sábado, 3 de janeiro de 2026

EDUARDO BOLSONARO DISPARA CONTRA LULA APÓS CAPTURA DE MADURO PELOS EUA

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a causar forte repercussão nas redes sociais neste sábado (3) ao comentar a informação de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, teria sido capturado pelas autoridades dos Estados Unidos. Usando um tom contundente, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aproveitou o episódio para atacar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros líderes latino-americanos ligados ao Foro de São Paulo.

Em publicação que rapidamente se espalhou entre apoiadores, Eduardo classificou o regime venezuelano como peça central da articulação política da esquerda no continente. Segundo ele, a queda de Maduro representaria um abalo profundo na estrutura do Foro de São Paulo, entidade que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do Caribe. Na mensagem, o ex-parlamentar afirmou que, com Maduro “capturado vivo”, Lula, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e outros integrantes do bloco político enfrentariam “dias terríveis”, finalizando o texto com a frase “Viva a liberdade!”.

A declaração foi interpretada por aliados do governo federal como uma ameaça política direta e mais um capítulo da escalada de ataques verbais promovidos por Eduardo Bolsonaro contra o presidente brasileiro. Críticos destacam que o deputado cassado frequentemente utiliza episódios internacionais para reforçar seu discurso ideológico, associando governos de esquerda da região a regimes autoritários e crises políticas.

O Foro de São Paulo, citado na publicação, foi criado em 1990 e historicamente funciona como um espaço de debates e articulação entre legendas progressistas latino-americanas. Apesar disso, o grupo é constantemente alvo de críticas de setores conservadores no Brasil, que o acusam de atuar como uma espécie de coordenação política regional da esquerda, narrativa rejeitada por seus integrantes.

A postagem de Eduardo Bolsonaro intensificou o debate político nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores, que celebraram o tom combativo, e opositores, que classificaram a fala como irresponsável e inflamatória. Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem representantes oficiais do Foro de São Paulo se pronunciaram sobre as declarações do ex-deputado.

UMARI VAI ACORDAR EM MOVIMENTO: JANJÃO CONVOCA POPULAÇÃO PARA A 1ª CORRIDA E CAMINHADA DE REIS NESTE DOMINGO

O distrito de Umari, em Bom Jardim, no Agreste pernambucano, já vive a expectativa para um domingo especial. No dia 4 de janeiro, a comunidade será tomada pelo espírito esportivo, pela fé e pela confraternização com a realização da 1ª Corrida e Caminhada de Reis, um evento que promete marcar o início do ano com saúde, animação e valorização das tradições locais.

A movimentação começa ainda de madrugada. A concentração está marcada para as 5h, na tradicional Praça dos Reis Magos, ponto simbólico do distrito, com largada prevista para as 6h. O percurso de 5 quilômetros foi pensado para integrar esporte e cotidiano, passando por locais conhecidos da população, como o Centro de Umari, a Rua da Igreja, a Entrada da Gruta, a Rodovia PE-90 e a região de Umari de Zezé, criando uma experiência que mistura esforço físico, paisagem e identidade comunitária.

Mais do que uma prova esportiva, a Corrida e Caminhada de Reis nasce com o objetivo de incentivar hábitos saudáveis, fortalecer os laços entre os moradores e resgatar o clima festivo que tradicionalmente marca o período de Reis. A proposta é simples e acessível: reunir atletas amadores, caminhantes, jovens, adultos e famílias inteiras em um mesmo percurso, celebrando o início do ano de forma positiva.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito Janjão apareceu ao lado dos organizadores reforçando o convite à população de Umari e de toda a região. O gestor destacou o caráter simbólico do evento e a importância de estimular a prática esportiva como política de bem-estar social. “É uma iniciativa que junta esporte, saúde, tradição e muita energia boa. Um jeito diferente e animado de começar o ano. Prepare o tênis, chame os amigos e venha fazer parte dessa primeira edição, que já entra para a história de Umari”, afirmou.

A expectativa é de grande participação popular, transformando o domingo em um verdadeiro encontro comunitário. Para os organizadores e para a gestão municipal, a Corrida e Caminhada de Reis chega como um novo marco no calendário local, com potencial para se consolidar como tradição nos próximos anos, fortalecendo o sentimento de pertencimento e orgulho da população de Umari.

LULA CONDENA AÇÃO DOS EUA NA VENEZUELA E ALERTA PARA “PRECEDENTE PERIGOSO” NO CENÁRIO GLOBAL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou na manhã deste sábado (3) de forma dura e enfática contra a operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou em bombardeios e na captura do presidente do país vizinho. Em nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula classificou a ação como uma grave violação do direito internacional e um risco concreto à estabilidade global.

Segundo o presidente brasileiro, os ataques ultrapassam limites inaceitáveis ao ferirem diretamente a soberania da Venezuela. Para Lula, a iniciativa norte-americana não se trata apenas de um episódio isolado, mas de um gesto que abre um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional, ao normalizar intervenções militares unilaterais contra Estados soberanos.

Na avaliação do chefe do Executivo, ações desse tipo enfraquecem o multilateralismo e colocam em xeque os princípios que sustentam a ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial. Lula alertou que o uso da força, em flagrante desrespeito às normas internacionais, empurra o mundo para um cenário de violência, instabilidade e caos, no qual prevalece a lei do mais forte em detrimento do diálogo entre as nações.

O presidente destacou ainda que a posição do Brasil é coerente com a linha diplomática histórica do país, que condena o uso da força como instrumento de resolução de conflitos. Ele lembrou que o governo brasileiro tem adotado o mesmo posicionamento em crises recentes ocorridas em outras regiões do planeta, reforçando a defesa do direito internacional e da solução pacífica de controvérsias.

Lula também fez um resgate histórico ao afirmar que a ação dos Estados Unidos remete aos piores períodos de interferência externa na América Latina e no Caribe, quando golpes e intervenções marcaram profundamente a trajetória política da região. Segundo ele, episódios como esse ameaçam diretamente o compromisso de preservar o continente como uma zona de paz, princípio defendido há décadas pelos países latino-americanos.

Ao final da manifestação, o presidente cobrou uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente da Organização das Nações Unidas (ONU), diante da gravidade do ocorrido. Lula afirmou que o Brasil condena oficialmente a operação militar e reiterou a disposição do país em contribuir para a construção de uma saída diplomática, baseada no diálogo, na cooperação e no respeito à soberania dos povos.

A declaração ocorre em meio à forte repercussão internacional do episódio e reforça o papel do Brasil como um dos principais defensores do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos no cenário global.

GOVERNO BRASILEIRO REALIZARÁ REUNIÃO DE EMERGÊNCIA SOBRE ATAQUES A VENEZUELA

O governo brasileiro deve realizar na manhã deste sábado (3) reunião de emergência no Itamaraty, em Brasília, para debater os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. O encontro terá a participação de diplomatas e militares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará por vídeo e pediu para ser informado sobre todos os detalhes. O chefe do Executivo também avalia antecipar o retorno a Brasília.

O ataque "de grande escala" foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por meio das redes sociais neste sábado. Segundo ele, o ditador Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país.

A ação norte-americana foi realizada durante a madrugada. O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Em resposta aos ataques, o governo venezuelano declarou emergência nacional e mobilizou planos de defesa, enquanto o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, prometeu resistir à presença de tropas estrangeiras.

Nos últimos meses, a tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela cresceu após o Pentágono deslocar um grande contingente militar e atacar embarcações no Caribe, com a justificativa de combate ao narcotráfico.


TRUMP DIZ QUE EUA CAPTURARAM MADURO EM “OPERAÇÃO BRILHANTE” E ELEVA TENSÃO INTERNACIONAL

Em declarações que sacudiram o cenário geopolítico neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas realizaram uma grande operação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A afirmação foi feita inicialmente em uma postagem na rede social Truth Social e reforçada poucas horas depois em entrevista por telefone ao jornal The New York Times.

Segundo Trump, a ação teria sido conduzida com alto nível de planejamento e execução. “Muito bom planejamento e muitas tropas excelentes e pessoas excelentes. Foi uma operação brilhante, na verdade”, declarou o presidente ao jornal norte-americano, sem entrar em detalhes sobre como a operação foi realizada ou onde Maduro estaria detido após ser retirado do país.

Na publicação feita nas redes sociais, Trump escreveu que “os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela” e que Nicolás Maduro e a esposa teriam sido capturados e levados para fora do território venezuelano. O presidente norte-americano acrescentou que a ação contou com o envolvimento de forças policiais dos EUA e prometeu divulgar mais informações “em breve”.

Questionado pelo New York Times sobre uma eventual autorização do Congresso dos Estados Unidos para a operação militar, Trump evitou responder. Disse apenas que trataria do tema em uma coletiva de imprensa marcada para Mar-a-Lago, às 13h no horário de Brasília, o que aumentou ainda mais a expectativa em torno dos desdobramentos políticos e institucionais do caso.

As reações internacionais começaram a surgir rapidamente. A Rússia condenou duramente o que classificou como um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela, elevando o tom diplomático e sinalizando possíveis repercussões no já delicado equilíbrio internacional. Em sentido oposto, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou publicamente a ação anunciada por Trump, alinhando-se ao discurso crítico ao governo venezuelano.

Dentro do próprio governo norte-americano, declarações também reforçaram a narrativa adotada pela Casa Branca. O vice-secretário de Estado afirmou que Maduro, a quem chamou de “tirano”, deverá “enfrentar a justiça”, sugerindo que o destino do líder venezuelano passaria por instâncias judiciais internacionais ou norte-americanas.

Enquanto isso, relatos de explosões ouvidas em Caracas aumentaram o clima de apreensão na capital venezuelana, embora ainda não haja informações oficiais independentes que confirmem a dimensão dos danos ou das ações militares no local. A ausência de um posicionamento formal imediato do governo venezuelano contribui para a incerteza e alimenta especulações sobre a real situação no país.

Com declarações fortes, reações globais imediatas e muitas perguntas ainda sem resposta, o episódio inaugura um novo capítulo de tensão nas relações entre Estados Unidos e Venezuela, com potencial de impactar toda a geopolítica da América Latina e além.

CHUVA RENOVA A ESPERANÇA E TRAZ ALÍVIO AO DISTRITO DE RAJADA, NO SERTÃO DE PERNAMBUCO

Depois de um longo período marcado por sol intenso, calor extremo e escassez de água, a chuva finalmente caiu sobre o Distrito de Rajada, na zona rural de Petrolina, e transformou o cenário e o humor da população neste início de 2026. O que para muitos pode parecer apenas um evento climático comum, para os moradores da região de sequeiro teve sabor de conquista e renovação da esperança.

A precipitação, que durou vários minutos, foi suficiente para molhar o chão seco, fazer a água escorrer pelas ruas da comunidade e amenizar a sensação térmica que vinha castigando as famílias nas últimas semanas. Crianças correram para observar a água descendo pelas vias, agricultores suspenderam momentaneamente a rotina para agradecer e moradores celebraram o simples fato de sentir o cheiro da terra molhada, tão raro após meses de estiagem.

O alívio é ainda mais significativo porque Rajada enfrentou praticamente todo o ano passado sob os efeitos de uma seca prolongada, que afetou diretamente a produção agrícola, o abastecimento de água e a criação de animais. Para quem vive da terra e depende das chuvas para plantar e garantir o sustento, cada gota que cai do céu representa resistência e sobrevivência no semiárido pernambucano.

Apesar da alegria registrada na comunidade, a previsão do tempo para Petrolina e região indica que a chuva pode ter sido passageira. De acordo com a meteorologia, o fim de semana deve ser de céu predominantemente ensolarado, com possibilidade apenas de pancadas isoladas, sem expectativa de volumes significativos. Ainda assim, a chuva que caiu já cumpriu um papel simbólico importante: reacendeu a fé de quem não perde a esperança, mesmo diante das adversidades impostas pelo clima.

Em Rajada, o sentimento é de gratidão e expectativa. Enquanto o céu volta a abrir, os moradores seguem atentos às nuvens, na esperança de que novas chuvas cheguem e tragam não apenas alívio momentâneo, mas também melhores perspectivas para o campo, para os reservatórios e para a vida de quem resiste diariamente no Sertão.

DISCUSSÃO ENTRE VIZINHOS TERMINA EM MORTE E ELEVA CLIMA DE TENSÃO EM CANHOTINHO

A manhã desta quinta-feira (1º) foi marcada por mais um episódio de violência em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco. Um homem de 33 anos foi assassinado no bairro Novo, após uma discussão durante uma confraternização entre vizinhos, ampliando a preocupação com a segurança no município, que já soma três homicídios em menos de 24 horas.

Segundo informações repassadas à Polícia Militar, moradores da localidade estavam reunidos, consumindo bebidas alcoólicas, quando um desentendimento evoluiu para agressão física. No meio da confusão, José Clovis das Neves Cavalcanti foi atingido por golpes de faca. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.

O principal suspeito do crime é um vizinho da vítima, identificado como Adeildo Damião. De acordo com a polícia, ele deixou o local logo após o ocorrido e, até o momento, não foi localizado. Buscas estão sendo realizadas na tentativa de capturá-lo.

Ainda conforme os relatos policiais, a filha do suspeito também ficou ferida durante o tumulto. Ela teria sido atingida na cabeça por um golpe de faca desferido por outras pessoas que estavam no local e se revoltaram após a morte de José Clovis. A mulher foi socorrida, recebeu atendimento médico e, segundo os profissionais de saúde, não corre risco de morte.

Após a confirmação do óbito, o corpo de José Clovis foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, onde passará por exames.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias do crime, identificar todos os envolvidos na confusão e localizar o suspeito foragido. A sequência de homicídios em curto intervalo de tempo acende um alerta para as autoridades e para a população de Canhotinho, que vive dias de apreensão diante do aumento da violência.

CABROBÓ NO CENÁRIO DA GUERRA: PERNAMBUCANO SE JUNTA A BRASILEIROS NO CONFLITO DA UCRÂNIA

A guerra que redesenhou o mapa geopolítico da Europa também alcançou o Sertão pernambucano. Natural de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, Leandro Siqueira, conhecido como Léo, integra um grupo de brasileiros que desembarcou recentemente na Ucrânia para atuar diretamente no conflito armado contra a Rússia. A milhares de quilômetros de casa, o cabroboense vive uma realidade marcada pelo medo constante, pela destruição visível e por incertezas que fazem parte da rotina de quem está em uma zona de guerra.

Em contato com o Blog do Didi Galvão, parceiro do nosso veículo, Léo descreveu um país profundamente afetado pelos combates. Segundo ele, o cenário vai muito além do que é exibido em vídeos e fotos nas redes sociais ou nos noticiários internacionais. “A tensão é permanente. O barulho, o clima de alerta e a sensação de insegurança fazem parte do dia a dia”, relatou.

Antes de seguir para a Europa Oriental, Leandro atuava no Brasil como detonador de explosivos em obras de grande porte, experiência técnica que pesou em sua decisão de se voluntariar para apoiar as forças ucranianas. De acordo com o cabroboense, a escolha foi motivada pela percepção de que o país enfrenta enormes dificuldades e carece de apoio externo, tanto no aspecto militar quanto no humanitário.

Entre os primeiros obstáculos enfrentados pelos voluntários estrangeiros está a adaptação ao rigoroso inverno europeu. Acostumado ao clima quente do Nordeste, Léo conta que o frio intenso tem sido um desafio adicional, exigindo resistência física e mental. Ainda assim, ele afirma que o grupo segue firme, mesmo diante das condições adversas impostas pelo clima e pela própria guerra.

Leandro não está sozinho. No front de batalha, ele atua ao lado de outros brasileiros e de cidadãos de diferentes países da América Latina, integrando forças internacionais que participam das operações na linha de frente do conflito. A convivência multicultural, segundo ele, reforça o sentimento de solidariedade entre os voluntários, todos movidos por um mesmo propósito.

Ao compartilhar sua experiência, o cabroboense faz questão de destacar que a realidade da guerra é dura, imprevisível e muito mais severa do que se imagina à distância. Seu relato lança luz sobre um conflito que, apesar de ocorrer do outro lado do mundo, agora tem ligação direta com o Sertão pernambucano, por meio da trajetória de um conterrâneo que decidiu enfrentar uma das mais complexas crises internacionais da atualidade.