terça-feira, 7 de abril de 2026

NOITE DE TERROR NO PILAR: DESABAMENTO, MORTES E RESPOSTA IMEDIATA DE RAQUEL LYRA E VICTOR MARQUES MARCAM O RECIFE

A noite desta segunda-feira (6) ficará marcada como uma das mais tristes recentes para a comunidade do Pilar, no Bairro do Recife. O desabamento de partes de um casarão antigo provocou uma tragédia que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras duas feridas, em meio a um cenário de desespero, correria e comoção entre moradores que presenciaram o colapso da estrutura.

Relatos apontam que o imóvel, já bastante deteriorado, não resistiu e cedeu repentinamente, surpreendendo quem estava no local. O barulho do desabamento ecoou pelas ruas estreitas da comunidade, seguido por pedidos de socorro. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco foram acionadas rapidamente e iniciaram uma operação delicada de busca e resgate em meio aos escombros, enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestava os primeiros atendimentos aos sobreviventes.

A gravidade da ocorrência mobilizou também o alto escalão do poder público. Ainda durante a noite, a governadora Raquel Lyra entrou em contato direto com o prefeito do Recife, Victor Marques, reforçando a atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura. Em publicação nas redes sociais, Raquel destacou que toda a estrutura estadual estava à disposição para apoiar as ações emergenciais e manifestou solidariedade às famílias atingidas pela tragédia.

Do lado municipal, Victor Marques, em seu primeiro dia à frente da gestão da capital pernambucana, acompanhou de perto cada desdobramento da ocorrência. O prefeito se reuniu com a equipe do Centro de Operações do Recife (COP), de onde monitorou em tempo real o trabalho das equipes de resgate, Defesa Civil e saúde. A resposta rápida foi determinante para garantir o socorro às vítimas e o isolamento da área, evitando novos riscos.

Além da atuação emergencial, a Prefeitura também mobilizou a Assistência Social, que esteve presente no local para acolher familiares e moradores impactados. O trabalho incluiu apoio psicológico, orientação e levantamento das necessidades mais urgentes das famílias, muitas delas já vivendo em situação de vulnerabilidade.

A tragédia no Pilar expõe, mais uma vez, um problema histórico do Recife: a presença de imóveis antigos em condições precárias sendo utilizados como moradia. A combinação entre abandono estrutural, falta de manutenção e ocupação irregular cria um ambiente de risco constante, especialmente em áreas urbanas mais antigas e densamente povoadas.

Enquanto as causas do desabamento ainda serão investigadas pelas autoridades competentes, o episódio deixa um rastro de dor e levanta questionamentos urgentes sobre políticas de habitação, fiscalização e preservação urbana. Em meio ao luto, a atuação conjunta de Raquel Lyra e Victor Marques buscou dar uma resposta imediata à população, mas também amplia a pressão por medidas concretas que impeçam que novas tragédias como essa voltem a acontecer na capital pernambucana.

CHUVA FORTE PARALISA RECIFE COM ALERTA MÁXIMO, AULAS SUSPENSAS E RISCOS URBANOS

O Recife amanheceu nesta terça-feira (7) sob um cenário de atenção máxima. O Centro de Operações do Recife (COP) elevou o status da cidade para estágio de alerta às 5h, em razão das fortes chuvas que castigam a capital desde a noite de segunda-feira. Segundo os dados divulgados, apenas nas últimas 12 horas, a cidade acumulou impressionantes 70 mm de chuva, concentrados de forma intensa em um período de seis horas.

Diante dessa situação, a Prefeitura do Recife determinou a suspensão das aulas na rede municipal de ensino e orientou que os serviços não essenciais fiquem temporariamente paralisados durante toda a manhã. A medida visa proteger estudantes, professores e servidores da rede municipal, bem como minimizar riscos à população devido aos pontos de alagamento que já começam a se formar em áreas críticas da cidade.

As autoridades reforçam que a população deve evitar deslocamentos desnecessários. Com ruas e avenidas alagadas, a rotina urbana sofre alterações significativas: o tráfego apresenta lentidão, algumas vias ficaram interditadas e pontos de risco meteorológico exigem atenção redobrada. Entre os locais mais vulneráveis estão áreas próximas a rios, canais e antigas regiões sujeitas a enchentes históricas.

Além das vias urbanas, a orientação também se estende a praias e ilhas próximas ao Recife, onde o aumento da maré combinado com a chuva intensa pode elevar o risco de acidentes. O COP mantém monitoramento constante, com equipes de plantão para atendimento emergencial e registro de pontos críticos em tempo real.

Especialistas meteorológicos alertam que, embora a precipitação possa diminuir nas próximas horas, o solo já saturado e os rios em elevação representam perigo para deslizamentos, alagamentos e transtornos no transporte urbano. A Prefeitura reforça canais de comunicação para denúncias e informações, incentivando a população a priorizar a segurança e adiar qualquer viagem ou atividade externa não essencial.

O Recife, acostumado a períodos de chuva intensa no período de abril, enfrenta hoje um desafio que exige atenção, cautela e colaboração de todos para reduzir os riscos de acidentes e garantir a integridade da população.

LIDERANÇA DO PT PEDE PRISÃO PREVENTIVA DE EDUARDO BOLSONARO POR PRESSÃO INTERNACIONAL

O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT/RJ), deu um passo audacioso nesta segunda-feira ao solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi encaminhado diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator de uma ação penal em que Eduardo já é réu por coação, reforçando a gravidade das acusações que pesam sobre ele.

A iniciativa de Lindbergh surge após declarações recentes de Eduardo em entrevista ao site Metrópoles, nas quais afirmou que pretende recorrer a autoridades nos Estados Unidos para denunciar supostas irregularidades da Justiça Eleitoral brasileira durante as eleições de 2026, envolvendo integrantes do Tribunal Superior Eleitoral. Para o parlamentar do PT, essas falas indicam não apenas a continuidade de condutas já investigadas, mas também a intenção de exercer pressão externa sobre o Judiciário brasileiro, algo que, na avaliação dele, coloca em risco a integridade do processo eleitoral. “O réu não apenas reitera condutas já investigadas, como projeta sua atuação para o contexto das eleições de 2026”, afirmou Lindbergh, em referência à gravidade da situação.

O pedido de medidas cautelares busca impedir novas articulações externas e solicita a abertura de investigação complementar pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal, a fim de apurar a extensão das ações de Eduardo Bolsonaro e eventuais riscos à Justiça eleitoral. Especialistas em direito eleitoral apontam que recorrer a autoridades estrangeiras para questionar a Justiça nacional pode ser interpretado como tentativa de interferência externa, configurando crime com graves consequências jurídicas.

O episódio chega em um momento delicado da política brasileira, marcado por tensões entre aliados do ex-presidente e o sistema eleitoral. A movimentação de Lindbergh Farias reflete a estratégia do PT de acompanhar de perto figuras políticas que possam ameaçar a estabilidade institucional do país, utilizando instrumentos legais para coibir pressões externas e preservar o processo democrático.

Enquanto o STF analisa o pedido, Eduardo Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de prisão preventiva. Analistas políticos alertam que o caso tem potencial para aprofundar o conflito entre Executivo, Legislativo e Judiciário, intensificando a polarização no país e antecipando novos embates em torno das eleições de 2026.


PASTOR EURICO ENALTECE AVANÇOS DE RAQUEL LYRA, CRITICA OPOSIÇÃO E REAFIRMA ALINHAMENTO IDEOLÓGICO

Em entrevista exclusiva ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, o deputado federal Pastor Eurico (PSDB) fez uma defesa vigorosa da atual gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), ressaltando os avanços que, segundo ele, marcam o terceiro ano de governo, ao mesmo tempo em que criticou duramente a atuação da oposição no estado. A declaração do parlamentar ganhou forte repercussão no cenário político pernambucano, ao colocar em pauta temas que têm mobilizado debates sobre desenvolvimento, infraestrutura e articulação política.

Para Eurico, Pernambuco vive um “novo momento” depois de um período que classificou como de estagnação. “São três anos e três meses fazendo a diferença. Aquilo que não foi feito na gestão anterior de oito anos, em três anos e três meses já se fez muito mais. Contra fatos não há argumentos”, afirmou, ao destacar aquilo que considera como resultados concretos da administração atual. O deputado citou, em particular, investimentos em infraestrutura, enfatizando a execução de obras viárias em diferentes regiões do estado. “Hoje são centenas de vias sendo realizadas, muitas vias vicinais também. Isso faz a diferença na vida das pessoas”, disse, apontando as melhorias no acesso e mobilidade como um dos principais legados que, em sua avaliação, distinguem o governo presente do anterior.

Ao abordar as críticas feitas pela oposição ao governo estadual, Pastor Eurico adotou um tom incisivo. Embora tenha afirmado reconhecer o papel democrático da oposição, ele criticou aquilo que considera como ataques sem fundamento. “Ser oposição é democrático. Agora, abusar desse direito é o que alguns estão fazendo, com acusações que não têm nenhum valor”, declarou, destacando que, na sua visão, parte das críticas não estaria ancorada em fatos. O parlamentar reforçou que o foco do grupo político ao qual pertence é “seguir trabalhando por Pernambuco”, sugerindo que a disputa política não deve se sobrepor à busca por soluções em áreas essenciais.

Durante a conversa, Eurico também abordou suas relações com diferentes segmentos do eleitorado, inclusive além das tradições partidárias e ideológicas. “Quero agradecer aos petistas que votam em mim. Tem muita gente que, mesmo sendo de esquerda, defende os valores que eu defendo”, afirmou, mencionando o apoio de eleitores de outras correntes políticas. Essa declaração aponta para uma tentativa de ampliar sua base de apoio pessoal, acentuando a importância de valores e pautas que, segundo ele, ultrapassam rótulos ideológicos tradicionais.

Outro ponto destacado pelo deputado foi a destinação de recursos federais ao estado. Segundo Eurico, independentemente de alinhamentos partidários ou políticos, o governo federal deve atender às necessidades de Pernambuco. “O presidente da República é presidente do Brasil inteiro. Pernambuco tem direito aos recursos, e a governadora está certa em ir buscar”, declarou, sublinhando a importância de articulação política institucional para garantir investimentos em áreas prioritárias para a população.

Ao concluir a entrevista, o parlamentar reafirmou seu posicionamento ideológico explícito, bem como seu apoio à governadora Raquel Lyra em relação a outros nomes da política estadual. “Entre direita e esquerda, eu escolhi a direita. Entre Raquel e João Campos, eu escolhi Raquel. E vou defender Raquel até o fim”, disse, consolidando sua posição dentro do espectro político atual e seu comprometimento com a continuidade do projeto político liderado pela governadora.

A entrevista de Pastor Eurico traz à tona a intensidade do debate político em Pernambuco, refletindo articulações, críticas e posicionamentos que ganham força à medida que se aproximam momentos decisivos no calendário eleitoral e de gestão pública. Nesse contexto, as declarações do deputado representam não apenas uma defesa das ações governamentais, mas também uma leitura estratégica sobre o cenário político estadual.

CANETA, INTERRUPTOR E SILÊNCIO, ASSIM O PRESIDENTE DA CÂMARA DE ARCOVERDE TENTA PRESIDIR NO “ABAFA” E ENFRENTA REAÇÃO

O que aconteceu na noite de ontem, segunda-feira (6) em Arcoverde não foi apenas uma sessão conturbada — foi um retrato escancarado de até onde vai o impulso de controle quando a maioria decide caminhar em outra direção. No comando da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco tentou, na prática, substituir o regimento pelo botão de desligar.

A sequência dos fatos é simples — e justamente por isso, incômoda. Vereadores, amparados pela maioria absoluta, decidiram seguir com a leitura de uma denúncia e avançar para uma sessão extraordinária. Era o rito. Era o previsto. Era o básico. Mas esbarrou na resistência da presidência, que resolveu transformar procedimento em disputa de força.

Sem conseguir barrar no argumento, veio a tentativa de barrar na marra. Primeiro, a obstrução da leitura. Depois, o gesto que escancarou tudo: transmissão ao vivo cortada, gravação interrompida e microfones desligados. Um pacote completo para tentar empurrar a sessão para a invisibilidade, como se o problema deixasse de existir se ninguém pudesse assistir.

Só que não funcionou.

Mesmo no escuro institucional criado pela própria presidência, os vereadores seguiram. Sem som oficial, sem transmissão e sem o conforto da formalidade, a sessão continuou — não por normalidade, mas por insistência. E isso diz muito. Quando o plenário precisa funcionar “no improviso” para garantir o que já está previsto nas regras, o problema deixa de ser técnico e passa a ser político.

Nos corredores, a leitura é direta: não foi apenas uma divergência de interpretação, foi uma tentativa de impor silêncio onde havia maioria. E isso bate de frente com o princípio mais básico da vida pública — a transparência. Cortar microfone pode até calar o áudio, mas amplifica o ruído político.

O artigo do regimento que garante a sessão extraordinária não desapareceu com o desligar dos equipamentos. Ele continuou lá, ignorado. E é justamente essa escolha que deve puxar as consequências agora. Fala-se em abuso de prerrogativa, quebra de decoro e até medidas judiciais. Não por acaso.

O episódio deixa uma lição incômoda para Arcoverde: quando o poder tenta operar no “mute”, quem paga o preço é a credibilidade. Porque, no fim das contas, política não é sobre quem controla o microfone — é sobre quem aceita ouvir quando perde no voto.

RAQUEL LYRA CONSOLIDA FORÇA POLÍTICA NO PSD EM VISITA A JARBAS VASCONCELOS E JARBAS FILHO E REFORÇA NOVA CONFIGURAÇÃO DE PODER EM PERNAMBUCO

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, protagonizou nesta segunda-feira (6) um gesto político carregado de simbolismo ao visitar a residência do deputado estadual Jarbas Filho e do ex-governador Jarbas Vasconcelos, em um encontro que ultrapassou a formalidade institucional e se consolidou como um movimento estratégico de fortalecimento de alianças no cenário estadual. A visita ocorre em um momento crucial para o redesenho das forças políticas em Pernambuco, especialmente após a recente filiação de Jarbas Filho ao PSD, partido que vem sendo estruturado sob a liderança direta da governadora no Estado.

O encontro, descrito por aliados como marcado por afeto, respeito mútuo e alinhamento de ideias, reuniu ainda o senador Fernando Dueire, que também ingressou recentemente na legenda, ampliando o peso político do PSD em Pernambuco. A presença de figuras com trajetórias consolidadas reforça a estratégia de Raquel Lyra de construir uma base sólida, reunindo experiência política e novos quadros em torno de um projeto administrativo e eleitoral que mira o futuro do Estado.

A visita ganha contornos ainda mais significativos ao considerar o legado histórico de Jarbas Vasconcelos, uma das figuras mais influentes da política pernambucana nas últimas décadas. Ao destacar publicamente a trajetória do ex-governador, Raquel Lyra não apenas reconhece sua importância, mas também sinaliza uma aproximação simbólica com um grupo político que sempre teve forte presença e capilaridade em diversas regiões do Estado. Esse movimento aponta para uma estratégia de convergência entre diferentes correntes políticas em torno de uma agenda comum de governabilidade e desenvolvimento.

Nas redes sociais, a governadora fez questão de registrar o momento e dar as boas-vindas a Jarbas Filho, enfatizando a relevância de sua chegada ao PSD como um reforço importante para o partido e para o projeto político em curso. A mensagem transmitida foi de unidade e de construção coletiva, elementos que têm sido centrais no discurso da gestora desde o início de sua administração.

Por sua vez, Jarbas Filho destacou que sua decisão de se filiar ao PSD não foi circunstancial, mas fruto de uma construção política pautada pela coerência e pela responsabilidade com o eleitorado. Ao afirmar que escolheu “permanecer no lado certo”, o parlamentar sinaliza um posicionamento claro de alinhamento com a atual gestão estadual, reforçando a narrativa de continuidade e apoio às ações do governo. Sua fala também carrega o peso simbólico da herança política de Jarbas Vasconcelos, ao mencionar os ensinamentos do pai sobre posicionamento e compromisso na vida pública.

O deputado também fez questão de ressaltar que seu mandato já vinha, na prática, atuando em sintonia com o governo estadual, destacando avanços percebidos em diferentes regiões de Pernambuco. Ao mencionar ações que vão do Litoral ao Sertão, Jarbas Filho reforça a ideia de um governo presente e ativo, que busca interiorizar políticas públicas e promover desenvolvimento de forma equilibrada.

A movimentação evidencia um momento de reorganização política em Pernambuco, no qual alianças tradicionais se reconfiguram e novos blocos ganham força. A aproximação entre Raquel Lyra e o grupo liderado historicamente por Jarbas Vasconcelos sugere não apenas um fortalecimento imediato da base governista, mas também possíveis desdobramentos no cenário eleitoral futuro, especialmente com vistas às disputas que se aproximam.

Mais do que uma visita institucional, o encontro simboliza a construção de uma ponte entre passado, presente e futuro da política pernambucana, unindo experiência, articulação e estratégia em torno de um projeto que busca ampliar sua influência e consolidar sua presença em todo o Estado.

PODEMOS CONFIRMA APOIO A FLÁVIO BOLSONARO EM PERNAMBUCO E REFORÇA ARTICULAÇÃO PARA 2026

Em um movimento que amplia a reorganização das forças políticas em Pernambuco de olho nas eleições de 2026, o Podemos oficializou, nesta segunda-feira (6), o apoio ao senador Flávio Bolsonaro no estado. A decisão é resultado de uma articulação que vem sendo construída nos bastidores e que tem como principal operador político o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto, figura que vem ganhando protagonismo na formação de uma base alinhada ao campo conservador em território pernambucano.

O anúncio contou com a presença de lideranças nacionais e estaduais da legenda, incluindo a presidente do partido, Renata Abreu, e o dirigente estadual Marcelo Gouveia. A participação dessas lideranças reforça o caráter estratégico da decisão, que vai além de um apoio pontual e se insere em um planejamento mais amplo de reposicionamento político do partido no Nordeste.

Nos bastidores, a construção desse apoio foi marcada por uma série de reuniões e negociações que buscaram garantir ao grupo local maior autonomia política, especialmente no que diz respeito à condução da pré-campanha e à formação de alianças regionais. Esse ponto foi considerado essencial para consolidar o entendimento entre as lideranças estaduais e a direção nacional do partido, criando um ambiente favorável para o engajamento direto com o projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro.

A movimentação também está diretamente ligada à chegada de novos nomes à sigla, como o próprio Gilson Machado Neto e seu filho, Gilson Filho, o que representa uma tentativa de fortalecer a presença do Podemos em Pernambuco com quadros já conhecidos no cenário político local. A estratégia busca ampliar a capilaridade do partido, especialmente em regiões onde o bolsonarismo tem demonstrado capacidade de mobilização eleitoral.

O alinhamento com o projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece como pano de fundo dessa articulação. A decisão do Podemos, nesse contexto, sinaliza uma aproximação mais clara com esse campo político, ao mesmo tempo em que contribui para a formação de um palanque mais estruturado no estado. A expectativa entre os articuladores é de que essa união permita não apenas fortalecer candidaturas majoritárias, mas também impulsionar nomes proporcionais, ampliando a representação do grupo em diferentes esferas.

Com essa definição, o cenário político pernambucano começa a ganhar contornos mais nítidos para 2026, com movimentos antecipados que indicam uma disputa marcada por alianças estratégicas e pela tentativa de consolidação de blocos ideológicos. O apoio do Podemos a Flávio Bolsonaro, nesse sentido, se insere como uma peça importante dentro desse tabuleiro, evidenciando o início de uma nova fase de articulações que devem se intensificar nos próximos meses.

GOVERNO DE PERNAMBUCO ANUNCIA MUDANÇAS NO SECRETARIADO

O Governo de Pernambuco divulgou, nesta segunda-feira (6), mudanças no secretariado de oito pastas. As alterações, que serão publicadas no Diário Oficial do Estado desta terça (7), envolvem as secretarias de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha (Semas); Turismo e Lazer (Setur); Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo (Sedepe); Mulher; Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS); e Mobilidade e Infraestrutura (Semobi). 

Na Semas, Nathalie Mendonça, então secretária executiva da Causa Animal, assume a titularidade da pasta em substituição a Daniel Coelho. Já na Setur, João Lucas, secretário executivo de Infraestrutura do Turismo, passa a responder pela secretaria com a saída de Kaio Maniçoba, que retorna ao mandato de deputado estadual. Na pasta de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo (Sedepe), quem assume é Diogo Alexandre, ex-prefeito de Chã Grande.

Na Secretaria da Mulher, assume o cargo de titular a então secretária executiva Amanda Valença, substituindo Juliana Gouveia. Após a saída de Carlos Braga, a SAS passa a ser comandada por Andreza Pacheco. Já a Semobi fica sob a gestão de Pedro Neves, no lugar de André Teixeira Filho.

Além disso, Simone Nunes deixa a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e segue para a Secretaria de Projetos Estratégicos, enquanto Rodrigo Ribeiro passa a comandar a Seduh. No Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, o coronel Francisco Cantarelli deixa o comando-geral, sendo substituído pelo coronel Eduardo Araripe Pacheco de Souza.

“Os novos titulares já estavam no nosso governo e agora, em novas posições, continuarão o trabalho que está transformando a vida do povo de Pernambuco”, destacou a governadora Raquel Lyra.