segunda-feira, 2 de novembro de 2026

NA LUPA 🔎 | EDUARDO DA FONTE: A FÊNIX DA POLÍTICA, UM LÍDER DE GRUPO QUE FALA ALTO EM PERNAMBUCO E NO NORDESTE E PODE TER UMA NOVA MISSÃO EM BRASÍLIA NO GOVERNO LULA 4.0

Por Edney Souto | Coluna Na Lupa | Blog do Edney

Na política brasileira, sobreviver a diferentes governos, atravessar mudanças de cenário, construir alianças, conquistar sucessivos mandatos e continuar ocupando espaços de decisão exige muito mais do que votos. Exige articulação, capacidade de diálogo, conhecimento institucional, liderança e, sobretudo, a construção de um grupo político capaz de participar das grandes decisões. É sob essa perspectiva que precisa ser analisada a trajetória de Eduardo Henrique da Fonte de Albuquerque Silva, o conhecido Dudu da Fonte, uma das figuras mais presentes na história recente do Progressistas em Pernambuco e um personagem que continua tendo voz nas principais conversas políticas de Brasília.

A imagem da fênix representa bem o momento político de Eduardo. Depois de uma disputa pelo Senado Federal que terminou sem a conquista da cadeira, o parlamentar continua sendo um nome relevante nas discussões sobre o futuro político de Pernambuco e as articulações nacionais. A derrota eleitoral não apaga cinco mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, não elimina sua influência partidária e tampouco encerra uma trajetória construída durante quase duas décadas no Congresso Nacional. Na política, uma eleição pode interromper um projeto, mas não necessariamente encerra uma liderança.

Natural do Recife, nascido em 17 de outubro de 1972, Eduardo iniciou sua caminhada parlamentar em 2007, depois de conquistar seu primeiro mandato nas eleições de 2006. Foi reeleito em 2010, 2014, 2018 e 2022, construindo uma sequência de cinco mandatos consecutivos. Ao longo desse período, atravessou diferentes governos, composições partidárias e momentos de transformação da política brasileira. Seu nome passou a integrar o grupo de parlamentares pernambucanos com maior experiência em Brasília, não apenas pela permanência na Câmara, mas pelas funções estratégicas que conseguiu ocupar.

Eduardo não se limitou a ocupar uma cadeira no plenário. Construiu uma trajetória de participação nos espaços de comando do Legislativo. Foi segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, corregedor da Casa, presidente da Comissão de Minas e Energia e líder do Progressistas na Câmara. São funções que exigem conhecimento do funcionamento institucional, capacidade de negociação, relacionamento com diferentes bancadas e confiança política. Sua chegada à Mesa Diretora ainda no início da carreira parlamentar demonstrou que conseguiu construir interlocução dentro de uma das instituições mais importantes da República.

Um dos capítulos mais expressivos dessa trajetória foi sua atuação na Comissão de Minas e Energia e na CPI das Tarifas de Energia Elétrica. Em 2009, Eduardo presidiu a comissão parlamentar de inquérito que investigou a metodologia de cálculo das contas de luz e os mecanismos utilizados na formação das tarifas cobradas dos consumidores. A investigação realizou audiências, ouviu representantes do setor e colocou em discussão nacional a relação entre concessionárias, órgãos reguladores e consumidores. O episódio mostrou uma dimensão importante de sua atuação: a capacidade de transformar uma pauta técnica em uma discussão política de repercussão nacional, conduzindo trabalhos, mobilizando parlamentares e dando visibilidade a um tema que atingia diretamente a população brasileira.

Sua passagem pela presidência da Comissão de Minas e Energia, em 2013, também reforçou sua experiência em uma área estratégica para o desenvolvimento nacional. Energia, infraestrutura e serviços públicos são setores que exigem conhecimento técnico e capacidade de diálogo com diferentes segmentos econômicos e institucionais. Eduardo acumulou experiência nesses ambientes e ampliou seu trânsito dentro do Congresso.

Mas existe outro aspecto de sua história que talvez explique melhor sua permanência no cenário político: a construção de um grupo. Eduardo da Fonte não representa apenas um mandato parlamentar. É dirigente partidário, articulador de alianças e uma liderança que construiu uma estrutura política com presença em diferentes regiões de Pernambuco. Na condição de presidente estadual do Progressistas, participou diretamente da organização da legenda, da formação de chapas, da construção de alianças e da aproximação com prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais.

Sua liderança ganhou uma nova dimensão com a eleição de seu filho, Lula da Fonte, para a Câmara dos Deputados. A chegada de Lula da Fonte ao Congresso ampliou a representação familiar e partidária em Brasília e estabeleceu uma nova geração na atuação parlamentar do grupo. Pai e filho passaram a dividir espaço no cenário federal, combinando a experiência acumulada por Eduardo com a atuação de Lula da Fonte nas articulações políticas e legislativas.

Ao lado do filho, Eduardo reúne um conjunto de deputados estaduais, federais, prefeitos, vereadores e lideranças municipais que formam uma estrutura de representação com capilaridade em Pernambuco. Essa rede política é um dos componentes mais importantes de seu patrimônio. Não se trata simplesmente de reunir aliados em fotografias ou eventos partidários. Trata-se de possuir representação em diferentes instâncias do poder, participar das decisões políticas e ter interlocutores capazes de levar demandas municipais e regionais às mesas de negociação.

É justamente por isso que, quando Pernambuco entra em uma grande discussão política, Eduardo da Fonte não chega sozinho. Seu grupo tem voz, representação parlamentar e capacidade de participar das conversas que definem alianças, espaços e estratégias. Na Assembleia Legislativa, a presença de deputados ligados ao seu campo político amplia sua interlocução com diferentes forças estaduais. Na Câmara Federal, sua atuação conjunta com Lula da Fonte e os parlamentares aliados fortalece sua participação nas articulações nacionais.

Essa influência também ultrapassa as fronteiras pernambucanas. O Progressistas possui presença em diferentes estados do Nordeste, e Eduardo mantém relações partidárias e parlamentares que permitem sua participação em discussões regionais. Sua experiência no comando da legenda em Pernambuco e seu relacionamento com dirigentes nacionais, como Ciro Nogueira e Arthur Lira, ampliam seu espaço de interlocução. A federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, acrescenta uma dimensão nacional a essa estrutura, embora suas decisões dependam de negociações entre os dirigentes e as bancadas das duas legendas.

Em qualquer discussão mais ampla sobre os rumos da política pernambucana, a formação de alianças ou a organização das forças partidárias do Nordeste, o grupo de Eduardo da Fonte precisa ser considerado. É uma liderança que não leva apenas o próprio voto para a mesa. Leva uma representação política, parlamentares, relações institucionais e uma estrutura construída ao longo de anos. Em linguagem direta, quando o assunto é a política de Pernambuco, seu grupo fala alto e tem condições de sentar à mesa para defender seus interesses. Essa é uma das razões pelas quais sua influência não pode ser medida exclusivamente pelo resultado de uma candidatura.

Outro elemento importante de sua trajetória está nas bandeiras que escolheu defender. A saúde tornou-se uma das principais marcas de sua atuação parlamentar. Ao longo dos mandatos, direcionou esforços para a destinação de recursos a hospitais, aquisição de equipamentos, fortalecimento de serviços públicos e ampliação do atendimento médico em Pernambuco. Instituições como o Hospital de Câncer de Pernambuco e o IMIP integram o universo de entidades relacionadas às suas iniciativas parlamentares.

A inclusão de pessoas com deficiência e o atendimento às famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista também ganharam espaço em sua agenda. A proposta das Casas Azuis, voltadas ao atendimento multiprofissional de pessoas com autismo, representa uma das iniciativas associadas à sua atuação nessa área. Educação, segurança pública, direitos dos trabalhadores, desenvolvimento regional e fortalecimento dos municípios também aparecem entre os temas de seu trabalho legislativo. São pautas que permitem ao parlamentar estabelecer diálogo com diferentes segmentos da sociedade e com gestores públicos de várias regiões.

Na política, a capacidade de construir alianças também é um elemento importante. Eduardo atravessou diferentes composições nacionais e estaduais, estabelecendo relações com lideranças de campos políticos distintos. Em Pernambuco, sua participação na composição que apoiou Raquel Lyra na disputa de 2026 demonstrou a presença do Progressistas nas articulações estaduais. Em Brasília, o relacionamento com dirigentes nacionais e parlamentares de diferentes partidos reforça sua experiência no ambiente de negociação política.

A disputa pelo Senado em 2026 representou uma tentativa de ampliar seu espaço institucional. Eduardo deixou temporariamente de olhar apenas para a Câmara e entrou na corrida por uma das duas vagas que Pernambuco tinha em disputa. O resultado não foi o esperado. O estado elegeu Humberto Costa e Marília Arraes, enquanto Eduardo terminou a disputa sem conquistar a cadeira. Ainda assim, recebeu mais de 1,28 milhão de votos, uma votação expressiva que demonstra sua presença eleitoral no estado.

Entre seus apoiadores, ficaram questionamentos sobre a engenharia política da disputa, os movimentos de última hora e a configuração das candidaturas. Há interpretações de que uma arquitetura política teria prejudicado seu projeto. Mendonça Filho também esteve no centro das discussões sobre a composição da disputa, mas não existe comprovação pública de que tenha coordenado uma ação deliberada para inviabilizar a candidatura de Eduardo. É necessário separar a leitura dos bastidores de qualquer acusação que não esteja documentalmente demonstrada.

O fato concreto é que o Senado não veio. Mas Eduardo continua deputado federal, com mandato até janeiro de 2027, e conserva sua experiência parlamentar, sua posição partidária e sua estrutura de relações políticas. O resultado eleitoral não retirou do Progressistas pernambucano sua representação nem desfez o grupo que o parlamentar construiu ao longo dos anos.

É nesse cenário que começa a discussão sobre o governo Lula 4.0. Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, Brasília volta a ser palco de negociações sobre a formação do Executivo federal, a participação dos partidos e a construção de uma base parlamentar capaz de garantir governabilidade. O Progressistas e a federação União Progressista terão de definir seus movimentos diante do novo governo. Não existe adesão automática da legenda nem confirmação pública de convite a Eduardo da Fonte para ocupar um cargo federal. Entretanto, sua experiência parlamentar, seu histórico de liderança e sua capacidade de articulação colocam seu nome entre aqueles que podem ser observados em uma eventual negociação política.

Uma possível missão no Executivo federal, seja em um ministério, em uma estrutura estratégica ou em outra função administrativa, representaria uma nova etapa de sua trajetória. Saúde, energia, infraestrutura e articulação institucional são áreas que dialogam com sua experiência no Congresso. Mais do que ocupar um cargo, o desafio seria transformar conhecimento político e legislativo em capacidade de gestão, execução e entrega de políticas públicas.

A possibilidade de participar do governo Lula 4.0 também precisa ser analisada pelo peso do grupo que Eduardo representa. Um dirigente que reúne deputados federais, estaduais, prefeitos e lideranças municipais tem uma dimensão de articulação diferente daquela de um parlamentar isolado. A negociação política em Brasília não considera somente currículos individuais. Também observa a capacidade de diálogo, a representação partidária e a força dos grupos que participam da construção de acordos.

Existe ainda uma dimensão humana nessa caminhada. A fé em Deus, a perseverança e a confiança no próprio trabalho fazem parte da narrativa de superação que acompanha a imagem pública de Eduardo da Fonte. Na política, ninguém constrói uma trajetória longa sem enfrentar disputas, frustrações, divergências e momentos de incerteza. A diferença está na maneira como cada liderança reorganiza seus passos e encontra novas possibilidades.

Eduardo chegou ao Congresso em 2007, ocupou a Mesa Diretora, comandou comissão estratégica, presidiu uma CPI de repercussão nacional, liderou seu partido e construiu uma estrutura política em Pernambuco que ganhou uma nova dimensão com a eleição de Lula da Fonte. Agora, diante de um novo
cenário nacional, seu nome volta a ser observado.

NA LUPA: A história de Eduardo da Fonte não pode ser contada apenas pela candidatura ao Senado em 2026. Precisa ser analisada pelo conjunto de sua atuação, pelos espaços de liderança que conquistou, pelas relações institucionais que construiu e, principalmente, pelo grupo político que representa. Seu patrimônio não está somente nos mandatos que exerceu, mas também na capacidade de reunir parlamentares, lideranças e forças municipais em torno de um projeto político.

A eleição de Lula da Fonte ampliou essa estrutura e estabeleceu uma nova geração dentro do grupo. Pai e filho passaram a dividir responsabilidades e espaços de representação, combinando experiência e renovação. É uma estrutura que faz o Progressistas pernambucano ter presença nas grandes conversas estaduais e nacionais. Quando a discussão envolve Pernambuco e o Nordeste, Eduardo tem representação para se sentar à mesa, defender seus interesses e fazer sua voz ser ouvida.

A fênix é a metáfora de um político que enfrenta uma derrota eleitoral sem necessariamente perder sua capacidade de atuação. Eduardo não chegou ao Senado, mas continua com mandato, experiência, liderança partidária e um grupo que fala alto. O próximo capítulo pode ser escrito na Câmara, na direção do PP ou em uma eventual missão no Executivo federal.

Na política, algumas histórias não terminam quando as urnas fecham. Elas simplesmente mudam de capítulo. E Eduardo da Fonte, com sua trajetória, seus aliados, sua fé e sua estrutura política, continua no jogo de Brasília.

Edney Souto | Coluna Na Lupa
Blog do Edney — A notícia verdade. Você atualizado o tempo todo.

domingo, 1 de novembro de 2026

MARÍLIA ARRAES NÃO QUER SER COADJUVANTE: SENADORA ELEITA ADMITE NOVOS CAMINHOS E PODE DEIXAR O PDT SE HOUVER FEDERAÇÃO COM O PSB

A movimentação nacional para aproximar PDT e PSB abriu uma frente de tensão na política pernambucana. No centro dessa discussão está Marília Arraes, senadora eleita com mais de 2,3 milhões de votos, que não estaria disposta a trocar sua autonomia política por uma acomodação partidária que possa limitar seus próximos passos.

A possibilidade de federação entre as duas legendas, conduzida nacionalmente por Carlos Lupi, presidente do PDT, e João Campos, presidente nacional do PSB, encontrou resistência justamente em Pernambuco. Marília, que também preside o PDT estadual, não vê com bons olhos a união e, segundo informações divulgadas por veículos que acompanham os bastidores políticos, já teria sinalizado a pessoas próximas que poderá deixar a legenda caso o acordo seja confirmado.

A questão é delicada. O PDT não alcançou a cláusula de desempenho nas eleições de 2026 e precisa encontrar uma alternativa para preservar sua estrutura política nacional. A federação com o PSB aparece como uma das saídas discutidas, mas aquilo que pode representar uma solução institucional para o partido também pode criar um problema político para Marília.

A senadora eleita não pretende construir seu futuro dependendo das decisões de um grupo no qual o PSB teria maior peso. A preocupação envolve o comando partidário, a liberdade para formar alianças e, principalmente, a possibilidade de participar das próximas disputas eleitorais sem ficar subordinada aos interesses de João Campos.

O episódio também demonstra que a aproximação eleitoral entre os dois grupos não eliminou antigas diferenças. Marília integrou a chapa de João Campos na disputa estadual de 2026, mas os relatos de bastidores apontam que a convivência política continuou marcada por desconfortos. Entre os episódios mencionados está a ausência da senadora eleita em um encontro promovido pelo socialista durante o segundo turno presidencial. Os envolvidos não confirmaram publicamente esses relatos.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, entrou nessa discussão e surpreendeu ao acompanhar Marília. Mesmo tendo defendido durante anos uma federação entre PDT e PSB, decidiu votar contra o avanço da proposta na reunião nacional realizada em 27 de outubro. Wolney argumentou que Marília conquistou legitimidade política com sua eleição e que não se sentiria confortável em contrariar a posição da dirigente pernambucana.

O PSDB aparece entre as alternativas mencionadas nos bastidores, assim como Avante, Solidariedade e PRD. Ainda não existe anúncio oficial de mudança partidária, mas a possibilidade passou a integrar as conversas sobre o futuro da senadora.

Há também uma questão estratégica: 2028. Marília já disputou a Prefeitura do Recife em 2020 e poderá voltar a ter o comando da capital como horizonte político. Com oito anos de mandato no Senado pela frente, ela tem tempo para organizar sua atuação e construir novas alianças.

Outro detalhe importante é que senadores, por serem eleitos pelo sistema majoritário, não estão sujeitos à mesma regra de fidelidade partidária aplicada aos parlamentares eleitos pelo sistema proporcional. Isso amplia as possibilidades de movimentação partidária durante o mandato.

A decisão do PDT ainda não está tomada. A direção nacional autorizou o avanço das negociações, e a Executiva terá papel determinante na definição dos próximos passos. Uma eventual federação também precisará cumprir os procedimentos legais e obter aprovação da Justiça Eleitoral.

O que se desenha, portanto, é uma disputa que vai além da sobrevivência do PDT. De um lado, João Campos trabalha pela construção de uma federação capaz de fortalecer nacionalmente o PSB. Do outro, Marília Arraes quer preservar o espaço político que conquistou nas urnas e manter liberdade para decidir seu próprio caminho.

Na política pernambucana, a mensagem dos bastidores é clara: Marília não quer apenas uma legenda para chamar de sua. Quer ter voz, comando e protagonismo nas decisões.

E se a federação com o PSB significar abrir mão disso, a senadora eleita poderá procurar outra casa partidária.

Por Edney Souto | Blog do Edney

DOMINGÃO DE BOAS NOTÍCIAS: EUDSON CATÃO VISITA SAMUEL SALGADO, QUE SE RECUPERA DE INTERNAÇÃO, E AMIZADE É CELEBRADA COM O L DE LULA

Uma fotografia que reúne amizade, carinho, recuperação e um registro político após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas.

O domingão começou com uma daquelas notícias que aquecem o coração e merecem espaço no Blog do Edney. Uma fotografia do ex-prefeito de Palmeirina, Eudson Catão, ao lado do também ex-prefeito Samuel Salgado, de Angelim, chamou a atenção e trouxe uma excelente notícia: Samuel está se recuperando bem depois de enfrentar um período de internação hospitalar.

Na imagem, os dois amigos aparecem juntos, demonstrando a alegria do reencontro e fazendo o tradicional L, símbolo utilizado pelos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O registro ganha um significado especial por acontecer poucos dias depois da vitória de Lula na eleição presidencial do último dia 25 de outubro.

Samuel Salgado passou por um período delicado de saúde e chegou a ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Unimed, no Recife. No dia 20 de outubro, o jornalista Roberto Almeida divulgou uma conversa com o ex-prefeito, que demonstrava esperança e disposição para superar aquele momento. A boa notícia chegou no dia 23, quando Samuel recebeu alta hospitalar e iniciou a recuperação em casa.

A visita de Eudson Catão representa mais do que um encontro entre duas lideranças conhecidas do Agreste Meridional. É também uma demonstração de consideração, companheirismo e amizade, valores que permanecem importantes mesmo diante das disputas e diferenças que fazem parte da vida pública.

Eudson Catão, que construiu uma trajetória política em Palmeirina, onde foi prefeito e exerceu liderança regional, é conhecido também pelas relações de amizade que mantém no meio político pernambucano. Samuel Salgado, por sua vez, governou Angelim por três mandatos e possui uma história de participação na vida pública do município.

E assim, entre um abraço, um sorriso e o L de Lula, a fotografia acabou reunindo dois motivos para comemorar: a recuperação de um amigo querido e a alegria de um momento político que também foi celebrado pelos dois.

NA LUPA 🔎 O Blog do Edney registra com muita satisfação esse encontro. Samuel, meu amigo, que Deus continue abençoando sua vida, fortalecendo sua saúde e permitindo uma recuperação completa. É muito bom receber notícias assim!

Um abraço especial a Eudson Catão pela visita e pela demonstração de amizade.

Vida longa à amizade, saúde para Samuel e que venham muitos outros domingos de boas notícias!

Edney Souto
Equipe Blog do Edney
Você atualizado o tempo todo!

COTADO AO MINISTÉRIO DA CULTURA, WAGNER MOURA NUNCA EXERCEU CARGO PÚBLICO NA CARREIRA

O nome do ator baiano Wagner Moura começou a circular nos bastidores de Brasília como uma das possibilidades para assumir o Ministério da Cultura no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o artista está entre os cotados para comandar a pasta, atualmente chefiada por Margareth Menezes.

Apesar do reconhecimento nacional e internacional, Moura nunca exerceu funções na administração pública. O ator não possui histórico como secretário, diretor de fundações ou ocupante de qualquer outro cargo em órgãos governamentais, o que chama atenção diante da possibilidade de assumir uma das principais estruturas do governo federal voltadas ao setor cultural.

Outros nomes também aparecem nas especulações sobre a sucessão de Margareth Menezes. Entre eles estão o cantor Chico César e a atriz Maria Marighella (PT-BA), deputada federal eleita. A atual ministra está à frente da pasta desde 2023, quando o governo Lula recriou o Ministério da Cultura no início do terceiro mandato presidencial.

O baiano ganhou ainda mais destaque após receber uma indicação ao Oscar de Melhor Ator e conquistar o Globo de Ouro por sua atuação em “O Agente Secreto”. Além da trajetória artística, o ator também se envolveu diretamente nas discussões políticas durante o período eleitoral deste ano.

Durante a campanha em apoio ao petista, Moura participou de uma mobilização de artistas brasileiros que encaminharam uma carta à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

No documento, os profissionais manifestaram preocupação com os impactos que atribuíam à política cultural do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demonstraram receio diante de uma eventual vitória do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL).

O ator também integrou a série “Revelando”, produção que abordou denúncias de um suposto complô que envolve o senador do PL e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os interesses brasileiros. Em um dos episódios, o artista apresentou críticas relacionadas à exploração de recursos naturais e à disputa econômica entre norte-americanos e chineses.

Hoje você vai descobrir a história de um complô pra saquear o Brasil. Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa, e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos. De cada dez quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vêm da China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e um monte de outras coisas”, afirmou Wagner em um dos episódios.
Do jornalismo à carreira artística
Nascido em Salvador, em 27 de junho de 1976, Wagner Maniçoba de Moura cresceu em uma família de origem simples. Filho de José Moura, sargento da Aeronáutica, e Alderiva Maniçoba, dona de casa, o artista passou parte da infância no município de Rodelas, no interior da Bahia, antes de retornar à capital durante a adolescência.

Antes de conquistar espaço no cinema e na televisão, Wagner também trilhou um caminho ligado à comunicação. O baiano se formou em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas teve uma passagem curta pela profissão.

Um dos trabalhos do artista na área foi como repórter de celebridades no programa “Michele Marie Entrevista", exibido pela TV Bahia e apresentado por Michelle Marie, que foi casada com Luís Eduardo Magalhães, filho do ex-senador Antonio Carlos Magalhães.

ANDERSON FERREIRA SAI EM DEFESA DO PL E COBRA RESPEITO À DIREITA, MAS SILENCIA SOBRE FUGA DE FLÁVIO BOLSONARO

Presidente do PL em Pernambuco reage às críticas de Carlos Veras, exibe força eleitoral da legenda e evita entrar na polêmica envolvendo o senador que deixou o Brasil após a derrota nas urnas.
Na política, até o silêncio fala. E, em determinados momentos, fala bastante.

O presidente do PL em Pernambuco e deputado federal eleito, Anderson Ferreira, resolveu entrar em campo para defender o partido das críticas feitas pelo deputado federal Carlos Veras, presidente estadual do PT. Em resposta às declarações do adversário, o dirigente liberal cobrou respeito à direita e à legenda, mas chamou atenção por um detalhe: não disse uma palavra sobre a saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos depois da derrota na eleição presidencial.

Anderson classificou as declarações de Veras como “absolutamente descabidas” e aproveitou para lembrar o tamanho político conquistado pelo PL nas urnas. A legenda saiu das eleições como a maior força partidária do Congresso Nacional, com 121 deputados federais e 29 senadores.

O recado foi direto: o PL não aceita ser tratado como uma força política sem representatividade e pretende continuar ocupando espaço no debate nacional.

Com 185.429 votos, Anderson Ferreira também chega a Brasília com credenciais eleitorais de peso. Foi o deputado federal mais votado do seu campo ideológico em Pernambuco e o terceiro colocado no ranking geral. Ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes por dois mandatos e candidato ao Governo do Estado em 2022, ele volta ao Congresso com capital político para assumir protagonismo na oposição pernambucana.

Mas existe uma questão que não passou despercebida nos bastidores.

Ao defender o PL, Anderson preferiu não defender Flávio Bolsonaro. O senador, derrotado na disputa presidencial, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, numa movimentação que provocou desconforto dentro da própria legenda. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, chegou a se posicionar contra a viagem e afirmou que a decisão aconteceu sem autorização da direção partidária.

O próprio PL reconheceu oficialmente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, evitando embarcar em novas contestações sem provas sobre o resultado eleitoral.

A postura de Anderson parece seguir uma estratégia bem definida: defender a instituição, preservar o espaço político da direita e evitar que o PL pernambucano seja arrastado para todas as polêmicas envolvendo a família Bolsonaro.

Afinal, uma coisa é fazer oposição ao governo Lula. Outra, bem diferente, é assumir o custo político de cada movimento de Flávio Bolsonaro.

NA LUPA: Anderson Ferreira quer mostrar que o PL tem força, votos e musculatura para fazer oposição. E tem. Mas o silêncio sobre Flávio também é uma mensagem. Em política, quando um dirigente escolhe cuidadosamente o que dizer e, principalmente, o que não dizer, dificilmente é por acaso.

NIKOLAS FERREIRA IRONIZA PROJETO DO PT CONTRA DISCRIMINAÇÃO POLÍTICA: “CHAMAR PETISTA DE JUMENTO VAI DAR CADEIA”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) encontrou mais um motivo para subir o tom contra o PT. Nesta sexta-feira (30), o parlamentar criticou um projeto de lei apresentado pela bancada petista na Câmara dos Deputados que pretende criminalizar práticas de discriminação motivadas por voto ou convicção política. Com ironia e provocação, Nikolas resumiu sua insatisfação em uma frase que rapidamente chamou atenção: “Chamar petista de jumento vai te levar para a cadeia”.

Na sequência, o deputado questionou o que considera um tratamento desigual entre os campos políticos. “Mas eles podem nos chamar de genocidas, fascistas, nazistas”, acrescentou, numa crítica direta ao que classifica como uma tentativa de impor limites à liberdade de manifestação política.

A proposta foi protocolada na quinta-feira (29), sob liderança do deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder do partido na Câmara, e conta com a assinatura de outros 64 parlamentares. O texto pretende criar um tipo penal específico para combater a discriminação política nas relações de trabalho e nas atividades econômicas.

Na prática, o projeto quer punir quem organizar, divulgar ou compartilhar listas de pessoas identificadas por suas posições políticas com a finalidade de provocar demissões, impedir contratações, prejudicar atividades profissionais ou estimular boicotes comerciais. Também entram na mira empregadores que recusarem candidatos ou demitirem funcionários por causa de suas convicções políticas.

Outro ponto previsto é a punição para situações de constrangimento destinadas a obrigar alguém a revelar o próprio voto, além do monitoramento de manifestações políticas com finalidade discriminatória e ameaças de inclusão em listas de boicote.

A pena básica prevista é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Quando as condutas forem praticadas por redes sociais, aplicativos de mensagens, meios de comunicação ou publicações, a punição poderá chegar a seis anos.

O projeto ainda estabelece agravantes, com aumento de um terço até a metade da pena, quando houver atuação coordenada de três ou mais pessoas, participação de agentes públicos ou detentores de mandato, prejuízo econômico ou profissional à vítima, cinco ou mais pessoas atingidas ou acordos entre empresários para promover discriminação.

A proposta também modifica a Lei nº 9.029/1995, que trata da proibição de práticas discriminatórias nas relações de trabalho, para incluir expressamente o voto e a convicção política entre os motivos protegidos.

O debate promete esquentar os corredores de Brasília. De um lado, o PT sustenta a necessidade de proteger trabalhadores contra perseguições e retaliações por suas escolhas políticas. Do outro, Nikolas e setores da oposição enxergam risco de restrição à liberdade de expressão e questionam os limites que a legislação pretende estabelecer.

No meio dessa disputa, uma questão merece atenção: proteger alguém de perseguição política no emprego é uma coisa; transformar insultos e provocações do cotidiano em assunto de polícia é outra. O texto ainda precisará enfrentar o debate parlamentar e jurídico sobre seus limites, sua aplicação e a preservação da liberdade de expressão.

Em Brasília, até chamar o adversário de jumento virou assunto de projeto de lei. E a temperatura política continua subindo.

ALCOLUMBRE MARCA VOTAÇÃO DA PEC DA SEGURANÇA NO SENADO, MAS IMPASSE SOBRE MAIORIDADE PENAL CONTINUA

A segurança pública volta ao centro das atenções do Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, mas o caminho até a aprovação ainda passa por uma disputa que divide governo e oposição: a redução da maioridade penal.

O principal ponto de divergência é a possibilidade de estabelecer em 14 anos a idade mínima para responsabilização penal em determinadas situações. A discussão provocou resistência entre os parlamentares e acabou retirando a proposta da pauta anterior, diante da falta de consenso sobre o tema.

A PEC tem como objetivo ampliar a participação do governo federal no combate ao crime organizado, fortalecer a integração entre as forças policiais e reorganizar as atribuições dos entes federativos na área da segurança pública. A iniciativa é considerada uma das principais apostas do governo Lula para enfrentar a criminalidade em âmbito nacional.

O problema é que a discussão sobre a maioridade penal ameaça contaminar toda a votação. Enquanto setores da oposição defendem mudanças mais amplas nas regras atuais, integrantes do governo tentam evitar que esse ponto impeça o avanço das demais medidas previstas no texto.

Diante do impasse, uma das alternativas em discussão é fatiar a proposta. A estratégia permitiria aprovar e promulgar os dispositivos que já contam com entendimento entre os parlamentares, deixando a discussão sobre a maioridade penal para uma tramitação separada na Câmara dos Deputados.

A decisão de Alcolumbre de colocar novamente a matéria na pauta mostra que o Senado pretende retomar o debate, mas não elimina as dificuldades de negociação. O governo quer avançar com o novo desenho da segurança pública, enquanto a oposição tenta garantir espaço para suas propostas de endurecimento da legislação penal.

Na próxima terça-feira, o plenário terá diante de si uma discussão que vai muito além de uma votação constitucional. O desafio será encontrar um caminho para fortalecer o combate ao crime organizado sem transformar a PEC em refém de uma disputa política sobre a redução da maioridade penal.

VINI CASTELLO RECONHECE ERRO NA ESTRATÉGIA DE JOÃO CAMPOS E DIZ QUE CHAPA DEVERIA TER ATRAÍDO A DIREITA

Deputado estadual eleito pelo PCdoB admite que a composição exclusivamente de esquerda pode ter afastado eleitores de centro e da direita. Declaração expõe uma das fragilidades da campanha da Frente Popular em Pernambuco.
A derrota de João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco continua produzindo reflexões dentro do próprio campo político que sustentou sua candidatura. E uma das avaliações mais interessantes veio justamente de um aliado que participou da disputa: o deputado estadual eleito Vini Castello, do PCdoB.

Em entrevista ao Podcast Dose Dupla, Castello reconheceu que a estratégia adotada pela Frente Popular na montagem da chapa majoritária poderia ter seguido outro caminho. Sem esconder sua avaliação, o parlamentar afirmou que teria buscado uma composição mais ampla, com espaço para nomes de centro e até da direita.

Na avaliação de Vini, a escolha por uma chapa formada exclusivamente por forças de esquerda acabou deixando de lado uma parcela importante do eleitorado pernambucano. Uma decisão política que, diante do resultado das urnas, merece ser analisada.

“Eu faria diferente. Colocaria alguém mais ao centro, até mesmo à direita para poder também fazer um gesto para a outra parcela da população”, afirmou.

O deputado eleito também fez questão de esclarecer que não participou das decisões estratégicas da campanha e não teve influência na montagem da chapa. “Eu não estava na coordenação. Eu não optei”, declarou.

A fala tem peso porque não vem de um adversário de João Campos, mas de alguém que esteve no mesmo palanque e agora reconhece publicamente que a estratégia poderia ter sido outra.

O CENTRO FICOU DE FORA DA CONTA

João Campos chegou a ensaiar uma composição mais abrangente, com a possibilidade de incorporar o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) à chapa. A articulação, entretanto, não avançou como inicialmente esperado.

Com as movimentações políticas envolvendo Marília Arraes (PDT) e Silvio Costa Filho (Republicanos), que também dialogaram com Raquel Lyra (PSD), o desenho da oposição tomou outro rumo.

João terminou apostando na identidade política do chamado Time de Lula, fortalecendo a ligação com o campo progressista, mas deixando em segundo plano uma aproximação mais consistente com setores de centro e centro-direita.

É justamente nesse ponto que a declaração de Vini Castello ganha importância. A eleição mostrou que não basta reunir forças tradicionais de esquerda para construir uma maioria eleitoral. Em uma disputa estadual, ampliar alianças também significa conversar com quem não pensa exatamente da mesma maneira.

UMA DERROTA QUE AINDA PRECISA SER DIGERIDA

Mesmo lamentando o resultado de João Campos, Vini destacou as vitórias de Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) para o Senado, que, segundo ele, terão papel importante diante do avanço da direita no Congresso.

O parlamentar também reconheceu a dimensão da disputa, classificando a eleição como um confronto entre duas grandes forças políticas de Pernambuco.

A questão agora é saber se a avaliação feita pelo deputado eleito será absorvida pelo grupo de João Campos ou se ficará apenas como mais uma declaração depois de uma derrota eleitoral.

Na política, perder uma eleição é uma coisa. Entender por que perdeu é outra. E, pelo visto, dentro da própria Frente Popular já existe quem tenha começado a fazer essa conta.

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