Um carnaval diferente

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

TRIO PERNAMBUCO MEU PAÍS ESTREIA NAS VIRGENS DO BAIRRO NOVO COM MICHELE ANDRADE

Abrindo alas do fevereiro carnavalesco, tradicional bloco de homens vestidos de mulher se concentra às 10h na Praça 12 de março, em Olinda, neste domingo (1° de fevereiro)

Com o acúmulo de sucesso das edições de inverno e verão, o Pernambuco Meu País estreia no Carnaval 2026 com trio elétrico puxado pela pernambucana Michele Andrade nas Virgens do Bairro Novo, em Olinda, epicentro da folia de momo. O tradicional desfile, que desde 1953 reúne homens vestidos com trajes femininos entregando muita irreverência e bom humor, abre alas do mês carnavalesco neste domingo, 1° de fevereiro, com concentração às 10h e saída às 11h, na Praça 12 de Março. O trio elétrico é uma ação do Governo de Pernambuco por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).

Prometendo elevar ao máximo a temperatura do desfile, acelerando todos os BPMs a céu aberto, Michele Andrade será a grande estrela do trio Pernambuco Meu País no bloco. Em repertório que vai do piseiro, passa pelo pagode, funk, frevo, passinho, swingueira e sertanejo, mesclando tudo isso a elementos do pop e do eletrônico, a cantora faz um mix de ritmos com um ballet que acompanha com maestria cada coreografia e inspira os foliões.

“Realizamos com sucesso a edição inverno do Pernambuco Meu País passando por dez cidades do interior do Estado, dando sequência com a edição verão que passou por Aldeia, Recife, São José da Coroa Grande e, neste fim de semana, chega ao Litoral Norte, em Itamaracá. Dando o ponta-pé inicial no Carnaval, levamos de forma inédita o Pernambuco Meu País ao bloco Virgens do Bairro Novo, com um trio elétrico exclusivo que levará muita alegria e irreverência ao público. A ação consolida como a gestão da governadora Raquel Lyra alcança a todos os públicos e territórios de Pernambuco, movimentando a economia local e fortalecendo a cultura como vetor de desenvolvimento e oportunidades”, ressalta a secretária de Cultura do Estado de Pernambuco, Cacau de Paula.

“A chegada do trio Pernambuco Meu País às Virgens do Bairro Novo representa um marco para o nosso desfile. Somos gratos ao Governo de Pernambuco por investir no Carnaval, valorizar os blocos tradicionais e fortalecer a cultura como política pública. Essa ação engrandece a festa, movimenta a cidade e reafirma o compromisso do Estado com a cultura popular e com o povo que faz o Carnaval acontecer”, destaca o presidente do bloco, Renato Feitosa.

Sobre as Virgens do Bairro Novo - Ao todo serão três orquestras de frevo embalando o público das Virgens do Bairro Novo este ano, além de atrações espalhadas pelos 12 trios elétricos do bloco. Entre os nomes confirmados estão Allan DiBôa, Kelvis Duran, Everton Freitas, André Marreta, Flay, Michele Andrade, Banda É Farra, Asas da América, Som da Terra, Renato Pires e Referson Rouche, e muito mais, garantindo diversidade musical e muita animação do começo ao fim. O bloco já contabiliza mais de 150 desfilantes inscritos para a competição das Virgens, que vão disputar em oito categorias, sendo elas: Luxo, Originalidade e a aguardada categoria Mais Sapeca. Uma comissão julgadora avaliará os desfilantes e definirá o 1º e 2º lugar de cada categoria. Os prêmios serão entregues em troféus e cheques simbólicos.

Sobre o Festival Pernambuco Meu País - Realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o Festival Pernambuco Meu País já realizou duas edições de inverno e está na primeira do verão, além dos palcos no Réveillon e, agora, dando início às ações de Carnaval. Realizado do Sertão ao Litoral, o projeto impacta diretamente cadeias produtivas como turismo, comércio, serviços, hospedagem e economia criativa, gerando renda, empregos temporários e visibilidade para os territórios. Reunindo artistas consagrados e novas vozes da cena local e nacional, o evento reforça o papel do Pernambuco Meu País como motor econômico, cultural e social. A edição de inverno, realizada entre julho e setembro, movimentou mais de R$ 200 milhões nas cidades por onde passou, evidenciando que a cultura é também um importante vetor de desenvolvimento. A edição de verão passou por Aldeia, Recife, São José da Coroa Grande e neste fim de semana acontece simultaneamente em Itamaracá (30, 31 de janeiro e 1° de fevereiro).


COMISSÁRIO AFASTADO É INVESTIGADO POR SUSPEITA DE VAZAMENTO E CONDUTA IRREGULAR EM APURAÇÃO SIGILOSA DA POLÍCIA CIVIL

O afastamento de um comissário da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) ganhou novos desdobramentos e ampliou a crise em torno de uma apuração preliminar que envolveu o nome de um integrante da gestão municipal do Recife. O policial, que já havia sido retirado de suas funções após ser flagrado em uma reunião classificada como “clandestina” com o ex-presidente da Câmara de Ipojuca — político que é investigado por suspeita de desvios milionários de emendas parlamentares — agora é alvo de um novo inquérito sob a suspeita de ter vazado informações sigilosas.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), o comissário integrava um grupo de WhatsApp com outros nove policiais civis no qual foram trocadas mensagens sobre uma investigação preliminar baseada em denúncia anônima. A apuração buscava esclarecer a informação de que um veículo locado pela Prefeitura do Recife estaria sendo utilizado, supostamente, para pagamentos de propina. O carro chegou a ser monitorado entre os meses de agosto e outubro de 2025, ainda segundo a SDS. O procedimento, porém, não evoluiu para a abertura formal de inquérito.

O caso veio a público no último domingo (25), após reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record. A matéria levantou a suspeita de que a Polícia Civil estaria monitorando adversários políticos da atual gestão estadual, o que provocou forte repercussão política e institucional. A narrativa foi rechaçada pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, que afirmou que a apuração seguiu parâmetros legais e que não houve qualquer direcionamento político na atuação policial.

Carvalho também declarou que a principal irregularidade identificada até o momento foi a quebra de sigilo das informações internas da Dintel. Segundo ele, há indícios de que o vazamento possa ter partido do comissário já afastado, hipótese que passou a ser investigada formalmente. “Houve violação do sigilo profissional. Muito provavelmente pelo policial que foi afastado em novembro e que estava passando informações para uma organização criminosa. Essa é uma hipótese que estamos apurando”, afirmou o secretário, ao confirmar a instauração de inquérito para apurar responsabilidades.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) também se manifestou no contexto das investigações. Conforme o órgão, o mesmo comissário é suspeito de ter sido cooptado para monitorar o andamento do inquérito que apura os supostos desvios milionários de emendas parlamentares na Câmara Municipal de Ipojuca. A informação reforça a linha de investigação sobre possível atuação indevida do policial em procedimentos sensíveis e de grande repercussão política.

Enquanto as apurações avançam, o caso expõe fragilidades na proteção de dados sigilosos dentro de setores estratégicos da segurança pública e levanta questionamentos sobre a conduta funcional de agentes responsáveis por investigações de alto impacto. A SDS sustenta que os fatos serão esclarecidos com base nas provas técnicas e documentais reunidas, e que eventuais responsabilidades individuais não comprometem a legalidade das ações institucionais da Polícia Civil.

O comissário investigado ainda não teve defesa pública detalhada divulgada sobre as novas suspeitas. O espaço permanece aberto para manifestações.

GOVERNO DE PERNAMBUCO CONCLUI A REQUALIFICAÇÃO DE MAIS DE 50 ESTRADAS


Por meio da Semobi, o PE na Estrada atinge a marca, com investimento superior a R$ 3 bilhões
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), com execução do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), atingiu a marca de mais de 50 obras de estradas finalizadas em todo o Estado. São obras de requalificação em todas as regiões de Pernambuco, que totalizam mais de 1.500 quilômetros já entregues à população.

O PE na Estrada chegou ao número de 51 obras concluídas, incluindo rodovias como a PE-001, no Forte Orange; PE-045, em Escada; PE-075, em Goiana; PE-170, em Lajedo; PE-095, em Limoeiro; e a PE-560, entre Bodocó e Sipaúba.

“É mais um recorde atingido na gestão da governadora Raquel Lyra. Já são mais de 1.500 quilômetros entregues, com mais de 50 rodovias totalmente requalificadas. É assim que temos trabalhado: recuperando nossa malha viária, que durante muito tempo ficou abandonada. Esses investimentos transformam a vida das pessoas e garantem o direito de ir e vir para quem precisa acessar educação, saúde e outros serviços”, afirmou o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho.
Com a descentralização dos investimentos, R$ 4,6 bilhões estão sendo aplicados em todas as regiões do Estado, com destaque para a Região Metropolitana do Recife, que recebeu R$ 1,5 bilhão na recuperação de estradas. Os três Agrestes (Meridional, Setentrional e Central) ultrapassaram a marca de R$ 1,2 bilhão. As Matas Norte e Sul somam quase R$ 1 bilhão em investimentos, enquanto os Sertões se aproximam da mesma marca.

O PE na Estrada é o maior programa de recuperação de rodovias da história de Pernambuco. Obras estruturantes, como o Arco Metropolitano e a Estrada de Aldeia, seguem em ritmo acelerado, com mais de 40 estradas atualmente em execução.

“CARNAVAL DE MENTIRAS”: ANTÔNIO MORAES REBATE OPOSIÇÃO E SAI EM DEFESA DA BIOGRAFIA DE RAQUEL LYRA

O deputado estadual Antônio Moraes subiu o tom contra o que classificou como um “carnaval de mentiras” promovido pela bancada de oposição ao Governo de Pernambuco. O parlamentar reagiu às críticas envolvendo o encerramento das atividades da empresa de transportes Logo Caruaruense, que pertenceu ao ex-governador João Lyra, pai da atual governadora Raquel Lyra. Segundo Moraes, adversários políticos estariam distorcendo informações para tentar desgastar a imagem da gestora.

De acordo com o deputado, ele buscou dados oficiais junto ao Detran-PE e a outros órgãos públicos para checar as acusações que vêm sendo disseminadas. A partir desse levantamento, afirmou que não há qualquer débito pendente relacionado aos veículos da empresa, nem referente a 2025 nem a exercícios anteriores. Também destacou que toda a frota estaria com o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) 2025 devidamente regularizado.

Moraes reforçou ainda que, conforme relatórios obtidos nos últimos dias, os ônibus da Caruaruense mantinham uma rotina rigorosa de manutenção. Ele relatou que os veículos passavam por revisões diárias e inspeções frequentes, além de cumprirem o calendário de revisões periódicas exigido. Na avaliação do parlamentar, os dados técnicos desmontariam a narrativa de irregularidades que estaria sendo propagada por opositores.

Em sua fala, o deputado foi além e afirmou que, historicamente, a frota da empresa era considerada uma das mais bem cuidadas do setor de transporte. Segundo ele, os ônibus chegavam a rodar mais de 400 mil quilômetros por mês com índice de falhas considerado extremamente baixo. Moraes também citou números ligados à sinistralidade, dizendo que os registros de ocorrências junto às seguradoras eram reduzidos, o que, de acordo com ele, se refletia na facilidade de renovação anual das apólices da empresa.

Para o parlamentar, a tentativa de vincular problemas administrativos ou operacionais à governadora não passa de estratégia política. Ele sustentou que Raquel Lyra não tem relação com a gestão da empresa e que sua trajetória pública não pode ser manchada por acusações que classificou como infundadas. “Estão tentando criar um fato político onde não existe. A biografia da governadora é limpa e construída com trabalho”, argumentou.

O embate amplia o clima de tensão entre governo e oposição na Assembleia Legislativa, em um momento em que temas administrativos e familiares têm sido levados ao debate político. Enquanto a oposição insiste em questionamentos, a base governista se mobiliza para apresentar dados técnicos e documentos que, segundo seus integrantes, desmontam as acusações e revelam o que chamam de uso político de informações distorcidas.

As declarações repercutiram nos bastidores da política estadual e devem alimentar novos capítulos do confronto entre as duas frentes nos próximos dias. As informações foram divulgadas inicialmente pelo Blog Edmar Lyra.

SDS REBATE ACUSAÇÃO DE “ESPIONAGEM”, DEFENDE LEGALIDADE DE APURAÇÃO E REFORÇA: NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) se posicionou publicamente nesta segunda-feira (26) para rebater as acusações de que a Polícia Civil teria realizado uma suposta “espionagem” contra o secretário de Articulação do Recife, Gustavo Monteiro, integrante da gestão do prefeito João Campos (PSB). A denúncia ganhou repercussão após reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, que apontou um monitoramento da rotina do secretário e a instalação de um rastreador em um veículo vinculado à Prefeitura do Recife.

Durante coletiva de imprensa, o secretário de Defesa Social, Alessandro de Carvalho, classificou a acusação como uma “narrativa falsa” e afirmou que o procedimento realizado pela Polícia Civil seguiu os protocolos legais adotados em situações que envolvem denúncias anônimas. Segundo ele, a corporação recebeu informações sobre um possível esquema de pagamento de percentuais indevidos relacionados a um contrato público, com a suspeita de que ocorreria um encontro em um estacionamento de shopping envolvendo um carro oficial do município.

De acordo com o secretário, por determinação judicial não é possível instaurar inquérito policial exclusivamente com base em denúncia anônima. Diante disso, foi criado um grupo de trabalho para realizar uma verificação preliminar dos fatos, prática que, segundo ele, é rotineira nas polícias civis estaduais e também na Polícia Federal. As diligências ocorreram entre agosto e outubro de 2025, envolvendo dez policiais — três delegados e sete agentes.

Alessandro de Carvalho ressaltou que, ao longo do período de apuração, não foi identificado qualquer ato ilícito. Segundo ele, o veículo citado na denúncia não participou de encontros que indicassem entrega de valores ou qualquer material relacionado ao teor da acusação. Com a ausência de indícios de irregularidade, o procedimento foi arquivado. “Você tem uma denúncia, precisa checar. Foi checado. Não se confirmou nada, então foi encerrado. Não existe investigação em curso sobre esse fato”, afirmou.

O titular da SDS também destacou que a atuação da Polícia Civil ocorreu dentro dos limites da legalidade e reforçou que nenhum cidadão ou agente público está acima da lei, mas que também não se pode presumir culpa sem elementos concretos. Para ele, a checagem preliminar é uma ferramenta legítima de proteção tanto do interesse público quanto das pessoas eventualmente citadas em denúncias sem comprovação.

Outro ponto abordado foi o vazamento de informações internas do grupo de trabalho, que teriam chegado à imprensa. A SDS informou que abriu investigação para apurar a possível divulgação indevida de dados protegidos por sigilo. Há suspeita de que o vazamento possa estar relacionado a um policial que integrava a equipe e que, posteriormente, foi afastado após ser flagrado em reunião com o então presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, investigado por supostos desvios de recursos públicos. Esse agente foi retirado do setor de inteligência, ouvido pelo Ministério Público por meio do Gaeco e colocado à disposição do setor de recursos humanos. Agora, um inquérito foi instaurado para esclarecer se houve quebra de sigilo funcional.

Em reação ao caso, a Prefeitura do Recife divulgou nota afirmando repudiar qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais para perseguição política. A gestão municipal classificou a situação como grave e declarou que adotará medidas administrativas e judiciais para defender seus servidores.

Enquanto as versões se contrapõem no campo político, a SDS sustenta que a atuação da Polícia Civil foi técnica, legal e dentro dos procedimentos padrão, reforçando que a função da instituição é apurar denúncias com responsabilidade, sem pré-julgamentos, e sempre sob o princípio de que a lei vale para todos.

GASTOS MILIONÁRIOS COM O CARNAVAL DO RECIFE VIRAM ALVO DE CRÍTICAS E ACENDEM DEBATE EM ANO ELEITORAL

O anúncio da programação oficial do Carnaval do Recife 2026, feito pela Prefeitura, ainda repercutia quando ganhou um novo capítulo no debate político local. Um dia após a divulgação, o vereador Eduardo Moura (NOVO) usou as redes sociais para criticar duramente o volume de recursos destinados à festa, que já somam R$ 19,4 milhões até o momento. A fala do parlamentar rapidamente ecoou entre opositores da gestão municipal e trouxe para o centro da discussão a prioridade dos gastos públicos em um ano marcado por eleições.

Segundo Moura, o valor previsto para o carnaval deste ano representa um salto expressivo em relação aos anos anteriores. Ele comparou os números atuais aos investimentos recentes da Prefeitura: R$ 8,5 milhões em 2025, R$ 7,8 milhões em 2024 e R$ 7,5 milhões em 2023. O levantamento foi apresentado inicialmente pelo líder da oposição na Câmara, vereador Felipe Alecrim, também do NOVO, e reforçado por Moura como exemplo de um crescimento que ele considera desproporcional.

A crítica ganha contornos ainda mais políticos diante da possível candidatura do prefeito do Recife ao Governo de Pernambuco. Para Eduardo Moura, o aumento dos gastos com eventos festivos em ano eleitoral levanta questionamentos sobre as prioridades da administração municipal. Em sua declaração, ele destacou que a cidade enfrenta problemas estruturais em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura urbana. “É um ano em que a prefeitura tem dívidas e o prefeito vai disputar o governo do estado. Já são R$ 19,4 milhões só até o começo de janeiro”, afirmou o vereador no vídeo.

Outro ponto levantado pelo parlamentar envolve a presença de patrocínios privados, incluindo empresas do setor de apostas, conhecidas como “bets”. Moura questiona como, mesmo com apoio da iniciativa privada, o custo para os cofres públicos teria aumentado de forma tão significativa. Para ele, a Prefeitura precisa esclarecer a composição dessas despesas e o impacto real dos patrocínios na redução dos gastos municipais.

Entre os exemplos citados, está uma licitação no valor aproximado de R$ 5 milhões para contratação de mão de obra destinada a eventos de grande, médio e pequeno porte ao longo de 12 meses. O vereador argumenta que o contrato ultrapassa o período do Carnaval e pode abranger outras festividades, como São João e Réveillon. Ainda assim, ele sugere que, por coincidir com o calendário eleitoral, a medida deveria ser melhor detalhada pela gestão. “Não estou afirmando nada, mas a Prefeitura precisa explicar que não há relação com o período eleitoral”, pontuou.

O discurso do parlamentar também associou o investimento nas festas à realidade enfrentada por parte da população. Moura citou problemas como ruas esburacadas, esgoto a céu aberto, falta de atendimento médico, escassez de vagas em creches e dificuldades no suporte a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para ele, há um contraste entre os dias de festa e o restante do ano vivido pela população mais vulnerável.

Apesar do tom crítico, o vereador afirmou não ser contrário às manifestações culturais. Ele defende, no entanto, um novo modelo de financiamento para grandes eventos no Recife. Em sua visão, as festas deveriam ser custeadas majoritariamente pela iniciativa privada, incluindo despesas com estrutura, limpeza urbana e segurança, em troca de exploração comercial e publicitária. Moura questiona ainda o retorno direto para os cofres públicos quando se divulgam números bilionários de movimentação econômica durante o carnaval, argumentando que os principais beneficiados seriam setores como hotelaria, bares, restaurantes e transporte por aplicativo.

As declarações reforçam o embate entre oposição e governo municipal em um momento em que o calendário eleitoral começa a influenciar cada vez mais o debate público. Enquanto a Prefeitura aposta na força cultural e turística do Carnaval como motor econômico e símbolo da identidade recifense, vereadores de oposição prometem intensificar a fiscalização sobre os contratos e os gastos, transformando a folia também em tema central da disputa política de 2026.

ADAGRO ORIENTA PRODUTORES SOBRE BIOSSEGURIDADE EM GRANJAS AVÍCOLAS DE PERNAMBUCO

Medidas preventivas são fundamentais para garantir a saúde das aves, a qualidade da produção e a sustentabilidade do setor

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) orienta produtores rurais sobre a importância da adoção de medidas de biosseguridade nas granjas avícolas, consideradas fundamentais para a prevenção de doenças e o fortalecimento da produção no estado.

Para o diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes “a Além de proteger os animais, essas medidas garantem a segurança econômica do setor, evitando enfermidades graves, como a Influenza Aviária e a Doença de Newcastle, que podem causar prejuízos econômicos, bloqueios nas exportações e riscos à qualidade dos alimentos. Ele destaca que a adoção de medidas de biosseguridade contribui diretamente para a saúde das aves, a qualidade dos produtos e a sustentabilidade do setor avícola.

Entre as principais recomendações estão a instalação de barreiras físicas, como cercas, portões e barreiras sanitárias, com o objetivo de controlar o acesso aos aviários.A Agência também destaca a necessidade do uso de botas e roupas de proteção por todas as pessoas que acessam as instalações, reduzindo o risco de contaminação. Outra medida importante é o telamento adequado dos aviários, com telas de uma polegada (2,54 cm), para impedir a entrada de animais e vetores de doenças.

Além disso, a Adagro orienta a realização de análises periódicas da água e da ração utilizadas na criação, garantindo a qualidade e a segurança da alimentação das aves. O monitoramento diário da saúde dos animais é essencial para a identificação precoce de sinais de enfermidades.

A coordenadora do Programa de Sanidade Avícola da Adagro, Wanessa Noadya, reforça a importância da notificação imediata em caso de suspeita de doenças, permitindo a adoção rápida de medidas de controle e a proteção da avicultura no estado. As notificações podem ser feitas nos escritórios da Adagro mais próximos, por meio da Ouvidoria, pelo número 0800 081 1020, pelo e-mail ouvidoria@adagro.pe.gov.br, ou ainda pelo sistema e-Sisbravet, disponível no site da Agência.

Atuação da Adagro – Antes de fiscalizar, a Agência atua de forma orientativa, informando as normas de biosseguridade e de cadastro com o objetivo de blindar as propriedades e reduzir os riscos de introdução de enfermidades. Por meio da vigilância ativa e da coleta de amostras, a Adagro certifica a ausência de doenças de importância sanitária, permitindo o escoamento da produção e o acesso a mercados mais exigentes.

Em situações de emergência sanitária, a atuação é reforçada pela equipe oficial, que possui competência técnica e legal para intervir rapidamente, com a interdição de áreas, investigação epidemiológica e controle de focos, evitando que um problema localizado se transforme em uma crise generalizada.

Biosseguridade na avicultura – A biosseguridade é o conjunto de práticas e barreiras físicas e químicas adotadas para impedir a entrada e a disseminação de doenças nas granjas. Na criação intensiva, a prevenção é a melhor opção.

 

TÍTULO DE CIDADÃO DE OLINDA A BOLSONARO É REABERTO NA JUSTIÇA E PROVOCA NOVA ONDA DE CONTROVÉRSIA

A polêmica em torno do título de cidadão honorário concedido ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela Câmara Municipal de Olinda no ano passado ganhou um novo capítulo judicial. A homenagem, que havia sido alvo de ação popular, foi considerada irregularmente arquivada pela 1ª Vara da Fazenda de Olinda sem que o Ministério Público tivesse participado da decisão, conforme apontou o advogado Estevão Britto em sua apelação. Com base nessa falha processual, Britto conseguiu um parecer favorável do Ministério Público que permite a reabertura do processo, abrindo caminho para que a Justiça analise novamente as alegações de ilegalidade e imoralidade na concessão da honraria.

O advogado, que classificou a outorga do título como “imoralidade”, argumentou que não é compatível uma honraria municipal a alguém com sentença transitada em julgado, referindo-se às condenações definitivas enfrentadas por Bolsonaro. Para Britto, a ausência de participação do Ministério Público no arquivamento anterior compromete a validade da decisão judicial que encerrara o caso sem julgamento de mérito, e isso agora pode levar à anulação dessa sentença.

A concessão do título de cidadão olindense a Bolsonaro foi proposta pelo vereador Alessandro Sarmento (PL) e aprovada pela maioria dos vereadores. Apenas a vereadora Eugênia Lima (PT) registrou voto contrário à homenagem. A sessão que aprovou o título foi marcada por intensa tensão, com enfrentamentos entre manifestantes favoráveis e contrários à honraria, refletindo a polarização política presente tanto em Olinda quanto no cenário nacional.

A iniciativa de homenagear o ex-presidente provocou reações acaloradas nas redes sociais e na imprensa local ainda antes da votação, com grupos contrários à homenagem criticando o reconhecimento e questionando a legitimidade de agraciar um ex-chefe de Estado envolvido em diversas disputas judiciais. Já os apoiadores da concessão viam no título uma forma de reconhecimento político por parte de parte do legislativo municipal.

Com o novo parecer favorável do Ministério Público, a Justiça agora deverá retomar a análise do mérito da ação popular, levando em conta tanto as questões formais do processo quanto os argumentos substantivos apresentados por Britto. Essa reabertura pode resultar na manutenção do título, em sua anulação ou em mais desdobramentos jurídicos e políticos nos próximos meses, conforme a decisão do Judiciário.

Se quiser, posso incluir também declarações de vereadores e análise de especialistas sobre as chances de sucesso da ação na Justiça.