na corrida pelo Palácio do Planalto.

A cobrança coloca a governadora diante de uma equação política delicada. Reeleita com uma vitória expressiva em Pernambuco, Raquel construiu sua força eleitoral reunindo lideranças de diferentes correntes políticas, estratégia que ampliou sua base e garantiu espaço para dialogar com grupos distintos.

Agora, com o segundo turno presidencial movimentando os bastidores, a disputa pelo apoio da governadora ganha força. De um lado, aliados de Lula tentam aproximá-la do projeto petista. Do outro, representantes do bolsonarismo querem transformar a força eleitoral de Raquel em um ativo para a campanha de Flávio Bolsonaro.

A posição da governadora, portanto, vai além de uma simples declaração de voto. Qualquer movimento poderá produzir reflexos na relação com sua base política e influenciar as articulações para o novo ciclo de governo em Pernambuco.

Por enquanto, a cobrança de Gilson Filho amplia o debate sobre o caminho que Raquel Lyra pretende seguir na eleição presidencial. Nos bastidores, a pergunta continua sendo a mesma: a governadora vai escolher um lado ou manter distância da polarização nacional?

LARA SANTANA ESMAGA ADVERSÁRIO NAS URNAS E ENTRA PARA A HISTÓRIA DE IPOJUCA

Candidata do PV alcança votação recorde no município, supera Romero Sales Filho por mais de 32 mil votos e sai das urnas como uma das grandes forças políticas locais.

Ipojuca deu uma demonstração contundente de força eleitoral nas eleições de 2026. Lara Santana (PV) conquistou uma votação histórica para deputada estadual e transformou o resultado das urnas em um duro revés para o grupo político adversário.

Com 38.545 votos em Ipojuca, Lara alcançou a maior votação já registrada por uma candidatura a deputada estadual no município. O desempenho foi muito superior ao de Romero Sales Filho (PSD), que recebeu 5.930 votos.

A diferença de 32.615 votos escancara a dimensão da vitória. Lara não apenas venceu: estabeleceu um novo parâmetro eleitoral na cidade e mostrou que sua força política vai muito além de uma disputa equilibrada.

O resultado também acende um sinal de alerta para o grupo de Romero Sales Filho. Uma diferença dessa magnitude exige reflexão sobre a capacidade de mobilização, a articulação política e a relação com o eleitorado ipojucano.

Com a votação histórica, Lara Santana fortalece seu nome no cenário estadual e passa a ocupar um lugar de destaque na política de Ipojuca. A mensagem das urnas foi expressiva, e seus efeitos certamente estarão presentes nas próximas movimentações políticas do município.

BLOG DO EDNEY — A NOTÍCIA VERDADE